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quinta-feira, 10 de março de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Vocação para lazer será explorada ao lado do Limeirão

Estrutura mais voltada ao esporte será viabilizada a partir de contrapartida

Daíza Lacerda

Aos poucos, adeptos dos esportes começaram a tomar conta do entorno do estádio Major José Levy Sobrinho, o Limeirão. A adesão de caminhantes, por exemplo, é tamanha, que a divisão de espaço entre pedestres e veículos resulta em problemas, como acidentes. Mas a expectativa é que a questão seja solucionada com o início da revitalização do entorno do estádio, que receberá equipamentos de esporte e lazer por meio de contrapartida.
O projeto foi apresentado ontem pelo prefeito Paulo Hadich e o secretário de Urbanismo, Alex Marques Rosa, sendo que as obras tiveram início nesta semana. Tanto este projeto quanto o bosque que será feito no antigo zoológico são contrapartidas do mesmo empreendimento que teve aprovada a primeira fase de um loteamento na rodovia Limeira-Iracemápolis.
No lado do estádio em que já existem alguns equipamentos está previsto o fechamento do acesso de carros. Será feita uma pista de caminhadas, raias de 100 metros e uma ciclovia em todo o entorno. Brinquedos, academia ao ar livre, banco de areia para slackline, mini campo de futebol e de basquete serão algumas das opções. Banheiro e bar do estádio também devem ficar abertos para o público.
Hadich informou que o objetivo inicial era a ação no bosque, mas a chuva dificultou os trabalhos. Além dos equipamentos previstos, outras atividades podem atrair mais pessoas para o local. Um dos exemplos é a feira do produtor rural. A projeção é que as mudanças sejam concluídas em até 60 dias.
CONTRAPARTIDAS
As intervenções nos dois locais saíram de um banco de projetos existente na Secretaria de Urbanismo, em iniciativas que aguardavam a verba e a vez. Neste caso, vão sair do papel pela impossibilidade de mensurar, no momento, o impacto do empreendimento na Limeira-Iracemápolis, como explicou Alex. "Sabemos que a prefeitura terá custos, terá que viabilizar transporte e educação, por exemplo. Mas ainda não conhecemos a demanda e o público. Por isso foi negociada a ação compensatória em outro ponto, mas de uso comum", explica.
A escolha é consenso entre poder público e empreendedor. Apesar de depender de prazos de aprovações, todas as ações são listadas em termos de compromisso. Outros exemplos dessa iniciativa é a reforma do centro comunitário do Parque Hipólito, feito pela construtora que terá empreendimento imobiliário na avenida Dr. Lauro Corrêa da Silva. As intervenções iniciadas nesta semana na via Guilherme Dibbern também são acordo que parte de projeto aprovado na região.
Alex salienta que as medidas são previstas no Plano Diretor. São mitigadoras quando servem para equilibrar o impacto causado em determinada região, como a duplicação de uma via. E compensatória quando essa contrapartida não necessariamente ocorre na mesma área e comunidade. A lei prevê também prevê a opção de depósitos em dinheiro para os fundos de urbanização e habitação.




Foto: Mário Roberto/Gazeta de Limeira
Nova concepção do entorno do estádio privilegiará pedestres com foco no esporte e lazer

Publicado na Gazeta de Limeira.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Jovens pedem diálogo para aumento das opções de lazer

Daíza Lacerda


Falta de meios de entretenimento é queixa também de adultos que migram para a região

"A gente não quer só comida / A gente quer bebida, diversão, balé / A gente não quer só comida / A gente quer a vida / Como a vida quer". A célebre música dos Titãs ilustra o anseio de jovens limeirenses que, como frequentemente registrado pela Gazeta, pedem mais opções de lazer na cidade. Satisfazer esse público, diante com a concorrência da oferta de opções na região, é um dos desafios da próxima administração.
Para Guilherme Barbosa Nogueira, 15 anos, o novo prefeito deve preocupar-se, de fato, com esta questão. Ele reclama que, agora que pode sair mais de casa, não tem aonde ir, e sugere a criação de um espaço fixo e que tenha eventos frequentes, que interessem para o público jovem. "Eles não sabem e não perguntam o queremos", diz.
A necessidade afeta as demais faixas etárias. O professor de Educação Física Rodrigo Jerônimo, 31, lembra que muitas vezes é preciso recorrer às cidades da região para se divertir. A deficiência se mostra também na disponibilidade de locais para atividades físicas. "Temos poucas opções de parques para as pessoas praticarem esportes. O Parque Cidade é ótimo, mas Limeira precisa de mais parques", avalia.
Para André Ribeiro Bontorim, 16, falta variedade de entretenimento nos finais de semana. "Há alguns bares e ocasionalmente festas, mas na maioria das vezes os adolescentes são forçados a irem pra o mesmo local várias semanas seguidas, por falta de opção", reclama.

OUVIR E FAZER
"Acredito que o primeiro passo é abrir canais de comunicação e adotar uma forma de trabalhar o que faz diferença para o jovem. Educação, esporte e lazer não são acessórios, mas de importância para a formação básica. Na correria diária, o lazer o fundamental", expõe Roberlei Cidade, empresário do ramo de eventos.
Diante de reclamações de tumultos provocados por jovens, Roberlei pondera que o jovem tem energia para gastar. Devido a essa necessidade de extravasar é que é preciso ouvir dele o que é importante. "Skate, música, dança, poesia, arte? Entretenimento não é só balada. Se houvessem mais opções, os jovens não estariam em points, sem rumo. É um desperdício de energia para eles e para a comunidade. Sem opções, é uma energia mal utilizada".
Ele defende que Executivo e Legislativo devem estar afinados para a destinação do orçamento e também com parcerias junto ao governo estadual e federal, quesito no qual Limeira vem perdendo em relação às outras cidades. "Falta uma unidade cultural, o orgulho da cidade. Na época de ouro da Inter, por exemplo, a cidade se mobilizava e isso era reconhecido no Brasil inteiro", exemplifica.
Vestir a camisa e buscar alternativas para manter movimentada a rotina dos jovens, como eles querem, passa pelo estímulo ao esporte e artes. "A questão não é só verba, mas ter ideias e vontade de fazer acontecer, unir esforços. Há muitos centros comunitários parados, e dá para fazer mais com o pessoal disponível".
Em relação aos atos de vandalismo realizado nesses mesmos locais, Roberlei reflete que, com maior proximidade, a comunidade dá mais valor. "Para que serve? Se tem grafite, dança ou outra atividade, a pessoa não vai pichar. As pessoas dão valor ao que é bom para elas, embora sempre haverá vândalos, o que muitas vezes não é questão de escola, mas da forma que a pessoa foi criada, por falta de orientação ou oportunidade. Ainda assim os espaços devem ter um plano de manutenção. Construir e manter, o que não acontece". Assim, se o jovem precisa extravasar, que seja com coisas boas.
"Se o poder público tiver vontade, pode arrumar um espaço adequado para eventos sem pertubação do sossego. É preciso ter em vista o que é bom para todas as pessoas, não só para os jovens, em termos de qualidade de vida", afirma. (DL)

Mais opções dependem
de fatores econômicos

Quanto a situação do poder do município de atrair novos empreendimentos na área, Roberlei avalia que isso remete ao panorama econômico do município e, consequentemente, da população. "Se a cidade não estivesse tão inchada, talvez os moradores tivessem uma renda melhor, com recursos para gastar em lazer. A questão é desenvolvimento e não só crescimento", ilustra. Embora a maioria da população possa estar empregada, muitos desses trabalhos proporcionam salários muito baixos, também devido à baixa qualificação profissional, o que leva a serviços informais. "Educação de qualidade em todos os níveis e incentivo a empregos que agreguem bons salários são medidas que proporcionariam maior renda, com sobra para o lazer".
Esta seria a situação favorável para que empresários investissem em estabelecimentos na área do entretenimento na cidade.
"A questão da renda, mais cedo ou mais tarde, a cidade irá alcançar. Grandes fábricas não vêm sempre ao município, mas a instalação delas na região traz outras, satélites, com demanda de mão de obra. Mas é preciso trabalhar o outro lado. Projetos proibindo determinados tipos de festa não são o caminho. Deve-se disciplinar, mas não proibir", defende Roberlei. (DL)

"Fator Unicamp" sinaliza
mudanças e exige atenção  

Para Roberlei Cidade, o fato de o munícipio ter agora duas unidades da Unicamp deve levar à mudança do perfil de festas, com a demanda universitária.
Os campi atraem mais jovens à cidade, que não necessariamente está pronta para recebê-los. Natural do Acre, o estudante Kleiton Bueno Bezerra da Silva, 22, adotou Limeira como sua cidade há cinco anos, mas observa que alunos de outros locais não interagem com o município, pela questão da falta de abertura. "A cidade não está pronta para que a população universitária chegue sem impacto", analisa.
Kleiton é membro do Conselho Municipal da Juventude como representante do Movimento da Juventude Ambientalista e Movimento Universitário. Ele lista a necessidade não só de moradia, mas de um espaço de convivência entre os jovens e organização dos estudantes - que deve atrair a comunidade em geral.
"Falta oportunidade para que qualquer pessoa possa aproveitar um espaço para coisas diferentes que não estejam institucionalizadas. É discutida a questão de espaços de lazer, mas existe a necessidade de onde cada um poderá fazer o próprio lazer, seja andar de skate ou tocar violão", reflete.
Além da vida cultural, ele acredita que falta do poder público incentivo à dos próprios monumentos e história locais, além de espaços de lazer adequados. "Estereotipar jovens como 'moleques' é muito prejudicial. Não há espaço ou disposição para ouvir. Tentativas de 'normalizar' as noites da juventude são ações pouco efetivas, como fechar locais. A aglomeração existe em locais que não são adequados, mas que são usados por falta de opção".
Ele também aponta a falta de diálogo como uma dificuldade, e vê a descentralização de áreas de lazer como uma necessidade.
"O Centro deveria ser reocupado para atividades, mas outros locais também devem recebê-las. Muitos jovens de bairros mais distantes às vezes deixam de ir a um evento por falta de transporte na hora de voltar. Isso também é uma dificuldade de acesso para o lazer e cultura". (DL)

Município pode aumentar apoio a
artistas para estímulo de projetos

Para o presidente da Associação Cultural dos Artistas e Técnicos de Limeira (Acarte), Marcos Lima, o desafio na troca de administração é que os secretários sejam da área da pasta em que irão atuar. "Mesmo conhecendo a área, é preciso envolvimento, além do entendimento para administrar bem", salienta. Ele exemplifica com os diversos editais de captação de recursos para projetos disponíveis na área cultural e que a Prefeitura poderia aderir, como forma de oportunidade à movimentação artística na cidade. "É preciso ouvir mais e entender os novos processos.Ideias antigas prejudicam a adesão ao novo sistema", explica ele, se referindo às mudanças nas leis de incentivo fiscal que garantem recursos para os projetos.



sábado, 20 de agosto de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Alternativa a locais proibidos, piscinas municipais estão fechadas

Daíza Lacerda


De quatro centros comunitários percorridos pela Gazeta, apenas um recebia crianças

Com o clima de verão em pleno inverno, têm se repetido os casos de acesso de crianças a áreas em que é proibido nadar, prática que oferece riscos fatais como os divulgados nesta semana pela Gazeta. Além de uma morte ocorrida no fim de semana na lagoa do Jardim do Lago, quando jovens registraram em vídeo a proximidade de crianças na água, outros menores foram flagrados tomando banho em um "piscinão" no anel viário, anteontem.
Diante da nova demanda com o clima atípico da estação, a reportagem percorreu quatro centros comunitários que possuem piscinas, local recomendável para que as crianças se refresquem com segurança.
No Jardim Morro Azul, o espaço estava fechado, e a piscina, com sujeira. Já no Jardim Nossa Senhora do Amparo, o centro recebia jovens em atividades. De acordo com o coordenador de projetos do Ceprosom, Fábio Pereira, que estava no local, o local pode ser usado com carteirinha, mas a reabertura está prevista para o início de setembro, assim como aviso na área do Morro Azul.
No centro comunitário do Parque Hipólito, a piscina recebia manutenção, como limpeza, mas o uso também só está previsto para o próximo mês, de acordo com Anderson Dias, que cuidava do local.
Já o centro comunitário do Cecap não só mantinha a piscina aberta como tinha crianças a usando. "À tarde, pelo menos de 20 a 30 crianças ficam por aqui", disse Geovane Campos, que cuida do local. Ele diz que mantém o acesso às piscinas das 13h às 17h, enquanto não começam as aulas de natação e hidroginástica, quando a piscina é liberada após as aulas.
Campos lembra que o filtro e colocação de cloro têm sido feitos mesmo durante esta época em que há redução na procuura, exceto pelos últimos dias quentes. "Quando o verão começar mesmo, mais de 100 pessoas passam por aqui".
Apesar disso, o espaço continua com a obra de reforma dos vestiários pendente, desde que o telhado foi levado por uma ventania em novembro do ano passado. O local ainda precisa de cobertura para ser liberado.

OUTRO LADO
De acordo com a assessora técnica da Secretaria Municipal de Esportes, Rosângela Duarte, nesta época cai a procura pelas piscinas, por isso alguns locais ficam fechados. "No Morro Azul, o professor responsável está de férias, justamente pela baixa procura", disse.
Segundo ela, agora é que os locais passam a ser procurados para inscrições das aulas. No entanto, frisa que as piscinas podem, sim, ser usadas antes do início das mesmas e para isso os professores dos centros comunitários devem ser procurados no horário de atendimento. É recomendável que seja feito um cadastro, com uma carteirinha, o que é exigido para as aulas.
"Exceto pela piscina do Jardim Teixeira Marques, que está sem água devido a manutenção, as demais estão à disposição", confirma Rosângela. Quaisquer dúvidas podem ser tiradas na secretaria pelo telefone 3404-9712.
Em relação às obras na área do Cecap, o secretário municipal de Obras e Serviços Urbanos, Celso José Gonçalves, informou que já houve três tentativas de licitação, mas a contratação está tramitando e deve ser publicada em breve.

Publicado na Gazeta de Limeira.