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terça-feira, 3 de janeiro de 2017 | By: Daíza de Carvalho

Adinan anuncia mudanças administrativas; Laerte é presidente por unanimidade

Novo prefeito de Cordeirópolis engatilha três projetos para sessão extraordinária

Daíza Lacerda

Na posse como prefeito de Cordeirópolis, Adinan Ortolan (PMDB), anunciou suas primeiras medidas à frente Executivo. Ao menos três projetos serão encaminhados nesta semana à Câmara Municipal, com uma sessão extraordinária prevista para a próxima terça-feira, dia 10.
Uma delas prevê que o Hospital Maternidade de Cordeirópolis (HMC), que hoje é uma autarquia, passe para a administração direta da prefeitura. "Na verdade é um pronto socorro e centro odontológico, com custo de R$ 10 milhões por ano. A Secretaria da Saúde demanda R$ 18 milhões com 7 unidades de saúde, vigilâncias sanitária e epidemiológica, e administração. Propomos a extinção da autarquia, que tem quatro diretores. A administração da Saúde iria para o prédio da HMC, e só de aluguel a economia será de R$ 2 milhões por ano".
A economia prevista também é na ordem de R$ 2 milhões com o projeto de reestruturação administrativa, com corte de cargos comissionados. Adinan nomeará secretários que assumirão mais de uma área.
O terceiro projeto é da reativação da Faculdade de Cordeirópolis. São previstas 160 vagas em quatro cursos: Gestão em Marketing Digital, Recursos Humanos, Processos Gerenciais e Gestão Pública. “Vamos encaminhar para a Câmara o projeto de reativação da faculdade municipal e da criação de uma escola técnica. Se aprovado, teremos vestibular já no dia 29 de janeiro”. Neste ano ainda pretende abrir licitação para a construção de um prédio próprio para faculdade. "Para o segundo semestre, além de novos cursos superiores, deve ser retomada a escola técnica, com cursos técnicos em Mecatrônica, Automação Industrial, Técnico em Cerâmica, entre outros. A expectativa é gerar até 300 vagas por ano".
ESTREIA
O primeiro dia de governo foi de reunião com servidores e organização da casa. "Esses primeiros dois dias serão dedicados à organização de espaços. Saí da prefeitura em 2010 e agora encontrei muita bagunça no aspecto físico, coisa entulhada, móveis quebrados, arquivo morto. Mas também nos apresentamos, e as nossas propostas, para que os servidores nos conheça como novos gestores". A reunião com o secretariado ficou para sexta-feira. "Já nos reunimos nas última semana, então cada um chegou já sabendo o que precisava fazer, como se acertar com suas equipes".


Transmissão de cargo foi feita de Zorzo a Adinan no gabinete - Foto: Divulgação


Programa vai pagar para
desempregado se preparar


Entre as iniciativas previstas por Adinan Ortolan está o "Programa Emergencial do Emprego", com previsão de investimento de R4 2 milhões em um ano. A proposta, que está em elaboração e deve passar pelo crivo da Câmara, é oferecer 500 vagas num curso de preparação para o trabalho, com orientações sobre postura, marketing profissional, currículo e autoestima para desenvolver tarefas. Cada participante deve receber R$ 200 para fazer o curso e os 250 melhores que demonstrarem maior interesse e pontualidade serão selecionados. Eles ganharão um salário mínimo para o encaminhamento de cursos de qualificação profissional, como pedreiro, eletricista, soldador, mecânico e paisagista. A contrapartida será em meio período de serviços em próprios municipais, com instrutores. "Em vez de contratarmos esse serviço, o trabalho pode ser desenvolvido por essas pessoas, até que as empresas se recuperem para voltar a contratar", declara Adinan. Os recursos virão de cortes de cargos e aluguéis. (Daíza Lacerda)


Por unanimidade, Laerte
presidirá em Cordeirópolis

Sem concorrentes para a presidência da Câmara de Cordeirópolis, Laerte Lourenço (PMDB) foi eleito por unanimidade para presidir a Casa no biênio 2017/2018. A Mesa Diretora ainda é constituída pelo vice-presidente Rinaldo Lima (PMDB), a primeira secretária Cássia de Moraes (PDT) e segunda secretária Sandra Santos (PT). Cleverson Nunes (PMDB) foi eleito líder de governo.
Laerte reconheceu que a maioria dos vereadores não tem experiência política, e devem aprender juntos. "Será necessária unidade para as coisas prosperarem. Não tomaremos decisões em separado", diz ele. O início dos trabalhos ainda não será no novo prédio da Câmara, pois é necessário o alvará, além da manutenção de alguns pontos. (Daíza Lacerda)



Laerte foi o vereador mais votado e eleito por unanimidade para presidir a Câmara

Publicado na Gazeta de Limeira.








terça-feira, 15 de novembro de 2016 | By: Daíza de Carvalho

República, uma estranha do povo

Sistema político completa 127 anos, iniciado em meio ao desconhecimento popular

Daíza Lacerda

No ano em que os resultados das eleições municipais surpreenderam muita gente que esperava a reeleição, o Brasil chega aos 127 anos da Proclamação da República. Entre outros objetivos, a mudança previa o revezamento de liderança política. Mas, se esse item não passou da intenção em considerável parte do tempo entre a proclamação em 1889 e apuração das urnas em 2016, o próprio sentido da palavra república (res publica = coisa pública) também não fez o menor sentido nos moldes em que a mudança política foi feita no Brasil. Ou nos Estados Unidos do Brasil.
Quem explica a conjuntura é Roberson Marcomini, professor de História e Filosofia do Colégio Jandyra. Imbuída pelos 100 anos da Revolução Francesa e proclamada pelo Marechal Deodoro da Fonseca, ele próprio sem tanta segurança no novo sistema proposto, a república foi resultado da articulação de grupos proeminentes da época, cada um com seu interesse, descontentes com dom Pedro II.
O primeiro grupo era dos militares, que esperava mais reconhecimento ao voltar da Guerra do Paraguai, que terminou em 1870. O segundo era dos cafeicultores que, com a Lei Áurea de 1888, perderam a mão de obra barata dos escravos, que tiveram a liberdade decretada. Por último, os padres, descontentes com um imperador da Maçonaria.
A união dos interesses desses grupos levou à destituição de dom Pedro II e o início da república, em 15 de novembro de 1889. Como primeiro presidente do Brasil sem votação, marechal Deodoro não parecia tão confiante assim na república, como pontua Marcomini. Ele cita pesquisas do historiador José Murilo Carvalho, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que dão conta que o marechal teria dado viva ao imperador, à família imperial e ao exército, na ocasião em que proclamou o novo sistema político que se opunha ao império. Ou seja, o porta-voz da república ainda possuiria fortes ligações com a família real.
COISA PÚBLICA
Isso tudo ocorreu e a população só ficou sabendo depois. "Naquela época, apenas 8% sabiam ler e escrever, e os que nasceram naquele período ainda eram apegados ao sistema imperial. Como tudo o que é novo, a república causou distanciamento".
O país deixava de ser o Império do Brasil para se tornar os Estados Unidos do Brasil, nome oficial de 1891 a 1967, quando mudou para República Federativa (descentralização do poder) do Brasil, da forma que permanece até hoje. As nomenclaturas foram usadas estrategicamente para fortalecer a ideia de república na época, como salienta Marcomini. Ruas e praças receberiam, por exemplo, o nome 15 de novembro e Tiradentes. Mas, na prática, vícios do período monárquico permaneceram.
O voto direto levaria um século até ser praticado, em definitivo, mas o voto de cabresto sobreviveria ao tempo, em prática existente até hoje em algumas regiões do país, como pontua o professor. A população pobre continuou da mesma forma após o decreto do novo sistema. Houve a ruptura com a continuidade da família real no poder, mas o revezamento pretendido esbarrou nas reeleições, que mantêm até os dias atuais oligarquias ou figuras políticas por décadas em determinados locais, como lembra Marcomini.
Na moral da história, "o povo recebeu a república sem ser consultado. Foi a busca de um grupo com interesses no poder. Enquanto outras revoluções, de outros locais, tiveram sangue, a nossa foi assim, sem graça", diz, sobre a mudança alheia ao povo.
Se esse tipo de busca (ou não busca) popular se tornaria um traço cultural no futuro, outro elemento persistente daquela época desperta a análise do professor para os dias atuais. "Naqueles tempos era nítida a união de igreja e estado no poder, ou seja, o Padroado. Hoje, pela lei, o estado é laico, independente da igreja. Mas, na prática, o que vemos é a religião sendo usada como um grande instrumento de política", salienta, lembrando dos crucifixos nas instituições públicas.

Publicado na Gazeta de Limeira.

domingo, 1 de março de 2015 | By: Daíza de Carvalho

Flavio Prada: um militante limeirense na Itália

Sem partido, Flavio Prada tentará se eleger prefeito de Riva del Garda, em Trento

Daíza Lacerda

Se estivesse no Brasil, o limeirense Flavio Prada, de 54 anos, provavelmente teria participado das manifestações de junho de 2013. E, quem sabe, poderia marcar presença nos protestos programados contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Mas o mensalão, Operação Lava-Jato e alta de impostos não fazem da política brasileira, necessariamente, um exemplo de corrupção. Apesar das falhas indignarem a população, há locais com problemas mais complexos. E, quem diria, na Europa. É o que argumenta Prada, que se prepara para o pleito municipal de Riva del Garda, cidade da província de Trento, na Itália, país onde vive há 14 anos com a família.
À beira do lago Garda, a cidade de 17 mil habitantes tem o turismo como ponto forte. Pelas fotos, o local parece convidar ao descanso, mas o que levou Prada à disputa da prefeitura foi a movimentação. Sem partido, o seu grupo é o 5 Stelle, ou Cinco Estrelas, nascido na internet como mobilização pelo descontentamento com os rumos que a cidade e o país, imersos na crise europeia, vêm tomando.
Lá, as condições políticas são totalmente diferentes do Brasil, como explicou o candidato de dupla cidadania à Gazeta. "A Itália é uma república parlamentarista. Nesse sistema, o prefeito é obrigado a governar com maioria. Se ele a perde nas votações, é destituído do governo. Ou seja, seu mandato dura conforme a sua atuação e não há data específica para as eleições".
Não é este o caso que levará o nome de Prada às urnas. A eleição, regular, está marcada para 10 de maio e sua campanha só começa oficialmente em 1º de abril. Seu nome só ficou conhecido como concorrente devido às comprovações obrigatórias de idoneidade, e ele ainda não sabe quantos ou quem serão os seus rivais nas urnas. Por enquanto, acredita que pelo menos o atual prefeito, no poder há duas gestões (uma como vice), deve se canditatar novamente. Lá também vale tanto o voto no candidato quanto no partido. O mandato é de cinco anos e a pessoa pode não só se reeleger como acumular cargos, como de prefeito e senador, graças às brechas na lei.
ESBANJANDO
Essas brechas são o diferencial negativo na política italiana, como pontua Prada na comparação com o Brasil. "A Itália está numa situação econômica e política complicadas. A atividade política é pior que no Brasil, com um custo absurdo. Uma das nossas batalhas é cortar metade dos custos. A lei não diz que não pode acumular cargos e salários, com senadores ganhando 20 mil euros por mês, o que é absurdo para um país em crise".
Se José Sarney é uma figura clássica no Brasil sobre a longevidade política, ele cita ainda a casta de políticos que se perpetua no poder há mais de 40 anos e as altas cifras de financiamento de partidos. "Teríamos direito a 42 mil euros, mas o nosso movimento, que nasceu dentro da rede, recusou. Queremos mostrar que é possível fazer política sem dinheiro público. Esse dinheiro, de impostos, acaba usado para compra de votos".
Caro e inchado. Assim é o parlamento italiano. Ele conta que são mais de mil pessoas entre Senado e Câmara, numa "divisão territorial absurda". "Propomos uma fusão territorial de municipíos, pois há locais com 400 habitantes, que é a população de um condomínio". O plano serve para outras quatro cidades vizinhas a Riva del Garda, que totalizariam 45 mil habitantes.
O MOVIMENTO
Sem diretório ou tesoureiro, o movimento 5 Stelle teve origem na rede, num blog italiano, e remete a cinco princípios fundamentais defendidos pelo grupo, inclusive voltados ao meio ambiente, como a defesa à energia renovável. Por não ser um partido, a definição do candidato foi feita em processo interno, com Prada escolhido pelo grupo. Apesar dos vícios do governo listados por ele, quem tem problemas na justiça não pode se candidatar. E foi no processo de comprovação da ficha limpa que seu nome vazou antes do período de campanha.
Entre as questões que deve encarar caso seja eleito, está a economia do município, baseada no turismo. Em determinadas épocas, como nas feiras de exposições, turistas alemães, ingleses e holandeses enchem os cerca de 60 mil leitos de hotéis. A cidade ainda conserva a agricultura, mas Prada vê o município se descaracterizando. "Começamos a ter problemas ambientais com o turismo predatório, perdendo a tranquilidade. Associada à crise, a situação acarreta distorções enormes". Ele não vê sentido na destruição de áreas de preservação para construção de hotéis, se são justamente as paisagens que atraem os turistas. Além disso, com a crise, o setor hoteleiro tende a importar mão de obra barata, mantendo os trabalhadores locais sem emprego. Ele acusa a prefeitura atual de favorecer construtoras. "Nunca se destruiu e construiu tanto em áreas verdes ou de agricultura, acabando com as belezas naturais que os turistas buscam. Além disso, a cidade morreu culturalmente".
O blog onde nasceu o movimento foi um dos mais visitados do país ao focar os vícios da atuação política italiana. "Não somos antipolíticos, mas queremos recuperar a política de verdade, trazê-la para o cidadão comum. São 150 deputados com 17 mil euros de custo de campanha. Um partido tradicional consome 50 milhões, que vai para o bolso de muita gente. Mas a cada dia que passa, alguém acorda desse sono. Nosso modelo é a Suíça, com democracia direta e participação popular em plebiscitos, onde a população decide se irá fazer um projeto ou não. Se funciona lá, pode funcionar em qualquer lugar".

Flavio Prada: há 14 anos na Itália, foi
escolhido por movimento para concorrer eleições

Riva del Garda, na província de Trento:
candidato quer impedir turismo predatório

Quem é Flavio Prada

Arquiteto, nasceu em Limeira, na região central, onde sua mãe ainda mora atualmente. Aos 18 anos mudou-se para São Paulo e, posteriormente, para Florianópolis-SC, antes de ir morar na Itália em 2001 com a esposa e três filhos ainda pequenos. O primeiro local em que viveu foi Vigolo Vattaro, a cidade de madre Paulina. Depois, mudou-se para Riva del Garda, onde se estabeleceu para a retomada da carreira profissional.
Seu pai, um dos fundadores da Companhia Prada em Limeira, nasceu na capital da província de Trento. A dupla cidadania não é problema frente aos eleitores. Ele conta que por vezes é referenciado como o que veio do Brasil, "o que é, em grande parte, valor agregado, pois os mais jovens veem o Brasil como um local de ideias novas".
Sua área de atuação também está em crise há três anos, e entre as outras atividades que desenvolve está o grupo musical com a família. Eles realizam concertos, inclusive com música brasileira, também apreciada no além-mar.
A última vez que veio ao Brasil foi em 2012. Ele não descarta um dia voltar, mas acha difícil viver novamente em terras tupiniquins devido o vínculo que a família tem na Itália. (Daíza Lacerda)

Flavio Prada e a família, que atua junto em apresentações musicais

"Brasil tem muito a ensinar"

"O brasileiro tem um estigma de achar que os outros sempre são melhores, mas temos grandes personagens. O Brasil tem muito a ensinar", afirma.
Apesar de países com origens, histórias e condições completamente diferentes, ainda que que tenham os mesmos problemas, ele defende que a Itália ganha na experiência em coisas complicadas. "O Brasil tem melhores definições no ponto de vista civil. A Itália, na prática, é uma ditadura. O primeiro ministro é nomeado pelo presidente da República. Temos hoje um governo nomeado sem eleição, pela terceira vez".
Ele conta que os cidadãos querem "acabar com os ladrões de cofres públicos e garantir a democracia real" e acabar com a "eleição de gente absolutamente corrupta".
A movimentação já causa temor nos altos escalões, que têm poder para mudar as regras do jogo, como explica Prada. "Já estão agindo para mudar a Constituição, indo na contramão. Roubam há décadas, e quando a sociedade se rebela, começa a incomodar". Na Itália, há menos regras estabelecidas. "O presidente faz o que quer. Pode dissolver a Câmara, se quiser".
A VIRADA
Mas se as coisas andam tão complicadas na Itália, por que permanecer lá? "Partimos de uma situação muito boa se comparada à média mundial. Considerando de onde saímos até onde podemos chegar, há um processo de empobrecimento. Saímos de um panorama planejado para a pobreza total".
Na queda livre econômica, cita que cerca de 300 empresas fecham por dia, deixando partes da população abaixo da linha da pobreza. "Pessoas que herdaram empresas de 150 anos perdem tudo e ainda devem. Vêm de uma situação histórica de produção que está sendo destruída".
Mas se tem uma coisa que ainda funciona é a aplicação de recursos. Prada conta que a carga tributária também é enorme e chega a 53%. "É metade do que produzimos. Porém, Trento é autônoma e os recursos são administrados na própria província. Ainda temos bons serviços, mas vemos piora da oferta nos últimos anos. Mas, no geral, temos boa escola e saúde públicas. Nunca fizemos uma consulta particular. Há uma decadência e poderia ser melhor pelo que o governo arrecada, mas neste ponto não se compara ao Brasil, pois funciona".
Não há inflação de preços, mas lobby de alguns setores cujos produtos ou serviços são os mais caros do mundo. "É o caso dos farmacêuticos. É impossível abrir uma farmácia, pois os estabelecimentos passam de pais para filhos. O mesmo com cartórios, em rede fechada. Monopolizam o setor e ditam os preços, independentemente de políticas fiscais".
Em recessão, a Itália iniciou o processo de deflação. "Alguns preços são estáveis há mais de 10 anos. Alguns chegam a baixar, o que no varejo funciona, mas no conjunto nacional é um drama".
O LADO BOM DA CRISE
Um passo para trás para avançar. Desta forma Prada resume as lições da crise, que pode estar contribuindo para que o cidadão europeu retome suas origens e, por consequência, uma vida mais equilibrada. "Somos a favor que a economia descresça, nesta loucura de consumo e produção. Estamos destruindo para fazer girar. A crise está levando as pessoas a produzirem no âmbito local, a viver de modo mais simples e menos impactante, o que é positivo. Com tecnologia, mas em outro ritmo, mais tranquilamente". (Daíza Lacerda)

Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.