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sexta-feira, 28 de outubro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Limpeza em área do Cecap enche 15 caminhões de lixo

Daíza Lacerda


Área verde tem "morador"; dia inteiro de limpeza rendeu 15 toneladas de lixo

O descarte irregular de lixo em áreas verdes públicas se tornou prática frequente em diversos bairros de Limeira. Enquanto muitos moradores não se dão conta de o quanto a irregularidade é prejudicial à própria população e ao ambiente, numa ação feita ontem na Rua Antônio Bagnoli Filho, no Cecap, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente chegou a um número que ilustra a dimensão do problema. "Retiramos, de manhã até o fim da tarde, 15 caminhões com todo tipo de lixo", disse o secretário Domingos Furgione Filho.
Cada caminhão comporta 12 m³, o que dá um total de pelo menos 15 toneladas de lixo, papel e entulho. De acordo com Furgione, a área é uma das suscetíveis a desenvolver criadouros da dengue, por acumular água, situação ainda mais prejudicial com a quantidade de lixo, que atrai bichos. "Outras áreas do bairro e imediações, como Parque das Nações e Santina, também receberão limpeza", lembra.
O aposentado Adagmar Fernandes Pereira, 90, mora no local há 30 anos e nunca viu tanto lixo sendo tirado da área verde. "A verdade é que o povo não coopera", declara.
Outro problema no local é a movimentação de pessoas mata adentro, o que pode ser observado mesmo durante o dia, em "refúgio" que seria para consumo ou tráfico de drogas.
Nos locais em que a máquina não passava, por entre as árvores, oito pessoas se dividiram para pegar o lixo com as mãos e deixá-los em sacos, que também juntaram-se ao volume dos caminhões.
Além da quantidade de lixo, uma casa foi levada pelas máquinas da Prefeitura. No entanto, após o término dos trabalho, o "morador" juntou novamente os seus pertences no local.
Furgione explica que, dentro do planejamento, se o local está vazio a limpeza é feita normalmente. No entanto, quando há pessoas na área, como nesse caso, o Ceprosom, junto da Guarda Municipal ou Defesa Civil, é chamado para intervir. "Houve conversa para a pessoa se desfazer dos reciclados que tinha, com aviso de que a limpeza seria feita, além de ser oferecida assistência", disse o secretário.




Máquina trabalha na remoção de entulho em área do Cecap
Máquina trabalha na remoção de entulho em área do Cecap





domingo, 28 de agosto de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Entulho incomoda moradores no Parque Nossa Senhora das Dores

Daíza Lacerda

"Eles fazem a limpeza no campo, mas não tiram entulho. Pessoas vêm de outro bairro e jogam aqui". A reclamação é de um dos moradores próximos da área verde que fica entre as ruas Victório Picinato e Nélia Forster Pezzoto, na 4ª etapa do Parque Nossa Senhora das Dores.
Uma das moradoras afirma ter sido vítima de dengue e atribui a transimssão à situação do local. Móveis e entulho são alguns dos itens deixados na área
Outra queixa é a respeito da segurança do local, no qual seria frequente o refúgio para consumo de drogas, além de furtos. "Já levaram até roupas do varal. Roubaram também cadeiras das casas", diz outro morador. Eles questionam a situação sobretudo com a construção de um shopping próximo do local, na Limeira-Piracicaba. "Vamos mostrar o que como vizinhos?", questionam.
Em relação ao lixo na área, o secretário municipal de Meio Ambiente, Domingos Furgione, afirmou que o local recebe limpeza periódica, mas ainda assim o despejo irregular continua sendo realizado. Fiscais foram enviados ao local e nova limpeza será providenciada.
Em relação à segurança, o capitão Sorge, da Polícia Militar, esclareceu que rondas são feitas diariamente e que são priorizados locais que já apresentaram ocorrências anteriormente. "Mas posso afirmar seguramente que todas as etapas do Parque Nossa Senhora das Dores estão entre os locais mais patrulhados", declarou.
Uma forma de a população auxiliar o trabalho da polícia é fazendo denúncias, tanto na base da PM existente no bairro (e pelo telefone da mesma, 3441-6815), quanto pelo telefone 181, sem precisar se identificar. A atitude pode evitar que locais com irregularidades até então desconhecidos pela polícia deixem de receber ronda, diante da prioridade das áreas com maior incidência de ocorrências.


domingo, 14 de agosto de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Em julho, aterro recebeu quase 21 mil toneladas de resíduos

Daíza Lacerda


O lixo de domicílios, indústrias, hospitais e serviços de coleta do município como o Só Cacareco e podas de árvores totalizaram no mês de julho 20.927 toneladas. Este foi o volume recebido pelo aterro municipal.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Domingos Furgione, forneceu o levantamento, a pedido da Gazeta. A pasta é responsável pelo espaço desde junho quando, até então, era comandada pela Secretaria de Obras e Serviços Urbanos.
O item de maior acúmulo foi o entulho, com 12.556,80 toneladas, que representa 60% do total. Neste período foi implantada a Área de Triagem e Transbordo (ATT), específica para este tipo de material, em atendimento à Resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que proíbe, desde janeiro, o descarte de entulho nos aterros que recebem lixo doméstico.
O lixo domiciliar é a segunda maior parcela recebida no aterro em julho, com 5.249,62 toneladas, equivalente a 25% do total no mês. Em seguida, vem o lixo industrial classe II (lodo, areia), com 1.969,32 (9,4%). Já o lixo industrial classe III (materiais leves, como de escritório, sem contaminação) totalizou 259,33 toneladas.
Podas de árvores renderam 728,20 toneladas enquanto os materiais do Só Cacareco totalizaram 124,57 toneladas no mês. O item com menor volume é o lixo hospitalar, com 39,16 toneladas. Furgione explica que este material também tem classificações e que a recebida é a permitida ser disposta no aterro.
ATT
De acordo com Furgione, o volume de entulho descartado na ATT em julho corresponde ao esperado, devido às atividades de construção civil na cidade, das quais provém a maior parte do material. "No local são separados os materiais inertes dos recicláveis e reutilizáveis como madeira, que são encaminhados para cooperativas. A demanda é de materiais de ecopontos e também de construções em geral".
Ainda que agora o município ofereça espaço para esse tipo de material (a cidade ficou um período sem local para despejo com a desativação da RL Reciclados, quando aumentou o descarte em áreas irregulares), esta prática, proibida, ainda é um problema. No entanto, o secretário avisa que há dez ficais da pasta atuando para coibir a irregularidade e flagrantes são passíveis de multas. Denúncias também podem ser feitas pelo 0800-773-4100 e não é preciso se identificar.
Empresas pagam R$ 3,80 o metro cúbico para o despejo, mas o rejuste é previsto para a taxa, que deve aumentar. O município ainda planeja a estrutura para reciclagem de materiais da contrução civil, para reutilização. Porém, além de estudos, o projeto também exige licenciamentos.

Publicado na Gazeta de Limeira.




quarta-feira, 30 de março de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Moradores preocupam-se com andarilhos na Praça São Sebastião

Daíza Lacerda

Moradores do bairro e frequentadores da Praça São Sebastião, no bairro Boa Vista, enfrentam transtornos com a presença de pelo menos cinco andarilhos, que estão frequentemente no local.
"Sempre juntam muitos e dormem dentro da fonte. A Guarda Municipal só vem quando os moradores reclamam", diz o aposentado Antônio José de Souza, que frequenta o entorno da igreja São Sebastião.
A maior queixa dos moradores, no entanto, é sobre o lixo deixado no local, além das abordagens para pedir dinheiro na praça, ponto de ônibus e mesmo nas casas. "Eles usam os cantos como banheiros e fica um cheiro que ninguém aguenta. É muita sujeira", diz a dona de casa Silvana Feltran, 46.
"Já reclamamos várias vezes, mas dizem que não se pode fazer nada porque a praça é pública. Como ninguém pode fazer nada?", questiona a moradora Dalva Inês Pradella, 63. "São homens fortes, mas que não querem trabalhar. Já foram levados, mas voltaram porque onde os deixaram precisavam fazer alguma coisa", acrescenta.
A aposentada Lidionette Naletto Venâncio, 78, também se queixa da insegurança no ponto de ônibus na praça. "Eles exigem dinheiro, ficam pedindo enquanto esperamos o ônibus", diz.
De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura, serão enviados ao local uma equipe da Guarda Municipal e do Fundo Social de Solidariedade para fazer a averiguação de qual medida será tomada. "Caso estejam fazendo baderna e uso de entorpecentes, a GM irá tomar as medidas cabíveis. Já o Fundo Social tentará encaminhá-los para ajuda", informou.


Publicado na Gazeta de Limeira.
sábado, 5 de fevereiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Pavilhão do N. Sa. das Dores também é área problemática para feirantes

Daíza Lacerda

Não é só no Jardim Vista Alegre que os feirantes de Limeira encontram dificuldades para trabalhar devido à sujeira no local de montagem da feira, conforme a Gazeta registrou na edição de domingo.

No pavilhão do Parque Nossa Senhora das Dores, na Avenida Frei João das Mercês, onde a feira é realizada nas tardes de quarta-feira, a sujeira e presença de pombos afastam os consumidores.
No local, as crianças foram as primeiras a reclamar para a reportagem. “É muita sujeira de pombos, desse jeito não podemos brincar, muito menos descalços”, argumentou um grupo de cinco crianças na faixa dos 10 anos de idade.
Já os feirantes se preocupam com a freguesia, ameaçada pela presença dos pombos. “Outro dia uma mulher estava comprando verdura e as fezes dos pombos caíram nela. É o que tememos, além da possível sujeira em nossas mercadorias”, disse a Izilda Schidt, 54, que tenta expor seus produtos de forma que não fiquem embaixo dos arcos da cobertura do pavilhão, onde os pombos ficam empoleirados. “Fica um mau cheiro, sem contar que as fezes são um problema sério e perigoso para a saúde”, completa Eduardo Augusto de Oliveira, 59.
Os vendedores de gêneros alimentícios são os mais preocupados. As barracas de pastel usam lona, mas não há cobertura nas mesas para os clientes. “Alguns frequentadores reclamam”, disse o funcionário de uma das barracas.
Antônio José da Silva também possui barraca de alimentos e, além da preocupação com os pombos no pavilhão, reforça a necessidade de manutenção na área da feira no Jardim Vista Alegre. “Além do mato, lá deve-se fazer a queda da água na direção dos rios. A água leva bichos e sujeira e tudo isso circulando perto de nós é um risco para a saúde”, disse.
De acordo com a assessoria da Prefeitura, “a Secretaria da Agricultura informou que sempre é feita a limpeza após o término das atividades das feiras”. Quanto à sujeira antes de os comerciantes começarem as atividades no local, “será providenciada a limpeza para que na semana que vem não haja nenhuma sujeira ao início das feiras livres”.
Em relação aos pombos, a Secretaria informou que será enviado até o local um fiscal para analisar o caso, para que sejam tomadas as devidas providências. Já no bairro Vista Alegre, a poda do mato e limpeza estão programadas para esta sexta-feira.

BELINHA OMETTO

No Residencial Belinha Ometto, a incidência de pombos também aumentou nos últimos meses. Moradores acreditam que a migração das aves é em decorrência de muita sujeira jogada nas ruas.
A dona de casa Aparecida Costa se incomoda com os pombos na rua. “Eles transmitem doenças”, ressalta. Para ela, enquanto houver pessoas que alimentem as aves, haverá reclamações. (Colaborou Cláudia Trento)



Feirantes e frequentadores da feira, além de crianças que querem usar o local para o lazer, reclamam da sujeira dos pombos
Feirantes e frequentadores da feira, além de crianças que querem usar o local para o lazer, reclamam da sujeira dos pombos

Residência no Belinha Ometto repleta de pombos; moradores acreditam que apariçam das aves é devido sujeiras nas ruas
Residência no Belinha Ometto repleta de pombos; moradores acreditam que apariçam das aves é devido sujeiras nas ruas

Publicado na Gazeta de Limeira.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Mato toma conta de área de lazer no Antônio Simonetti

Daíza Lacerda

Moradores do Jardim Antônio Simonetti precisam caminhar pelo mato alto para chegar aos bancos e quadra que ficam na área de lazer entre as ruas Augusto Merichi e Radialista Modesto de Abreu.

O local conta com uma quadra, mas os alambrados estão danificados, assim como as cestas de basquete. Os bancos estão cercados por mato alto. Na tarde de ontem, alguns jovens se reuniam numa clareira próxima da área, brincando no chão de terra. “Há muito tempo não há manutenção aqui. É a nossa única área de lazer, precisa de mais cuidado. Não tem como sentar nos bancos, com tanto mato”, disse um dos jovens.
“É difícil vir com as crianças nesta situação, e não há outro lugar”, comentou outra moradora.
De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o local está na programação de limpeza, que deve ser feita na sexta-feira de manhã, caso não chova, pois a chuva inviabiliza ou pode atrasar o serviço. Quanto aos bancos e quadra, a assessoria da Prefeitura informou que será feito um levantamento da situação para a manutenção do piso e alambrados.

Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.

domingo, 30 de janeiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Mato alto, lixo e odores são problemas em local de feira

Daíza Lacerda

É crítica a situação na área da feira livre no Jardim Vista Alegre, na Rua José Antônio Massaro. Mato alto, entulho e cheiro forte do lixo deixado no local impediram que os feirantes Leandro Takada e Marcos Toshi trabalhassem em uma das últimas semanas.
De acordo com Takada, o problema existe há vários meses, e o odor que resulta do acúmulo de lixo tornou inviável o trabalho com alimentos no local. "Havia manutenção, mas há alguns meses a área está abandonada. Já recorremos à associação dos feirantes e ao fiscal da feira, mas não tivemos resultados", declara.
"O argumento da fiscalização da feira por não ter tomado nenhuma providência é a de que, como se trata de um bairro de periferia e pelo local da feira ser ao lado de um córrego, não há como fiscalizar a ação da população, como o descarte de lixo e entulho", completa Toshi.
Eles lembram ainda dos impostos que arcam para poder trabalhar na feira, o que os prejudicam ainda mais com a falta de condições. "Já fomos advertidos pelas faltas, mas com mau cheiro e lixo não há como trabalhar", explicam.
"Na semana passada começamos a montar nossa barraca praticamente no meio da feira, pois não há condições de se estacionar o carro no meio do mato. Entendemos que devido às chuvas, muitos bairros foram alagados, muito asfalto destruído, e vários outros problemas na cidade aconteceram, mas penso que a saúde pública não deve ser deixada para segundo plano".
Os feirantes defendem que, pelo local receber grande circulação e pela quantidade de produtos alimentícios, a atenção à área é urgente. "Em dias de chuva a rua da feira vira um rio. Já imaginou os riscos de doença que nós, não somente os feirantes, mas a população em geral, corremos com essa situação?", indaga Toshi.
Eles relatam ainda que animais mortos como cobras teriam sido encontrados no local, que tem acesso de crianças. Devido ao lixo, mato e animais, os feirantes contornaram a situação com humor e batizaram a área de "safári', com uma placa que lista as "atrações". "É uma forma de protesto que arranjaram para demonstrar a insatisfação com a situação", diz Toshi.
De acordo com o secretário municipal de Obras e Serviços Urbanos, Celso José Gonçalves, que responde pela pasta da Agricultura, que envolve as feiras, o local está na programação para receber manutenção. O secretário afirma que há poucas semanas foi feita uma reunião com os feirantes e a situação não foi apresentada, mas irá verificar o descarte de lixo e animais próximos ao córrego. Conforme Gonçalves, o serviço será executado com a trégua da chuva.
domingo, 23 de janeiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Moradores jogam lixo em local irregular, ao lado de ecoponto

Daíza Lacerda

No final da Avenida Luiz Vaz de Camões foi delimitada uma área para ecoponto, que conta com duas caçambas. No entanto, o lixo é despejado fora do local cercado.
De acordo com moradores, além de a área ser usada para consumo de bebidas e drogas, o descarte em local irregular seria feito mesmo com fiscais no local. Como os portões são trancados à noite, a área verde, próxima das residências, recebe itens como sofás, pneus e animais mortos.
"O pior são os bichos que aparecem. Baratas, aranhas e ratos são comuns nas residências", disse a empregada doméstica Ivone da Silva, 50. A operadora de máquinas Nilza Aparecida Cunha Souza, 39, disse que já formalizou várias reclamações à Secretaria do Meio Ambiente, mas o problema persiste há muito tempo. "Esta área era para ser uma praça e agora só nos causa transtornos", disse ela, que lembra ainda que o local serve como passagem de crianças que vão para escolas do bairro.
Aprílio Muniz, 72, ecocoletor que estava no local ontem, disse que o lixo é jogado fora do ecoponto quando este está cheio, pois são apenas duas caçambas.
Domingos Furgione Filho, secretário de Meio Ambiente, informou que foi feita vistoria na quinta-feira à tarde no local, que receberá nova verificação. "Teremos que fiscalizar de outra maneira. Já fizemos um trabalho de conscientização nos bairros para mostrar o que não deve ser descartado no local errado. Agora partiremos para a aplicação de multa de R$ 1,8 mil", disse.
Furgione ressaltou que o intuito da pasta é agir para a consciência ambiental, mas devido a abusos a multas serão aplicadas, trabalho que será dinamizado com os cinco novos fiscais com veículos. "A tendência é que os resultados apareçam logo", disse.