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domingo, 4 de setembro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Estudante de jornalismo de Limeira conquista 1º lugar em concurso da CNN

Daíza Lacerda


Com a reportagem em vídeo sobre uma banda que faz os intrumentos funcionarem com a força de pedaladas, o jornalista de Limeira Carlos Giannoni foi premiado com o primeiro lugar no 7º Concurso Universitário de Jornalismo da CNN.
Giannoni, que cursa o último semestre do curso de Jornalismo do Isca Faculades e trabalha na TV Jornal, optou por um assunto diferente sobre o tema "energia renovável", proposto na edição deste ano. "Não queria falar de energia eólica ou solar, porque são assuntos bastante abordados. Sabia de uma banda que produzia energia para o funcionamento dos próprios instrumentos e fui procurá-la".
A banda, CO² Zero, é de Santa Bárbara D'Oeste, e leva mensagens sobre a sustentabilidade tendo, como exemplo, o próprio jeito de fazer música, transformando energia mecânica em energia elétrica, como explica Giannoni. A produção, porém, não foi tão fácil quanto pedalar. "Fizemos uma hora de gravação para dois minutos de matéria", disse o jornalista, sobre a edição.
Para a escolha do vencedor, a primeira triagem elegeu os dez melhores trabalhos, de cerca de 180 inscritos no concurso. Esse júri contou com jornalistas da área de veículos como Estadão, ESPN e revista Superinteressante. Os três melhores trabalhos foram eleitos pelos jornalistas Sônia Bridi (TV Globo), Marcelo Tas (Band), Lúcia Araújo (Canal Futura) e André Trigueiro (GloboNews/CBN).
Além de trazer a estatueta para Limeira, na premiação que aconteceu na semana passada em São Paulo, Giannoni considera as conquistas para incrementar seu currículo, além da viagem para Atlanta, a fim de conhecer os estúdios da sede da CNN. "Não esperava ganhar, mas o melhor  é poder levar o trabalho desenvolvido aqui no interior para fora", diz ele, que tem objetivos profissionais na capital.
O vídeo que rendeu o prêmio pode ser conferido no YouTube: http://bit.ly/nufJOH.

Publicado na Gazeta de Limeira










terça-feira, 30 de agosto de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Jornal Oficial do Município completa 20 anos hoje

Daíza Lacerda (edição, com informações da Secretaria Municipal de Comunicações)

Atual editor da Gazeta esteve à frente da criação do periódico, na gestão de Paulo D'Andréa


Órgão de divulgação oficial da admnistração, o Jornal Oficial do Município (JOM) completa hoje 20 anos de existência. Por meio dele é que são publicados os decretos da Prefeitura e Câmara municipais, desde que criado pela Lei Municipal 2.494, de 30 de agosto de 1991, no governo de Paulo D'Andréa.
Antes disso, as publicações oficiais eram feitas na Gazeta de Limeira, único veículo que circulva diariamente. Posteriormente houve necessidade de licitação, quando passou a ser publicado em outro meio.
Na época, o prefeito Paulo D’Andréa cogitou com seu então diretor de Imprensa, Antonio Claudio Bontorim, atualmente editor da Gazeta, a existência de um jornal oficial. “O prefeito me perguntou se a Prefeitura comportaria um Jornal Oficial”, disse. Após a resposta positiva, Bontorim realizou estudos e, um mês depois, apresentou os resultados ao prefeito.
Segundo o responsável pela elaboração do Jornal Oficial do Município de Limeira, inicialmente o jornal era publicado às terças-feiras, quintas e sábados, e distribuído nas bancas centrais e nos balcões de recepção de entidades de classe, na Acil e entidades assistenciais.
Bontorim explica que “o importante é dar publicidade aos atos oficiais, mesmo que seja apenas um exemplar. Como eram poucas os atos oficiais a serem divulgados, o jornal se limitava a três ou quatro páginas. Às vezes era necessário publicar informe de saúde”.

PROCESSOS
Sem informatização, o início foi bem diferente das facilidades existentes hoje. "Era feita a diagramação e depois passado no fotolito. Na época não tínhamos computador e, muito menos, internet. Os releases eram entregues dentro de um envelope por um patrulheiro, que era levado pela motorista às redações”, conta Bontorim.
Hoje o jornal é diagramado digitalmente e enviado por e-mail à gráfica, explica Renato Antônio de Paula, atual coordenador do Jornal Oficial. “Tudo o que é público tem de ser transparente. Todas as pessoas que têm necessidade de informações oficiais leem o jornal oficial, seja para saber sobre uma contratação, uma nomeação ou até mesmo sobre concurso público”.
Segundo Bontorim, a preocupação era que o próximo prefeito que assumisse o cargo, Jurandyr Paixão, não desse continuidade ao jornal, o que ocorreu. Os demais prefeitos deram sequência, o que perdura até então.
Publicado de terça-feira a sábado, o Jornal Oficial tem tiragem de 1,5 mil exemplares. Divulga os atos da Prefeitura e suas autarquias, da Câmara Municipal, do Poder Judiciário e de entidades assistenciais, e, além de ser impresso, recentemente passou a ser também online. Através do site da Prefeitura de Limeira (www.limeira.sp.gov.br) qualquer pessoa pode ter acesso aos atos oficiais.
Especialista em assessoria de imprensa e consultor em comunicação, Bontorim acredita que em breve a internet se tornará o único mecanismo de divulgação. Ele exemplifica com o Jornal Oficial da Justiça, que é apenas online. “O Jornal Oficial do Município faz parte da história da comunicação de Limeira”, finaliza.
"Os mais antigos tiveram coragem de implantar essa política pública de comunicação com o público. Já quem trabalha nos dias atuais no Jornal Oficial tem como desafio melhorar a forma de repasse da informação. Nesse sentido, as melhorias serão adotadas gradualmente", destacou Adalberto Mansur, secretário de Comunicações.

DISTRIBUIÇÃO
Há 11 anos o servidor público Gilberto Rossatti, 57 anos, coordena a distribuição do Jornal Oficial do Município. “Gosto do que faço e as pessoas me conhecem, principalmente nas repartições públicas”, disse Rossati.
Recebem os exemplares as bancas de jornais e revistas, repartições públicas, Fórum, Câmara Municipal, Justiça do Trabalho, Ceprosom, Secretaria Municipal da Educação, Secretaria Municipal da Saúde. “No ano 2000, o jornal circulava apenas três vezes por semana. Foi entre 2003 e 2004 que passou a ter a circulação diária, de terça-feira à sábado. E se por algum motivo a entrega do jornal tem algum atraso, as pessoas reclamam. No dia que tem publicação de Edital de Concurso aumenta a procura”, disse Rossatti.



Editor da Gazeta, Bontorim foi responsável pela criação do Jornal Oficial, em 1991
Editor da Gazeta, Bontorim foi responsável pela criação do Jornal Oficial, em 1991


Publicado na Gazeta de Limeira.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Descrevendo a história - a duras penas


Geralmente começa assim: o editor fala que tem uma pauta "que é a minha cara". Quando isso acontece, geralmente é algo relacionado a fatos ocorridos há pelo menos 30 anos. Ou muito mais. Anteontem não foi diferente quando fui escalada para cobrir uma palestra na tarde de ontem. Invariavelmente, quando isso acontece, antes de entregar o texto pergunto qual editor está com a faca menos afiada. É "livro" na certa, por mais que eu choramingue ou faça chantagens emocionais (tipo: "isso só acontece uma vez na vida"; "é uma história e tanto") para manter o tamanho original do "filho".
Ontem não precisei "assassinar a minha cria", que nada mais é do que a minha descrição pessoal (e dramática) do sufoco de editar o texto (cortar, cortar e cortar) até fazê-lo caber no espaço que sobrou da edição (depois de um tempão fazendo malabarismos com as palavras para contar os fatos da forma menos corriqueira possível, mas sem embromation). Isso não quer dizer que foi menos doloroso escrever o que escrevi.
Só não precisei editar porque deixei de colocar passagens detalhadas. Não que não fossem necessárias ao texto. Mas relatei o bastante. E só o escrevi por um motivo tão feliz quanto infeliz. Primeiro, porque milhares de vidas foram ceifadas. Mas também foram poupadas, e graças a uma dessas é que deixei de assassinar meu texto para escrever o relato do maior assassinato em massa da história: o Holocausto.
O pior não é só ouvir os horrores cometidos nos campos de concentração. É minimamente imaginar que há seres humanos (?) partidários, contemporaneamente, de medidas surreais em nome do preconceito.
O testemunho que eu e dezenas de jovens ouvimos é também um tapa na cara que nos mostra o quanto somos ingratos. Somos estapeados quando jornais de circulação nacional precisam estampar a cara da fome que existe no mundo e quando pessoas atravessam continentes em busca de sobrevivência, na fuga do cenário de guerra. Mas somos incapazes de nos compadecer com a miséria que vemos nas esquinas de onde vivemos, tanto como dar valor por termos o que vestir, o que comer e, principalmente, ter amor e presença da família - além das lembranças, mas perto, tão palpável e seguro quanto um abraço.
Essa reflexão é graças a uma senhorinha de 81 anos, simpatissíssima e atenciosa, que esteve em Limeira para contar como passou os dias de guerra e fuga do cerco nazista na sua Polônia natal, antes de chegar ao Brasil num pós-guerra ainda considerado de risco em sua terra. Henrietta "Rita" Braun descortinou horrores que, nem se houvesse espaço para tanto, eu gostaria de reproduzir. Porém, o terrorismo passou longe de seu tom, que se aproximava mais de um aviso do que o homem é capaz. Ela viu.
O que falar sobre a tristeza de inúmeras perdas quando se tem a dádiva da sobrevivência? Ela teve ambos e dissemina o que aprendeu e viveu.
Cada um sabe de suas perdas e, sabe-se lá a que preço para cada um, a dádiva da sobrevivência tem nos acompanhado. O que fazemos com ela? Desde quando há sentido em fazer algo só para nós? A questão não é só nos contentarmos com o que temos. Mas estender o que temos de melhor ao próximo. Mesmo que o melhor seja triste - não é necessariamente com as melhores notícias que temos crescimento e aprendizado.
Por isso - e só por isso - não foi mais penoso transcrever os relatos que ouvi.