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sexta-feira, 1 de março de 2013 | By: Daíza de Carvalho

Agnaldo Píspico deixa coordenação do Samu

Daíza Lacerda

O médico emergencista Agnaldo Píspico deixou o cargo de coordenação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Limeira. Assume o posto Hugo Kenzo Akashi, médico concursado do Samu, que já fazia parte da equipe. Píspico estava à frente do grupo desde o início da operação do serviço no municípío, em outubro de 2011.
O motivo da saída foi a condenação de inegibilidade sofrida pela coligação da qual Píspico fazia parte, em 2008,como vice-prefeito de Araras pelo PV. Ele e o ex-prefeito Pedro Eliseu Filho tiveram os registros impugnados no ano passado por terem sido condenados por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação nas eleições municipais de 2008, punição que fez Eliseu perder o cargo de prefeito.
O secretário municipal de Saúde, Raul Nilsen Filho, explicou que, apesar de não haver condenação em nome de Píspico, a coligação que ele integrou foi penalizada, e a inegibilidade é fator que se enquadra na lei da Ficha Limpa Municipal. Píspico estava de férias e seria necessário o seu retorno para a exoneração. No entanto, ele se antecipou e pediu o desligamento.
O médico socorrista justificou que, apesar de o cargo no Samu ser técnico e não político, quando houve questionamento, preferiu pelo afastamento para não criar indisposições. Ele salienta que o processo eleitoral era de investigação judicial, e não criminal, e que possui certidão negativa. "É algo que tenho que carregar. O trabalho em Limeira era como num oásis, pois minha atuação era de médico emergencista, sem interferência política. Mas, para evitar problemas, prefiro não levar adiante e sair do jeito certo, pela porta que entrei", disse ele, que não tinha a intenção de mudar, apesar da ciência de que "cargos têm prazo de validade". O médico manterá o trabalho de resgate do helicóptero Águia, em São Paulo, além de seu consultório particular e serviços de consultoria.
BALANÇO
É com sensação de missão cumprida de Píspico deixa o cargo. "O grupo operacional é ótimo, numa das instituições públicas melhor avaliadas pela população, que é o Samu. Os médicos são competentes e treinados para dar continuidade ao trabalho e superar as expectativas", declarou.
Segundo Nilsen, a escolha do novo coordenador, Hugo Kenzo Akashi, foi sugerida pelo próprio grupo, em discussão interna. A equipe deve receber ainda ao menos mais três médicos, já convocados por concurso. Eles devem assumir os postos conforme os prazos e trâmites previstos. O secretário lembra que, nos próximos concursos, devem ser abertas mais vagas para o órgão.
Nilsen ressaltou a necessidade de fazer cumprir a lei que ele próprio apoiou como presidente da Câmara, ma slamentou a perda do profissional para o muncípio, já que Píspico tem reconhecimento nacional em resgate.

Píspico coordenava o Samu desde a implantação do serviço em Limeira, em 2011
Píspico coordenava o Samu desde a implantação do serviço em Limeira, em 2011
Publicado na Gazeta de Limeira. Original em pdf aqui.


sábado, 21 de janeiro de 2012 | By: Daíza de Carvalho

Trânsito lidera ocorrências atendidas pelo Samu em Cordeirópolis

Daíza Lacerda


Serviço teve 282 atendimentos nos três primeiros meses de funcionamento

Acidentes de trânsito foram a maior motivação de chamados ao Samu nos três primeiros meses do serviço em Cordeirópolis, que teve início ao mesmo tempo que em Limeira, em 1º de outubro de 2010.
"Recebemos de três a quatro chamados por dia e, dos 40 traumas registrados nas ocrrências de acidente de trânsito, pelo menos metade é com motos", disse a secretária de Saúde do município, Kelen Cristina Rampo Carandina.
No primeiro mês foram 87 atendimentos. Em novembro, 93, e dezembro fechou com 102, embora para este último a secretaria ainda não tenha o balanço de causas e perfil dos atendidos.
Antes do Samu, o município atendia com uma UTI móvel, usada principalmente para fazer remoções de pacientes. "Os mesmos profissionais continuam com o Samu. Porém, temos a segurança da regulação com um médico na retaguarda", diz ela.
Os casos de maior complexidade são encaminhados para Limeira.

MAPA DOS ATENDIMENTOS
A maioria dos atendimentos foram no Jardim Progresso, Bela Vista, São José e Santa Luzia, que são áreas maiores. No período, foram 32 ocorrências nesses locais. No Bairro do Cascalho foram 14, enquanto a zona rural registrou 9 e as rodovias, 12.
Adultos de 21 a 40 anos predominam no perfil de atendidos, com 66 pessoas. Em seguida vem a população de 41 a 60 anos (35) e de 0 a 20 anos (24).
Entre os idosos, as emergências são devido a acidente vascular cerebral (AVC) e enfarto. Entre as crianças, queimaduras. Acidentes de trabalho, quedas, convulsões, emergências clínicas e casos de hipo e hipertensão também são registrados. Os atendimentos incluem ainda casos psiquiátricos e de agressão física. No período, foram atendidas 92 mulheres e 63 homens.
Kelen avalia que a população sente maior segurança com o serviço, que é muito usado. O técnico de enfermagem Bruno Proni Bonfanti e o condutor Valdemir Augusto dos Santos, alguns dos profissionais que estão na linha de frente do atendimento, também têm a mesma impressão, e trabalham para manter essa segurança para as vítimas, mesmo quando a situação não é das melhores. "O nosso trabalho é fazer o melhor para que dê tudo certo no atendimento. Se a pessoa teve um trauma, faremos o possível para que não não haja consequências maiores. Tentamos minimizar os riscos", explicam.



Kelen mostra o balanço dos primeiros meses: trânsito lidera entre as ocorrências
Kelen mostra o balanço dos primeiros meses: trânsito lidera entre as ocorrências



População pode - e deve - contribuir
com otimização do atendimento

Apesar de toda a preparação, a prática pode ser prejudicada na falta de colaboração da população, como salientam o técnico de enfermagem Bruno Proni Bonfanti e o condutor Valdemir Augusto dos Santos. Aglomerações e chamados que não são de urgência, além da falta de compreensão no trânsito, são entraves no trabalho. "Quem não atrapalha, ajuda muito. Lidamos recentemente com um familiar desesperado que ia em direção à vítima. É um estresse emocional e compreensível. Porém, a área já estava isolada", diz Bonfanti.
"No trânsito, mesmo com sirene e giroflex, as pessoas não dão passagem. Já teve motorista na minha frente parado conversando com outro na calçada, enquanto estávamos em atendimento de urgência. Por outro lado, um civil parou seu carro num canteiro e começou a sinalizar aos outros motoristas para ajudar em nossa passagem", compara Santos.
O chamado para situações não emergenciais também atrapalha e já precisaram orientar pacientes neste sentido já que, enquanto foram chamados para cuidar de um corte pequeno, onde a vítima poderia ser levado ao hospital em veículo comum, do outro lado da cidade poderiam necessitar de atendimento rápido, de fato, o que prejudicaria. "As pessoas precisam ter consciência do que é urgente. Resfriados, febre e enxaqueca são coisas para ambulâncias simples. Enquanto isso, outros podem ter convulsão ou enfarto, além da dos acidentes e os chamados irregulares prejudicam esse atendimento", esclarecem.
Embora haja caso isolado de trote no atendimento, Kelen diz que isso não é um problema, mas ainda lidam com os chamados não urgentes. "O que pedimos é que a população colabore. Principalmente porque há um protocolo e quem pede o socorro deve responder todas as perguntas", frisa. O momento, crítico para quem pede a assistência, é essencial para determinar para que tipo de atendimento os profissionais devem se preparar. (DL)



Samu de Cordeirópolis tem quase 300 atendimentos nos 3 primeiros meses de funcionamento
Samu de Cordeirópolis tem quase 300 atendimentos nos 3 primeiros meses de funcionamento

Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa





quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 | By: Daíza de Carvalho

Ferimento em idosa com queda de prato causa susto em restaurante

Daíza Lacerda

Populares reclamaram de demora no socorro; Samu pede colaboração no atendimento

Um incidente na tarde de ontem assustou frequentadores do Restaurante do Trabalhador, recém-inaugurado no Centro. A aposentada Rita Maria de Jesus, de 72 anos, sofreu um corte no pé, depois que um prato caiu e quebrou.
Segundo frequentadores, houve muito sangue no ferimento e no chão. Eles reclamaram da demora no socorro, depois que populares e a coordenação do restaurante acionou o Samu e Bombeiros. "Demorou uns 40 minutos. Mas no Samu informaram que o atendimento é para acidentes na rua, que seria trabalho para os Bombeiros. E os Bombeiros passavam para o Samu", disse um aposentado de 78 anos, que acompanhava a vítima.
De acordo com o coordenador do Samu em Limeira, Agnaldo Píspico, a ocorrência foi atendida pelo médico regulador, que é quem avalia a gravidade da situação, para enviar a ambulância com equipamento apropriado. Neste caso, foi um corte de dois centímetros, e o curativo já havia sido feito quando a equipe chegou.
ATENDIMENTO DO SAMU
Segundo Píspico, de fato houve encaminhamento do Samu para os Bombeiros, e o oposto depois, após uma segunda ligação com a alegação de que a vítima estaria desmaiando ou tendo convulsões, o que não se provou no local. "De fato, não era um caso de atendimento no Samu, pois casos mais graves podem acontecer simultaneamente e prejudicar o socorro. Com a segunda descrição, a ambulância foi enviada", justificou como motivo da demora, já que o tempo médio de atendimento é de dez minutos.
Píspico avalia que levará um tempo até que a população se acostume e aprenda a usar o serviço, já que o atendimento começa na ligação ao 192. "É necessário que todas as perguntas sejam respondidas. Embora seja um minuto, para quem liga parece uma eternidade. Nesta hora é importante manter a calma para que o socorro correto seja enviado. O objetivo do serviço é ajudar", ressalta.
No caso de ontem, ele informou que a vítima poderia ter sido transportada em qualquer outro veículo, sem risco. "É claro que podem acontecer avaliações equivocadas, o que assumiremos. No entanto, não foi este o caso", reforça.
É no atendimento telefônico que o médico poderá fazer orientações, já que há casos que não é necessário o deslocamento da ambulância. "Se há mudança no quadro, a pessoa deve, sim, ligar uma segunda vez. Só não pode aumentar a gravidade da situação para forçar a ida da ambulância. Os recursos são finitos, por isso são analisadas as situações de risco pelo médico regulador", explicou.

Rita sofreu um corte de 2 cm; incidente causou susto em restaurante
Rita sofreu um corte de 2 cm; incidente causou susto em restaurante

Após atender a mulher no Centro, Samu orienta sobre prioridades
Após atender a mulher no Centro, Samu orienta sobre prioridades



Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.



domingo, 17 de abril de 2011 | By: Daíza de Carvalho

SAMU: Iracemápolis não confirma unidade e Limeira poderá pagar mais por serviço

Daíza Lacerda


Enquanto continuam as obras da Central de Regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Limeira, com data para terminar até dia 2 de junho, em Iracemápolis, cidade da região prevista para sediar uma unidade descentralizadora, assim como Cordeirópolis, surge impasse sobre a implantação do serviço. As três cidades já receberam ambulâncias para o serviço.
De acordo com a secretária da Saúde de Iracemápolis Maria Margareth Capobianco Degaspari, o custo mensal para manter o serviço estaria muito alto para o orçamento da cidade. “Ainda não há nada oficial, mas estamos tentando negociar com a Secretaria Estadual um repasse para ajudar a manter”, explicou, acrescentando que várias reuniões têm sido realizadas para tratar do assunto.
Margareth explica que a estimativa de custo mensal será na faixa de R$ 40 mil. “É um valor muito alto e as urgências são poucas na cidade. Embora não com a mesma excelência do SAMU, ainda é possível ter suporte em Limeira, se necessário, para atendê-las”, citou.
Caso o município resolva, de fato, não oferecer o serviço, terá que devolver a ambulância recebida para tal. Caso seja decidido levar o projeto adiante, o local para funcionamento da unidade descentralizada, que cada cidade deve providenciar, seria um local adaptado no Hospital Municipal.

CORDEIRÓPOLIS
Já em Cordeirópolis, a secretária municipal de Saúde Kellen Rampo, informou que a cidade utilizará um espaço já existente, que será adequado conforme prevê a portaria para o serviço, com cobertura e alojamento para enfermeira e motorista.
As obras ainda não começaram, mas ela garante que serão feitas e concluídas na mesma previsão de término adotada em Limeira. “Um engenheiro já viu o espaço onde será preciso fazer adequação das acomodações e pintura, além da construção de um banheiro, o que é coisa rápida”, disse ela. O local é onde funciona o Transporte Sanitário, no hospital do município.

CONSEQUÊNCIAS
Gerson Hansen Martins, secretário da Saúde de Limeira, alerta que os três municípios assumiram compromisso com o Ministério da Saúde e que, no caso de desistência do serviço, “cada um terá que arcar com o ônus da não implantação do serviço de urgência, que é de ponta e altamente necessário”.
Ele salienta que os custos para os municípios eram conhecidos, um dos itens, inclusive, que levou ao acordo, assinado em agosto de 2010. Caso Iracemápolis efetivamente desista da implantação, o custo para Limeira, que será de pelo menos R$ 85 mil mensais, deverá subir. “Mas nem por isso deixaremos de fazer. O município já investiu R$ 700 mil na construção da base central”.


Publicado na Gazeta de Limeira.