História e desenvolvimento de Limeira são contextualizados em três salas
Daíza Lacerda
A criançada que subiu afoita as escadarias do prédio Coronel Flamínio Ferreira de Camargo rumo às salas do museu veria pela primeira vez detalhes históricos do município em peças e representações. Com acervo longe do prédio há sete anos, sendo que a visitação já estava suspensa naquele ano de 2009, o Museu Histórico-Pedagógico Major José Levy Sobrinho foi reaberto ontem para as novas - e antigas - gerações.
É só uma parte do tesouro histórico que ficará exposta, com renovação periódica. O prédio é usado para outros departamentos como Emcea, Comicin e, futuramente, Centro de Memória, em espaço insuficiente para o acervo de mais de 5 mil peças, das quais cerca de 200 estão em exposição.
"A ideia é mudar o paradigma do museu chato para o museu em movimento, que se atenta à memória. As exposições vão mudando, além do espaço para mostras itinerantes, para as quais já há interessados", declara a secretária de Cultura, Glaucia Bilatto.
Gerente do museu, Ana Terezinha Carneiro Naleto destaca também a pinacoteca na qual foi transformado o corredor do pavimento superior do prédio, de acesso às salas, com diversas pinturas. A concepção do espaço vem desde fevereiro, com a pesquisa e seleção de materiais, até a mudança das peças, que começaram a ser transportadas há pouco mais de um mês. Além dos quadros e peças, há também reproduções, como de mapas, cujos originais pertencem ao acervo.
A primeira sala contempla a história do município, e a migração do rural para o urbano, com os ofícios que isso demandou, em peças. A segunda contempla as transformações urbanas e a importância do major José Levy Sobrinho e outras figuras para o município. A terceira sala tem o histórico do próprio museu, e desenvolvimento da cultura, lazer, educação e saúde. Além de fotos de prédios importantes antes e atualmente, a Unicamp assina espaço com o histórico da universidade, que completa 50 anos e está no município há 49.
ORIGENS
A peça mais antiga é um São José, em madeira policromada. A datação é do século 18, mas não há detalhes sobre a origem, uma das dificuldades na escolha das peças para a mostra, como explica o historiador João Paulo Berto. "Uma das dificuldades foi a catalogação das peças, na reunião de informações de quem doou e quando, qual o período. É o que será desenvolvido agora", informa.
A preocupação foi apresentar os temas da cidade, em panoramas contextualizados. Segundo Ana Terezinha, é impraticável a exposição de todo o acervo, pois nem todas as peças tem essa conexão como as atualmente expostas. A projeção é que a mostra permaneça por cerca de três anos, mas com exposições itinerantes do restante do acervo e também de outros artistas.
Por enquanto, a visitação ocorre de segunda a sexta, das 9h às 16h. Informações pelo 3441-4805.
Reforma do entorno é concluída
Quem esperava ônibus na tarde de ontem na praça Coronel Flamínio pode se distrair com as apresentações musicais e de dança que marcaram a entrega da reforma do local e a reabertura do museu.
Iniciadas em março, as obras custaram R$ 488.344,51, considerando as metragens de materiais de diferentes contratos, conforme o secretário de Obras e Serviços Públicos, Marcelo Coghi. Ele explica que foram usados contratos como o de calçadas e passeios públicos, com uso de 3.668 m². A colocação de grama é do contrato com a Forty, com 2.332 m², enquanto os bancos foram produzidos pela Famul. Os contêineres para os comércios estão em fase de licitação, com custo estimado de R$ 54 mil cada. A praça terá dois para a banca e quiosque do suco, enquanto o terceiro será destinado à área de lazer ao lado do Limeirão. Os abrigos de ônibus foram providenciados pela Viação Limeirense, enquanto a readequação da sinalização e semáforos também foram feitas em contrato para este serviço.
O prefeito Paulo Hadich ressaltou que a renovação do espaço foi feita pensando no pedestre, com maior área de utilização das pessoas, além de valorização das árvores.
Moradores da região demonstraram preocupação com a segurança do local, principalmente à noite. Segundo o secretário de Segurança, Mauricio Miranda, a ronda da Guarda continua no Centro, inclusive à noite. Ressaltou que o uso dos espaços por grupos como de skatistas ou de rap, por exemplo, não representa risco. Já qualquer tipo de depredação do espaço é crime e deve ser denunciado, caso não seja flagrado pela GCM. A secretária de Cultura, Glaucia Bilatto, informou que o prédio do museu possui sistema de segurança integrado à Guarda. (Daíza Lacerda)
Publicada na Gazeta de Limeira.
Mostrando postagens com marcador museu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador museu. Mostrar todas as postagens
Obra na Praça do Museu prevista para terminar em um mês
Daíza Lacerda
Se está complicado para o motorista trafegar no entorno da praça Coronel Flamínio (do Museu), a situação ficou um pouco mais confortável para quem usa o transporte coletivo. Na reforma em curso, foi ampliada a quantidade de assentos para quem espera ônibus nos movimentados pontos da praça.
Já a complicação para os motoristas está com os dias contados: a previsão de conclusão das obras é até a primeira semana de junho, conforme o secretário de Obras e Serviços Públicos, Marcelo Coghi. A movimentação de trabalhadores, máquinas e entulho exige atenção de pedestres e condutores, já que o entorno está parcialmente interditado, com passagem provisória pela rua para quem está a pé.
O lado da praça em frente à rua Treze de Maio está praticamente pronto. A parte do piso foi concluída, mas o novo bolsão de estacionamento para motos ainda não está liberado. No trecho falta ainda o plantio dos canteiros, previsto para as próximas semanas.
Na tarde de ontem, era retirado o piso antigo do quadrante entre a Carlos Gomes e Boa Morte. A escada que era o acesso principal ao prédio histórico será substituída por outra, além de uma rampa. A escada dos fundos do imóvel, onde foi instalado o elevador, também será demolida. Naquele ponto será feito um canteiro entre o prédio e a passagem de pedestres. A banca e quiosque serão remanejados naquele lado da praça.
Coghi explicou que os bancos da praça foram colocados de forma aleatória, já que os pontos de ônibus sofrem mudanças de acordo com as intervenções. Novos abrigos também estão previstos quando for adotada ordem definitiva.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Se está complicado para o motorista trafegar no entorno da praça Coronel Flamínio (do Museu), a situação ficou um pouco mais confortável para quem usa o transporte coletivo. Na reforma em curso, foi ampliada a quantidade de assentos para quem espera ônibus nos movimentados pontos da praça.
Já a complicação para os motoristas está com os dias contados: a previsão de conclusão das obras é até a primeira semana de junho, conforme o secretário de Obras e Serviços Públicos, Marcelo Coghi. A movimentação de trabalhadores, máquinas e entulho exige atenção de pedestres e condutores, já que o entorno está parcialmente interditado, com passagem provisória pela rua para quem está a pé.
O lado da praça em frente à rua Treze de Maio está praticamente pronto. A parte do piso foi concluída, mas o novo bolsão de estacionamento para motos ainda não está liberado. No trecho falta ainda o plantio dos canteiros, previsto para as próximas semanas.
Na tarde de ontem, era retirado o piso antigo do quadrante entre a Carlos Gomes e Boa Morte. A escada que era o acesso principal ao prédio histórico será substituída por outra, além de uma rampa. A escada dos fundos do imóvel, onde foi instalado o elevador, também será demolida. Naquele ponto será feito um canteiro entre o prédio e a passagem de pedestres. A banca e quiosque serão remanejados naquele lado da praça.
Coghi explicou que os bancos da praça foram colocados de forma aleatória, já que os pontos de ônibus sofrem mudanças de acordo com as intervenções. Novos abrigos também estão previstos quando for adotada ordem definitiva.
![]() |
| Obras continuam na praça do Museu durante mais um mês |
Publicado na Gazeta de Limeira.
Museu, que já pertence ao município, passa por processo de “atualização”
Daíza Lacerda
Fechado para visitação bem antes do início da reforma do prédio Coronel Flamínio Ferreira, o Museu Histórico-Pedagógico Major José Levy Sobrinho não está em processo de municipalização. O local, já pertencente ao município, passa agora por um processo de atualização com o governo estadual.
A situação foi explicada por Cecília Machado, diretora do Sistema Estadual de Museus (Sisem), em entrevista à Gazeta. Segundo ela, o processo foi concretizado, e o município já assumiu a administração do museu. A situação na qual a instituição está, agora, é de atualização no Estado.
“O Estado teve duas levas de criação de museus, em 1956 e 1974. Parte deles nunca foi implantada e outra foi municipalizada por decretos entre outubro de 2000 e março de 2001. Nesta situação estavam 44 instituições, inclusive a de Limeira”, disse ela.
Outra lei estadual, 13.209/2008, no entanto, diz respeito às adequações que devem ser feitas nos processos de municipalização, de onde partiu a necessidade da atualização de documentos e processos. “Na verdade, sempre haverá supervisão do Estado, de forma a assessorar tecnicamente”, lembra. A medida exige ainda uma audiência pública para legitimar a passagem do Estado para Prefeitura.
Em Limeira, embora o prédio do museu esteja em fase de restauração, o local foi fechado para visitas em 16 de janeiro de 2007. Teve algumas exposições itinerantes até o acervo passar por catalogação e condicionamento supervisionados pelo Sisem. Segundo Cecília, em prosseguimento à atualização, para a reabertura, deverá ser feito, além de readequação do espaço, novo plano museológico, realinhamento de perfil e missão à comunidade, infraestrutura moderna, dinâmica e de interatividade, acessibilidade e ação educacional que valorize a instituição em nível regional.
Ela afirma que, quando recebeu a primeira visita da entidade, o local estava em situação “complicada”. “Era uma intervenção que precisava ser feita com urgência e administração acatou. Era preciso desocupar o ambiente, que era um espaço não apropriado para as peças, com excesso de coisas, precisando de restauração emergencial”, diz.
O novo projeto com os itens citados deverá atender todas as normas técnicas museológicas. “O Sisem apenas dá orientações ao município, mas não executa. Para isso, possivelmente deverá ser feita alguma licitação para o trabalho, via empresa com museólogo. Para o funcionamento, seguramente o município terá que fazer contratação de museólogo via concurso público”, explica Cecília.
Embora a estação ferroviária tenha sido cogitada para exposição das peças, o local foi descartado e não houve novas propostas de outros que pudessem receber adequadamente o acervo. O local propício para abrigar os materiais precisa, além de segurança, cooperar na conservação da peças, além de possuir acessibilidade. Segurança e limpeza são itens primordiais.
O museu possui 1.450 peças que pertenceram ao Estado, que fazem parte do processo de atualização, além de cerca de mil peças do município.
Cecília afirma que não há pedidos de trabalho parecido para o Museu da Joia, embora tenha sido pedida uma visita de profissionais da entidade ao local.
O QUE ESTÁ SENDO FEITO
Segundo o secretário municipal de Cultura, Adalberto Mansur, a ideia, com a reabertura, é que o público não somente receba as obras, mas que haja interação. “Planejamos ações culturais, mas ouviremos a população para um projeto mais focado. Vamos repensar projeto de museu, mas não com visão acadêmica”, diz.
Ele lembra que ainda não foi pensada uma audiência pública, o que possivelmente seria feito com os trabalhos da secretaria, não apenas do museu.
Quanto às orientações do Sisem, pontua que a parceria visa condicionar o acervo da forma mais correta do ponto de vista técnico.
Entre medidas no sentido das atualizações que a entidade propõe, o secretário destacou a participação, neste mês, de membros da Cultura em seminário da 8ª Semana de Museus, em Nova Odessa, que teve Cecília entre os palestrantes.
A obra no prédio para o qual o acervo deverá voltar teve prorrogação de quatro meses e deve durar pelo menos até julho. No entanto, o secretário informa que o projeto passa por alterações e revisões. A execução tem R$ 1,2 milhão de recursos federais, com estimativa de valor total de R$ 1,5 milhão, cuja diferença será arcada pelo município.
A situação foi explicada por Cecília Machado, diretora do Sistema Estadual de Museus (Sisem), em entrevista à Gazeta. Segundo ela, o processo foi concretizado, e o município já assumiu a administração do museu. A situação na qual a instituição está, agora, é de atualização no Estado.
“O Estado teve duas levas de criação de museus, em 1956 e 1974. Parte deles nunca foi implantada e outra foi municipalizada por decretos entre outubro de 2000 e março de 2001. Nesta situação estavam 44 instituições, inclusive a de Limeira”, disse ela.
Outra lei estadual, 13.209/2008, no entanto, diz respeito às adequações que devem ser feitas nos processos de municipalização, de onde partiu a necessidade da atualização de documentos e processos. “Na verdade, sempre haverá supervisão do Estado, de forma a assessorar tecnicamente”, lembra. A medida exige ainda uma audiência pública para legitimar a passagem do Estado para Prefeitura.
Em Limeira, embora o prédio do museu esteja em fase de restauração, o local foi fechado para visitas em 16 de janeiro de 2007. Teve algumas exposições itinerantes até o acervo passar por catalogação e condicionamento supervisionados pelo Sisem. Segundo Cecília, em prosseguimento à atualização, para a reabertura, deverá ser feito, além de readequação do espaço, novo plano museológico, realinhamento de perfil e missão à comunidade, infraestrutura moderna, dinâmica e de interatividade, acessibilidade e ação educacional que valorize a instituição em nível regional.
Ela afirma que, quando recebeu a primeira visita da entidade, o local estava em situação “complicada”. “Era uma intervenção que precisava ser feita com urgência e administração acatou. Era preciso desocupar o ambiente, que era um espaço não apropriado para as peças, com excesso de coisas, precisando de restauração emergencial”, diz.
O novo projeto com os itens citados deverá atender todas as normas técnicas museológicas. “O Sisem apenas dá orientações ao município, mas não executa. Para isso, possivelmente deverá ser feita alguma licitação para o trabalho, via empresa com museólogo. Para o funcionamento, seguramente o município terá que fazer contratação de museólogo via concurso público”, explica Cecília.
Embora a estação ferroviária tenha sido cogitada para exposição das peças, o local foi descartado e não houve novas propostas de outros que pudessem receber adequadamente o acervo. O local propício para abrigar os materiais precisa, além de segurança, cooperar na conservação da peças, além de possuir acessibilidade. Segurança e limpeza são itens primordiais.
O museu possui 1.450 peças que pertenceram ao Estado, que fazem parte do processo de atualização, além de cerca de mil peças do município.
Cecília afirma que não há pedidos de trabalho parecido para o Museu da Joia, embora tenha sido pedida uma visita de profissionais da entidade ao local.
O QUE ESTÁ SENDO FEITO
Segundo o secretário municipal de Cultura, Adalberto Mansur, a ideia, com a reabertura, é que o público não somente receba as obras, mas que haja interação. “Planejamos ações culturais, mas ouviremos a população para um projeto mais focado. Vamos repensar projeto de museu, mas não com visão acadêmica”, diz.
Ele lembra que ainda não foi pensada uma audiência pública, o que possivelmente seria feito com os trabalhos da secretaria, não apenas do museu.
Quanto às orientações do Sisem, pontua que a parceria visa condicionar o acervo da forma mais correta do ponto de vista técnico.
Entre medidas no sentido das atualizações que a entidade propõe, o secretário destacou a participação, neste mês, de membros da Cultura em seminário da 8ª Semana de Museus, em Nova Odessa, que teve Cecília entre os palestrantes.
A obra no prédio para o qual o acervo deverá voltar teve prorrogação de quatro meses e deve durar pelo menos até julho. No entanto, o secretário informa que o projeto passa por alterações e revisões. A execução tem R$ 1,2 milhão de recursos federais, com estimativa de valor total de R$ 1,5 milhão, cuja diferença será arcada pelo município.
Memórias do museuPublicado na Gazeta de Limeira.
“O museu de Limeira foi criado pelo decreto estadual 42.987, de 26 de janeiro 1964. A municipalização foi feita pelo decreto 44.735, de 3 de março de 2000”. As informações exatas são lembradas e descritas com detalhes pela museóloga Ariadne Francisca Carrera Miguel, que trabalhou por anos no local. Todo o histórico do museu de Limeira é contado por ela no livro “Memórias do Museu Major José Levy Sobrinho”, que está em fase de edição.
Ariadne, que é integrante do Conselho Regional de Museologia (Corem IV Região), teve o livro avaliado por editoras que indicaram o material como didático.
Assinar:
Postagens (Atom)
