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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017 | By: Daíza de Carvalho

Acordo terá prazo de 1 ano para ações na Limeira-Cordeirópolis

Prefeitos de Cordeirópolis e Limeira se reuniram para debater providências

Daíza Lacerda

Pela primeira vez, as responsabilidades acerca da rodovia Dr. Cássio de Freitas Levy, a Limeira-Cordeirópolis, serão colocadas no papel em acordo entre as duas prefeituras. Esta é uma das definições do encontro entre os prefeitos Adinan Ortolan (PMDB), de Cordeirópolis, e Mario Botion (PSD), de Limeira, na tarde de terça-feira.
Adinan já havia anunciado que aguardaria prazo de seis meses a partir do início do mandato de ambos para efetivas medidas acerca da via, que acumula reclamações sobre a segurança e manutenção, não condizentes com a arrecadação do pedágio, que vai para os cofres do Executivo de Limeira. Conforme o prefeito cordeiropolense, na conversa foi definido o prazo de um ano para levantar custos de ações de itens como a duplicação. A contagem será a partir do convênio a ser firmado entre os municípios, que deve ser submetido ao Legislativo das duas cidades.
O acordo deve prever responsabilidades de Limeira enquanto detentora dos recursos do pedágio, o que nunca foi formalizado. Botion informou que as demandas colocadas devem ser avaliadas. Entre elas estão melhorias na chegada de Cordeirópolis, em intervenção que ainda será detalhada posteriormente, incluindo os custos. "Há problemas como a drenagem na rotatória da entrada. Já um projeto maior pode ser visto a longo prazo, conforme o que o diagnóstico determinar", disse, referindo-se ao levantamento que será feito pelo Executivo limeirense.
A minuta de cooperação já traz acordos em linhas gerais, mas pontos específicos da manutenção e obras emergenciais devem ser negociados entre os municípios. A expectativa é ter o convênio assinado em março.
DIAGNÓSTICO
Não há levantamento algum sobre a rodovia, o que será feito pela Prefeitura de Limeira como ponto de partida. Deve ser contratado um projeto para dimensionar tanto o tráfego quanto o custo da duplicação, além da real receita e despesa do pedágio. "Será um estudo abrangente para apontar o melhor modelo a ser adotado, se a concessão, duplicação ou parceria público-privada. É um assunto importante e deve ser tratado tecnicamente, não ficar no 'achismo'", ressaltou Botion, sobre análise que deve também se estender no âmbito jurídico.
Sobre as tentativas frustradas da gestão anterior em iniciar um projeto, Botion explicou que o processo não chegou a ser finalizado, e será retomado. Serão verificados os fatores que impediram o avanço, para os ajustes. "Não houve tempo hábil para levantamento dessa situação, mas, com essa conversa para uma solução conjunta, será buscado", informou.
ETE
O prefeito de Cordeirópolis também foi cobrado sobre a execução da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), cuja obra sofreu atrasos. Enquanto isso, o esgoto do município ainda é lançado em Limeira, no Ribeirão Tatu. Apesar da previsão de término da construção em maio, ele considera atrasos, com a conclusão mais provável até o fim do ano. "Desta forma, duas grandes pendências entre os municípios devem ser resolvidas em um ano", acredita Adinan.
O chefe do Executivo de Cordeirópolis acrescentou que também entrou em contato com o promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua, que acompanha a situação da rodovia no âmbito do Ministério Público, para atualização do acordo entre os municípios. "Embora a ação civil pública seja contra Limeira, Cordeirópolis vai acompanhar oficialmente", disse. Também reiterou a cooperação limeirense. "Botion foi muito positivo e receptivo. É um assunto enrolado desde 1998, e agora temos um cronograma. Estamos próximos de um final feliz desta novela".


Adinan e Botion chegaram a acordo
sobre rodovia Limeira-Cordeirópolis
(Foto: Adilson Silveira/Prefeitura de Limeira)


terça-feira, 31 de maio de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Rolezinho leva Conselho Tutelar a investigar faltas e evasão escolar

Em visitas, conselheiras identificaram presença mínima em salas de aula

Daíza Lacerda

Reclamações e denúncias relacionadas à aglomeração de adolescentes nas noites de sexta-feira no Centro acima levaram órgãos de segurança e proteção a relacionar a situação com faltas injustificadas e evasão escolar, que seriam uma das causas do rolezinho.
A partir de reuniões envolvendo membros da segurança municipal e estadual e Judiciário, o Conselho Tutelar I começou a visitar escolas e comprovou a situação. Numa escola, em plena terça-feira, uma sala com 32 alunos na lista tinha apenas 2 presentes.
As visitas surpresa vão continuar, conforme as conselheiras Luziléia de Jesus e Ludma de Oliveira. A verificação está entre as atribuições do Conselho, que nem sempre tem boa receptividade de gestores escolares, embora a maioria coopere. "O Conselho tem de apurar as denúncias, inclusive quando é o adolescente violando os próprios direitos. Eles também têm deveres a cumprir. Os responsáveis legais têm de estar cientes", reforçam. Elas também têm percorrido escolas com palestras sobre os direitos e deveres do adolescente.
Os pais dos ausentes são notificados e orientados a procurar o Conselho, já que muitos sequer imaginam onde os filhos estão, de fato. Já houve caso de uma adolescente ser socorrida pelo Samu, prestes a ter um coma alcoólico no rolezinho, quando os responsáveis acreditavam que a filha estava na escola.
Para evitar situações como essa, elas salientam a importância da participação dos pais não só na observação do comportamento dos filhos como na situação da escola. Numa instituição, pais fizeram um abaixo-assinado reivindicando melhorias na estrutura, como a segurança e número de funcionários. O exemplo deve ser seguido pelos responsáveis que identificarem situação de risco ou omissão da direção, recorrendo ao Conselho.
"Há reclamações como a falta de funcionários. É preciso no mínimo dois inspetores de alunos em cada período. Outra questão é da segurança, devido à aproximação do tráfico na porta ou entorno da escola, e também a venda de bebidas nas proximidades". Elas avaliam que a resistência em algumas unidades ocorre devido à exposição. "A maioria sequer registra boletins de ocorrência por ato infracional dentro da própria escola, o que é dever de quem estiver presente, não necessariamente dos pais", esclarecem.
As conselheiras lembram que todas as denúncias são apuradas e os relatórios enviados à Promotoria da Infância e Juventude. Elas podem ser feitas pelo Disque 100, 3442-8629 em horário comercial ou 153 em outros horários.


Situação é pautada no Conseg Centro/Sul

A situação do rolezinho e das faltas injustificadas nas escolas foi abordada na última reunião do Conseg Centro/Sul, no início do mês. Foi solicitada a presença de representantes da Diretoria de Ensino e das escolas Castelo Branco, Brasil e Ely de Almeida Campos.
Representante da Diretoria de Ensino, Jonas Beltrão de Oliveira considerou "que é necessária a criação de uma rede de acompanhamento e de estratégias para solução deste problema envolvendo jovens, com a descentralizações das ações". Sobre a prevenção de faltas, informou que a rede estadual executa desde outubro de 2015 resolução que prevê o controle de faltas. "Com 10% de faltas, os pais do aluno são notificados e ficam cientes da necessidade de tomarem providências para evitar as faltas. Ao atingir 20% de faltas, o caso é encaminhado para o Conselho Tutelar e Promotoria Pública".
José Roberto Ferreira Alves representou a Secretaria de Segurança Pública e, entre as providências cobradas para os locais dos rolezinhos, informou que a poda de árvores foi efetuada e que outras providências como a identificação de traficantes que atuam na região seriam encaminhadas. (DL)

Publicado na Gazeta de Limeira.

domingo, 29 de maio de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Cadastros no Bolsa Família passam dos 10 mil em Limeira

Quantidade chegou a recuar, mas alta é registrada desde meados de 2015

Daíza Lacerda

Limeira atingiu o auge da quantidade de cadastrados no Bolsa Família, programa de transferência de renda do governo federal. São 10.794 beneficiários, em levantamento de março deste ano, o mais recente disponível. Em janeiro de 2014, o município tinha 9.553 cadastrados, atendendo acima da projeção de baixa renda do Censo do IBGE, de 8.681. Em julho do ano passado, eram 7.557, antes do pico registrado neste ano. A taxa de atualização é considerada alta, de 78%, a máxima atingida pelo município.
O acompanhamento é do departamento de Vigilância Socioassistencial do Ceprosom. Os números passam por muita oscilação mês a mês, mas é a primeira vez que Limeira atinge essa quantidade, conforme o diretor da Vigilância, Virgílio Alves.
A quantidade aumenta num cenário em que o total de inscritos no Cadastro Único tem leve queda, totalizando 29.224 famílias em março, ante 30.350 em junho de 2015. Conforme a Gazeta divulgou recentemente, a maioria dos benefícios sociais sofreu alta de pedidos entre o final do ano passado e o início deste, num possível reflexo das consequências da situação econômica.
Apesar da alta, a estimativa é de parcela ainda maior a ser atendida com o benefício. Na projeção da Vigilância, seriam ao menos 15 mil famílias no município na extrema pobreza (renda de até R$ 77 per capita) e pobreza (até R$ 154 per capita).
O desligamento do programa só é automático quando detectada renda superior, o que é feito em averiguações periódicas. Mas as fases que levam ao cancelamento muitas vezes evidenciam não a falta de necessidade do benefício, mas a falta de condições de cumprir com o mínimo exigido, como a pesagem periódica dos filhos e a frequência escolar, que podem indicar problemas mais graves. Primeiro é feita a advertência, depois o bloqueio, seguido da suspensão, que antecedem o eventual cancelamento.
FISCALIZAÇÃO
Segundo o diretor, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) aprimorou o controle sobre este e outros benefícios com a averiguação de irregularidades cadastrais, que tem sido feita todo ano.
O ministério consegue fazer o cruzamento de bancos de dados para detectar a posse de imóveis, prestações ou financiamentos incompatíveis com a renda declarada. Quando detecta indícios, envia ao município a lista de beneficiários a serem averiguados. neste ano, dos 29 mil inscritos no CadÚnico em Limeira, a averiguação foi indicada para 10 mil participantes de diversos programas, a exemplo do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), prestado a idosos e deficientes.
O ministério indica também os casos que demandam comprovação com visitas, o que já permitiu a detecção de irregularidades em Limeira, culminando com a atualização da renda e exclusão do programa. Há casos em que a própria condição de moradia denuncia a incompatibilidade e o beneficiário confessa. Há ainda a situação de funcionários públicos, que pode ser justificada quando são recebidos pisos mínimos, com vários dependentes. A confirmação tem de ser feita com todos os indicados pelo ministério. Mesmo que não demande visita, em alguns casos ela é feita, principalmente se for beneficiário acamado, por exemplo.


Extrema pobreza é situação 
predominante no CadÚnico

Do total de inscritos no CadÚnico em Limeira, nem todos estão inscritos nos programas de transferência de renda, mas a maioria está na faixa da pobreza ou extrema pobreza conforme o dado mais recente, de março, considerando os 78% de atualização do cadastro.
São 9.621 famílias com salário de até R$ 77 per capita (extrema pobreza); outras 3.316 com renda entre R$ 77 e R$ 154 (pobreza) e mais 7.771 que recebem entre R$ 154 e meio salário mínimo (baixa renda). Os três grupos totalizam 20.708 famílias. Com renda acima de meio salário mínimo, estão cadastradas 8.516 famílias. (Daíza Lacerda)

Cooperativa avança para a casa própria de 740 famílias

Assinatura com a Caixa formalizou Minha Casa, Minha Vida Entidades em Limeira

Daíza Lacerda

Há cerca de dois anos, a possibilidade da casa própria ainda era uma promessa para as famílias da Associação Habitacional de Limeira (AHL). À época, elas arcaram com um aporte financeiro para segurar um terreno no Jardim Manacá. Passados anos de trabalho e trâmites, a assinatura com a Caixa Econômica Federal para o Minha Casa, Minha Vida Entidades selou que ali será erguida a residência de 740 famílias. O convênio foi formalizado na quarta-feira.
É a primeira vez que o projeto acontece em Limeira, no modelo de autogestão, como explica Josué Gregório, presidente da AHL. Devido às exigências para pleitear o convênio, como registros e pontuação, o grupo limeirense se uniu à Cooperativa Nacional de Habitação e Construção (Cooperteto), que atua na região há décadas e foi a titular do pedido. O apoio técnico para os projetos é da Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria da Habitação.
Os 740 apartamentos previstos na área serão divididos em duas etapas, que terão comissões de fiscalização e de finanças. Os cooperados participarão de todo o processo, como os projetos e medições, sendo responsáveis inclusive pela escolha da construtora.
Com a assinatura do contrato com a Caixa, serão liberados R$ 7,7 milhões de investimentos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), que serão usados na compra da área de 71 mil metros quadrados, além de elaboração de projeto, trabalho social e legalização dos empreendimentos. Nos próximos 12 meses, a Cooperteto vai elaborar os projetos, orçamentos detalhados, legalizações e aprovações referentes ao empreendimento, além de atividades sociais com as famílias selecionadas.
PROCESSO
Segundo Gregório, a triagem das famílias já teve início. Mesmo ajudando na entrada para garantir o terreno, todos os cooperados devem atender às exigências da Caixa para o programa, como renda até R$ 1,8 mil por família e não ter imóvel no nome. Conforme o presidente, todos os cooperados são de Limeira, e vivem de aluguel ou casas cedidas. Parte conseguiu moradias em outros programas, além da participação no processo para o Residencial Rubi, saindo dessa fila. Para pleitear a moradia, novos cooperados entrarão numa espécie de fila de espera, caso um dos atuais desista ou seja viabilizado novo projeto.
O presidente salienta que a saga da busca de moradia remonta à atuação de Nelson Caldeiras, morto há um ano e meio. Ele era presidente da AHL e liderou o movimento pela habitação em Limeira. "É uma realização que devemos a ele. Foi uma honra continuar esse projeto e realizar esse sonho".
terça-feira, 24 de maio de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Com 22 processos em análise, número de imóveis crescerá 7%

Projeção tem base no número atual de imóveis e deve se confirmar nos próximos anos

Daíza Lacerda

Limeira deve receber nos próximos anos a oferta de cerca de 7 mil lotes. É o que deve ser oferecido por 22 empreendimentos em fase de aprovação. O incremento será de 7% se considerada a atual média de 100 mil imóveis no município.
A projeção é que oferta seja feita entre este e os próximos três anos, conforme o secretário de Urbanismo, Alex Marques Rosa. Tudo dependerá das empresas e dos trâmites, cujos prazos podem variar.
Dos 22 loteamentos, 15 estão em pré-análise na Prefeitura, trâmite que antecede o envio do processo para receber aval do Estado por meio do Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo (Graprohab). Empreendimentos com mais de 200 unidades passam, obrigatoriamente, pelo órgão estadual. Estão em análise no Graprohab 7 empreendimentos, além de outros três industriais, cujo aval é dado pela Cetesb. Os 15 somam 4,3 mil lotes, enquanto os 7 têm 2,8 mil. Mas esse número pode aumentar nos casos de fracionamento, quando a área é projetada para a construção de prédios.
Segundo o secretário, o tempo médio de tramitação até a aprovação total é de dois anos. A estimativa pode ser atrasada ou adiantada conforme a disposição da empresa. "O Rubi aprovamos em um ano e meio, porque a empresa correu e também é de interesse social. Os processos ficam cerca de seis meses no Estado, mas em alguns casos a aprovação do Graprohab demorou dois anos", explica.
ETAPAS
Há empreendimentos previstos para todas as regiões, principalmente a sul, que recebe o Rubi, além das imediações do Jardim Campo Belo e saída para a Limeira-Piracicaba. Não estão contabilizados os processos que estão na fase das diretrizes, anterior à pré-análise, que consiste na adequação do projeto às regras previstas no Plano Diretor Municipal. Nesta fase, o loteador deve considerar áreas públicas e largura de avenidas, entre outros itens.
O passo seguinte é o detalhamento de todo o plano urbano, como pavimentação, galerias, interferências ambientais, sinalização e mobilidade. Só depois é que o processo vai para o Estado e, voltando com a aprovação, segue para aprovação final. Nesta fase, são definidos detalhes como o caução à Prefeitura, ou seja, uma garantia do município caso a empresa quebre ou não cumpra o projeto.
Parte dos projetos em andamento são anteriores a 2013, mas também há processos recentes. Em relação aos efeitos da crise, a avaliação é de arrefecimento na quantidade de consultas, como analisa Alex. "No entanto, a maioria das obras é de médio prazo, e podem não estar tão sujeitas a essas condições. Os loteadores preferem lançar por etapas".
A partir da aprovação, o loteador tem dois anos para as obras. Estão em fase de fiscalização sete loteamentos e um industrial, que tratam-se de empreendimentos em vendas ou já vendidos.
DIAGNÓSTICO
Sobre a estrutura do município para absorver a demanda prevista, Alex explica que a legislação obriga os loteadores a garantirem a estrutura. Mesmo assim, é previsto um diagnóstico do Plano Diretor, que ainda não está no formato idealizado. "A ideia é que os loteamentos sejam interligados, e que os vazios entre regiões sejam preenchidos. O Plano Diretor passou por alterações, mas provavelmente terá de ser refeito no futuro para as demandas que vão aparecendo. O diagnóstico deve ter a participação de entidades, para identificar o que deu certo e errado".



Novos loteamentos estão em fase de aprovação na Prefeitura e
em órgão de fiscalização do Estado (Foto: Mário Roberto/Gazeta de Limeira)

Para baixa renda, déficit é de 8 mil moradias

A maioria dos empreendimentos a serem aprovados devem oferecer lotes a médio custo, conforme o secretário de Urbanismo, Alex Marques Rosa. A estimativa é de terrenos com custo médio de R$ 100 mil, além de produtos voltados para a média renda, acima da faixa 2 do programa Minha Casa, Minha Vida. "Mas o desafio são os empreendimentos de interesse social, com moradias para a baixa renda, cujo déficit habitacional é de 8 mil imóveis. No município ainda é muito comum a co-habitação, com mais de uma família morando no mesmo imóvel. São filhos que constituem famílias e continuam com os pais, por não conseguirem comprar outro imóvel", reconhece. (Daíza Lacerda)

Publicado na Gazeta de Limeira.

Entorno do viaduto do Pradão com mais problemas



Daíza Lacerda

Com afundamento em pelo menos duas alças de acesso, o entorno do viaduto Prefeito Paulo D'Andréa apresenta mais problemas, próximo do estádio Comendador Agostinho Prada, o Pradão.
Um afundamento após a lombada na rota de quem sai do viaduto no sentido Prefeitura deve ser o único dano a ser reparado nesta semana. O local chegou a ser interditado no final de semana, mas na tarde de ontem estava com o trânsito liberado.
Segundo o secretário de Obras e Serviços Públicos, Marcelo Coghi, aquele ponto não está no traçado das intervenções do viaduto. Portanto, receberá manutenção da Prefeitura. Conforme a Gazeta divulgou nos últimos meses, as alças ao lado do Jardim Florença (sentido anel viário/Centro) e ao lado do muro do estádio (do anel viário ao Centro) já apresentavam afundamentos. A empresa que executou a construção do viaduto, a Vila Nova, chegou a ser notificada para os reparos, pela obra ainda estar na garantia. Sem atender a solicitação, a questão foi para o jurídico sem data para solução. A Prefeitura pretende receber autorização para executar a obra, com garantias de que receberá da empresa.
Em relação ao ponto fora do perímetro da obra, Osmar da Silva Júnior, do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), informou que a galeria está intacta, e só com a interferência no local será possível identificar o que ocasionou o afundamento, como possíveis trincas no asfalto. A projeção é de reparo até o final da semana, dependendo da chuva, que ocasionou estragos também em outras galerias, a exemplo de um ponto no Jardim Santa Eulália, em frente ao Ecoponto. O local recebe manutenção, prevista para demandar dois dias.


Afundamento próximo do viaduto receberá manutenção, mas
alças permanecem sem reparos (Foto: JB Anthero/Gazeta de Limeira)

Publicado na Gazeta de Limeira.

domingo, 22 de maio de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Em 1 ano, 629 jovens passam pela carceragem da Seccional

Quantidade é considerada alta pelo Cedeca, que cobra melhores condições aos apreendidos

Daíza Lacerda

Levantamento da Vara da Infância e da Juventude mostra que, entre outubro de 2014 e outubro de 2015, a carceragem da Delegacial Seccional de Limeira recebeu 629 adolescentes, numa média mensal de 52 apreensões. O mês com mais casos foi janeiro do ano passado, com 61 custodiados. Já entre janeiro e outubro do ano passado, foram distribuídos 918 processos de apuração de atos infracionais.
O número é considerado "muito grande" por Mariana Peres, assistente social e coordenadora do programa de atendimento às famílias dos adolescentes do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca). Ela questiona tanto os critérios de abordagem policial quanto a visão do Judiciário sobre o adolescente. "O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê seis medidas socioeducativas numa ordem para serem aplicadas nos casos de ato infracional, cabíveis conforme a gravidade. Mas o que vemos é que mesmo nas mais leves são aplicadas as medidas de internação", explica. Entre as penas mais brandas, estão a liberdade assistida e prestação de serviços comunitários.
Ela cobra também a questão do trabalho preventivo, com oferecimento de opções à rua e evasão escolar, o que deve ser garantido também quando o adolescente sai de uma instituição. "Esse é um dever do poder público, que precisa ter um envolvimento maior. É injusto competir com o tráfico, mas há uma dificuldade de chamar atenção desses jovens porque não há algo construído junto, como política de juventude. Ainda é muito pouco. É um desafio", avalia.
ATENDIMENTOS
No último levantamento semestral de atendimentos do Cedeca oferecido às famílias dos adolescentes apreendidos foi apurado que metade não era reincidente em infrações, o que não ocorria desde 2013, quando a reincidência era superior, como explica Mariana. No segundo semestre de 2015, foram atendidas 217 famílias. Prevaleceram jovens entre 16 e 17 anos, justamente na fase mais imediatista da adolescência, com cobranças como a profissionalização, que desencadeiam os atritos familiares e sociais, como ela analisa. 
Ela ressalta que o Cedeca não culpabiliza os pais, reconhecendo que muitos deles também fazem parte de um processo de violação e não conseguem dar conta. O abandono paterno também é um fator que impacta. "É um dever não só da família, mas da comunidade, sociedade e Estado. Mas o Estado já não deu conta daquela família. As violações não vêm só da família, mas do Estado".
Entre as cobranças do órgão, estão as melhores condições na carceragem da Delegacia Seccional. "Já fizemos diversos movimentos para mostrar que aquele não é um local adequado. Não há janelas, é sem ventilação", aponta. Conforme a Gazeta divulgou na última semana, as celas receberam uma visita surpresa do secretário de Justiça do Estado, Aloísio de Toledo César. Na ocasião, a autoridade máxima abaixo do governador considerou que a situação do local daquela maneira não poderia continuar.


Conselho Tutelar só age na falta
dos pais durante apreensão

Quando o adolescente é apreendido e não é encontrado um responsável legal, o Conselho Tutelar é chamado para acompanhar o jovem. Essa situação está na rotina quase diária dos conselheiros, principalmente nos plantões, até que algum familiar seja acionado, como explica a conselheira Ludma de Oliveira. Outras atribuições do conselho nesses casos é o de encaminhar para atendimentos psicológicos e ou psiquiátricos e tratamento de dependência química. 
São considerados casos de ato infracional as ocorrências cometidas por jovens de 12 a 17 anos. Do contato com os pais, a sensação é de hostilidade. "Muitos já esgotaram os recursos e se mostram chateados com a presença do Conselho. Advertimos sobre a responsabilidade, pois muitos desconhecem até onde podem ir. Muitos 'lavam as mãos', mas mudam a postura ao saber que podem ser responsabilizados por omissão. Se eles não derem os limites dos filhos, quem dará?". (Daíza Lacerda)


Publicado na Gazeta de Limeira. Original em pdf aqui.






Resposta ao tráfico e união de setores são desafios em plano de proteção

Criança, adolescente e familiares são público-alvo de ações previstas por conselho

Daíza Lacerda

O envolvimento no tráfico e consumo de drogas não só por adolescentes, mas também por crianças, se mostra como o principal fator de quebra de vínculos com familiares. As drogas são apenas uma das causas de vulnerabilidade que devem ser trabalhadas até 2023, dentro das ações do Plano Municipal de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária. O plano foi feito pelos conselhos municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente de Limeira (CMDCA) de Assistência Social (CMAS), além de setores da rede de assistência.
Além de lidar com consequências já estabelecidas, a atuação deve ser sobretudo na prevenção, como a da dependência química. É o que explicam Raquel Nunes, presidente do CMDCA, e Simone Reatto Ponzo, da gestão de Proteção Social Especial do Ceprosom. Mas, para conhecer a fundo as demandas desse público, é preciso que os serviços sejam sistematizados, com dados mais completos do atendimento, e não só da área social. "Dentro do plano, o principal desafio é da união de setores, como saúde, educação e habitação, que também precisam ter resposta rápida para os casos. O resultado depende também de como os outros vão atuar para solucionar".
No caso das drogas, elas explicam que existem ações pontuais, mas não discussões de políticas para agir diretamente no foco, que não se restringe à questão de segurança. "Só tirar a criança da área de tráfico não resolve o problema. Também existe a questão da privação de renda e desorganização familiar", consideram.
Um exemplo da necessidade de envolvimento de outros setores neste caso é que não adianta ter encaminhamentos aos serviços de saúde se o atendimento é agendado para dali dois meses. "Internação não é tratamento. Tem de haver mudança no contexto familiar. Nisso, o Caps desenvolve o serviço ideal, o problema é a defasagem de equipes para acompanhamento técnico em relação à demanda. Criança e adolescente têm prioridade, e os casos precisam de ações definitivas, não paliativas".
AÇÕES
Ao conhecer mais a fundo a raiz das demandas, o foco é agir na prevenção. Um dos exemplos de risco social é quando a criança deixa de frequentar a escola. "A articulação com outras secretarias não deve ser fragmentada. O plano tem definida uma matriz de ações específicas, com objetivos e ações designadas para cada responsável".
A participação dos próprios adolescentes também está prevista no processo. Vice-presidente do CMDCA, Paula Bocaiúva lembra que deve ser iniciado o fórum permanente de adolescentes, para que eles possam opinar e avaliar a própria condição.
O levantamento mais detalhado da situação das crianças e adolescentes nos territórios deve contribuir para as ações nos eixos específicos. O município deve ser o executor por meio do Ceprosom e secretarias, sendo que os conselhos devem acompanhar. A agenda prevê medidas de curto, médio e longo prazos. No curto, até este ano, há a questão dos abrigos no reordenamento, que aplica mudanças como a não separação de irmãos. No médio prazo (2017-2019), devem ser garantidos programas de apoio à convivência de crianças e adolescentes com transtornos mentais e deficiência, a exemplo de espaços mais acessíveis, o que ainda não ocorre. O estudo de dados de desaparecidos também é previsto neste período. Entre as ações de longo prazo (2020-2023), está a de garantir o vínculo de crianças de 3 a 5 anos com a família, enquanto a criança está abrigada. A menos que o afastamento do lar tenha ocorrido devido a ameaça ou violência.

Publicado na Gazeta de Limeira. original em pdf aqui.

terça-feira, 17 de maio de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Botão do Pânico é lançado em meio à alta de medidas protetivas

Só neste ano, 280 medidas foram autorizadas pelo Judiciário, enquanto 2015 teve 409 casos

Daíza Lacerda

"Só peço que os filhos ouçam quando uma mãe pede para ter cuidado. Conselho de mãe vem de dentro. O Botão do Pânico não trará a minha filha de volta, mas traz um acalento ao meu coração". As palavras são de Therezinha Furlan Munhoz, de 63 anos, mãe de Priscila Munhoz, que foi assassinada aos 26 anos pelo ex-namorado, em 2013. Priscila dá o nome para o programa de proteção que agora conta com o Botão do Pânico, um último recurso na tentativa de salvar a vida de mulheres vítimas de violência. Lançado oficialmente ontem, o dispositivo, quando acionado, emite áudio da conversa e localização da vítima a smartphones que estarão com GCMs, sendo que a viatura mais próxima socorrerá a vítima.
Assim como Priscila tinha, à época de suas ameaças e morte, 280 mulheres tiveram medidas protetivas autorizadas pela Justiça neste ano, até a última sexta. Em pouco mais de quatro meses, a quantidade supera a metade de todas as medidas autorizadas em 2015. Foram 409, em meio a 1.360 inquéritos policiais da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Limeira, que envolvem mulheres vítimas de violência doméstica. Ainda assim, um caso de homicídio contra mulher foi registrado em 2015 e um em 2016.
Num mês "tranquilo", são autorizadas no mínimo 60 medidas, conforme o juiz da 2ª Vara Criminal, Luiz Augusto Barrichello Neto. Normalmente, a média é de 5 a 6 por dia, sendo que já chegaram a ser autorizadas 11 num dia. Entre os tipos de proteção, há aquela que decreta o afastamento do agressor do lar, a proibição de se aproximar da vítima quando já está afastado e também a proibição de frequentar determinados lugares. No caso de descumprimento, são tomadas medidas cautelares, como a prisão preventiva.
Num cenário em que os casos só aumentam, estatísticas mostram relação inclusive com a situação econômica atual e o desemprego. Conforme Barrichello, a incidência varia conforme a época, a exemplo de feriados prolongados, mas foi constatado aumento dos casos com o avanço da crise. Para ele, o Botão do Pânico terá caráter pedagógico. "Sabendo que haverá consequência rápida, os agressores pensarão mais de uma vez antes de cometer o ato de violência. É uma ferramenta que ajuda não só a vítima, mas o Judiciário e a Polícia, facilitando a aplicação de medidas e evitando tragédias", considera.
A delegada Andréa Arnosti, da DDM, informa que são lavrados no mínimo 30 boletins de ocorrência diariamente, em causas como lesão e ameaça. A maioria é praticada no âmbito doméstico. Outro número considerado elevado é o de estupro. Foram registrados 101 casos em Limeira em 2015, e 34 casos de janeiro até agora. Das vítimas, a maioria solicita medidas protetivas, conforme a delegada.
PIONEIRISMO E UNIÃO
Limeira é o primeiro município no Estado a adotar o dispositivo, sendo que, em outras cidades, a proposta esbarra no vício de iniciativa, o que também ocorreu no histórico limeirense. A vereadora Érika Tank foi autora da lei inicial, mas o projeto teve de ser apresentado pelo Executivo, o que foi feito.
Quem atentou ao entrave Estado afora foi Rosmary Corrêa, delegada e presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina. "São necessários mais prefeitos sensíveis à causa. O Brasil é o 5º país no mundo em números de assassinato de mulheres. O Botão do Pânico talvez não impeça, mas reduzirá muito qualquer tipo de assassinato de mulheres. É uma nova arma na luta contra a violência".
A sintonia entre diversos órgãos, com o interesse da Prefeitura, Câmara, Ceprosom, Segurança Pública, Polícia e Judiciário, foi citado como primordial para que o projeto saísse do papel. Para a vereadora Érika Tank, o dispositivo mostra a "necessidade real no abafar de cada voz", em situações "que não podem ser rebaixadas como crimes passionais".
Já o prefeito Paulo Hadich disse que a efetividade do dispositivo é o que segue ao acionamento, com a reação imediata e o trabalho em rede que envolve a assistência social. "Até termos a necessidade do dispositivo, uma série de medidas anteriores falharam. Este é um último recurso, possível porque todos se envolveram, em suas esferas de atuação".


Simulações "às escuras" garantiram socorro em 4 minutos

O trabalho que começou há anos com a formulação da atual Rede Elza Tank de Atendimento Integrado à Mulher em Situação de Violência culminou, nas últimas semanas, com o teste de sua eficácia. A presidente do Ceprosom, Ana Maria Sampaio, explicou que os próprios servidores participaram de simulações do uso do botão, necessárias para corrigir dinâmicas do fluxo de atendimento. Os testes tinham aval do secretário de Segurança Pública, Maurício Miranda Queiroz, mas os agentes desconheciam que se tratava de uma simulação. Num dos casos, não demoraram quatro minutos até que a viatura mais próxima chegasse para o socorro do caso simulado. São consideradas variáveis como o horário, e a equipe mais próxima disponível, que pode estar de carro ou moto, mais ágil.
A compra do dispositivo foi feita pelo Ceprosom, em contrato anual com o custo de R$ 162.451,20. A prorrogação pode ser feita até 60 meses sem que seja necessário outro processo. A aquisição é de 50 botões, quantidade mínima oferecida pelas empresas consultadas e considerada como ideal para o início da experiência em Limeira.
O Botão do Pânico será concedido com aval do Judiciário, que encaminhará a solicitação ao Ceprosom. A vítima fará um cadastro no Centro de Referência em Assistência Social (Cras), seguido do acompanhamento psicossocial. A situação será monitorada para avaliação no município. A mulher também receberá uma espécie de treinamento para uso do dispositivo, além de orientações para dificultar abordagens e aumentar a própria proteção.
A expectativa é ainda melhor com o anexo judicial de violência contra a mulher, anunciado na última semana. "Já estamos fazendo reuniões da Rede nos territórios dos Cras para discutir casos". (Daíza Lacerda)


Publicado na Gazeta de Limeira. Original em pdf aqui.

sexta-feira, 13 de maio de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Centro Pop tem 1ª reunião com moradores do Ibirapuera

Ação de pedintes e falta de opções de lazer estão entre as principais demandas

Daíza Lacerda

A presença de pedintes no bairro e adjacências e limpeza dos entornos foram alguns dos assuntos na primeira reunião entre a coordenação do Centro Pop e moradores do Jardim Ibirapuera, na última semana. Outras necessidades também foram apontadas por representantes de entidades.
Conforme a Gazeta abordou recentemente, moradores têm reclamado de pedintes. A comunidade chegou a se manifestar durante a construção do Centro Pop na região, sendo que a obra foi viabilizada por convênio federal que restringia o uso do prédio para outros fins que não fosse o atendimento à pessoa em situação de rua.
Segundo Joice Campos Toniato, coordenadora do Centro Pop, alguns dos próprios moradores reconheceram que o problema é anterior à construção, levando-se em conta as aglomerações em áreas verdes do bairro. De acordo com ela, foi reconhecida a necessidade da implantação do serviço. A cobrança de providências também foi no sentido de viabilizar opções no bairro, carente de estruturas para lazer, por exemplo.
Joice explica que foram tomadas providências, como a intensificação das abordagens e limpeza da região da mata, inclusive com a retirada de estruturas existentes. Ela ressalta que o público atendido não fica pelo bairro, já que os usuários são levados ao local especificamente para o atendimento.
Sobre as opções para a região, foi discutida a possibilidade do prédio ser usado no período noturno, para aulas de zumba e cursos, como de inglês. As principais demandas de curso serão levantadas com os moradores. Em relação aos equipamentos de lazer, serão estudadas opções como o aproveitamento de áreas.
A próxima reunião está prevista para a primeira semana de junho, à noite, no Centro Pop. A expectativa é que mais pessoas compareçam.
VAZAMENTO
Um usuário do Centro Pop reclamou de vazamentos em duas torneiras, que estariam ocorrendo há semanas sem providências. Joice disse que a conservação também depende do uso e cuidados, sendo que é grande o fluxo de pessoas no local que tomam banho e lavam roupas. Ressaltou que providências são tomadas quando manutenções são necessárias, e que não há nenhum grande vazamento no local.

Publicado na Gazeta de Limeira.
quarta-feira, 11 de maio de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Residencial Rubi tem definidos candidatos pré-habilitados

Lista foi publicada ontem e divulga também a condição de excluídos

Daíza Lacerda

A Secretaria da Habitação divulgou ontem a lista de pré-habilitados e excuídos no processo para o Residencial Rubi, que terá 900 moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida. A maioria dos dossiês passaram pela análise da Caixa Econômica Federal, exceto por alguns casos que ainda são avaliados.
O secretário Felipe Penedo explica que 885 candidatos estão pré-habilitados, 53% dos 1.663 participantes do processo. Outros 613 foram excluídos (37%), enquanto 110 têm pendências em análise pelo banco (7%) e 55 precisam regularizar documentação pendente (3%).
Podem recorrer até 23 de maio diretamente na Secretaria apenas os candidatos excluídos devido à renda superior, apontamento feito pela Caixa. Estes deverão comprovar a renda compatível com o programa, de R$ 1,6 mil por família. Outras exclusões, como omissão de cônjuge, foram indeferidas pela Secretaria no decorrer do processo, inclusive com denúncias. A lista divulga a situação também de candidatos que não tiveram o dossiê enviado, especificando o motivo da exclusão, como não comparecimento para assinatura da documentação.
Não será aceito recurso para reanálise nos casos de exclusão por omissão de cônjuge, omissão de dados, informações não
comprovadas, não comparecimento no atendimento, já ter participado de algum programa da Secretaria de Habitação e histórico de ter possuído imóvel. A situação de alguns candidatos é indicada para procurar a Secretaria. Tratam-se daqueles que precisam complementar ou atualizar alguma documentação.
Com o recebimento dos recursos até dia 23, a projeção é que nas primeiras semanas de junho a Secretaria tenha novo aval da Caixa dos processos pendentes. Enquanto isso, é planejado o trabalho com as famílias possivelmente contempladas, como formação do condomínio e sorteio das unidades, o que deve ocorrer entre junho e julho.


Foto: Divulgação Secretaria da Habitação
Dossiês devolvidos após análise da Caixa:
indeferidos por renda superior ainda podem recorrer

Denúncias ainda podem ser feitas

Mal foi publicada a nova lista e a Secretaria da Habitação recebeu denúncia de possível irregularidade com um dos pré-habilitados, que pode levar à desclassificação do candidato. O secretário Felipe Penedo ressalta que toda denúncia recebida será apurada. A pessoa não precisará se identificar, desde que ofereça meios que garantam provas suficientes para a desclassificação.
O primeiro caso recebido ontem tratava-se de omissão de cônjuge, sendo que o denunciante indicou fotos comprovando. As redes sociais têm sido aliadas nas investigações.
Por esse e outros motivos, pré-habilitados podem cair da lista até a assinatura do contrato. Portanto, a lista publicada ontem deve sofrer mais alterações até o fim do processo. (Daíza Lacerda)


Publicado na Gazeta de Limeira.


Antonio de Luna e outras 10 vias passarão por recapeamento


Daíza Lacerda

Foi assinado no início da semana convênio entre Limeira e a Casa Civil do Estado, que destinará verba de R$ 4 milhões para infraestrutura urbana. Com recursos, previstos desde o ano passado, 11 avenidas serão recapeadas total ou parcialmente.
Segundo o secretário de Obras e Serviços Públicos, Marcelo Coghi, os projetos estão prontos desde fevereiro, e a parte burocrática da licitação foi adiantada, para publicação assim que o Estado formalizar o convênio na Imprensa Oficial. A planilha orçamentária apontou custo de R$ 4,168 milhões, mas a expectativa é que as empresas apresentem preço inferior. O que passar do orçamento deverá ser bancado pelo município.
O recapeamento será nas avenidas Antonio de Luna (Jardim Aeroporto), José da Anunciação Fiorentini (Sthalberg), Carlos Zaccarias, Frei João das Mercês e Alcides R. Maduro (Parque Nossa Senhora das Dores), Carlos Kuntz Busch (Egisto Ragazzo), Davi dos Santos (Nova Limeira), Lumiére e Lafayete (Centreville), São Sebastião (Boa Vista) e Virgílio Bassinelo (Belinha Ometto).


Publicado na Gazeta de Limeira.
terça-feira, 10 de maio de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Prefeitura abre hoje inscrição de voluntários para evento da tocha

Daíza Lacerda

Serão abertas hoje, por meio do site da Prefeitura de Limeira (www.limeira.sp.gov.br/tochaolimpica), as inscrições para os interessados em trabalhar de forma voluntária no evento da passagem da tocha olímpica no município, que ocorre dia 20 de julho.
São previstos ao menos 200 voluntários, que precisam ter acima de 18 anos e disponibilidade para um treinamento e reunião com o gestor do grupo no dia 18 de julho, às 19h, no Teatro Nair Bello. Apenas pessoas físicas podem participar.
Os interessados deverão preencher o formulário do site, prestando informações como se é deficiente ou idoso, importantes para a organização dos voluntários em cada trecho. Serão aceitos 220 cadastros, que serão selecionados por ordem de inscrição. A sobra de 20 pessoas é para garantir que não faltem voluntários no dia do evento para cobrir o percurso. Os voluntários vão receber um uniforme com camiseta, boné, squeeze para uso no dia da condução da tocha, além de treinamento.
A coordenadora da Central de Voluntários de Limeira, Neuda de Souza Martins, disse que os inscritos passarão a compor o quadro da Central de Voluntários e podem ser chamados posteriormente para trabalhar em atividades culturais, esportivas e sociais desenvolvidas pela prefeitura.
PERCURSO E SEGURANÇA
A chama chega a Limeira dia 20 de julho. O percurso de 6,5 km começa na avenida Major José Levy Sobrinho em frente à Nissan, com início previsto às 11h03, e chegada prevista às 12h09 no Parque Cidade, com fim das comemorações às 12h24.
Uma equipe de 650 pessoas fará o cordão de isolamento do condutor da tocha, com a chama olímpica, durante o percurso. A equipe de segurança contará com diversos agentes da GCM e Polícia Militar, além da participação do Tiro de Guerra e do Corpo Bombeiros. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana trabalhará com sete veículos e 15 agentes. O Parque Cidade Limeira terá atrações culturais, como música, ginástica olímpica e exposição.

Publicado na Gazeta de Limeira.

Obra na Praça do Museu prevista para terminar em um mês

Daíza Lacerda

Se está complicado para o motorista trafegar no entorno da praça Coronel Flamínio (do Museu), a situação ficou um pouco mais confortável para quem usa o transporte coletivo. Na reforma em curso, foi ampliada a quantidade de assentos para quem espera ônibus nos movimentados pontos da praça.
Já a complicação para os motoristas está com os dias contados: a previsão de conclusão das obras é até a primeira semana de junho, conforme o secretário de Obras e Serviços Públicos, Marcelo Coghi. A movimentação de trabalhadores, máquinas e entulho exige atenção de pedestres e condutores, já que o entorno está parcialmente interditado, com passagem provisória pela rua para quem está a pé.
O lado da praça em frente à rua Treze de Maio está praticamente pronto. A parte do piso foi concluída, mas o novo bolsão de estacionamento para motos ainda não está liberado. No trecho falta ainda o plantio dos canteiros, previsto para as próximas semanas.
Na tarde de ontem, era retirado o piso antigo do quadrante entre a Carlos Gomes e Boa Morte. A escada que era o acesso principal ao prédio histórico será substituída por outra, além de uma rampa. A escada dos fundos do imóvel, onde foi instalado o elevador, também será demolida. Naquele ponto será feito um canteiro entre o prédio e a passagem de pedestres. A banca e quiosque serão remanejados naquele lado da praça.
Coghi explicou que os bancos da praça foram colocados de forma aleatória, já que os pontos de ônibus sofrem mudanças de acordo com as intervenções. Novos abrigos também estão previstos quando for adotada ordem definitiva.


Foto: JB Anthero/Gazeta de Limeira
Obras continuam na praça do Museu durante mais um mês




Publicado na Gazeta de Limeira.
domingo, 8 de maio de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Pioneiro, Limeira Clube completa 100 anos

Polo recreativo sobrevive à época áurea dos bailes que movimentavam a cidade

Daíza Lacerda

Em 1916, os atrativos de Limeira se limitavam às praças. Antecedendo a época em que os bailes colocariam a sociedade limeirense para dançar, o Limeira Clube nasceu da união de cinco amigos que talvez não imaginassem que o polo recreativo e dançante que planejavam atravessaria gerações.
"Além dos carnavais inesquecíveis, foram inúmeros bailes e shows com grandes artistas, como Roberto Carlos, Elizeth Cardoso e Altemar Dutra. O clube ainda foi sede de reuniões rotárias. O Rotary Club Centro praticamente foi fundado conosco, em 1939". A recordação é de Antonio Carlos Câmara Leite. Aos 74 anos, a história de vida do atual presidente do conselho deliberativo se mistura à do clube. Seu avô, Rodolpho Forster Filho, consta como um dos primeiros associados no livro que registra a ata de fundação do clube, em 9 de maio de 1916.
VELHA E NOVA CASA
Presidida por Cyro Scartezini, a primeira diretoria foi formada também por Francisco Bernardino de Oliveira, Carlos Borges Teixeira, Nestor José Rodrigues e Joaquim de Barros Cotrim, os fundadores. Hoje, sob a gestão do atual presidente Antonio Celso Scandolera, o clube mantém a estrutura solidificada na década de 1960, quando as quadras começaram a ser construídas no terreno adquirido duas décadas antes.
A primeira sede foi em imóvel onde atualmente está o edifício São José, na Rua Alferes Franco, no Centro. Na época, o local era cuidado pelo major José Levy Sobrinho. Conhecido como clube Fênix, era o que o município tinha de mais parecido com um local recreativo. "Foi feito um acordo para pagamento mensal de 30 mil réis à Santa Casa, como uma espécie de aluguel. A área atual só foi comprada em 1940, de Mário de Souza Queiroz, quando Raul Machado Gomes presidia o clube. Foi aproveitada a área da fazenda e a casa que existia", conta Câmara Leite. As novas construções partiram de 1950, passando por reforma em 1960.
A primeira piscina era uma adaptação do lavador de café existente na fazenda, numa época em que não existia nada no entorno. A movimentada avenida chegaria muito depois do clube, que foi testemunha de tempos em que o município não tinha tanta estrutura, como no abastecimento. "Aproveitamos um poço artesiano para encher a piscina. Era década de 50, e a cidade passava dificuldades com a falta d'água. Muitas pessoas vinham buscar água aqui, com garrafões e até caminhão tanque", rememora. Até hoje a piscina que sedia campeonatos é cheia pelo poço.
NOVOS TEMPOS
Os tempos áureos dos bailes foram nas décadas de 60 e 70, em época que deu origem a muitos casamentos, como garante o conselheiro. Mas a tradição foi se perdendo, assim como a própria cultura de pular carnaval. Hoje, o forte são as equipes esportivas, como as de tênis de campo e natação. "Agora, a principal motivação são as práticas esportivas e eventos sociais, além da nova academia", lista.
Com o tempo, a concorrência chegou, também em reflexo do crescimento da cidade. Ele reconhece que houve fase de defasagem, principalmente de jovens, mas que sempre houve bom relacionamento com outros clubes. Credita a longevidade do clube à dedicação de associados e diretores, principalmente nas dificuldades, que não foram poucas, como ressalta. "Também somos sujeitos à alternância da economia, e temos custos muito altos, a exemplo da energia elétrica", exemplifica.
Para comemorar os 100 anos, o clube organiza um baile, que acontece no próximo sábado, dia 14. Os convites são vendidos a R$ 40 para sócios e R$ 50 para não sócios, sendo que detalhes do evento podem ser obtidos pelo 3404-6565. "É uma comemoração importante. Afinal, não estaremos aqui para celebrar outro centenário", considera, aos risos, o veterano.

Fotos: JB Anthero/Gazeta de Limeira/Reprodução


Antonio Carlos Câmara Leite e o poço que ainda
abastece a piscina, e também garantia água a moradores
Imóvel na rua Alferes Franco foi a primeira
sede, com pagamento de aluguel à Santa Casa
Clube celebra a tradição e se reinventa para
nova geração, tendo os esportes como forte
Publicado na Gazeta de Limeira.

Voluntários poderão se candidatar para evento da tocha olímpica em Limeira

Inscrições serão recebidas por meio do site da Prefeitura, com previsão de 500 participantes

Daíza Lacerda

Limeirenses poderão se voluntariar para os trabalhos do evento da passagem da tocha olímpica em Limeira, em 20 de julho. A Prefeitura abrirá as inscrições na terça-feira, dia 10, que deverão ser feitas por meio do site (www.limeira.sp.gov.br).
De acordo com Gino Torrezan, secretário de Desenvolvimento, Turismo e Inovação, não haverá restrições no perfil de participante, mas o principal é boa condição física, já que a principal ajuda será na coordenação do público. A previsão é de 500 participantes, que passarão por treinamento. A equipe voluntária deve estar formada até o início de julho.
Limeira receberá a tocha depois de Rio Claro e antes de Americana. Depois, o símbolo olímpico pernoitará na região, em Campinas. A chegada será num comboio com mais de 20 veículos, sendo que 10 devem entrar na cidade. A passagem terá início na avenida Major José Levy Sobrinho, passando pela Boa Vista, Centro e chegando ao Parque Cidade pelo anel viário. No local, deve ficar exposta durante 15 minutos.
ORGANIZAÇÃO
Segundo o secretário, o trajeto deve demandar duas horas de evento. O acesso aos condutores será delimitado por cavaletes. Não haverá estrutura específica para o público, que deverá assistir das calçadas, casas ou comércios. Em alguns pontos, serão feitos bolsões onde ficarão grupos de escolas.
Torrezan lembra que será necessária a colaboração de moradores e comerciantes na véspera, pois carros não poderão ficar estacionados no percurso. Isso deve ser providenciado na noite anterior, sendo que o evento deve ocorrer em horário a ser confirmado entre as 10h e 14h.
Ele ressalta que a segurança dos condutores será feita pela Guarda Nacional, enquanto o respaldo do público será da Guarda Civil Municipal, além da atuação de agentes de trânsito.
A previsão é a troca de condutor a cada 200 metros. Para o município, são previstos cerca de 30 condutores, cujos nomes ainda estão em fase de confirmação para o comitê. Entre os já confirmados está José Carlos da Silva, o Fumaça, veterano do atletismo limeirense.
Nas preparações, está prevista a realização de um evento teste, que deve ocorrer entre o final deste mês e início de junho. O objetivo da simulação é identificar possível pontos que demandem ajustes.


Evento não terá custo para
município, diz secretário


O custo milionário da festa da chegada da tocha olímpica em Brasília despertou a curiosidade sobre o quanto os municípios devem desembolsar nos eventos. No Distrito Federal, que abriu o calendário do revezamento, o custo estimado ficou em torno de R$ 4 milhões. Na capital federal, a tocha desfilou durante o dia todo, em 3 de maio.
Em Limeira, o secretário Gino Torrezan esclarece que não haverá custos, senão os indiretos, da organização e contingente empenhado. Ele explica que a adesão dos municípios foi espontânea, a partir da seleção de 500 cidades pelo comitê.
Há locais nos quais serão promovidos shows. No caso de Limeira, ele explica que não haverá contratações, mas devem ser convidados grupos locais, como bandas marciais durante a exposição da tocha no Parque Cidade, que sediará o término do percurso em Limeira. (Daíza Lacerda)



Publicado na Gazeta de Limeira.
quinta-feira, 5 de maio de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Alargamento da Via Jurandyr Paixão demandará dois anos de obras

Obra custará R$ 18,7 milhões com recursos de convênio federal e contrapartida municipal

Daíza Lacerda

A Via Jurandyr Paixão de Campos Freire, estrada de acesso ao Horto Florestal e Bairro do Tatu, passará por obras de alargamento a partir da rotatória do Jardim Campo Belo, numa extensão de aproximadamente sete quilômetros.
Os envelopes da licitação foram abertos na última terça-feira, e o processo teve como vencedora a construtora Getel, que fará o serviço pelo menor preço oferecido, de R$ 18.734.681,14. A verba para a obra é proveniente de convênio federal por meio do programa Pró-Transporte, cuja assinatura ocorreu em outubro de 2014. O município arcará com 10% dos recursos. As liberações serão do Ministério das Cidades. Segundo o secretário de Obras e Serviços Públicos, Marcelo Coghi, a totalidade dos recursos já está destinada ao projeto, e não devem ocorrer atrasos, a exemplos de outras obras com verba da União.
No processo licitatório, as empresas tiveram acesso à documentação das concorrentes e abriram mão de recurso, o que leva à projeção de assinatura da ordem de serviço para início das obras até o final deste mês. São previstos dois anos de obras, que devem começar pela altura do Campo Belo, com execução de uma faixa por vez. No entanto, os detalhes ainda serão definidos.
Coghi explica que trata-se de um alargamento, e não uma duplicação, pois não há espaço para canteiro central. Serão duas faixas de cada lado, separadas por concreto. A via receberá ciclofaixa em toda a extensão num dos lados, e calçada do lado oposto. A obra também contempla a iluminação em todo o trecho.
INTERVENÇÕES
Alguns trechos demandam intervenções além da adequação de faixas, a exemplo da entrada do horto, que tem um lago de cada lado da pista. Segundo Coghi, será implantada uma tubulação maior entre eles, já que a atual não dá conta do volume em dias de chuva, causando alagamento. Com isso, a projeção é que a estrada fique um metro mais alta naquela região. Outro local com problemas na enxurrada é uma baixada próxima do casarão do Tatu. A tubulação no local cedeu, e uma nova será construída.
O projeto também prevê três rotatórias, uma no acesso do condomínio industrial, outra no horto e a terceira no atual acesso ao aterro sanitário.


Foto: JB Anthero/Gazeta de Limeira
Obras ocorrerão em toda a extensão
da via entre Campo Belo e Bairro do Tatu

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segunda-feira, 25 de abril de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Preparação de idosos a todo vapor para disputas do Jori

Atletas de Limeira participarão de diversas modalidades, como dança e atletismo

Daíza Lacerda

A busca é por medalhas, mas eles já ganham em disposição. Engana-se quem pensa que têm tempo sobrando. Eles não têm tempo a perder. E foi na correria que a enfermeira aposentada Lourdes de Jesus Souza, de 60 anos, falou das suas corridinhas, que a levarão pela primeira vez à disputa de medalhas dos Jogos Regionais do Idoso, que acontecem em maio, em Americana. Com uma família de 15 netos e um casal de bisnetos, para ela não há dificuldades em conciliar as atividades do lar, a família e os treinos. "Correr é tudo. É muita emoção. Canseira às vezes dá, mas é só dar uma paradinha. Mas na primeira oportunidade a gente estreita o cabelo de novo", descreve a atleta, que mal terminou a entrevista e saiu correndo para a próxima parada, o treino de vôlei.
Também com 60 anos de idade, o aposentado Clóvis Gama de Souza só observava quem corria, há cerca de dois anos. A esperança de se livrar dos quilinhos a mais foi o principal incentivo. "Via as pessoas correndo e se dando bem. Entrei nessa e me dei bem também. Passei dos 77 para os 63 quilos e não paro mais", diz ele, que corre três vezes por dia. O atleta é só elogios para a modalidade. "Correr tira o estresse e o pensamento ruim. Mexe com tudo, com o corpo e a cabeça. Algumas dorzinhas sempre temos, mas o saldo é muito bom".
Professora de educação física e treinadora deles e de outros dois idosos que participarão dos jogos, Marly Inácio de Oliveira salienta que, para competir nesta idade, é preciso já ter algum preparo anterior. Porém, justamente na idade em que aparecem problemas crônicos, os praticantes são exemplos do resultado do esporte a favor da saúde. "Para eles, é também um lazer. Fazem porque gostam", ressalta.
Neste ano, o time limeirense contará também com José Carlos da Silva, o Fumaça, que retorna às pistas após um ano afastado das competições devido a uma inflamação no nervo ciático. "Estou treinando pouco, mas bem, pois só fui liberado em janeiro. Pretendo garantir a medalha, mas a disputa é difícil. Quero fazer os 1.000 metros abaixo de cinco minutos", considera. Apenas os três primeiros são premiados, sendo que dois são classificados para o estadual.
SAÚDE E ALEGRIA
A idade não reduz a dificuldade da disputa. E é esperando concorrentes fortes que a nadadora Ayde Gazotto, de 67 anos, fará a sua estreia nos jogos. Com cinco anos de braçadas que renderam 125 medalhas e quatro troféus top 5 do ano, ela treina ao menos 2.000 metros por dia. Mais do que os reflexos na saúde, ela destaca o convívio. "Tenho muito mais disposição e também fazemos muitas amizades competindo". Mas reconhece que o páreo não será fácil. "Vamos tentar a medalha, mas enfrentaremos os melhores de cada cidade, gente que já competiu até no exterior, que nada desde criança", considera.
Mais do que esporte, a arte será aliada do grupo que disputará com coreografia. A preparação corporal começou no ano passado, em ciclo com trabalho das capacidades físicas. "Vida - Jogo de encaixe" é o tema trabalhado por meio da dança, com 12 participantes entre 60 e 85 anos. Nos movimentos, a reflexão do contexto da vida e potencialidades do idoso.
O casal Neyde Amaral Beduschi, de 79 anos, e Jonathas Beduschi, de 85, atestam os benefícios da atividade. Eles, que já praticavam dança de salão, só veem vantagens na participação. "Nos sentimos maravilhados, felizes, sem contar a amizade com o grupo. É uma alegria tanta gente diferente formando uma só família".


Delegação limeirense reunirá ao menos 100 atletas

O entusiasmo dos competidores vai longe, mas é preciso saber se o corpo, de fato, aguenta a exigência, já que algumas modalidades são mais intensas, como o atletismo. Por isso, todos passam por uma avaliação médica para serem liberados para as provas, como explica Glaucia Perrielo, assessora de esporte e lazer da Secretaria de Esportes.
A estimativa é levar ao menos 100 atletas para os jogos, que ocorrem de 11 a 15 de maio, em Americana. Embora haja representantes para todas as modalidades, oscila a participação na faixa etária, como a categoria acima de 70 anos. Serão 14 modalidades disputadas: atletismo, bocha, buraco, coreografia, damas, dança de salão, dominó, malha, natação, tênis, tênis de mesa, truco, voleibol adaptado e xadrez. (Daíza Lacerda)



Publicado na Gazeta de Limeira.



domingo, 24 de abril de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Integração entre ensino e esporte projeta atletas em potencial

Adesão às práticas esportivas por meio do ensino integral rendem resultados positivos

Daíza Lacerda

Numa época em que crianças brincando na rua tornou-se raridade, e que os eletrônicos despertam mais interesse do que se movimentar e suar, a incursão do esporte na rotina de crianças da rede municipal de ensino tem ido além das expectativas.
Se, por um lado, crianças não conheciam brincadeiras clássicas da infância de outras gerações, como pega-pega e esconde-esconde, do outro, a oportunidade aflora talentos promissores. "Já conseguimos identificar potencial em alguns grupos que, se continuarem nesse caminho, podem se tornar atletas profissionais", conta o professor de educação física George Luiz Cardoso, que orienta turmas do ensino integral na pista da ALA, no Jardim Piratininga.
Ele explica que, quando iniciaram as atividades voltadas ao atletismo no ano passado, as crianças não tinham base motora e não conheciam as brincadeiras populares. Mas já são observados avanços como melhoria na força, resistência e flexibilidade nos participantes, que têm entre 6 e 10 anos.
Na pista, elas se espalham em práticas que vão desde a corrida ao slackline, passando pelo salto e arremesso. "O atletismo é a base de todos os esportes, e sempre tem algo que atrai a criança. Uma pode não gostar da corrida, mas se identificar no arremesso", exemplifica.
Mais do que o auxílio no desenvolvimento psicomotor e intelecto, a pluralidade de opções visa evitar traumas sejam carregados até a idade adulta. "Se a criança tem uma experiência ruim, ela não vai querer praticar, e vai passar a fugir disso. Por isso é importante deixar que ela escolha o que mais gosta, sem imposição, como alguns pais fazem", alerta.
DIVERSÃO E APRENDIZADO
No Centro Comunitário do Jardim Nossa Senhora do Amparo, a euforia é grande para entrar na piscina, mas a aula não é brincadeira. "Mais do que diversão, é um aprendizado", destaca a professora de natação, Flávia Girardello. A experiência que a criançada não teria se não fosse a integração da educação com outras áreas também traz destaques na piscina, com a participação em festivais. "Vemos o resultado e também a motivação. Além de desenvolver as habilidades motoras, há reflexos como melhoria nos índices de alfabetização". Diariamente são 12 grupos, com crianças do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos e de escolas como Maria Aparecida de Luca Moore e Aracy Guimarães.
As atividades vão além da pista e piscinas, ocupando outros centros com modalidades como judô, kung fu, ginástica rítmica e basquete, como explica Glaucia Perrielo, assessora de esporte e lazer da Secretaria de Esportes. Cada turma tem duas atividades por semana, além das oficinas de cultura.
O professor George lembra que o fato das crianças serem provenientes de áreas mais vulneráveis não limita o destaque que podem ter numa eventual carreira esportiva. Em geral, na pista, treinam descalças, mesmo com campanha em curso para arrecadação de tênis. "São nessas regiões que encontramos mais potencial. Já vimos crianças de escolas particulares com muito menos habilidade, por falta de estímulo. Mas a carência não impede o acesso ao esporte. No atletismo, não dependemos de equipamentos. O principal é a disposição".

Noção de cidadania e uso dos espaços públicos

O acesso às práticas não é privilégio só de quem está na escola. Trata-se de opção disponível para quem quiser. A união do útil ao agradável se deu com um esquema de organização de horários e logística, que tornou espaços públicos de esporte e lazer extensões da escola, como explica a secretária de Educação, Adriana Ijano Motta.
A integração é prevista em portaria de dezembro de 2014. Com as opções disponíveis, a união da pasta com secretaria de Esportes, Cultura e Ceprosom levou à organização para que as crianças vivenciassem as atividades nos centros. "São crianças que estão na idade de experimentar. Essa união possibilita diversas vivências, além da possibilidade da criança de procurar o serviço na modalidade que mais lhe agrada", explica, exemplificando com alunos que deram continuidade às práticas nos centros comunitários independentemente da escola. "A criança tem de ter a noção que é cidadã, que pode e deve usufruir do patrimônio da cidade".
Outra vantagem listada por ela é o fato desses equipamentos contarem com professores da área do esporte com olhar mais detido sobre detalhes como postura, por exemplo, podendo identificar eventuais problemas mais facilmente.
São 31 escolas envolvidas, sendo cinco do período integral e o restante com atividades descentralizadas. O resultado está nas provas. "Nos resultados das avaliações prévias do Saresp, as escolas de período integral subiram seu desempenho. Embora o grande mote seja a melhora no desenvolvimento acadêmico, elas mostram avanços na possibilidade de convivência e fortalecimento de vínculos". (Daíza Lacerda)


Publicado na Gazeta de Limeira.


 





sábado, 9 de abril de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Fumaça será um dos condutores da tocha olímpica em Limeira

Veterano do atletismo vê oportunidade como inspiração para os mais jovens

Daíza Lacerda

Uma das patrocinadoras do revezamento da tocha olímpica Rio 2016, a Coca-Cola confirmou que José Carlos da Silva, o Fumaça, será um dos condutores em Limeira da tocha olímpica dos Jogos Olímpicos Rio 2016. O principal símbolo dos Jogos chega ao município dia 20 de julho.
Além de Fumaça, foi confirmada também a participação de Eduardo Ferreira dos Santos, de 33 anos, que treina atletismo desde 1996. Por enquanto, não há outras confirmações. Conforme a assessoria da Coca-Cola, alguns nomes ainda estão em fase de aprovação.
O revezamento começa em Olímpia, na Grécia, com a cerimônia de acendimento da tocha dia 21, 100 dias antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 . De lá, a chama olímpica viaja até o Brasil, onde começa a trilhar o seu caminho rumo ao Rio de Janeiro, sua parada final. Os Jogos acontecem entre 5 e 21 de agosto.
A menos de um mês do início da viagem da tocha no País, que começa em 3 de maio em Brasília-DF, a Prefeitura de Limeira ainda não informou detalhes da passagem, como locais, horários e esquemas de segurança. Campinas, que receberá a tocha no mesmo dia, já divulgou os principais pontos da rota. Na data, a ordem das cidades será Rio Claro, Limeira, Americana e Campinas.
FUMAÇA
Aos 74 anos, Fumaça é responsável pela formação de gerações de atletas. Ele falou da emoção de participar do momento mais marcante do esporte mundial. "É motivo de muita honra e satisfação. Poder carregar a tocha é como uma premiação de alto nível, um troféu. Agradeço a todos os atletas de Limeira que apoiaram meu nome para este momento".
A expectativa do atleta, que passou o ano passado afastado das competições devido aos cuidados com a saúde, é estar bem no dia do percurso. "Quero representar a cidade à altura. Não trabalhamos pensando nisso, mas ajuda a ter mais ânimo para continuar batalhando. Nunca esperei. Deus me abençoou bastante".
Fumaça começou no esporte aos 18 anos, no Tiro de Guerra. Jogava futebol, mas logo enveredou pelas pistas, como testemunha da construção da área dedicada ao atletismo no município, a pista anexa ao Tiro, na qual atuaria nas décadas seguintes. Determinado a participar dos Jogos Regionais do Idoso este ano, ele vê a oportunidade olímpica como inspiração para os mais novos. "É um incentivo, e mostra que, trabalhando, chegamos lá. Ninguém nasce no topo. Agradeço a cidade e todos que me ajudaram".
Outros condutores cotados são o nadador Guilherme Guido e o atleta paralímpico Odair dos Santos, que ainda não foram confirmados. Nesta semana, reportagem da Folha de São Paulo abordou a dificuldade de alguns atletas olímpicos em participar do trajeto, devido a incompatibilidade dos termos de participação com contratos de patrocínio.
Foto: JB Anthero/Arquivo Gazeta de Limeira
Fumaça tem mais de meio século de história no atletismo limeirense

Publicado na Gazeta de Limeira.