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sexta-feira, 25 de novembro de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Viagem no tempo

Estamos fazendo - e escrevendo - história. Na minha pequena
cápsula do tempo, uma década de expectativas para avanço da educação

Há exatos 10 anos eu era estudante do 4º semestre de Jornalismo quando escrevi provavelmente o primeiro editorial da minha vida, selecionado pela professora Socorro Veloso para a edição do jornal laboratório Em Foco. Nesta semana, não tive como não relembrar o que me provocou a escrever naquela ocasião, numa espécie de cápsula do tempo particular, resguardadas as proporções com aquela que foi lançada nesta quarta-feira na Unicamp.
Graças ao meu apego ao papel (e história, e memória..) tenho aquela e muitas outras edições do Em Foco guardadas, mas bem acessíveis. A edição nº 43, de novembro de 2006, é aberta com as minhas considerações que partiam do I Salão do Livro Infantil, que havia acompanhado. Estava inconformada com o fato de Limeira ter um evento daquele e uma biblioteca com estrutura ainda tão precária, e cobrava um desfecho do novo campus da Unicamp, que parecia um assunto eterno e que só desencantaria anos depois. Quanto à biblioteca, tive a alegria de cobrir a sua mudança para a estrutura que merece (o que só foi efetivado há pouco mais de 1 ano!). Além do registro da morosa saga nos anos que antecederam esse "parto" (posso chamar assim, não é, Ligia Araujo?!)
Uma década depois eu cairia de paraquedas no assunto (porque não é a minha área de cobertura, que faço provisoriamente na ausência da escriba titular!) para registrar mais planos pra Limeira no ano 50 da Unicamp (e não posso esconder o prazer não só profissional quanto pessoal em noticiar o início das providências burocráticas para o futuro centro esportivo em Limeira... quem viver, verá.. correrá, nadará, jogará! Certo, Luciano Mercadante?!). Daí, ontem, um retrato simbólico de Limeira hoje, uma Gazeta com o meu texto e de meus contemporâneos, foi para a cápsula do tempo, que será aberta daqui a 25 anos. Nos minutos antes do início da solenidade (atrasada! a solenidade, não eu!), peguei a folha em branco com o símbolo da universidade e tracei algumas (várias!) linhas com expectativas para 2041. Não posso pedir muito mais do que continuar registrando a história, e torcer para que seja positiva (não canso de falar que gostamos é de notícia boa, embora todos julguem o contrário em relação à imprensa!).
Na minha viagem do tempo, pensei na vocação. A minha talvez seja mesmo o papel e a palavra. Mas e a de Limeira? Limeira ainda não me parece uma cidade universitária, e não sei dizer por que ainda não se rendeu a isso. É claro que é um processo, mas está devagar demais pra quem lida todo dia com o deadline, no "milagre" de fazer jornal nascer e morrer, todo dia (meus colegas de redação concordarão que o termo milagre não é exagero! haha...).
Um dos sinais mais evidentes de que Limeira não abraça a vocação universitária é a nossa vergonhosa rodoviária, a porta de entrada de mentes de tudo quanto é canto, que vêm efervescer o seu potencial aqui. Nós nem temos ideia do conhecimento que é produzido. Algumas pesquisas que conseguimos pinçar e repercutir em matérias é ínfima perto do que é desenvolvido. E, convenhamos: o clima universitário se restringe ao entorno dos campi. Ainda não contamina o resto da cidade com tudo aquilo que a presença maciça de estudante exige: custo de vida mais acessível, opção de lazer além de bares, opção de cultura, estabelecimento aberto até mais tarde que não seja loja de conveniência de posto, livraria de verdade (ou megastore, please!), sebos, mais sebos pelamordedeus!!
Reconheço que não é fácil "se encontrar", e a universidade também ainda tem muito a caminhar para ser mais aberta e mais acolhedora comunitariamente. Talvez o peso acadêmico ainda assuste, mas isso tem de ser desmistificado.
Enfim, entre uma cápsula e outra, nos cabe tentar agregar da melhor forma. Tenho muita expectativa sobre as histórias que teremos contado e vivido entre o agora e 2041, quando certamente terei as edições da Gazeta dos dias 23 e 24 de novembro de 2016 guardadinhas na minha cápsula particular. [Em tempo, experimentem isso: recentemente, numa sessão desapego, revirei baús e achei cartas que havia escrito para mim mesma anos antes, para ler aos 15, 18 e 21 anos... viajar no próprio tempo é saber se conhecer e reconhecer as mudanças que as fases e a vida nos provoca! Já escrevi outra para os próximos anos!].
A gente sempre reclama que não vê o tempo passar. Talvez seja porque a gente simplesmente não pare para olhar. Enxergar que estamos fazendo, o que estamos ganhando ou perdendo, construindo ou mudando.
sábado, 12 de novembro de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Invasores desafiam escola do Jd. Paineiras

Vandalismo, invasões e furtos aterrorizam rotina de alunos
e funcionários (Foto: JB Anthero/Gazeta de Limeira)
Muro baixo e buraco dão acesso livre a adolescentes alheios às aulas

Daíza Lacerda

Além da complexidade das questões internas da escola estadual do Jardim Paineiras, a comunidade lida agora com ameaças vindas de fora. A instituição tem sido invadida pelos muros e por um buraco num deles, em horários de aula ou intervalo, por adolescentes que atrapalham as aulas e cometem furtos, conforme os relatos.
Conforme a Gazeta apurou, os delitos ocorrem na presença de alunos e professores. Num dos flagrantes, um jovem subtraiu um pacote de pirulitos que a professora havia levado para as crianças na ocasião do Halloween. A sala, da faixa etária de 12 anos, ficou sem doce, só com a indignação.
Ainda na prática de tirar doces de crianças, uma delas também teve um salgadinho furtado. "Era algo que mãe raramente comprava, e daquela vez havia dado um de melhor qualidade para o filho levar de lanche. Como explicar isso para uma criança que fica só com a vontade?", questiona um membro da comunidade.
Mas o terror não fica só nos lanches. Também há suspeita do uso de entorpecentes, ainda que não fosse identificado se por alunos ou intrusos. Na última semana, um dos invasores ameaçou de morte uma funcionária, em caso que foi parar na polícia e aterrorizou ainda mais os servidores, já fragilizados com os problemas desde o início do funcionamento da escola, em agosto.
São 900 alunos, entre crianças e adolescentes dos ensinos fundamental e médio. As invasões se concentram no período diurno, mas o noturno também começa a apresentar problemas, como bombas. Vizinhos afirmam já terem apelado a todos os órgãos, inclusive o Estado, responsável pelo equipamento. Uma equipe teria vistoriado o local para solucionar a questão da estrutura que permite as invasões, mas nada ainda foi feiro.
A preocupação aumenta com a violação de direitos dos alunos, com intrusos que mexem e furtam materiais. Os identificados não são da escola, embora haja a tentativa de identificar se são de outras unidades, além de achar os pais. Mas a investigação é complicada devido às outras demandas escolares, como avalia uma das pessoas ouvidas.
A escola expõe o problema em oportunidades como o Conseg. A situação foi exposta tanto no conselho Centro-Sul quanto no Central. Mas ainda não houve uma iniciativa de chamamento dos órgãos para discutir ações. "Sabemos que é difícil conseguir reunir todos, mas temos o pensamento de tentar".
ALÉM DA (IN)SEGURANÇA
O capitão Costa Pereira, comandante da 5ª Cia da Polícia Militar (PM), informou que ainda ontem o tempo de ronda foi ampliado no horário de troca de períodos. A corporação também atende os chamados pelo 190, como o do invasor que fez ameaças. "No entanto, foi necessário um trabalho psicológico para que a pessoa ameaçada registrasse o boletim de ocorrência. Com isso, foi emitida uma medida cautelar para que o invasor não se aproxime numa distância mínima da ameaçada", relata.
Se por um lado os denunciantes temem represálias, por outro, é necessário envolvimento, como salienta o comandante. "Embora a consequência seja a insegurança, a causa é um problema de estrutura física, sobre o qual não temos como agir, assim como na disciplina escolar. Não há contenção física para impedir a entrada. Mas a comunidade também precisa colaborar. As pessoas sabem quem são os responsáveis pelas pixações nos muros, mas não denunciam. A insegurança não é omissão da PM".
PROVIDÊNCIAS
Procurada a se posicionar sobre as providências para a estrutura da escola, a Secretaria de Educação do Estado informou que "a Diretoria Regional de Ensino de Limeira lamenta que a escola, inaugurada para atender a comunidade do Jardim Paineiras, sofra com vandalismo. A unidade que recebeu investimentos de R$ 5,2 milhões foi criada para atender a demanda do bairro e funcionar também como um espaço para a comunidade. Mas, mesmo após inúmeras reuniões da Diretoria Regional de Ensino com pais, alunos e representantes do bairro, com o Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) e da efetiva parceria com a Polícia Militar para monitoramento de seu entorno, o espaço continua a ser desrespeitado, por isso, serão necessárias obras para elevar os muros da escola. O projeto já está em andamento, com orçamento previsto de mais R$ 147 mil e a expectativa é que as obras aconteçam no mês de janeiro, seguindo todos os trâmites legais".



No Conselho Tutelar, desafio
é a negligência dos pais


A conselheira tutelar Maria Hilda Costa Galva esteve na escola do Jardim Paineiras em ao menos duas ocasiões. Numa delas foi devido à invasão por pessoas que não são da escola. Em outra, a providência foi para alunos que não foram à aula, mas permaneceram na escola perturbando, com correria nos corredores e chutando portas de salas em aula. Os pais são notificados, mas a negligência é o fator mais comum encarado pelos conselheiros. "Vemos que até há famílias estruturadas, mas muitos lavam as mãos. Num dos casos, o garoto disse que os pais estavam trabalhando e chegavam tarde. Mas a mãe trabalhava em casa, com joias, e não sabia que o filho não estava na aula", ilustra.
O primeiro desafio é deter o aluno para que ele não fuja até a chegada do Conselho, e os pais sejam notificados da situação. Assim como a entrada, a fuga também é fácil pelos muros ou cercas. Mas os pais, mesmo cientes, não garantem mudança de comportamento dos filhos, e a reincidência é considerável. "É muita negligência dos pais, que deixam os adolescentes soltos, sem limites. Permitem até que os filhos abandonem a escola", cita, sobre acompanhamentos que deparam com inanição dos pais diante da interrupção da vida escolar. "Alguns dizem que vão encaminhar os filhos para a escola no próximo ano, mas muitos desistem diante da dependência química ou inúmeras passagens pela delegacia".
Apesar de toda a resistência, ainda há casos que permitem nutrir a esperança. "Há famílias que dão tudo, mas esquecem o essencial, que é o exemplo, o respeito. Mas há adolescentes que conseguimos encaminhar para rumos melhores. É o que nos mantém lutando". (Daíza Lacerda)

Publicado na Gazeta de Limeira.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016 | By: Daíza de Carvalho

#Enemfeelings

Passando pra dizer que eu achava que o melhor do Enem era o Machado saudosista (Bons dias!), mas aí veio o Verissimo (outrossim???), daí  #aprendinoenem que piada é o que nos representa na real, e acabamos com a água do mundo a cada gole de cerveja. Daí descobri que esses textos legais eram o afago antes do tapa chamado matemática, que nada lembrava em tecnologia, e sim uma tortura do modo arcaico way of life, e terminar mais acabado do que em fim de balada era tanto a regra quanto aquelas que os matemáticos sem vida social fizeram o desfavor de inventar (e a nossa vida social, conhecida por Netflix, fez o favor de enterrar nos confins da memória). (Esse parágrafo gigante sem pausa é pra simular o ritmo de resolução pra caber no tempo. Acho que isso foi invenção de queniano, é o pace Enem: 1 - km ou questão - pra 3 minutos. Treine em três turnos pra acompanhar, sem direito a tropeço!)

Desculpe, só recuperei a dignidade hoje pra poder comentar...

Mas entre todas as revoltas e todos os alívios desse glorioso dia pós Enem só tenho uma conclusão: que puxa país será o nosso quando o sistema se transformar e a educação pública for do nível dessa prova. Ou: o governo entregar o que cobra. Espero viver para contar, um dia, que "você pode não acreditar: mas houve um tempo em que" as pessoas se desesperavam pra esse exame! Já pensou, que louco, sair do ensino básico pronto para o Enem?

#sonharpode #buscartambém #enemfeelings
domingo, 24 de abril de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Integração entre ensino e esporte projeta atletas em potencial

Adesão às práticas esportivas por meio do ensino integral rendem resultados positivos

Daíza Lacerda

Numa época em que crianças brincando na rua tornou-se raridade, e que os eletrônicos despertam mais interesse do que se movimentar e suar, a incursão do esporte na rotina de crianças da rede municipal de ensino tem ido além das expectativas.
Se, por um lado, crianças não conheciam brincadeiras clássicas da infância de outras gerações, como pega-pega e esconde-esconde, do outro, a oportunidade aflora talentos promissores. "Já conseguimos identificar potencial em alguns grupos que, se continuarem nesse caminho, podem se tornar atletas profissionais", conta o professor de educação física George Luiz Cardoso, que orienta turmas do ensino integral na pista da ALA, no Jardim Piratininga.
Ele explica que, quando iniciaram as atividades voltadas ao atletismo no ano passado, as crianças não tinham base motora e não conheciam as brincadeiras populares. Mas já são observados avanços como melhoria na força, resistência e flexibilidade nos participantes, que têm entre 6 e 10 anos.
Na pista, elas se espalham em práticas que vão desde a corrida ao slackline, passando pelo salto e arremesso. "O atletismo é a base de todos os esportes, e sempre tem algo que atrai a criança. Uma pode não gostar da corrida, mas se identificar no arremesso", exemplifica.
Mais do que o auxílio no desenvolvimento psicomotor e intelecto, a pluralidade de opções visa evitar traumas sejam carregados até a idade adulta. "Se a criança tem uma experiência ruim, ela não vai querer praticar, e vai passar a fugir disso. Por isso é importante deixar que ela escolha o que mais gosta, sem imposição, como alguns pais fazem", alerta.
DIVERSÃO E APRENDIZADO
No Centro Comunitário do Jardim Nossa Senhora do Amparo, a euforia é grande para entrar na piscina, mas a aula não é brincadeira. "Mais do que diversão, é um aprendizado", destaca a professora de natação, Flávia Girardello. A experiência que a criançada não teria se não fosse a integração da educação com outras áreas também traz destaques na piscina, com a participação em festivais. "Vemos o resultado e também a motivação. Além de desenvolver as habilidades motoras, há reflexos como melhoria nos índices de alfabetização". Diariamente são 12 grupos, com crianças do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos e de escolas como Maria Aparecida de Luca Moore e Aracy Guimarães.
As atividades vão além da pista e piscinas, ocupando outros centros com modalidades como judô, kung fu, ginástica rítmica e basquete, como explica Glaucia Perrielo, assessora de esporte e lazer da Secretaria de Esportes. Cada turma tem duas atividades por semana, além das oficinas de cultura.
O professor George lembra que o fato das crianças serem provenientes de áreas mais vulneráveis não limita o destaque que podem ter numa eventual carreira esportiva. Em geral, na pista, treinam descalças, mesmo com campanha em curso para arrecadação de tênis. "São nessas regiões que encontramos mais potencial. Já vimos crianças de escolas particulares com muito menos habilidade, por falta de estímulo. Mas a carência não impede o acesso ao esporte. No atletismo, não dependemos de equipamentos. O principal é a disposição".

Noção de cidadania e uso dos espaços públicos

O acesso às práticas não é privilégio só de quem está na escola. Trata-se de opção disponível para quem quiser. A união do útil ao agradável se deu com um esquema de organização de horários e logística, que tornou espaços públicos de esporte e lazer extensões da escola, como explica a secretária de Educação, Adriana Ijano Motta.
A integração é prevista em portaria de dezembro de 2014. Com as opções disponíveis, a união da pasta com secretaria de Esportes, Cultura e Ceprosom levou à organização para que as crianças vivenciassem as atividades nos centros. "São crianças que estão na idade de experimentar. Essa união possibilita diversas vivências, além da possibilidade da criança de procurar o serviço na modalidade que mais lhe agrada", explica, exemplificando com alunos que deram continuidade às práticas nos centros comunitários independentemente da escola. "A criança tem de ter a noção que é cidadã, que pode e deve usufruir do patrimônio da cidade".
Outra vantagem listada por ela é o fato desses equipamentos contarem com professores da área do esporte com olhar mais detido sobre detalhes como postura, por exemplo, podendo identificar eventuais problemas mais facilmente.
São 31 escolas envolvidas, sendo cinco do período integral e o restante com atividades descentralizadas. O resultado está nas provas. "Nos resultados das avaliações prévias do Saresp, as escolas de período integral subiram seu desempenho. Embora o grande mote seja a melhora no desenvolvimento acadêmico, elas mostram avanços na possibilidade de convivência e fortalecimento de vínculos". (Daíza Lacerda)


Publicado na Gazeta de Limeira.


 





quinta-feira, 27 de outubro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Educadores enfatizam importância do Prêmio Gazeta de Literatura

Daíza Lacerda


Cobertura da premiação e redações serão publicados na edição de domingo

Foram premiados na noite de anteontem os alunos autores das redações que se destacaram no 21º Prêmio Gazeta de Limeira de Literatura, que trouxe neste ano para reflexão o tema "Revendo os valores morais na vida em sociedade". Educadores e familiares participaram da solenidade, que reconheceu os 45 alunos que tiveram os textos selecionados pela comissão julgadora da Gazeta.
"Os temas sempre são pertinentes para discussões, especialmente este em que vivemos um grande desgaste de valores e princiípios, principalmente no cenário nacional, em que todo o país sofre as consequências. Além do incentivo à leitura e à escrita, o prêmio ajuda com que os alunos fiquem atentos para problemas da sociedade", destacou Maria José Pianca, diretora da EE Gustavo Peccinini. Neste ano a escola teve dois alunos classificados, no 8º ano do ensino fundamental e 1º ano do ensino médio.
Para a professora Elenir Mendes, que orientou um dos alunos, o prêmio foi uma oportunidade única para discussão em sala, que rende até mesmo depois da premiação. "É por meio desses assuntos que eles começam a tomar ciência e puderam rever os conceitos pelos quais a sociedade passa. Todos que fizeram a redação tiveram um bom aproveitamento e a Gazeta está de parabéns pela escolha, pois são questões ainda discutidas entre eles nas aulas".
Já para Abigail Rovai Cardoso, diretora das Organizações Einstein de Ensino, o prêmio já é tradição na escola, que nesta edição garantiu dois troféus no 9º ano e mais um no 6º ano. "Para nós é um reconhecimento do trabalho desenvolvido na escola. Certa vez um pai chegou para matricular um filho devido às colocações da escola no Prêmio Gazeta", conta. Abigail acrescenta ainda que o tema contribuiu com o programa já desenvolvido na escola, na abordagem de valores.

É TETRA!
Há sete anos que a jovem Maria Rita Bonin Magrim, de 15 anos, tem a sua redação selecionada pelas escolas para participar do prêmio. Com a primeira tentativa na 3ª série do ensino fundamental, neste ano ela garantiu a 4ª premiação, enquanto cursa o 1º ano do ensino médio no Colégio Cidade de Iracemápolis. "Estou muito feliz, afinal, é uma média boa, quatro anos em sete. Mas tive muita ajuda da família e também dos professores", conta ela.
A mãe, Suzi, que também é professora, acompanha a alegria da filha, assim como a aflição na hora de esperar o resultado. "Sempre há muita conversa e discussão sobre o tema, além de pesquisas. Afinal, é preciso entender para poder elaborar", ilustra.
Como mãe e educadora, ela pontua os temas escolhidos anualmente como reflexivos tanto para resgatar a história da humanidade quanto para vivenciar a atualidaade. "São temas muito significativos, com coisas que nos afetam, que a criança vive. Isso proporciona maior facilidade de entender e colocar no papel", avalia.
Fotos da premiação já estão no Facebook da Gazeta. Além das imagens dos alunos homenageados, as redações vencedoras serão publicadas na edição do próximo domingo da Gazeta de Limeira.



domingo, 24 de julho de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Construído pelo Rotary, imóvel de escola que perdeu demanda tem destino incerto

Daíza Lacerda


Vidros quebrados, teto danificado, portas e trancas arrancadas são alguns dos sinais de vandalismo na Escola do Rotary, a Emeief Sebastião Pereira, que fica no Bairro dos Pereiras, às margens da Rodovia Anhangüera.
Qualquer um pode entrar no local, já que o portão fica aberto, e, para chegar aos brinquedos do playground, é preciso andar no mato alto. O descuido não é de hoje. “Há meses foram roubados fios e tudo foi depredado. As invasões tiraram o nosso sossego”, disse um dos moradores da área rural. Seu filho chegou a estudar na escola há mais de 20 anos, mas aulas ali não acontecem há bastante tempo, que não soube estimar. “Depois dos roubos, não houve mais aula”, acredita.
O medo é de o lugar continuar servindo de refúgio de desconhecidos. “Local abandonado coisa boa é que não atrai. Já sofremos muito com roubos neste bairro”, declarou.
Segundo o morador, teria sido cogitado que o local se tornasse uma base da Polícia Militar. Procurada, a PM alegou desconhecer projetos do tipo para o local.
A Prefeitura informou, por meio da Secretaria de Comunicações, que a escola foi desativada por não haver demanda de alunos naquela região. “A Secretaria da Educação está estudando se haverá destinação para o prédio. Não há definição por enquanto”.
Não foi informado quando a escola parou de funcionar. Apesar do cenário de abandono, a pintura resistiu bem ao tempo. No local ainda há uma placa da inauguração de uma reforma, datada de setembro de 2002.

Entidade fez prédio em terreno doado por fazendeiro

A escola tem pelo menos 50 anos e a construção foi feita pelo Rotary Limeira Centro, após doação da área pelo fazendeiro que era proprietário das terras. “Ganhamos o terreno, mas chegou uma época em que ficaram raros os alunos. Estava pronto para fechar, o que tentamos combater. No fim, por não ter número suficiente de alunos, achamos justo o fechamento”, resumiu Benedito Carlos Toledo Lima, do Rotary Centro.
De acordo com ele, a área foi trocada com o município no governo de Paulo D’Andrea, em meados dos anos 1980. “Com todos os registros, como escritura, o Município assumiu a escola e nos cedeu imóvel na Rua Duque de Caxias, onde é a nossa sede”, explicou.
Sob a condição de manter o símbolo e nome do Rotary, responsável pela construção, a escola ganhou o nome do fazendeiro que doou as terras: Sebastião Pereira. (DL)

Publicado na Gazeta de Limeira



domingo, 27 de fevereiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Etec Trajano Camargo conquista 5 novas indicações em feira nacional de tecnologia

Daíza Lacerda

Como têm conseguido em todos os anos de participação, os alunos da Etec Trajano Camargo garantiram mais uma vez presença na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que recebe projetos de escolas de todo o Brasil. Dos 12 enviados, neste ano foram cinco projetos selecionados, com novidades.
A seleção contempla projetos do ensino médio, que concorreram com técnicos, e são resultado da feira realizada anualmente na escola. Pela primeira vez a Etec terá participação no rol de imprensa, a divulgação das ideias em veículos de comunicação, além de vídeos na internet e links no Twitter, como explica a coordenadora de Projetos, Patrícia Pascon Souto Tancredo.
Também neste ano pela primeira vez um projeto de ação e cidadania foi classificado. E as meninas dominam os grupos indicados. "Quase desistimos do projeto porque não conseguíamos construí-lo, mas a nossa orientadora não deixou. Foi um desafio para nós, do ensino médio, se envolver com áreas tão específicas", descreve a aluna Deborah Regina Zamoner.
"É muito importante também que as pessoas conheçam os projetos e que isso incentive alunos de outras escolas", acrescenta Ester Cantarero de Freitas.

Projeto de alunas contemplou brinquedos que auxiliam no desenvolvimento motor de crianças com síndrome de Down,
Projeto de alunas contemplou brinquedos que auxiliam no desenvolvimento motor de crianças com síndrome de Down,


FALTA DE INCENTIVO

Apesar do sucesso, Patrícia lembra que ainda é difícil conseguir patrocínio de empresas para que os projetos saiam do papel. "É preciso acreditar mais no jovem limeirense, pois seus trabalhos passam por avaliações rígidas de doutores da USP", salienta, lembrando que o método de ensino da Etec é voltado para projetos.
Ela diz ainda que a busca do aluno pela informação é o que contribui para a criatividade e inovação, já que são instigados a pesquisar e descobrir sempre mais. "É assim que aprendem, e já têm no ensino técnico a visão que teriam só na faculdade, o que pode dar novas perspectivas de futuro".
Os ganhadores serão conhecidos no dia 26 de março. A feira teve mais de 20 mil projetos inscritos em todo o Brasil.



Alunos estão na expectativa do prêmio, mas veem a classificação como possibilidade de motivar mais alunos e escolas em projetos
Alunos estão na expectativa do prêmio, mas veem a classificação como possibilidade de motivar mais alunos e escolas em projetos


Conheça os projetos dos jovens inventores 

Dec’Nana, classificado na categoria Ecologia, produzido pelas alunas Ester Cantarero de Freitas, Dayane Barbosa, Caroline Souza Denardi. O projeto é a criação de um tecido com base nas fibras do tronco da bananeira, que após receber tratamento químico pode ser transformado em artesanato e acessórios, além de roupas.

Game Down, Educação. Maria Julia Buck Rossetto, Natália Cristina Cunha, Maria Helena Marino dos Anjos. O trabalho visa ajudar na inclusão de crianças com síndrome de Down no ensino regular. Elas criaram brinquedos, com produtos recicláveis e atóxicos, como boliche, jogo da memória e quebra-cabeças voltados para o desenvolvimento motor, para associação de cores, sons e formas, para várias faixas etárias.

Gela no Sol, Eletrônica. Deborah Regina Zamoner, Daniele Casimiro Verzenhassi, Bruna Sabrina Hergert. É uma geladeira movida a energia solar, mas funciona com células de gratzel, que são orgânicas, diferentemente das de silício, usadas comercialmente. As orgânicas custariam em média R$ 400, enquanto a outra sai por R$ 1 mil. Outra intenção é a de acabar com o uso de coolers e isopores que são anti-higiênicos e não mantêm o alimento na temperatura ideal.

Para não ficar debaixo d’água, Planejamento Urbano e Regional. Ana Flávia Zambuzzi, Caíque Fernando Turatti, Jhonatan Alves Paulo. O projeto de ação social procurou descobrir qual é a responsabilidade da população em relação às enchentes, além das do poder público e possíveis soluções. Foi feito levantamento dos pontos de alagamento da cidade, com a constatação que muito desse mal se deve ao acúmulo de lixo nos bueiros. Foi feita entrega de panfletos para conscientização, além da solicitação à Prefeitura, por meio da Câmara Municipal, a colocação de lixeiras nesses locais.

Tap-Prev, Eletrônica. Monize Picinini, Amanda Aparecida Balbinotti, Juliane Cristina dos Santos. As meninas desenvolveram um tapete que funciona como um sensor que dispara um alarme, para evitar acidentes domésticos com crianças. O material pode ser colocado próximos de escadas ou fogão, entre os que oferecem risco aos pequenos. A invenção custaria cerca de R$ 40, enquanto sensores de presença custam em média R$ 100.

Publicado na Gazeta de Limeira. 



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Em novo local, Espaço Jovem recebe inscrições para cursos

Daíza Lacerda

No primeiro dia de abertura em nova área, o Espaço Jovem, que funciona agora junto ao Centro de Ciência, registrou mais procura para inscrições nos cursos do que para uso da internet gratuita. O local, que funcionava até julho do ano passado na Avenida Antônio Ometto, agora atenderá a demanda do Jardim Presidente Dutra e bairros adjacentes.
Algumas turmas do curso de informática básica começam as aulas nesta semana, mas inscrições ainda podem ser feitas. Karina Silva Santos, 26, moradora da região, está ansiosa para o início do curso. Ela aguarda desde o ano passado. "Já tinha até desistido, achei que não chamariam mais. Estou na expectativa de aprender, para facilitar na procura por emprego", disse.
O uso dos computadores é gratuito durante 20 minutos. Os computadores ficam no piso térreo, já que nos andares acima ficam o laboratório onde será realizado o curso e as demais salas que terão montados os experimentos científicos. Alguns deles, como bonecos para aprendizagem sobre os ógãos, ossos e dentes humanos, já estão no local. Os experimentos do Circuito da Ciência, que funcionava no Parque Cidade, também compõem o material liberado para uso.

COMO PARTICIPAR
O local, que fica na Via Luiz Varga, 1.440, em frente ao Sempre Vale, no Jardim Presidente Dutra, terá ainda ginástica laboral, para a qual também é necessária inscrição.
Entre os requisitos é preciso ter mais de 12 anos completos, apresentar RG comum ou escolar, CPF, comprovante de residência e de renda familiar recentes, além de duas fotos 3x4 originais para o cadastro. As vagas serão preenchidas de acordo com análise socioeconômica de cada candidato.
O Centro de Ciência funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Os telefones para contato são 3444-7946 e 3444-7893.


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 | By: Daíza de Carvalho

Com mais alunos em 2010, Limeira contraria média nacional no Censo

Daíza Lacerda

O Censo Escolar divulgado na última semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), mostrou que em Limeira existem 52.728 alunos matriculados no ensino regular, 223 a mais do que no ano passado, contrariando a média nacional, que apresentou queda de um milhão de matrículas. Na educação especial (alunos de escolas especiais, classes especiais e incluídos), a cidade tem outros 1.287 alunos.

No entanto, se analisadas as modalidades separadamente, Limeira teve queda no número de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2009 eram 16.668 alunos, enquanto neste ano foram 16.181. Já nos anos finais, de 5ª a 8ª série, a quantidade aumentou além da demanda natural do primeiro ciclo: em 2010 foram 624 alunos, além dos 15.105 matriculados no ano passado.
As demais modalidades apresentam pouca variação em comparação a 2009, como as matrículas da creche, 3.067 neste ano (e 3.051 em 2009). O número de alunos do período parcial das creches de Limeira teve queda em relação a 2009, passando de 782 para 757. Já no período integral, em 2010, foram 2.310 matrículas, 41 a mais do que no ano passado.
Na pré-escola, as 4.745 matrículas do ano passado caíram para 4.699 neste ano. As diferenças se tornam mais significativas se analisados os períodos de estudo. No parcial, as 3.407 matrículas do ano passado caíram para 3.253 neste ano. Já no período integral são 1.391 alunos, 53 a mais do que em 2009.
No ensino médio foram 104 matrículas a mais em 2010 (11.272) e o Ensino de Jovens e Adultos (EJA) também teve aumento nas matrículas do ensino fundamental (947, ante 882 em 2009), mas houve queda nas do ensino médio: foram 833, 53 a menos do que no ano passado.

EDUCAÇÃO ESPECIAL


Os registros do Inep mostram que o número de alunos da Educação Especial em 2010 em Limeira são de 22 na creche e 33 na pré-escola. A demanda maior nesta modalidade é no ensino fundamental, que tem 573 matrículas no primeiro ciclo e 473 no segundo. No ensino médio da educação especial são 50 alunos, além de um do EJA, que tem ainda outras 135 matrículas no ensino fundamental.

REGIÃO

Em Iracemápolis houve queda no total de matrículas, que passaram de 4.235 em 2009 para 4.124 neste ano. Já em Cordeirópolis houve aumento. Eram 4.608 alunos no ano passado, e agora são 4.714. Em Engenheiro Coelho são 3.181 matrículas em 2010, ligeira queda ante os 3.262 do último ano.

NACIONAL

No total, o censo revelou a existência de 51,55 milhões de alunos nas escolas do País, a maior parte (31,2 milhões) no ensino fundamental. De 2009 para cá, houve uma queda de 2% nas matrículas, o que corresponde a 1,03 milhão de estudantes a menos. A redução da oferta de EJA causou 35% da queda.


Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
quarta-feira, 16 de junho de 2010 | By: Daíza de Carvalho

Alunos aprendem sobre a África com nativo que vive no Brasil

Daíza Lacerda

Uma visita ilustre despertou a curiosidade de alunos do ensino fundamental da Emeief Benedicta de Toledo. Num projeto de atividades sobre a Copa, os alunos tiveram uma palestra sobre a África do Sul com depoimentos do africano Johnson Ogundairo, nascido na Nigéria. 

Johnson, que mora no Brasil há 18 anos, respondeu
perguntas das crianças. Foto: Renato Silva/Gazeta de Limeira


Frutas típicas, religião, sistema de educação e geografia das regiões foram os temas das perguntas dos alunos ao economista, que há 18 anos veio via intercâmbio estudar na USP e criou raízes no Brasil. 
O encontro foi promovido pelo Centro de Difusão da Cultura Afro-Brasileira, ligado à Secretaria Municipal da Educação.
“Abordamos também o hino do país e o significado da bandeira, de forma a enfatizar o projeto da escola sobre a Copa, mas com foco na África do Sul”, explica Ane Caroline do Prado, representante do órgão. Além da informação e curiosidade, o projeto atende a uma lei. “A implementação da cultura afro-brasileira nos currículos escolares é prevista pela lei 10.639/03”, lembra Eliza Gabriel da Costa.
Johnson conta que há muitos equívocos em relação à África, o que ele procurou esclarecer às crianças. “A ideia que se tem é de que é um país, mas é um continente, formado por vários países, um tanto diferentes entre si”, explica, com um sotaque forte.
Outro mito apontado por ele é “a pobreza mostrada na TV, que não se estende a todos os países, como muitos pensam”. “O Brasil tem infraestrutura que muitos países de lá não têm, mas não é algo generalizado. Na Nigéria, as cidades são tão bonitas quanto as daqui. Por outro lado, sobre a Etiópia, onde as pessoas passam fome, muitos desconhecem ser um lugar em que não há terra boa para agricultura”, diz.
O economista, que é casado com uma mineira, tem dois filhos e vive em São Paulo, retorna frequentemente ao seu país de origem e vai assistir à Copa na África do Sul. Perguntado por um dos alunos para que time torceria, respondeu que seria a Nigéria. Embora habituado ao Brasil, não descarta a possibilidade de voltar a viver na África. “Mas se isso acontecer, voltarei para o Brasil frequentemente. O País já faz parte de mim”, completa.