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Limeira está em estado de observação, devido à chuva
Renata Reis
Daíza Lacerda
Boletim divulgado anteontem pela Coordenadoria Regional de Defesa Civil informa que Limeira e Engenheiro Coelho estão entre os 12 municípios da região em estado de observação por causa das chuvas ininterruptas. Outros 19 estão em estado de atenção.
Segundo os critérios adotados pela Defesa Civil, o estado de atenção é automaticamente adotado quando o acumulado das chuvas nos três últimos dias atinge a marca de 80 milímetros (mm). Em Limeira, conforme levantamento do órgão local, choveu 74mm desde terça-feira. Desde domingo, chove todos os dias na cidade. Foram 101,5mm, volume considerado normal para a época, mas, conforme o coordenador Miquéas Balmant, quando as chuvas são constantes, é preciso cuidado.
"Chuvas ininterruptas exigem atenção das pessoas aonde estiverem. Em casa, devem observar o comportamento da estrutura, ficar atentos com rachaduras e umidade, por exemplo. Se estiverem fora, permanecer em locais seguros durante fortes chuvas; evitar baixadas", orienta.
Na tarde de ontem, Balmant fazia vistorias nas imediações da Estrada da Balsa, após o Jardim do Lago, onde moradores sofrem em todo início de ano. O problema começa no Sistema Cantareira, que tem o rio Atibaia como um dos afluentes. Este liga ao rio Piracicaba, que passa pelos bairros ao fim da Estrada da Balsa.
Outros pontos que podem oferecer riscos, como numa encosta no Jardim Granja Machado, também são observados constantemente. "Apesar que, num período chuvoso como esse, locais que normalmente não tem problema podem passar a ter", conta. Por isso, segundo ele, a observação deve ser geral.
Desde o primeiro dia deste ano, conforme a Defesa Civil local, choveu, até a tarde de ontem, 253,5mm.
ENGENHEIRO COELHO
Engenheiro Coelho foi inicialmente listada com o acúmulo de 75,8 mm de chuva em três dias. No entanto, segundo o coordenador da Defesa Civil do município, Antônio Tadeu Mulla, entre segunda e quarta-feira, o índice chegou a 85 mm, que caracteriza estado de atenção. O município começa a estruturar a Defesa Civil, recém criada. O órgão foi incluído no sistema de Defesa Civil da Região Metropolitana de Campinas (RMC).
Os últimos verões não registraram alagamentos ou desmoronamentos na cidade. Porém, a equipe que começa a ser formada conta com ajuda de técnicos experientes para iniciar a capacitação em serviços no município, tanto nas épocas de chuva, quanto nas estiagens. "Não temos conhecimento de áreas de risco, mas podem existir e não sabemos. Por isso pretendemos mapear possíveis áreas vulneráveis, com pessoal técnico da Secretaria de Estado", explica o coordenador.
Para iniciar o trabalho, faltam os equipamentos, cuja aquisição depende de financiamento da Agência Metropolitana de Campinas, que tem o projeto para os municípios da RMC.
Com a aquisição de uma caminhonete, computador, impressora e máquina fotográfica para a montagem da estação de trabalho, o órgão começará a carregar um sistema de dados interligados entre as cidades da RMC, com informações sobre os eventos, como chuvas. "Estamos começando e temos tudo o que aprender. Por isso a ideia é que trabalhemos junto com os outros órgãos da região e Estado".
ESTADO DE OBSERVAÇÃO: quando não há mudanças significativas nas condições do tempo
ESTADO DE ATENÇÃO: quando a chuva tem potencial suficiente para provocar alagamentos
ESTADO DE ALERTA: quando já existe a constatação do transbordamento de rios e córregos
ESTADO DE ALERTA MÁXIMO: calamidade pública. Somente o prefeito pode decretar este estado de criticidade. Neste caso, é necessária a intervenção do governo estadual ou federal.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Daíza Lacerda
Boletim divulgado anteontem pela Coordenadoria Regional de Defesa Civil informa que Limeira e Engenheiro Coelho estão entre os 12 municípios da região em estado de observação por causa das chuvas ininterruptas. Outros 19 estão em estado de atenção.
Segundo os critérios adotados pela Defesa Civil, o estado de atenção é automaticamente adotado quando o acumulado das chuvas nos três últimos dias atinge a marca de 80 milímetros (mm). Em Limeira, conforme levantamento do órgão local, choveu 74mm desde terça-feira. Desde domingo, chove todos os dias na cidade. Foram 101,5mm, volume considerado normal para a época, mas, conforme o coordenador Miquéas Balmant, quando as chuvas são constantes, é preciso cuidado.
"Chuvas ininterruptas exigem atenção das pessoas aonde estiverem. Em casa, devem observar o comportamento da estrutura, ficar atentos com rachaduras e umidade, por exemplo. Se estiverem fora, permanecer em locais seguros durante fortes chuvas; evitar baixadas", orienta.
Na tarde de ontem, Balmant fazia vistorias nas imediações da Estrada da Balsa, após o Jardim do Lago, onde moradores sofrem em todo início de ano. O problema começa no Sistema Cantareira, que tem o rio Atibaia como um dos afluentes. Este liga ao rio Piracicaba, que passa pelos bairros ao fim da Estrada da Balsa.
Outros pontos que podem oferecer riscos, como numa encosta no Jardim Granja Machado, também são observados constantemente. "Apesar que, num período chuvoso como esse, locais que normalmente não tem problema podem passar a ter", conta. Por isso, segundo ele, a observação deve ser geral.
Desde o primeiro dia deste ano, conforme a Defesa Civil local, choveu, até a tarde de ontem, 253,5mm.
ENGENHEIRO COELHO
Engenheiro Coelho foi inicialmente listada com o acúmulo de 75,8 mm de chuva em três dias. No entanto, segundo o coordenador da Defesa Civil do município, Antônio Tadeu Mulla, entre segunda e quarta-feira, o índice chegou a 85 mm, que caracteriza estado de atenção. O município começa a estruturar a Defesa Civil, recém criada. O órgão foi incluído no sistema de Defesa Civil da Região Metropolitana de Campinas (RMC).
Os últimos verões não registraram alagamentos ou desmoronamentos na cidade. Porém, a equipe que começa a ser formada conta com ajuda de técnicos experientes para iniciar a capacitação em serviços no município, tanto nas épocas de chuva, quanto nas estiagens. "Não temos conhecimento de áreas de risco, mas podem existir e não sabemos. Por isso pretendemos mapear possíveis áreas vulneráveis, com pessoal técnico da Secretaria de Estado", explica o coordenador.
Para iniciar o trabalho, faltam os equipamentos, cuja aquisição depende de financiamento da Agência Metropolitana de Campinas, que tem o projeto para os municípios da RMC.
Com a aquisição de uma caminhonete, computador, impressora e máquina fotográfica para a montagem da estação de trabalho, o órgão começará a carregar um sistema de dados interligados entre as cidades da RMC, com informações sobre os eventos, como chuvas. "Estamos começando e temos tudo o que aprender. Por isso a ideia é que trabalhemos junto com os outros órgãos da região e Estado".
ESTADO DE OBSERVAÇÃO: quando não há mudanças significativas nas condições do tempo
ESTADO DE ATENÇÃO: quando a chuva tem potencial suficiente para provocar alagamentos
ESTADO DE ALERTA: quando já existe a constatação do transbordamento de rios e córregos
ESTADO DE ALERTA MÁXIMO: calamidade pública. Somente o prefeito pode decretar este estado de criticidade. Neste caso, é necessária a intervenção do governo estadual ou federal.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Autoridades preveem medidas emergenciais durante chuvas
Daíza Lacerda
Secretários discutem questão em reunião; preocupação prevalece em áreas de risco
Representantes de secretarias e autarquias reuniram-se nesta semana para discutir soluções emergenciais para locais atingidos por chuvas torrenciais em Limeira, que registraram prejuízos e danos.
Ruas dos bairros Santo André, Santa Catarina, Limeirânea, Nova Europa, Santa Cecília, São Simão, Boa Vista, Parque das Nações, Barroca Funda, Granja Machado, Colina Verde e Portal São Clemente são consideradas prioritárias, conforme o secretário de Obras, Celso José Gonçalves.
“As obras emergenciais são, em alguns casos, recuperação de aterro, guias e passeio público; em outros, recuperação de galeria pluvial, pavimento asfáltico, recuperação de gabiões. São serviços que precisam ser feitos com urgência, para que sejam evitados danos à população”, informou o secretário.
Nos bairros, se a geografia não assusta, novas incidências casos de verões anteriores assustam. A empregada doméstica Vilma Aparecida Vieira, de 50 anos, passará o primeiro verão na casa que alugou há menos de um ano no Jardim Santa Catarina, que fica numa encosta. "Por enquanto não tive problemas com a chuva e até onde sei o imóvel está bem fundado e com bom encanamento", disse ela, considerando tomar providências caso haja surpresas com as chuvas deste verão.
Já na Boa Vista, o clima é de preocupação entre os moradores do fim da Rua General Osório. "A água da chuva corre das outras ruas para cá, onde não há vazão. Na última chuva forte, o córrego encheu bastante", considerou a dona de casa Simone Cristina Barbato, de 30 anos.
Seu vizinho, o aposentado João Pereira Maldonado, de 65 anos, já teve despesas com seu imóvel, que tem limite na área do córrego. "Já tive muro derrubado e também trincas", conta ele sobre as consequências do descarte de entulho no córrego, que contribui com os alagamentos. Com as chuvas fortes, a área enche rapidamente e o excesso de água vai para a rua e casas.
MEDIDAS
“A Prefeitura está ciente dos problemas e necessidades, porém, muitas vezes, há atraso na realização das obras por motivo dos procedimentos que devem ser seguidos, como as licenças ambientais, as licitações e os trâmites legais”, explicou Gonçalves.
“Em Limeira há oito mil bocas-de-lobo. Com as chuvas atípicas é esperado que o volume de água seja alto e o lixo jogado nas ruas ocasiona o entupimento das mesmas e aumenta o risco de enchentes. É importante que a população evite jogar lixo nas ruas, mesmo em pontos mais altos, o que colabora para que a água escoe sem problemas", orientam os técnicos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Armando Cecato e Israel das Neves.
Também participaram desta reunião o chefe de Gabinete, José Carlos Pejon, o secretário de Meio Ambiente, Domingos Furgione Filho, e Daniela Scognamiglio Almeida, do Departamento de Gestão de Suprimentos (DGS).
HISTÓRICO
No ano passado, áreas do Jardim Ipiranga e Glória tiveram grandes estragos, sanados em obras de conclusão recentes. Além desses, os tradicionais pontos de alagamento, como a rotatória de acesso à Avenida Laranjeiras, ainda é um dos 17 pontos sujeitos a enchentes. Moradores do entorno do Mercado Modelo já tiveram transtornos neste ano com o excesso de água. Problemas de galeria também são enfrentados por moradores de uma das ruas do Jardim Adélia Cavichia, intensificados durante a chuva quando o asfalto cede por falta de estrutura subterrânea.
Conforme a Gazeta publicou no domingo, as chuvas torrenciais de verão aumentam a preocupação de moradores, que recorrem à Defesa Civil para vistorias em imóveis. Porém, o órgão, um dos primeiros a ser acionados, nessas ocasiões, está com a frota defasada e depende de empréstimo de veículos de outras secretarias.
Secretários discutem questão em reunião; preocupação prevalece em áreas de risco
Representantes de secretarias e autarquias reuniram-se nesta semana para discutir soluções emergenciais para locais atingidos por chuvas torrenciais em Limeira, que registraram prejuízos e danos.
Ruas dos bairros Santo André, Santa Catarina, Limeirânea, Nova Europa, Santa Cecília, São Simão, Boa Vista, Parque das Nações, Barroca Funda, Granja Machado, Colina Verde e Portal São Clemente são consideradas prioritárias, conforme o secretário de Obras, Celso José Gonçalves.
“As obras emergenciais são, em alguns casos, recuperação de aterro, guias e passeio público; em outros, recuperação de galeria pluvial, pavimento asfáltico, recuperação de gabiões. São serviços que precisam ser feitos com urgência, para que sejam evitados danos à população”, informou o secretário.
Nos bairros, se a geografia não assusta, novas incidências casos de verões anteriores assustam. A empregada doméstica Vilma Aparecida Vieira, de 50 anos, passará o primeiro verão na casa que alugou há menos de um ano no Jardim Santa Catarina, que fica numa encosta. "Por enquanto não tive problemas com a chuva e até onde sei o imóvel está bem fundado e com bom encanamento", disse ela, considerando tomar providências caso haja surpresas com as chuvas deste verão.
Já na Boa Vista, o clima é de preocupação entre os moradores do fim da Rua General Osório. "A água da chuva corre das outras ruas para cá, onde não há vazão. Na última chuva forte, o córrego encheu bastante", considerou a dona de casa Simone Cristina Barbato, de 30 anos.
Seu vizinho, o aposentado João Pereira Maldonado, de 65 anos, já teve despesas com seu imóvel, que tem limite na área do córrego. "Já tive muro derrubado e também trincas", conta ele sobre as consequências do descarte de entulho no córrego, que contribui com os alagamentos. Com as chuvas fortes, a área enche rapidamente e o excesso de água vai para a rua e casas.
MEDIDAS
“A Prefeitura está ciente dos problemas e necessidades, porém, muitas vezes, há atraso na realização das obras por motivo dos procedimentos que devem ser seguidos, como as licenças ambientais, as licitações e os trâmites legais”, explicou Gonçalves.
“Em Limeira há oito mil bocas-de-lobo. Com as chuvas atípicas é esperado que o volume de água seja alto e o lixo jogado nas ruas ocasiona o entupimento das mesmas e aumenta o risco de enchentes. É importante que a população evite jogar lixo nas ruas, mesmo em pontos mais altos, o que colabora para que a água escoe sem problemas", orientam os técnicos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Armando Cecato e Israel das Neves.
Também participaram desta reunião o chefe de Gabinete, José Carlos Pejon, o secretário de Meio Ambiente, Domingos Furgione Filho, e Daniela Scognamiglio Almeida, do Departamento de Gestão de Suprimentos (DGS).
HISTÓRICO
No ano passado, áreas do Jardim Ipiranga e Glória tiveram grandes estragos, sanados em obras de conclusão recentes. Além desses, os tradicionais pontos de alagamento, como a rotatória de acesso à Avenida Laranjeiras, ainda é um dos 17 pontos sujeitos a enchentes. Moradores do entorno do Mercado Modelo já tiveram transtornos neste ano com o excesso de água. Problemas de galeria também são enfrentados por moradores de uma das ruas do Jardim Adélia Cavichia, intensificados durante a chuva quando o asfalto cede por falta de estrutura subterrânea.
Conforme a Gazeta publicou no domingo, as chuvas torrenciais de verão aumentam a preocupação de moradores, que recorrem à Defesa Civil para vistorias em imóveis. Porém, o órgão, um dos primeiros a ser acionados, nessas ocasiões, está com a frota defasada e depende de empréstimo de veículos de outras secretarias.
- Próximo do Jardim Granja Machado, residências ficam em encostas
Publicado na Gazeta de Limeira.
"Fila" para vistoria de imóveis em risco aumenta nesta época do ano
Daíza Lacerda
Espera pode levar até uma semana; orientações são feitas também por telefone
Embora a vistoria de imóveis em situação de risco seja feita durante todo o ano pela Defesa Civil, o temor em relação às chuvas desta época aumenta a procura pelo órgão.
O diretor da Defesa Civil, Miquéas Balmant, justifica que também são nessas situações, de chuva intensa, que problemas estruturais começam a ser identificados nas residências. "Temos uma quantidade razoável de pedidos de vistoria, cerca de 20. No entanto, estabelecemos uma escala de prioridade, conforme as descrições do morador. Muitas vezes a orientação pode ser feita por telefone mesmo", explica.
Entre as preocupações, predominam rachaduras, além de pisos desnivelados. Segundo Balmant, o ideal é que o morador monitore fazendo uma marca com lápis ou colocando uma fita em cima. Em relação às infiltrações, o telhado deve ser verificado, já que a impermeabilização desses materiais também sofre desgaste com o tempo.
MANUTENÇÃO
Balmant salienta que manutenções na casa devem ser feitas durante o ano todo, justamente para evitar surpresas em eventos críticos. Além do vento e chuva, o imóvel deve estar seguro para diversas intempéries, já que mesmo ocorrências raras no Brasil, como sismos, não podem ser sumariamente descartados.
Apesar das prioridades, ele afirma que todos os casos são verificados. A fila para vistoria não deve passar de uma semana, estima ele, tempo suficiente para saldar os 20 pedidos pendentes. Mesmo indo ao local, a Defesa faz orientações, e as providências cabem ao morador. Exceto em casos muito extremos, que fujam do controle e que necessitem interdição, o que ainda não foi registrado no município.
Na necessidade de desalojamento, a família é orientada a recorrer a parente. No entanto, são avaliadas as condições socioeconômicas e em alguns casos os moradores podem recebr assistência do Ceprosom.
ÁREAS DE RISCO
Bairros resultantes de invasões são os mais frágeis nesta época, já que primeiro são feitas as ocupações e a estrutura fica em segundo plano. Embora no município não haja encostas e ocupações desordenadas, áreas com maior inclinação, além de bairros mais antigos podem, em tese, apresentar instabilidade, principalmente próximos de córregos.
Balmant reforça que a população deve colaborar e não deixar lixo muito antes da coleta, e retirá-lo da rua em caso de chuva, para evitar enchentes e entupimento. O lixo não deve ser deixado no chão.
Outra precaução importante é manter-se em local seguro durante as chuvas fortes, que geralmente são rápidas, e tentar manter-e informado sobre as condições, pelo rádio ou internet, para bucar rotas alternativas. A Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 ou 156.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Espera pode levar até uma semana; orientações são feitas também por telefone
Embora a vistoria de imóveis em situação de risco seja feita durante todo o ano pela Defesa Civil, o temor em relação às chuvas desta época aumenta a procura pelo órgão.
O diretor da Defesa Civil, Miquéas Balmant, justifica que também são nessas situações, de chuva intensa, que problemas estruturais começam a ser identificados nas residências. "Temos uma quantidade razoável de pedidos de vistoria, cerca de 20. No entanto, estabelecemos uma escala de prioridade, conforme as descrições do morador. Muitas vezes a orientação pode ser feita por telefone mesmo", explica.
Entre as preocupações, predominam rachaduras, além de pisos desnivelados. Segundo Balmant, o ideal é que o morador monitore fazendo uma marca com lápis ou colocando uma fita em cima. Em relação às infiltrações, o telhado deve ser verificado, já que a impermeabilização desses materiais também sofre desgaste com o tempo.
MANUTENÇÃO
Balmant salienta que manutenções na casa devem ser feitas durante o ano todo, justamente para evitar surpresas em eventos críticos. Além do vento e chuva, o imóvel deve estar seguro para diversas intempéries, já que mesmo ocorrências raras no Brasil, como sismos, não podem ser sumariamente descartados.
Apesar das prioridades, ele afirma que todos os casos são verificados. A fila para vistoria não deve passar de uma semana, estima ele, tempo suficiente para saldar os 20 pedidos pendentes. Mesmo indo ao local, a Defesa faz orientações, e as providências cabem ao morador. Exceto em casos muito extremos, que fujam do controle e que necessitem interdição, o que ainda não foi registrado no município.
Na necessidade de desalojamento, a família é orientada a recorrer a parente. No entanto, são avaliadas as condições socioeconômicas e em alguns casos os moradores podem recebr assistência do Ceprosom.
ÁREAS DE RISCO
Bairros resultantes de invasões são os mais frágeis nesta época, já que primeiro são feitas as ocupações e a estrutura fica em segundo plano. Embora no município não haja encostas e ocupações desordenadas, áreas com maior inclinação, além de bairros mais antigos podem, em tese, apresentar instabilidade, principalmente próximos de córregos.
Balmant reforça que a população deve colaborar e não deixar lixo muito antes da coleta, e retirá-lo da rua em caso de chuva, para evitar enchentes e entupimento. O lixo não deve ser deixado no chão.
Outra precaução importante é manter-se em local seguro durante as chuvas fortes, que geralmente são rápidas, e tentar manter-e informado sobre as condições, pelo rádio ou internet, para bucar rotas alternativas. A Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 ou 156.
- Balmant: manutenção em imóveis deve ser priorizada o ano inteiro
Publicado na Gazeta de Limeira.
Chuva do final de semana deixou estragos; Defesa Civil faz orientações
Diretor do órgão, Miquéas Balmant, fala sobre a situação.
Chuva do final de semana deixou estragos; Defesa Civil faz orientações by daizalacerda
Chuva do final de semana deixou estragos; Defesa Civil faz orientações by daizalacerda
Previsão é de chuva até amanhã
Daíza Lacerda
Após a forte chuva de ontem à noite em Limeira, a tendência, de acordo com o professor Hiroshi Paulo Yoshizane, da Faculdade de Tecnologia (FT/Unicamp), é de que hoje e amanhã a chuva continue.
"É uma linha de instabilidade que passa pela região, que pode proporcionar chuvas de nível agrícola", diz ele, referindo-se a níveis acima de 10 mililitros (mm). Alguns locais da região podem ter temporais.
Neste mês a região já teve chuvas que acumularam quase o mesmo de dias de verão, chegando aos 77,5 mm. Com a trégua da semana passada, o sol voltou, mas com temperatura amena, em cenário que já mudou nesta semana. Na segunda-feira a máxima chegou a 35,1ºC, com mínima de 20,6ºC. A umidade do ar, que baixou novamente com o calor, ficou entre 30% e 70% no mesmo dia.
A mudança de direção do vento também foi um prenúncio da chegada da chuva, que deve amenizar a situação da qualidade do ar. No entanto, as temperaturas devem continuar em alta, mesmo com a chuva, entre 17ºC e 30ºC.
Após a forte chuva de ontem à noite em Limeira, a tendência, de acordo com o professor Hiroshi Paulo Yoshizane, da Faculdade de Tecnologia (FT/Unicamp), é de que hoje e amanhã a chuva continue.
"É uma linha de instabilidade que passa pela região, que pode proporcionar chuvas de nível agrícola", diz ele, referindo-se a níveis acima de 10 mililitros (mm). Alguns locais da região podem ter temporais.
Neste mês a região já teve chuvas que acumularam quase o mesmo de dias de verão, chegando aos 77,5 mm. Com a trégua da semana passada, o sol voltou, mas com temperatura amena, em cenário que já mudou nesta semana. Na segunda-feira a máxima chegou a 35,1ºC, com mínima de 20,6ºC. A umidade do ar, que baixou novamente com o calor, ficou entre 30% e 70% no mesmo dia.
A mudança de direção do vento também foi um prenúncio da chegada da chuva, que deve amenizar a situação da qualidade do ar. No entanto, as temperaturas devem continuar em alta, mesmo com a chuva, entre 17ºC e 30ºC.
Mudanças climáticas: gestão ideal passa pela população e governantes
Daíza Lacerda
Seminário na FCA/Unicamp "abriu portas" para estudos em Limeira e região
Limeira é agora uma das cidades participantes da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), e teve como primeira atividade o Seminário "Gestão de desastres ambientais, vulnerabilidade e políticas públicas urbanas", ocorrido na Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA/Unicamp), na última semana.
Pesquisadores de diversas instituições estiveram no campus para falar sobre a geografia dos riscos e gestão de políticas públicas. Coordenador de uma das mesas, Eduardo Marandola Júnior, do Núcleo de Estudos de População (Nepo/Unicamp), lembra que três pontos principais foram analisados. O primeiro é a necessidade de as cidades conhecerem suas próprias dinâmicas naturais, como o próprio clima urbano - aquecimento e vento. "A maioria das cidades não tem e por isso falta também um mapeamento dos riscos", diz.
Entender a vulnerabilidade das cidades, como a situação da população de cada área, suas necessidades e riscos que podem enfrentar é outro ponto. Determinados locais podem ser mais suscetíveis a desastres em eventos extremos do que outros, e as população também pode ser afetada de jeitos diferentes.
A união de ambas as questões para fazer um planejamento com conhecimento técnico e social foi outro foco da discussão, o que exige participação da sociedade e da administração pública. "Acontece de termos o conhecimento e não conseguirmos implantar políticas. Mas o principal é a relação sociedade-natureza, afinal, construímos em um ambiente que já existe", salienta.
CONSEQUÊNCIAS
Ele diz que a questão imobiliária merece atenção - tanto de quem autoriza os loteamentos quanto as construtoras, até o próprio morador. Uma ilha de calor pode ser formada, por exemplo, num local em que não foi levada em conta espaço para a vazão do vento e a contrução torna-se um "paredão". "Uma cidade do porte de Limeira precisa de um planejamento que leve em conta ainda o fator da localização, devido às épocas de queimadas", exemplifica.
A previsão é de que não haja novos problemas no que se refere às mudanças climáticas. No entanto, os atuais devem ser intensificados. "Mas ainda não resolvemos os problemas antigos, como a estruturação de redes de esgoto", lembra.
Se o excesso de chuva é desastre,
escassez também é desafio
"Sempre que o ser humano lutou contra o meio ambiente, perdeu", expõe Alexandre Vilella, coordenador de projetos do Consórcio PCJ e professor do curso de Engenharia Ambiental do Isca Faculdades. Por isso, com o aumento populacional esperado, novos problemas ambientais são esperados, o que exige planejamento das ocupações.
O cidadão também tem responsabilidade na hora da prevenção. Entre uma reforma e outra, o modo como o morador "formata" seu imóvel pode ajudar a impactar negativamente em eventos extremos. "Quantas residências mantêm o mínimo de área permeável?", questiona, lembrando que, quanto mais concreto, menor espaço para escoamento do volume de água das chuvas. Arborização é outro item, já que algumas espécies conseguem reter até 40% de água.
A prevenção é para todos e, embora a população tenha papel determinante (dando destinação correta ao lixo, por exemplo), o poder público é o grande maestro para que ações sejam efetivas. "São politicas públicas, e não planos de governo", salienta, sobre projetos que devem ter continuidade para organização em relação aos impactos.
"O que podemos fazer é conviver da melhor forma com os eventos. Dois anos é uma série pequena para avaliar, mas nos próximos anos espera-se bastante mudanças na região".
O oposto ao excesso de água também deve ser considerado nas mudanças climáticas. Ele cita que a ONU vê como crítica a bacia hidrográfica inferior a 1,5 mil m³ por habitante por ano. Em época de estiagem, as bacias da região chegam a 408 m³. "A escassez ainda é um desafio, pois com dificuldade de captação de água os municípios perdem poder de investimento".
A comunicação é outra frente importante. "As cidades têm de saber informar o que significa quando o rio sobre e em que nível pode representar risco. E isso tem de chegar às pessoas. Às vezes elas sequer sabem que estão numa área de risco", defende Vilella.
Seminário na FCA/Unicamp "abriu portas" para estudos em Limeira e região
Limeira é agora uma das cidades participantes da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), e teve como primeira atividade o Seminário "Gestão de desastres ambientais, vulnerabilidade e políticas públicas urbanas", ocorrido na Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA/Unicamp), na última semana.
Pesquisadores de diversas instituições estiveram no campus para falar sobre a geografia dos riscos e gestão de políticas públicas. Coordenador de uma das mesas, Eduardo Marandola Júnior, do Núcleo de Estudos de População (Nepo/Unicamp), lembra que três pontos principais foram analisados. O primeiro é a necessidade de as cidades conhecerem suas próprias dinâmicas naturais, como o próprio clima urbano - aquecimento e vento. "A maioria das cidades não tem e por isso falta também um mapeamento dos riscos", diz.
Entender a vulnerabilidade das cidades, como a situação da população de cada área, suas necessidades e riscos que podem enfrentar é outro ponto. Determinados locais podem ser mais suscetíveis a desastres em eventos extremos do que outros, e as população também pode ser afetada de jeitos diferentes.
A união de ambas as questões para fazer um planejamento com conhecimento técnico e social foi outro foco da discussão, o que exige participação da sociedade e da administração pública. "Acontece de termos o conhecimento e não conseguirmos implantar políticas. Mas o principal é a relação sociedade-natureza, afinal, construímos em um ambiente que já existe", salienta.
CONSEQUÊNCIAS
Ele diz que a questão imobiliária merece atenção - tanto de quem autoriza os loteamentos quanto as construtoras, até o próprio morador. Uma ilha de calor pode ser formada, por exemplo, num local em que não foi levada em conta espaço para a vazão do vento e a contrução torna-se um "paredão". "Uma cidade do porte de Limeira precisa de um planejamento que leve em conta ainda o fator da localização, devido às épocas de queimadas", exemplifica.
A previsão é de que não haja novos problemas no que se refere às mudanças climáticas. No entanto, os atuais devem ser intensificados. "Mas ainda não resolvemos os problemas antigos, como a estruturação de redes de esgoto", lembra.
Se o excesso de chuva é desastre,
escassez também é desafio
"Sempre que o ser humano lutou contra o meio ambiente, perdeu", expõe Alexandre Vilella, coordenador de projetos do Consórcio PCJ e professor do curso de Engenharia Ambiental do Isca Faculdades. Por isso, com o aumento populacional esperado, novos problemas ambientais são esperados, o que exige planejamento das ocupações.
O cidadão também tem responsabilidade na hora da prevenção. Entre uma reforma e outra, o modo como o morador "formata" seu imóvel pode ajudar a impactar negativamente em eventos extremos. "Quantas residências mantêm o mínimo de área permeável?", questiona, lembrando que, quanto mais concreto, menor espaço para escoamento do volume de água das chuvas. Arborização é outro item, já que algumas espécies conseguem reter até 40% de água.
A prevenção é para todos e, embora a população tenha papel determinante (dando destinação correta ao lixo, por exemplo), o poder público é o grande maestro para que ações sejam efetivas. "São politicas públicas, e não planos de governo", salienta, sobre projetos que devem ter continuidade para organização em relação aos impactos.
"O que podemos fazer é conviver da melhor forma com os eventos. Dois anos é uma série pequena para avaliar, mas nos próximos anos espera-se bastante mudanças na região".
O oposto ao excesso de água também deve ser considerado nas mudanças climáticas. Ele cita que a ONU vê como crítica a bacia hidrográfica inferior a 1,5 mil m³ por habitante por ano. Em época de estiagem, as bacias da região chegam a 408 m³. "A escassez ainda é um desafio, pois com dificuldade de captação de água os municípios perdem poder de investimento".
A comunicação é outra frente importante. "As cidades têm de saber informar o que significa quando o rio sobre e em que nível pode representar risco. E isso tem de chegar às pessoas. Às vezes elas sequer sabem que estão numa área de risco", defende Vilella.
Ambiente e políticas públicas para desastres são discutidos na FCA
Daíza Lacerda
Encontro abre participação de Limeira em rede de cidades com pesquisas na área
Os meios de entender fenômenos para planejar ações no que se refere às mudanças climáticas foi a pauta de ontem no Seminário sobre Gestão de Desastres Ambientais, Vulnerabilidade e Políticas Públicas Urbanas, realizado na Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA/Unicamp).
O campus recebeu especialistas da área, como Agostinho Tadashi Ogura, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
Ele defendeu que os processos de mudanças climáticas precisam ser melhor acompanhados e cita o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que terá a função de verificar condições para alerta de risco - e não de chuva. "O monitoramento é para casos de potencial de destruição. Mas, em outra ponta, é preciso um plano preventivo e ações para quando houver o alerta", explica.
O funcionamento será em cidades-piloto, mas os municípios podem ter iniciativa de implantar sistema semelhante por conta, o que já acontece em algumas há decadas, como lembra Ogura.
Já Lutiane Queiroz de Almeida, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), concentra suas pesquisas no mapeamento e medição de vulnerabilidade. "A ideia é que os dados possam nortear políticas públicas e investimentos nos acessos à água, esgoto e drenagem", diz. Começar a entender o problema para "remediar" de forma mais completa, agindo não apenas nas consequências, mas nas causas, é o que falta na gestão dos municípios que sofrem com desastres, lembra ele.
Para o professor Carlos Etulain, da FCA, para reconhecer os cenários que desafiam as políticas públicas é preciso promover a reflexão e ação que envolvam a universidade e centros de pesquisa, mas também a comunidade e gestores do município. "O encontro é para preparar a sociedade e instituições para se informarem sobre problemas contemporâneos. Além dos riscos ambientais, há a dinâmica econômica, já que existem as populações mais vulneráveis, com menor acesso aos recursos, que se deslocam para as periferias e sofrem as principais consequências dos desastres climáticos. É preciso descentralizar e aprofundar o debate", defende.
Com o encontro, a ideia é que estudos neste sentido comecem a ser desenvolvidos no município, com iniciativa da própria FCA. Mais temas discutidos pelos pesquisadores de problemáticas aplicáveis à realidade de Limeira podem ser conferidos na seção Biodiversidade, na edição do próximo domingo da Gazeta.
Encontro abre participação de Limeira em rede de cidades com pesquisas na área
Os meios de entender fenômenos para planejar ações no que se refere às mudanças climáticas foi a pauta de ontem no Seminário sobre Gestão de Desastres Ambientais, Vulnerabilidade e Políticas Públicas Urbanas, realizado na Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA/Unicamp).
O campus recebeu especialistas da área, como Agostinho Tadashi Ogura, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
Ele defendeu que os processos de mudanças climáticas precisam ser melhor acompanhados e cita o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que terá a função de verificar condições para alerta de risco - e não de chuva. "O monitoramento é para casos de potencial de destruição. Mas, em outra ponta, é preciso um plano preventivo e ações para quando houver o alerta", explica.
O funcionamento será em cidades-piloto, mas os municípios podem ter iniciativa de implantar sistema semelhante por conta, o que já acontece em algumas há decadas, como lembra Ogura.
Já Lutiane Queiroz de Almeida, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), concentra suas pesquisas no mapeamento e medição de vulnerabilidade. "A ideia é que os dados possam nortear políticas públicas e investimentos nos acessos à água, esgoto e drenagem", diz. Começar a entender o problema para "remediar" de forma mais completa, agindo não apenas nas consequências, mas nas causas, é o que falta na gestão dos municípios que sofrem com desastres, lembra ele.
Para o professor Carlos Etulain, da FCA, para reconhecer os cenários que desafiam as políticas públicas é preciso promover a reflexão e ação que envolvam a universidade e centros de pesquisa, mas também a comunidade e gestores do município. "O encontro é para preparar a sociedade e instituições para se informarem sobre problemas contemporâneos. Além dos riscos ambientais, há a dinâmica econômica, já que existem as populações mais vulneráveis, com menor acesso aos recursos, que se deslocam para as periferias e sofrem as principais consequências dos desastres climáticos. É preciso descentralizar e aprofundar o debate", defende.
Com o encontro, a ideia é que estudos neste sentido comecem a ser desenvolvidos no município, com iniciativa da própria FCA. Mais temas discutidos pelos pesquisadores de problemáticas aplicáveis à realidade de Limeira podem ser conferidos na seção Biodiversidade, na edição do próximo domingo da Gazeta.
Seminário na FCA coloca Limeira na pauta das mudanças climáticas
Daíza Lacerda
Pesquisadores da área estarão no campus amanhã para falar de riscos e políticas públicas
A partir deste ano Limeira passa a ser inserida nas discussões sobre mudanças climáticas e políticas públicas urbanas. A abertura é oficializada amanhã com o seminário "Gestão de desastres ambientais, vulnerabilidade e políticas públicas urbanas", que acontece na Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA/Unicamp) e terá a presença de pesquisadores da área que atuam em diversas universidades do Brasil.
Álvaro de Oliveira D'Antona, coordenador da pós-graduação da FCA, explica que o evento faz parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, do Ministério homônimo, cujo tema é "Mudanças climáticas, desastres ambientais e prevenção de riscos". "É um assunto para o qual os estudos se voltam principalmente para áreas metropolitanas urbanas, e a nossa intenção ao passar a integrar a Rede Clima é que isso seja desenvolvido também nos polos urbanos microregionais, como Limeira", diz, referindo-se à Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais, que engloba municípios envolvidos em estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas globais.
HOMEM E AMBIENTE
D'Antona lembra que as tendências de mudanças climáticas não são iguais em todos os lugares. Porém, os problemas são, já que que as consequências envolvem o homem. "Não separa-se população do meio ambiente, porque a presença humana está relacionada às causas. Quanto maior a concentração urbana, mais pessoas afetadas. O que não quer dizer que nas cidades de menor porte a situação seja diferente", defende.
Reconhecido como parte da rede, o próximo passo é que o município torne-se objeto de estudo, inclusive em projetos de alunos voltados ao tema. As discussões do seminário, mesmo de abrangência global, podem nortear o panorama de futuros estudos em Limeira, ainda que de forma abstrata, no evento. "Os problemas são os mesmos, como as ocupações, o que está diretamente ligado às políticas públicas e necessidade de planejamento", expõe D'Antona. Ele lembra que os alunos, como futuros gestores, devem preparar-se para essas questões. Mas a presença é gratuita e aberta ao público em geral, principalmente atuais gestores do município.
Enquanto o que se vê são medidas para remediar os estragos como desabamentos e desalojados, em situações que a "culpa" é jogada nas mudanças climáticas, o coordenador retoma a responsabilidade das intervenções urbanas. "O desastre ambiental é social. É um desastre por ter o componente humano, quando eventos extremos afetam pessoas".
PROGRAMAÇÃO
A abertura do evento será as 13h30 no anfiteatro verde UL03 da FCA. A primeira mesa com o tema "Geografia dos riscos: mudanças ambientais e desastres nas cidades" será coordenada por Eduardo Marandola Júnior (NEPO/Unicamp) e contará ainda com João Lima Sant'anna Neto (Unesp/PP), Agostinho Tadashi Ogura (IPT) e Lutiane Queiroz de Almeida (UFRN). Serão abordados pelos pesquisadores conceitos gerais em temas nacionais, que fundamentarão a discussão da segunda mesa, que focará as políticas públicas aplicáveis aos problemas. "Gestão de Desastres naturais e mudanças climáticas nas cidades" é a pauta que será discutida a partir das 16h15. A coordenação é de Carlos Etulain, da FCA, com Norma Valencio (Neped/UFSCar), Marcelo Vargas (UFSCar) e Roberto Luiz do Carmo (Nepo/Unicamp).
Pesquisadores da área estarão no campus amanhã para falar de riscos e políticas públicas
A partir deste ano Limeira passa a ser inserida nas discussões sobre mudanças climáticas e políticas públicas urbanas. A abertura é oficializada amanhã com o seminário "Gestão de desastres ambientais, vulnerabilidade e políticas públicas urbanas", que acontece na Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA/Unicamp) e terá a presença de pesquisadores da área que atuam em diversas universidades do Brasil.
Álvaro de Oliveira D'Antona, coordenador da pós-graduação da FCA, explica que o evento faz parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, do Ministério homônimo, cujo tema é "Mudanças climáticas, desastres ambientais e prevenção de riscos". "É um assunto para o qual os estudos se voltam principalmente para áreas metropolitanas urbanas, e a nossa intenção ao passar a integrar a Rede Clima é que isso seja desenvolvido também nos polos urbanos microregionais, como Limeira", diz, referindo-se à Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais, que engloba municípios envolvidos em estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas globais.
HOMEM E AMBIENTE
D'Antona lembra que as tendências de mudanças climáticas não são iguais em todos os lugares. Porém, os problemas são, já que que as consequências envolvem o homem. "Não separa-se população do meio ambiente, porque a presença humana está relacionada às causas. Quanto maior a concentração urbana, mais pessoas afetadas. O que não quer dizer que nas cidades de menor porte a situação seja diferente", defende.
Reconhecido como parte da rede, o próximo passo é que o município torne-se objeto de estudo, inclusive em projetos de alunos voltados ao tema. As discussões do seminário, mesmo de abrangência global, podem nortear o panorama de futuros estudos em Limeira, ainda que de forma abstrata, no evento. "Os problemas são os mesmos, como as ocupações, o que está diretamente ligado às políticas públicas e necessidade de planejamento", expõe D'Antona. Ele lembra que os alunos, como futuros gestores, devem preparar-se para essas questões. Mas a presença é gratuita e aberta ao público em geral, principalmente atuais gestores do município.
Enquanto o que se vê são medidas para remediar os estragos como desabamentos e desalojados, em situações que a "culpa" é jogada nas mudanças climáticas, o coordenador retoma a responsabilidade das intervenções urbanas. "O desastre ambiental é social. É um desastre por ter o componente humano, quando eventos extremos afetam pessoas".
PROGRAMAÇÃO
A abertura do evento será as 13h30 no anfiteatro verde UL03 da FCA. A primeira mesa com o tema "Geografia dos riscos: mudanças ambientais e desastres nas cidades" será coordenada por Eduardo Marandola Júnior (NEPO/Unicamp) e contará ainda com João Lima Sant'anna Neto (Unesp/PP), Agostinho Tadashi Ogura (IPT) e Lutiane Queiroz de Almeida (UFRN). Serão abordados pelos pesquisadores conceitos gerais em temas nacionais, que fundamentarão a discussão da segunda mesa, que focará as políticas públicas aplicáveis aos problemas. "Gestão de Desastres naturais e mudanças climáticas nas cidades" é a pauta que será discutida a partir das 16h15. A coordenação é de Carlos Etulain, da FCA, com Norma Valencio (Neped/UFSCar), Marcelo Vargas (UFSCar) e Roberto Luiz do Carmo (Nepo/Unicamp).
Chuvas contínuas dão trégua até amanhã
Daíza Lacerda
As chuvas em Limeira e região durante a última semana chegaram quase a quantidades registradas no verão. De acordo com a medição feita na Faculdade de Tecnologia (FT/Unicamp), entre sexta-feira e sábado choveu 77,5 mililitros, a segunda maior precipitação do ano. A primeira, de 85 mm, foi registrada em 5 de janeiro, em tempestade que deixou vários estragos e uma morte em Limeira.
Hiroshi Paulo Yoshizane, da FT, lembra que, apesar de médias semelhantes, as condições das duas marcas são diferentes. "No verão tivemos chuva de alta intensidade em curto espaço de tempo, enquanto na última semana foram chuvas longas e de média intensidade", explica.
Não há previsão de chuvas contínuas nos próximos dias, mas podem ocorrer precipitações localizadas a partir de amanhã. "Esse volume de chuva era esperado e necessário, para melhora da qualidade do solo e do ar, mas a tendência agora é de trégua, com ventos do sul". A temperatura deve ficar entre 14ºC e 26ºC hoje e amanhã.
Em relação à incidência de ventos, Yoshizane lembra que não é possível prever com grande antecipação ocorrências atípicas. "O monitoramento é contínuo, mas variações bruscas podem ser detectadas até 15 minutos antes", diz. Para a ocorrência de ventos de maior intensidade, o aquecimento entre 35ºC e 36ºC deve ser combinado à formação de nuvens e linha de instabilidade.
As chuvas em Limeira e região durante a última semana chegaram quase a quantidades registradas no verão. De acordo com a medição feita na Faculdade de Tecnologia (FT/Unicamp), entre sexta-feira e sábado choveu 77,5 mililitros, a segunda maior precipitação do ano. A primeira, de 85 mm, foi registrada em 5 de janeiro, em tempestade que deixou vários estragos e uma morte em Limeira.
Hiroshi Paulo Yoshizane, da FT, lembra que, apesar de médias semelhantes, as condições das duas marcas são diferentes. "No verão tivemos chuva de alta intensidade em curto espaço de tempo, enquanto na última semana foram chuvas longas e de média intensidade", explica.
Não há previsão de chuvas contínuas nos próximos dias, mas podem ocorrer precipitações localizadas a partir de amanhã. "Esse volume de chuva era esperado e necessário, para melhora da qualidade do solo e do ar, mas a tendência agora é de trégua, com ventos do sul". A temperatura deve ficar entre 14ºC e 26ºC hoje e amanhã.
Em relação à incidência de ventos, Yoshizane lembra que não é possível prever com grande antecipação ocorrências atípicas. "O monitoramento é contínuo, mas variações bruscas podem ser detectadas até 15 minutos antes", diz. Para a ocorrência de ventos de maior intensidade, o aquecimento entre 35ºC e 36ºC deve ser combinado à formação de nuvens e linha de instabilidade.
Plano municipal contra desastres das chuvas começa a ser licitado
Daíza Lacerda
Estudo deverá apontar áreas críticas e níveis de gravidade para planejamento
Para identificar áreas e planejar ações em relação aos riscos das chuvas, sobretudo as de verão, Limeira prevê a elaboração de um Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). A tomada de preços para contratação de empresa para desenvolver o estudo foi publicada no Jornal Oficial do dia 10.
De acordo com Miquéas Balmant, coordenador da Defesa Civil, o trabalho consiste em levantamento das áreas de riscos diversos, mas, nesta etapa, prioriza os relacionados a intempéries. "Será feito um diagnóstico técnico com levantamento de todas as circunstâncias relacionadas à chuva", explica.
O plano deverá apontar ainda uma hierarquia dos riscos, para planejamento do município de acordo com a gravidade. É prevista também a capacitação de pessoal para agir nessas ocasiões.
A contratação obedece aos prazos legais, mas a expectativa de Balmant é de que os trabalhos sejam iniciados até o fim do ano. "Isso envolverá pelo menos oito tipos de profissionais, como geólogos e engenheiros civis", acrescenta.
A Defesa Civil do Estado prevê que todos os municípios tenham o plano. No entanto, a execução obedece à ordem de necessidade, em critérios estabelecidos pelo Ministério das Cidades. "O projeto é previsto para todos os municípios do Estado, mas para Limeira levaria uns três anos para ter início, já que a prioridade são cidades com ocupações desordenadas em encostas, o que não é o nosso caso", justifica Balmant.
MEDIDA INDEPENDENTE
Como a cidade não estava elencada pelo Ministério das Cidades, a Procuradoria Geral do Estado adotou a medida de incentivar os planos municipais, explica o secretário municipal de Segurança Pública, Siddhartha Carneiro Leão. "Devido aos acontecimentos dos últimos verões, Limeira foi cobrada pela 6ª Promotoria, dada a ausência do município entre as cidades elegíveis ao plano pelo Estado".
Para dar início ao projeto de forma independente, vários órgãos e secretarias, como Corpo de Bombeiros, Polícia, Planejamento, Segurança Pública, Serviço Autônomo de Água de Esgoto (SAAE), e Obras se reuniram para elaboração das diretrizes do plano. "Foi feito um memorial descritivo antes da cotação e processo licitatório", diz Siddharta. Depois de pronto, o município deverá implantar o plano, que exigirá administração contínua.
O secretário ressalta que o trabalho é complexo e o procedimento, demorado. No entanto, lembra que já existem obras em andamento para prevenção de enchentes, como o plano de macrodrenagem. Em agosto o município teve empenhados cerca de R$ 25 milhões pelo Ministério das Cidades, junto ao Orçamento Geral da União. A verba financiará uma bacia de contenção de águas pluviais na região do Tiro de Guerra e de outras áreas, como as avenidas Cônego Manoel Alves e Piracicaba, Vila São João e Praça da Bíblia.
Siddharta salienta o lado positivo de Limeira não estar entre os municípios elegíveis para o plano de riscos pelo Estado. "São cidades com problemas muito mais sérios. Apesar das ocorrências que tivemos, felizmente o nível de gravidade não é tão alto como em outros locais, que registram muitas mortes a cada verão".
Enquanto o plano não tem início e o planejamento específico não é definido de acordo com as necessidades, a Defesa Civil começa a pensar no verão de 2012. "Estamos definindo uma comissão para tratar do assunto", disse Balmant.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Estudo deverá apontar áreas críticas e níveis de gravidade para planejamento
Para identificar áreas e planejar ações em relação aos riscos das chuvas, sobretudo as de verão, Limeira prevê a elaboração de um Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). A tomada de preços para contratação de empresa para desenvolver o estudo foi publicada no Jornal Oficial do dia 10.
De acordo com Miquéas Balmant, coordenador da Defesa Civil, o trabalho consiste em levantamento das áreas de riscos diversos, mas, nesta etapa, prioriza os relacionados a intempéries. "Será feito um diagnóstico técnico com levantamento de todas as circunstâncias relacionadas à chuva", explica.
O plano deverá apontar ainda uma hierarquia dos riscos, para planejamento do município de acordo com a gravidade. É prevista também a capacitação de pessoal para agir nessas ocasiões.
A contratação obedece aos prazos legais, mas a expectativa de Balmant é de que os trabalhos sejam iniciados até o fim do ano. "Isso envolverá pelo menos oito tipos de profissionais, como geólogos e engenheiros civis", acrescenta.
A Defesa Civil do Estado prevê que todos os municípios tenham o plano. No entanto, a execução obedece à ordem de necessidade, em critérios estabelecidos pelo Ministério das Cidades. "O projeto é previsto para todos os municípios do Estado, mas para Limeira levaria uns três anos para ter início, já que a prioridade são cidades com ocupações desordenadas em encostas, o que não é o nosso caso", justifica Balmant.
MEDIDA INDEPENDENTE
Como a cidade não estava elencada pelo Ministério das Cidades, a Procuradoria Geral do Estado adotou a medida de incentivar os planos municipais, explica o secretário municipal de Segurança Pública, Siddhartha Carneiro Leão. "Devido aos acontecimentos dos últimos verões, Limeira foi cobrada pela 6ª Promotoria, dada a ausência do município entre as cidades elegíveis ao plano pelo Estado".
Para dar início ao projeto de forma independente, vários órgãos e secretarias, como Corpo de Bombeiros, Polícia, Planejamento, Segurança Pública, Serviço Autônomo de Água de Esgoto (SAAE), e Obras se reuniram para elaboração das diretrizes do plano. "Foi feito um memorial descritivo antes da cotação e processo licitatório", diz Siddharta. Depois de pronto, o município deverá implantar o plano, que exigirá administração contínua.
O secretário ressalta que o trabalho é complexo e o procedimento, demorado. No entanto, lembra que já existem obras em andamento para prevenção de enchentes, como o plano de macrodrenagem. Em agosto o município teve empenhados cerca de R$ 25 milhões pelo Ministério das Cidades, junto ao Orçamento Geral da União. A verba financiará uma bacia de contenção de águas pluviais na região do Tiro de Guerra e de outras áreas, como as avenidas Cônego Manoel Alves e Piracicaba, Vila São João e Praça da Bíblia.
Siddharta salienta o lado positivo de Limeira não estar entre os municípios elegíveis para o plano de riscos pelo Estado. "São cidades com problemas muito mais sérios. Apesar das ocorrências que tivemos, felizmente o nível de gravidade não é tão alto como em outros locais, que registram muitas mortes a cada verão".
Enquanto o plano não tem início e o planejamento específico não é definido de acordo com as necessidades, a Defesa Civil começa a pensar no verão de 2012. "Estamos definindo uma comissão para tratar do assunto", disse Balmant.
Publicado na Gazeta de Limeira.
GM terá curso de aprimoramento para ações em áreas de risco
Daíza Lacerda
Aulas preveem ações preventivas em época de chuvas fortes, como o verão
A Guarda Municipal (GM) e Defesa Civil iniciam neste mês curso de aprimoramento para o período crítico de chuvas no verão. A iniciativa foi sugerida pelo governo estadual, e acatada pelo secretário municipal de Segurança Pública, Siddharta Carneiro Leão.
A orientação prevê organização e preparação principalmente em relação a ocupação em locais de risco, com incentivo ao voluntariado. "De caráter preventivo, é uma forma de incrementar as ações em épocas de chuva e melhorar a assitência junto a Defesa Civil. Tanto que quem ministrará o curso será o diretor do órgão, que possui larga experiência no assunto", disse Siddhartha, se referindo a Miquéas Balmant.
A capacitação começa dia 20, com aulas nas terças e quintas-feira de manhã e seguirá até que todos os GMs tenham participado. O efetivo conta atualmente com 319 oficiais.
A preparação é justamente devido às situações imprevisíveis que podem ser causadas pelos temporais. "Bom seria se pudéssemos nos antecipar, mas como não é possível dimensionar, a intenção é que a partir do curso as consequências possam ser mitigadas", declarou Balmant.
Ele ressalta que a capacitação é um aproveitamento de potencial para ações da Defesa Civil. Entre os tópicos que serão abordados estão o gerenciamento de riscos geológicos, estrutura do Sistema Municipal de Defesa Civil, produtos perigosos, legislação e gerenciamento de emergências.
VERÃO 2012
Paralelo ao curso, o planejamento para lidar com as chuvas do próximo verão também começa neste mês, com a reunião de uma comissão para tratar assunto. "Haverá uma atualização da comissão, com representantes das secretarias municipais, polícias Militar e Civil e Bombeiros. Haverá envolvimento de todos na preparação para um momento de instabilidade", diz Balmant.
Ele enumera as ações previstas em quatro eferas de necessidade. A primeira é a preventiva, seguida do socorro, assistência e recuperação de área. "Nas três primeiras a GM é imprescindível, enquanto a última envolve várias frentes", acrescenta o diretor.
As consequências podem envolver tanto proteção de patrimônio como desalojados ou desabrigados. "Por isso é preciso planejar o que fazer e como, para manutenção da ordem", finaliza Balmant.
Aulas preveem ações preventivas em época de chuvas fortes, como o verão
A Guarda Municipal (GM) e Defesa Civil iniciam neste mês curso de aprimoramento para o período crítico de chuvas no verão. A iniciativa foi sugerida pelo governo estadual, e acatada pelo secretário municipal de Segurança Pública, Siddharta Carneiro Leão.
A orientação prevê organização e preparação principalmente em relação a ocupação em locais de risco, com incentivo ao voluntariado. "De caráter preventivo, é uma forma de incrementar as ações em épocas de chuva e melhorar a assitência junto a Defesa Civil. Tanto que quem ministrará o curso será o diretor do órgão, que possui larga experiência no assunto", disse Siddhartha, se referindo a Miquéas Balmant.
A capacitação começa dia 20, com aulas nas terças e quintas-feira de manhã e seguirá até que todos os GMs tenham participado. O efetivo conta atualmente com 319 oficiais.
A preparação é justamente devido às situações imprevisíveis que podem ser causadas pelos temporais. "Bom seria se pudéssemos nos antecipar, mas como não é possível dimensionar, a intenção é que a partir do curso as consequências possam ser mitigadas", declarou Balmant.
Ele ressalta que a capacitação é um aproveitamento de potencial para ações da Defesa Civil. Entre os tópicos que serão abordados estão o gerenciamento de riscos geológicos, estrutura do Sistema Municipal de Defesa Civil, produtos perigosos, legislação e gerenciamento de emergências.
VERÃO 2012
Paralelo ao curso, o planejamento para lidar com as chuvas do próximo verão também começa neste mês, com a reunião de uma comissão para tratar assunto. "Haverá uma atualização da comissão, com representantes das secretarias municipais, polícias Militar e Civil e Bombeiros. Haverá envolvimento de todos na preparação para um momento de instabilidade", diz Balmant.
Ele enumera as ações previstas em quatro eferas de necessidade. A primeira é a preventiva, seguida do socorro, assistência e recuperação de área. "Nas três primeiras a GM é imprescindível, enquanto a última envolve várias frentes", acrescenta o diretor.
As consequências podem envolver tanto proteção de patrimônio como desalojados ou desabrigados. "Por isso é preciso planejar o que fazer e como, para manutenção da ordem", finaliza Balmant.
Com mais de 8 raios por km² ao ano, densidade quase triplica em Limeira
Daíza Lacerda
A densidade anual de raios por km² em Limeira chegou a 8,3432 no biênio de 2009 e 2010, num saldo quase três vezes maior do que o de 2007 e 2008, quando o município teve 3,2509 raios.
Os números são do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que divulgou, nesta semana, o novo ranking de incidência de raios nos municípios pertencentes aos estados cobertos pela Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas, para o biênio 2009-2010.
Para toda a área monitorada, que engloba os estados do Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste do País, a incidência de raios no último biênio se manteve estável em relação aos biênios anteriores, com variações inferiores a 5%. Entretanto, considerando somente as cidades acima de 200 mil habitantes, que possuem maior urbanização, houve um aumento de 11% em relação à média dos dois últimos biênios. Limeira se enquadra neste panorama e ocupa a posição 418 no ranking.
Quanto mais chuva, mais raios, conforme explica a meteorologista do Cepagri, da Unicamp, Ana Ávila. Ela lembra que foi registrada alta incidência de chuvas nos últimos anos, o que proporciona maior risco para eventos extremos num curto espaço de tempo.
Há ainda as ilhas de calor nos centros urbanos, que aumentam a incidência de raios. “Há maiores chances de tempestades associadas em aglomerados urbanos. É um conjunto de alterações que confirmam o que modelos apontaram anteriormente”, explica.
O professor da Unicamp, Hiroshi Paulo Yoshizane, também atenta para a incidência de descargas elétricas predominantes em áreas urbanizadas, nos locais que retêm calor, principalmente no verão. “São dias muito chuvosos, com nuvens carregadas de energia elétrica como a supercélula, conhecida como cúmulos-nimbos”.
TRÉGUA
Com a chegada do outono, porém, Yoshizane diz que agora a tendência é de chuvas frontais, leves e intermitentes como a de quarta-feira, com extensão de 200 a 300 quilômetros.
A incidência de raios deve voltar no fim da primavera, quando reiniciam as chuvas localizadas, mas ainda assim pode variar o padrão de intensidade delas.
Esquenta após madrugada mais fria do
ano, mas temperatura deve voltar a cair
A chuva e súbita queda de temperatura que pegaram o limeirense de surpresa nesta semana, culminou com a madrugada mais fria do ano, que chegou aos 14,1ºC registrados de quarta para quinta-feira.
A mudança foi devido à chegada de uma massa polar na região, conforme explica o professor Hiroshi Paulo Yoshizane, da Unicamp. Mas, depois de uma sexta-feira de sol e menos fria, com mínima de 15,5ºC de quinta para sexta-feira, a temperatura deve cair novamente a partir da noite deste domingo. “Virá uma nova instabilidade, com frente fria e tendência chuvosa”, avisa o professor, reiterando que as temperaturas podem ser até inferior à mínima registrada.
A semana começou com temperatura mínima de 19 graus e chegou a marcar 32ºC na segunda-feira. Na terça-feira já foi registrada queda, além do aumento da velocidade máxima do vento que subiu de 21 km/h para 26,5 km/h nesses dias.
A umidade do ar está na faixa dos 80%. Neste final de semana, mesmo com sol, a temperatura deve ficar entre 15ºC e 20ºC. (DL)
A densidade anual de raios por km² em Limeira chegou a 8,3432 no biênio de 2009 e 2010, num saldo quase três vezes maior do que o de 2007 e 2008, quando o município teve 3,2509 raios.
Os números são do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que divulgou, nesta semana, o novo ranking de incidência de raios nos municípios pertencentes aos estados cobertos pela Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas, para o biênio 2009-2010.
Para toda a área monitorada, que engloba os estados do Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste do País, a incidência de raios no último biênio se manteve estável em relação aos biênios anteriores, com variações inferiores a 5%. Entretanto, considerando somente as cidades acima de 200 mil habitantes, que possuem maior urbanização, houve um aumento de 11% em relação à média dos dois últimos biênios. Limeira se enquadra neste panorama e ocupa a posição 418 no ranking.
Quanto mais chuva, mais raios, conforme explica a meteorologista do Cepagri, da Unicamp, Ana Ávila. Ela lembra que foi registrada alta incidência de chuvas nos últimos anos, o que proporciona maior risco para eventos extremos num curto espaço de tempo.
Há ainda as ilhas de calor nos centros urbanos, que aumentam a incidência de raios. “Há maiores chances de tempestades associadas em aglomerados urbanos. É um conjunto de alterações que confirmam o que modelos apontaram anteriormente”, explica.
O professor da Unicamp, Hiroshi Paulo Yoshizane, também atenta para a incidência de descargas elétricas predominantes em áreas urbanizadas, nos locais que retêm calor, principalmente no verão. “São dias muito chuvosos, com nuvens carregadas de energia elétrica como a supercélula, conhecida como cúmulos-nimbos”.
TRÉGUA
Com a chegada do outono, porém, Yoshizane diz que agora a tendência é de chuvas frontais, leves e intermitentes como a de quarta-feira, com extensão de 200 a 300 quilômetros.
A incidência de raios deve voltar no fim da primavera, quando reiniciam as chuvas localizadas, mas ainda assim pode variar o padrão de intensidade delas.
Esquenta após madrugada mais fria do
ano, mas temperatura deve voltar a cair
A chuva e súbita queda de temperatura que pegaram o limeirense de surpresa nesta semana, culminou com a madrugada mais fria do ano, que chegou aos 14,1ºC registrados de quarta para quinta-feira.
A mudança foi devido à chegada de uma massa polar na região, conforme explica o professor Hiroshi Paulo Yoshizane, da Unicamp. Mas, depois de uma sexta-feira de sol e menos fria, com mínima de 15,5ºC de quinta para sexta-feira, a temperatura deve cair novamente a partir da noite deste domingo. “Virá uma nova instabilidade, com frente fria e tendência chuvosa”, avisa o professor, reiterando que as temperaturas podem ser até inferior à mínima registrada.
A semana começou com temperatura mínima de 19 graus e chegou a marcar 32ºC na segunda-feira. Na terça-feira já foi registrada queda, além do aumento da velocidade máxima do vento que subiu de 21 km/h para 26,5 km/h nesses dias.
A umidade do ar está na faixa dos 80%. Neste final de semana, mesmo com sol, a temperatura deve ficar entre 15ºC e 20ºC. (DL)
Valas na beira da estrada rural do Lagoa Nova deixam moradores ilhados durante chuva
Daíza Lacerda
“Moro aqui há 25 anos e há dois temos este problema durante o verão. Quando chove muito forte, não dá para usar o atalho; é preciso sair por Americana para chegar à cidade”. Foi assim que a comerciante Roslaine Lucato Michelin, 51, explicou a situação da estrada rural do Bairro Lagoa Nova.
O começo da estrada de terra é até transitável mas, a partir da granja e mercearia, apenas um carro passa por vez no que sobrou da estrada, ao lado das valas que se formaram com a erosão. Em alguns trechos, a profundidade chega a cinco metros entre a estrada e a encosta e há risco de deslizamento com novas chuvas mais fortes. “Está difícil. Daqui a pouco, cairá até o que tem por perto”, disse Valdevino Joaquim Rosa, 43, que trabalha em chácaras e passa regularmente pelo local. “Ali já caiu poste e fiação de telefone e internet também. Precisa alguma autoridade cair também, para saber das dificuldades pelas quais passamos”, acrescenta ele, sobre o esquecimento da área rural em relação aos asfaltamentos.
“Precisamos muito de asfalto, mas não há sinal de que será feito aqui, porque não aparece. Diferentemente da cidade e bairros como Vila Cláudia, que tem ruas que estão sendo recapeadas. Não que estejam 100%, mas, em comparação, a área rural tem maior necessidade”, pondera o aposentado Joaquim Leite de Moraes, 82.
De acordo com Roslaine, moradores do condomínio Vale Verde, que fica à frente do bairro, também sofrem com a precariedade da passagem. Geralmente os moradores usam um atalho que passa pela igreja que, apesar da situação menos grave, também é cheio de buracos. E, quando está também fica inviável com a chuva, a volta por Americana é a opção dos moradores. “Muita gente depende dessa estrada, porque trabalha ou estuda na cidade”, lembra ela.
Segundo a dona de casa Rita Nogueira, 41, o problema já foi várias vezes levado à Prefeitura. O estado da estrada prejudica até a entrada de moradores em propriedades próximas das erosões, além do transporte escolar de crianças. “Há situações em que os ônibus não passam e os estudantes ficam sem alternativa”, relata.
Outros moradores apontam ainda as péssimas condições na mesma estrada, quilômetros à frente, no chamado “Morro da Serrinha”, que as obrigam a usar a estrada de Iracemápolis.
A Secretaria de Agricultura de Limeira informou, por meio da assessoria de comunicação da Prefeitura, que a estrada em questão está interditada. “O que causou erosão na estrada foram algumas irregularidades: propriedades particulares rurais estão inadequadas e portanto há uma problemática com o despejo irregular de águas pluviais. De acordo com a Lei Municipal 3219/2000, que trata da manutenção de estradas rurais, e com a Lei Estadual 6171/1988 (alterada pela Lei Complementar 8421/1993), que trata das condições de armazenamento de água nas propriedades rurais, a secretaria está notificando as propriedades para se adequarem. Além disso, há problemas ligados às instalações de linhas telefônicas e fibra óptica. As empresas responsáveis apresentarão projetos novos para o sistema, para evitar erosão no local. A secretaria lembra que já houve manutenções em 2010 e em 2011, sendo que em novembro de 2010 foram criadas três novas cacimbas para receber a água das chuvas, porém, pela inadequação das propriedades rurais, o volume de água é muito grande e acaba danificando o leito da estrada”, explica.
A pasta afirma ainda que “providências estão sendo tomadas com a notificação dessas propriedades, com as manutenções paliativas na via e com o acionamento das empresas que possuem instalações no local, para que refaçam o projeto de maneira a evitar a erosão. Também há um projeto do prefeito Silvio Félix em andamento para viabilizar a pavimentação daquela via, até a estrada da Balsa”.
A secretaria lembra, por fim, “que há rota alternativa para que os moradores desviem da via interditada”.
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
“Moro aqui há 25 anos e há dois temos este problema durante o verão. Quando chove muito forte, não dá para usar o atalho; é preciso sair por Americana para chegar à cidade”. Foi assim que a comerciante Roslaine Lucato Michelin, 51, explicou a situação da estrada rural do Bairro Lagoa Nova.
O começo da estrada de terra é até transitável mas, a partir da granja e mercearia, apenas um carro passa por vez no que sobrou da estrada, ao lado das valas que se formaram com a erosão. Em alguns trechos, a profundidade chega a cinco metros entre a estrada e a encosta e há risco de deslizamento com novas chuvas mais fortes. “Está difícil. Daqui a pouco, cairá até o que tem por perto”, disse Valdevino Joaquim Rosa, 43, que trabalha em chácaras e passa regularmente pelo local. “Ali já caiu poste e fiação de telefone e internet também. Precisa alguma autoridade cair também, para saber das dificuldades pelas quais passamos”, acrescenta ele, sobre o esquecimento da área rural em relação aos asfaltamentos.
“Precisamos muito de asfalto, mas não há sinal de que será feito aqui, porque não aparece. Diferentemente da cidade e bairros como Vila Cláudia, que tem ruas que estão sendo recapeadas. Não que estejam 100%, mas, em comparação, a área rural tem maior necessidade”, pondera o aposentado Joaquim Leite de Moraes, 82.
De acordo com Roslaine, moradores do condomínio Vale Verde, que fica à frente do bairro, também sofrem com a precariedade da passagem. Geralmente os moradores usam um atalho que passa pela igreja que, apesar da situação menos grave, também é cheio de buracos. E, quando está também fica inviável com a chuva, a volta por Americana é a opção dos moradores. “Muita gente depende dessa estrada, porque trabalha ou estuda na cidade”, lembra ela.
Segundo a dona de casa Rita Nogueira, 41, o problema já foi várias vezes levado à Prefeitura. O estado da estrada prejudica até a entrada de moradores em propriedades próximas das erosões, além do transporte escolar de crianças. “Há situações em que os ônibus não passam e os estudantes ficam sem alternativa”, relata.
Outros moradores apontam ainda as péssimas condições na mesma estrada, quilômetros à frente, no chamado “Morro da Serrinha”, que as obrigam a usar a estrada de Iracemápolis.
A Secretaria de Agricultura de Limeira informou, por meio da assessoria de comunicação da Prefeitura, que a estrada em questão está interditada. “O que causou erosão na estrada foram algumas irregularidades: propriedades particulares rurais estão inadequadas e portanto há uma problemática com o despejo irregular de águas pluviais. De acordo com a Lei Municipal 3219/2000, que trata da manutenção de estradas rurais, e com a Lei Estadual 6171/1988 (alterada pela Lei Complementar 8421/1993), que trata das condições de armazenamento de água nas propriedades rurais, a secretaria está notificando as propriedades para se adequarem. Além disso, há problemas ligados às instalações de linhas telefônicas e fibra óptica. As empresas responsáveis apresentarão projetos novos para o sistema, para evitar erosão no local. A secretaria lembra que já houve manutenções em 2010 e em 2011, sendo que em novembro de 2010 foram criadas três novas cacimbas para receber a água das chuvas, porém, pela inadequação das propriedades rurais, o volume de água é muito grande e acaba danificando o leito da estrada”, explica.
A pasta afirma ainda que “providências estão sendo tomadas com a notificação dessas propriedades, com as manutenções paliativas na via e com o acionamento das empresas que possuem instalações no local, para que refaçam o projeto de maneira a evitar a erosão. Também há um projeto do prefeito Silvio Félix em andamento para viabilizar a pavimentação daquela via, até a estrada da Balsa”.
A secretaria lembra, por fim, “que há rota alternativa para que os moradores desviem da via interditada”.
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
“Heranças” das águas, crateras em vias públicas preocupam usuários
Daíza Lacerda
Passados quase um mês e meio da primeira chuva forte do ano que causou tragédias e quinze dias do segundo temporal que fechou o mês de janeiro com mais estragos, moradores do Jardim Glória e Ipiranga ainda convivem e aguardam soluções para os efeitos dos danos em vias públicas.
O asfalto que cedeu dia 31 de janeiro na Rua João de Michielli, no Jardim Glória, levou consigo nos últimos dias um senhor de bicicleta, que pedalava no local à noite a não viu a cratera, um motorista que não viu o buraco porque a sinalização foi retirada e um motociclista, que tentou travessia pela estreita passagem da calçada, único trecho que não caiu.
Essas foram as ocorrências contabilizadas por moradores como Fátima Afonso, 43. “É o único acesso entre os bairros, então está muito difícil, nesta situação. Se não for a pé, é preciso dar a volta pelo anel viário para ter acesso à escola, por exemplo”, explica ela, que mora de um lado do buraco e o filho, no bairro do lado oposto, o que o levou a deixar o carro estacionado perto do local da queda, para facilitar o retorno quando vai à casa da mãe.
Enquanto as rachaduras parecem mais acentuadas, o trânsito de motos e bicicletas no espaço que sobrou para os pedestres é frequente. Nos primeiros 10 minutos em que a reportagem esteve no local, na tarde de ontem, foram flagradas cinco motos trafegando nos dois sentidos, criando até “engarrafamento” com bicicletas, em que um veículo precisou esperar a passagem de outro. “Está perigoso e as pessoas abusam. Até crianças ficam brincando no local”, disse a moradora Adriana Paes, 40.
IPIRANGA
Se a queda do asfalto é problema no Glória, o oposto preocupa no Jardim Ipiranga, na Rua Gustavo Kuntz Busch. Desde a primeira chuva do ano, a infiltração fez o asfalto subir e se transformar em “lombadas”, que impedem a passagem de veículos, principalmente da rua para dentro das garagens das casas. Na mesma via, uma parte da calçada foi abaixo, onde uma árvore ainda resiste.
“Uma senhora já quase caiu ali há poucos dias e, para passar na rua, os carros têm que desviar”, disse a dona de casa Rosana Aparecida Raimundo, 31. A moradora Edith Balbino de Faria Antico, 51, se preocupa com a possibilidade de novas chuvas fortes. “É preciso arrumar isso logo, porque outra chuva forte irá complicar ainda mais”, teme.
De acordo com a assessoria da Prefeitura, estão sendo tomadas as providências cabíveis nas áreas que foram afetadas pelas chuvas, por meio das secretarias municipais. Nos locais citados já existem projetos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto SAAE em andamento, informa.
“A Prefeitura continua também monitorando todos os locais que foram afetados enquanto aguarda posição dos governos estadual e federal, que estão analisando a situação de emergência, para ajudar nas obras que são necessárias. Reforçamos que nos locais citados já estão em andamento os projetos, que serão executados por meio de contratação do serviço por processo licitatório, bem como para as áreas em que é necessário intervir imediatamente”.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Passados quase um mês e meio da primeira chuva forte do ano que causou tragédias e quinze dias do segundo temporal que fechou o mês de janeiro com mais estragos, moradores do Jardim Glória e Ipiranga ainda convivem e aguardam soluções para os efeitos dos danos em vias públicas.
O asfalto que cedeu dia 31 de janeiro na Rua João de Michielli, no Jardim Glória, levou consigo nos últimos dias um senhor de bicicleta, que pedalava no local à noite a não viu a cratera, um motorista que não viu o buraco porque a sinalização foi retirada e um motociclista, que tentou travessia pela estreita passagem da calçada, único trecho que não caiu.
Essas foram as ocorrências contabilizadas por moradores como Fátima Afonso, 43. “É o único acesso entre os bairros, então está muito difícil, nesta situação. Se não for a pé, é preciso dar a volta pelo anel viário para ter acesso à escola, por exemplo”, explica ela, que mora de um lado do buraco e o filho, no bairro do lado oposto, o que o levou a deixar o carro estacionado perto do local da queda, para facilitar o retorno quando vai à casa da mãe.
Enquanto as rachaduras parecem mais acentuadas, o trânsito de motos e bicicletas no espaço que sobrou para os pedestres é frequente. Nos primeiros 10 minutos em que a reportagem esteve no local, na tarde de ontem, foram flagradas cinco motos trafegando nos dois sentidos, criando até “engarrafamento” com bicicletas, em que um veículo precisou esperar a passagem de outro. “Está perigoso e as pessoas abusam. Até crianças ficam brincando no local”, disse a moradora Adriana Paes, 40.
IPIRANGA
Se a queda do asfalto é problema no Glória, o oposto preocupa no Jardim Ipiranga, na Rua Gustavo Kuntz Busch. Desde a primeira chuva do ano, a infiltração fez o asfalto subir e se transformar em “lombadas”, que impedem a passagem de veículos, principalmente da rua para dentro das garagens das casas. Na mesma via, uma parte da calçada foi abaixo, onde uma árvore ainda resiste.
“Uma senhora já quase caiu ali há poucos dias e, para passar na rua, os carros têm que desviar”, disse a dona de casa Rosana Aparecida Raimundo, 31. A moradora Edith Balbino de Faria Antico, 51, se preocupa com a possibilidade de novas chuvas fortes. “É preciso arrumar isso logo, porque outra chuva forte irá complicar ainda mais”, teme.
De acordo com a assessoria da Prefeitura, estão sendo tomadas as providências cabíveis nas áreas que foram afetadas pelas chuvas, por meio das secretarias municipais. Nos locais citados já existem projetos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto SAAE em andamento, informa.
“A Prefeitura continua também monitorando todos os locais que foram afetados enquanto aguarda posição dos governos estadual e federal, que estão analisando a situação de emergência, para ajudar nas obras que são necessárias. Reforçamos que nos locais citados já estão em andamento os projetos, que serão executados por meio de contratação do serviço por processo licitatório, bem como para as áreas em que é necessário intervir imediatamente”.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Rua sem asfalto é transtorno a moradores há mais de 10 anos
Daíza Lacerda
A situação da Rua B (estrada da servidão) que fica no final da Fausto Esteves dos Santos preocupa os moradores há mais de 10 anos. Sem asfalto, a via causa transtornos, sobretudo quando chove.
De acordo com o aposentado Antônio Paulo da Silva, 58, a rua, que serve de atalho entre os bairros Gustavo Peccinini e Regina Bastelli, fica intransitável após as chuvas. “O asfaltamento é esperado há anos. Entra governo, e sai governo e nós só ficamos com as promessas. A terra e cascalho vêm parar dentro de nossas casas quando chove e a única providência é a colocação de mais cascalho, que está subindo a altura da rua em relação às casas”, reclama.
A rua tem nível alto onde começa, dos dois lados, e uma queda no meio, o que contribui para que a água fique represada após a enxurrada. Os moradores citam ainda que a coleta de lixo não passa mais pelo local, e que as sacolas, ou são levadas pela chuva ou abertas por animais.
Conforme Silva, há dificuldade até para guardar o carro em casa, motivo pelo qual prefere deixar o veículo na casa de um amigo. O pó é outro problema. Segundo os moradores, inicialmente ônibus passavam pelo local, mas apesar da placa de proibição de veículos pesados, caminhões ainda usam a via, que é passagem direta entre os bairros.
De acordo com a Prefeitura, o local está irregular. “A Secretaria de Obras já fez várias reuniões com os moradores deste local, e assim que eles regularizarem, a Prefeitura terá condições de fazer um plano comunitário”, informou a assessoria.

Publicado na Gazeta de Limeira.
A situação da Rua B (estrada da servidão) que fica no final da Fausto Esteves dos Santos preocupa os moradores há mais de 10 anos. Sem asfalto, a via causa transtornos, sobretudo quando chove.
De acordo com o aposentado Antônio Paulo da Silva, 58, a rua, que serve de atalho entre os bairros Gustavo Peccinini e Regina Bastelli, fica intransitável após as chuvas. “O asfaltamento é esperado há anos. Entra governo, e sai governo e nós só ficamos com as promessas. A terra e cascalho vêm parar dentro de nossas casas quando chove e a única providência é a colocação de mais cascalho, que está subindo a altura da rua em relação às casas”, reclama.
A rua tem nível alto onde começa, dos dois lados, e uma queda no meio, o que contribui para que a água fique represada após a enxurrada. Os moradores citam ainda que a coleta de lixo não passa mais pelo local, e que as sacolas, ou são levadas pela chuva ou abertas por animais.
Conforme Silva, há dificuldade até para guardar o carro em casa, motivo pelo qual prefere deixar o veículo na casa de um amigo. O pó é outro problema. Segundo os moradores, inicialmente ônibus passavam pelo local, mas apesar da placa de proibição de veículos pesados, caminhões ainda usam a via, que é passagem direta entre os bairros.
De acordo com a Prefeitura, o local está irregular. “A Secretaria de Obras já fez várias reuniões com os moradores deste local, e assim que eles regularizarem, a Prefeitura terá condições de fazer um plano comunitário”, informou a assessoria.
- Chuva intensifica estragos na via, que é usada como atalho entre bairros
Publicado na Gazeta de Limeira.
Município aguarda verba de Ministério da Integração Social para obras da chuva
Daíza Lacerda
Após o decreto de estado de emergência feito pelo prefeito Silvio Félix, há quase duas semanas, o Município continua a espera de verba para iniciar as obras de recuperação dos estragos causados pela chuva.
De acordo com o chefe de gabinete José Carlos Pejon, foi enviado ao Ministério da Integração Social e coordenadoria da Defesa Civil do Estado um relatório sobre os impactos na cidade, que atestam a necessidade da verba para obras. O prejuízo estimado é entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões. "Recebemos hoje [ontem] confirmação de que Limeira está na lista de prioridades", afirmou.
No entanto, ainda não se sabe quando e nem quanto será destinado a Limeira. "A expectativa é que contemple o todo necessário, mas o que não vir, o Município terá que fazer", complementa.
Segundo Pejon, devido à espera da ajuda federal é que a Prefeitura não iniciou as obras com recursos próprios, o que poderia transparecer que a cidade não precisa dos recursos federais. "A Prefeitura está atenta e de imediato estamos monitorando locais como cabeceiras de pontes e áreas com erosão. Não há situações como tráfego interrompido. Como tivemos uma precipitação de chuva gigantesca, tivemos problemas agravados, mas nada que precise de intervenção", explicou.
A expectativa é que o "socorro" federal seja decidido em poucos dias e Pejon lembra que o processo é bem mais rápido em relação às licitações, que podem levar meses. No entanto, algumas áreas precisarão de projetos para recuperação, caso da queda do asfalto sobre uma tubulação que passa no córrego do Jardim Glória. "Ali será necessário um trabalho mais amplo, possivelmente com autorização da Cetesb", disse.
Outras áreas que exigirão mais despesas citadas por ele são na Rua Santa Josefa e área do Mercado Modelo. "Se analisar bem, todos os pontos da cidade precisam de alguma obra, porque os problemas são subterrâneos e não temos como estimar". Nesta abrangência, as obras poderiam chegar a R$ 100 milhões.
Entre os pontos citados no relatório enviado ao Ministério como críticos na necessidade de recuperação estão a rotatória do Cecap, onde uma mulher morreu nos primeiros temporais do ano, além da Via Guilherme Dibbern e Jardim Glória.
Após o decreto de estado de emergência feito pelo prefeito Silvio Félix, há quase duas semanas, o Município continua a espera de verba para iniciar as obras de recuperação dos estragos causados pela chuva.
De acordo com o chefe de gabinete José Carlos Pejon, foi enviado ao Ministério da Integração Social e coordenadoria da Defesa Civil do Estado um relatório sobre os impactos na cidade, que atestam a necessidade da verba para obras. O prejuízo estimado é entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões. "Recebemos hoje [ontem] confirmação de que Limeira está na lista de prioridades", afirmou.
No entanto, ainda não se sabe quando e nem quanto será destinado a Limeira. "A expectativa é que contemple o todo necessário, mas o que não vir, o Município terá que fazer", complementa.
Segundo Pejon, devido à espera da ajuda federal é que a Prefeitura não iniciou as obras com recursos próprios, o que poderia transparecer que a cidade não precisa dos recursos federais. "A Prefeitura está atenta e de imediato estamos monitorando locais como cabeceiras de pontes e áreas com erosão. Não há situações como tráfego interrompido. Como tivemos uma precipitação de chuva gigantesca, tivemos problemas agravados, mas nada que precise de intervenção", explicou.
A expectativa é que o "socorro" federal seja decidido em poucos dias e Pejon lembra que o processo é bem mais rápido em relação às licitações, que podem levar meses. No entanto, algumas áreas precisarão de projetos para recuperação, caso da queda do asfalto sobre uma tubulação que passa no córrego do Jardim Glória. "Ali será necessário um trabalho mais amplo, possivelmente com autorização da Cetesb", disse.
Outras áreas que exigirão mais despesas citadas por ele são na Rua Santa Josefa e área do Mercado Modelo. "Se analisar bem, todos os pontos da cidade precisam de alguma obra, porque os problemas são subterrâneos e não temos como estimar". Nesta abrangência, as obras poderiam chegar a R$ 100 milhões.
Entre os pontos citados no relatório enviado ao Ministério como críticos na necessidade de recuperação estão a rotatória do Cecap, onde uma mulher morreu nos primeiros temporais do ano, além da Via Guilherme Dibbern e Jardim Glória.
Dia seguinte da chuva foi de limpeza e retirada de árvores; lixo ainda é problema
Daíza Lacerda
A chuva de anteontem deixou, além do susto, um dia de muito trabalho nos locais afetados com alagamentos e enxurradas, tanto para a limpeza como para a retirada de árvores. Choveu anteontem o correspondente a 71 milímetros (mm), a maior precipitação do mês, além de ventos que chegaram a 38,5 km/h.
Além desses transtornos, cerca de 18 mil clientes da Elektro, concessionária de energia elétrica, tiveram o fornecimento de energia interrompido em várias áreas da cidade, durante quatro horas, devido a raios e quedas de árvores.
No Conselho Tutelar, que fica na Rua Capitão Bernardes Silva, a água chegou a 30 centímetros de altura e molhou arquivos de processos, além de cinco computadores. De acordo com a conselheira Neuda Maria de Souza Martins, a manhã de ontem foi de muito trabalho para tirar a sujeira e lavar o local. A falta dos computadores também comprometeu o atendimento. “Até atendemos, mas não tivemos como emitir ofícios. Já informamos à juíza a situação e pedidos uma semana para a normalização dos trabalhos”, explicou.
De acordo com Neuda, é a primeira vez que o local tem enchente, o que decorreu devido à cheia do Ribeirão Tatu. O prédio tinha manutenções previstas no telhado e calhas. Foi pedida uma revisão geral nas dependências.
A conselheira pede compreensão de quem precisar do trabalho do órgão, já que é preciso esperar que os computadores sequem para saber quais os danos. Quanto aos processos, ela enfatiza que, apesar de molhados, nenhum foi perdido. “Acredito que em dois dias o trabalho seja normalizado. Para isso, espero que não tenhamos mais imprevistos”, disse.
PERIGO NO CÓRREGO
A Rua José de Michielli, na divisa do Jardim Glória e Manoel Francisco, onde parte do asfalto cedeu sobre uma tubulação que passa por um córrego, foi na tarde de ontem motivo de curiosidade dos moradores e interesse perigoso das crianças.
A dona de casa Elenice Gomieres de Souza, 42, preocupa-se com a situação. “O problema agora é o início das aulas. A movimentação dos moradores daqui é toda para o sentido do Glória, principalmente para ir à escola. A rua era a principal via de acesso. Só espero que o conserto não demore tanto como o da Ponte Preta”, disse.
Elenice lembra, no entanto, que os trabalhos de alargamento do córrego e colocação de pedras nas extremidades com a rua, feitos na semana passada, melhoraram muito a situação, embora uma das ruas que fazem margem (Oscar Ferreira dos Santos), apresente rachaduras.
Já a moradora Maria Aparecida Amalf, 61, se preocupa com o poste que ficou na estreita passagem da calçada que não cedeu. “Está perigoso, se cair será outra tragédia”, comentou.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Miquéas Balmant, a passagem foi um dos locais de situação mais grave, além da queda de alguns muros e outros danos em vias públicas no Centro, Cecap e Jardim Santa Eulália.
Balmant explica que a Defesa Civil está em alerta, e que, apesar das ocorrências, não foram necessários desalojamentos. “Ainda assim é importante que as pessoas tenham atenção com a estrutura de suas casas, na parede, teto e telhados. Se a limpeza das vias de escoamento da casa já foi feita, deve ser feita também após a chuva”.
QUEDA DE ÁRVORES
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Domingos Furgione, nem todas as árvores caídas (18) foram retiradas ontem. “A retirada obedece a algumas prioridades. A primeira é se coloca vidas em risco, como quando a árvore cai sobre uma casa ou rede elétrica. A segunda é se obstrui vias públicas, interferindo na passagem de veículos e pessoas”, explicou.
De acordo com ele, as quedas diminuíram 50% em relação ao ano passado. “Começamos um trabalho preventivo em maio passado, vistoriando árvores de médio e grande portes em todos os bairros. A cidade tem cerca de 55 mil delas, e o trabalho continua neste ano”, disse.
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
A chuva de anteontem deixou, além do susto, um dia de muito trabalho nos locais afetados com alagamentos e enxurradas, tanto para a limpeza como para a retirada de árvores. Choveu anteontem o correspondente a 71 milímetros (mm), a maior precipitação do mês, além de ventos que chegaram a 38,5 km/h.
Além desses transtornos, cerca de 18 mil clientes da Elektro, concessionária de energia elétrica, tiveram o fornecimento de energia interrompido em várias áreas da cidade, durante quatro horas, devido a raios e quedas de árvores.
No Conselho Tutelar, que fica na Rua Capitão Bernardes Silva, a água chegou a 30 centímetros de altura e molhou arquivos de processos, além de cinco computadores. De acordo com a conselheira Neuda Maria de Souza Martins, a manhã de ontem foi de muito trabalho para tirar a sujeira e lavar o local. A falta dos computadores também comprometeu o atendimento. “Até atendemos, mas não tivemos como emitir ofícios. Já informamos à juíza a situação e pedidos uma semana para a normalização dos trabalhos”, explicou.
De acordo com Neuda, é a primeira vez que o local tem enchente, o que decorreu devido à cheia do Ribeirão Tatu. O prédio tinha manutenções previstas no telhado e calhas. Foi pedida uma revisão geral nas dependências.
A conselheira pede compreensão de quem precisar do trabalho do órgão, já que é preciso esperar que os computadores sequem para saber quais os danos. Quanto aos processos, ela enfatiza que, apesar de molhados, nenhum foi perdido. “Acredito que em dois dias o trabalho seja normalizado. Para isso, espero que não tenhamos mais imprevistos”, disse.
PERIGO NO CÓRREGO
A Rua José de Michielli, na divisa do Jardim Glória e Manoel Francisco, onde parte do asfalto cedeu sobre uma tubulação que passa por um córrego, foi na tarde de ontem motivo de curiosidade dos moradores e interesse perigoso das crianças.
A dona de casa Elenice Gomieres de Souza, 42, preocupa-se com a situação. “O problema agora é o início das aulas. A movimentação dos moradores daqui é toda para o sentido do Glória, principalmente para ir à escola. A rua era a principal via de acesso. Só espero que o conserto não demore tanto como o da Ponte Preta”, disse.
Elenice lembra, no entanto, que os trabalhos de alargamento do córrego e colocação de pedras nas extremidades com a rua, feitos na semana passada, melhoraram muito a situação, embora uma das ruas que fazem margem (Oscar Ferreira dos Santos), apresente rachaduras.
Já a moradora Maria Aparecida Amalf, 61, se preocupa com o poste que ficou na estreita passagem da calçada que não cedeu. “Está perigoso, se cair será outra tragédia”, comentou.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Miquéas Balmant, a passagem foi um dos locais de situação mais grave, além da queda de alguns muros e outros danos em vias públicas no Centro, Cecap e Jardim Santa Eulália.
Balmant explica que a Defesa Civil está em alerta, e que, apesar das ocorrências, não foram necessários desalojamentos. “Ainda assim é importante que as pessoas tenham atenção com a estrutura de suas casas, na parede, teto e telhados. Se a limpeza das vias de escoamento da casa já foi feita, deve ser feita também após a chuva”.
QUEDA DE ÁRVORES
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Domingos Furgione, nem todas as árvores caídas (18) foram retiradas ontem. “A retirada obedece a algumas prioridades. A primeira é se coloca vidas em risco, como quando a árvore cai sobre uma casa ou rede elétrica. A segunda é se obstrui vias públicas, interferindo na passagem de veículos e pessoas”, explicou.
De acordo com ele, as quedas diminuíram 50% em relação ao ano passado. “Começamos um trabalho preventivo em maio passado, vistoriando árvores de médio e grande portes em todos os bairros. A cidade tem cerca de 55 mil delas, e o trabalho continua neste ano”, disse.
Autoridades fazem apelo para que a população destine lixo corretamente
Tanto o coordenador da Defesa Civil, Miquéas Balmant, como o secretário de Meio Ambiente, Domingos Furgione, enfatizaram a necessidade de atenção com o lixo, já que anteontem foi grande a quantidade de sacos levados pela chuva.
“O lixo contribui no somatório de problemas e na redução da capacidade de escoamento. Não é para ser deixado no chão”, disse Balmant.
Furgione cita que o perigo vai além. “Encontramos sofás, geladeiras e fogões dentro de galerias pluviais, além do lixo doméstico em sacos. Não se deve colocar o lixo nem antes, nem depois, mas no horário de passagem da coleta”, orienta Furgione.
O uso de lixeiras também é outro meio de impedir que a enxurrada leve os sacos de lixo e que estes parem em locais de escoamento de água.
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
Chuva causa estragos e assusta Limeira novamente
Daíza Lacerda
O mês de janeiro não se despediu sem antes deixar mais estragos causados pela forte chuva, desta vez no início da noite de ontem. Além das pancadas, ventania e granizo completaram o cenário de pânico para quem estava na rua.
No Centro, houve queda de energia e semáforos pararam de funcionar. A enxurrada levou vários sacos de lixo pelas ruas e derrubou motocicletas, além do toldo de um estabelecimento. Caíram ainda parte das paredes da antiga Pitler, junto ao local onde será implantado o shopping popular, próximo ao terminal urbano. A estrutura seria conservada na construção do empreendimento
Na Avenida Laranjeiras, local frequentemente afetado nessas ocasiões, um carro teve as rodas cobertas pela água, enquanto outros motoristas ficaram ilhados nas vias de acesso à rotatória do viaduto Francisco D'Andrea. Um motorista tentou atravessar a Ponte Preta e teve o carro submerso.
Outros pontos comuns de alagamento também ficaram intransitáveis, como a Avenida Campinas e baixada do Centro. A sede do Conselho Tutelar, junto ao NAI, na Rua Capitão Bernardes, foi um dos imóveis alagados nesta região.
Até o fechamento desta edição não havia informações sobre o volume de chuva registrado.
OCORRÊNCIAS
Queda de árvores e destelhamentos estavam entre as ocorrências mais numerosas da Defesa Civil. Árvores caíram no Centro, Vila São Cristóvam, Jardim Boa Esperança, Via Guilherme Dibbern e Marginal Tatu, além de alagamentos em residências provocados por infiltrações. Esta situação foi registrada no Jardim São Paulo, Vila Glória e Montezuma, além da queda de um muro no Jardim Nova Suíça. A escola José Paulino também sofreu alagamento devido às infiltrações.
O isolamento de tráfego também foi feito em algumas áreas, como na rotatória de acesso ao Cecap, local onde a enxurrada causou uma morte no início de janeiro. No bairro, a chuva levou um pedaço do asfalto na Rua Dario Roland.
Permaneceram em alerta os bairros José Cortez e Nova Conquista, além da Vila Glória, onde a chuva levou todo o asfalto da Rua João de Micheli, que era passagem entre o bairro e o Jardim Manoel Francisco.
QUEDA DE ENERGIA
De acordo com a assessoria da Elektro, concessionária de energia elétrica em Limeira, dois alimentadores foram desligados por incidência de raios. "Várias equipes foram deslocadas para Limeira para restabelecer o mais rápido possível o fornecimento de energia", informou.
A assessoria não forneceu dados das ocorrências nos bairros, mas, de acordo com um agente da Elektro ouvido pela Gazeta, a falta de energia na área central foi devido à queda da árvore em frente ao atual prédio do Procon, ao lado do zoológico, no Centro.
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
O mês de janeiro não se despediu sem antes deixar mais estragos causados pela forte chuva, desta vez no início da noite de ontem. Além das pancadas, ventania e granizo completaram o cenário de pânico para quem estava na rua.
No Centro, houve queda de energia e semáforos pararam de funcionar. A enxurrada levou vários sacos de lixo pelas ruas e derrubou motocicletas, além do toldo de um estabelecimento. Caíram ainda parte das paredes da antiga Pitler, junto ao local onde será implantado o shopping popular, próximo ao terminal urbano. A estrutura seria conservada na construção do empreendimento
Na Avenida Laranjeiras, local frequentemente afetado nessas ocasiões, um carro teve as rodas cobertas pela água, enquanto outros motoristas ficaram ilhados nas vias de acesso à rotatória do viaduto Francisco D'Andrea. Um motorista tentou atravessar a Ponte Preta e teve o carro submerso.
Outros pontos comuns de alagamento também ficaram intransitáveis, como a Avenida Campinas e baixada do Centro. A sede do Conselho Tutelar, junto ao NAI, na Rua Capitão Bernardes, foi um dos imóveis alagados nesta região.
Até o fechamento desta edição não havia informações sobre o volume de chuva registrado.
OCORRÊNCIAS
Queda de árvores e destelhamentos estavam entre as ocorrências mais numerosas da Defesa Civil. Árvores caíram no Centro, Vila São Cristóvam, Jardim Boa Esperança, Via Guilherme Dibbern e Marginal Tatu, além de alagamentos em residências provocados por infiltrações. Esta situação foi registrada no Jardim São Paulo, Vila Glória e Montezuma, além da queda de um muro no Jardim Nova Suíça. A escola José Paulino também sofreu alagamento devido às infiltrações.
O isolamento de tráfego também foi feito em algumas áreas, como na rotatória de acesso ao Cecap, local onde a enxurrada causou uma morte no início de janeiro. No bairro, a chuva levou um pedaço do asfalto na Rua Dario Roland.
Permaneceram em alerta os bairros José Cortez e Nova Conquista, além da Vila Glória, onde a chuva levou todo o asfalto da Rua João de Micheli, que era passagem entre o bairro e o Jardim Manoel Francisco.
QUEDA DE ENERGIA
De acordo com a assessoria da Elektro, concessionária de energia elétrica em Limeira, dois alimentadores foram desligados por incidência de raios. "Várias equipes foram deslocadas para Limeira para restabelecer o mais rápido possível o fornecimento de energia", informou.
A assessoria não forneceu dados das ocorrências nos bairros, mas, de acordo com um agente da Elektro ouvido pela Gazeta, a falta de energia na área central foi devido à queda da árvore em frente ao atual prédio do Procon, ao lado do zoológico, no Centro.
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
Município decreta estado de emergência e obras poderão ser feitas sem licitação
Daíza Lacerda
Em decreto publicado ontem no Jornal Oficial, o prefeito Silvio Félix (PDT) declarou situação de emergência em Limeira, devido aos deslizamentos e alagamentos registrados nas últimas semanas. A medida é inédita na cidade.
Até então o Município estava em estado de atenção, e o de emergência é válido após comprovação dos desastres e riscos a partir de relatórios da Defesa Civil juntamente com outros órgãos. A medida autoriza as secretarias e autarquias a fazerem contratação direta, sem licitação, de serviços e obras necessárias para a recuperação dos locais afetados.
De acordo com o secretário de Obras e Serviços Urbanos, Celso José Gonçalves, deve ser feita amanhã uma reunião para mapear e avaliar todos os pontos críticos. "Para a necessidade de contratação direta existe um embasamento. É preciso justificativas para a solicitação direta dos serviços, com orçamentos, para identificar o que é, de fato, emergencial, e o que poderá ser feio por meio de licitação", explicou. Serão considerados também recursos do Estado e da União.
A situação, inédita na cidade, tem sido comum em toda a região, observou o secretário. Para a justificativa de emergência, serão analisados tanto os locais que precisam de conserto e recuperação, como os de prevenção de catástrofes, como novos alagamentos. "Para isso, é preciso também aval da Defesa Civil do Estado. As medidas a serem tomadas dependem de todas as secretarias, o que cada uma apontar como risco ou necessidade", completa Gonçalves.
O coordenador da Defesa Civil, Miquéas Balmant, também lembra que as obras dependem de um balanço entre todas as secretarias, mais do que da própria Defesa Civil. Cada área precisa apontar onde e como foi afetada e a partir daí poderemos agilizar o procedimento para recuperação das áreas afetadas.
SITUAÇÃO
A medida considera a situação imprevisível, já que as chuvas chegaram ao nível de 422 milímetros na primeira quinzena deste mês, com registro de danos em vias como a Lauro Corrêa da Silva, Guilherme Dibbern, Antônio Cruañes Filho (Anel Viário), e bairros como Portal das Rosas, Parque dos Sabiás, Novo Horizonte, Jardim Celina, Jardim Glória, Jardim Ipiranga, Boa Vista, Vila Piza e Cidade Jardim. Estragos também foram causados na rodovia Limeira-Artur Nogueira, na estrada do Bairro do Pinhal.
Alagamentos e desabamentos foram registrados em imóveis particulares e públicos, como a creche João Ary Cason, que teve afetada em sua estrutura o pátio, a quadra, um muro e o parque das crianças, conforme mostrou a Gazeta na quinta-feira.
O decreto considera ainda a vulnerabilidade social das famílias que tiveram danos com as chuvas, que receberam atendimento do Ceprosom.
PREJUÍZO
A Prefeitura estimou na semana passada que os desastres da chuva devem somar R$ 2,5 milhões aos cofres públicos, em locais que precisão que serviços sejam refeitos, como afundamento de asfalto. Além disso, obras em andamento também foram perdidas.
São orçados pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) em R$ 500 mil a compra de materiais, reparos e mão de obra, sobretudo nas galerias de águas pluviais. Já o prejuízo de R$ 2 milhões envolve serviços das áreas de Agricultura e Meio Ambiente, como revitalização de encostas e melhorias das estradas rurais, além do programa Tapa-Buraco e obras de contenção de barrancos. A retificação dos córregos está fora dessa estimativa.
Emenda que prevê situação
na Lei Orgânica é recente
A situação de emergência, que prevê simplificação dos processos, não era prevista na Lei Orgânica do Município até o ano passado, quando foi aprovada emenda apresentada pelo vereador Mário Botion (PR), posteriormente sancionada pelo prefeito Silvio Félix. A proposta considerava transtornos das chuvas do verão de 2009, que previa medidas de exceção para agilizar procedimentos de recuperação. A emenda prevê ainda o estado de calamidade pública, em última instância.
Em decreto publicado ontem no Jornal Oficial, o prefeito Silvio Félix (PDT) declarou situação de emergência em Limeira, devido aos deslizamentos e alagamentos registrados nas últimas semanas. A medida é inédita na cidade.
Até então o Município estava em estado de atenção, e o de emergência é válido após comprovação dos desastres e riscos a partir de relatórios da Defesa Civil juntamente com outros órgãos. A medida autoriza as secretarias e autarquias a fazerem contratação direta, sem licitação, de serviços e obras necessárias para a recuperação dos locais afetados.
De acordo com o secretário de Obras e Serviços Urbanos, Celso José Gonçalves, deve ser feita amanhã uma reunião para mapear e avaliar todos os pontos críticos. "Para a necessidade de contratação direta existe um embasamento. É preciso justificativas para a solicitação direta dos serviços, com orçamentos, para identificar o que é, de fato, emergencial, e o que poderá ser feio por meio de licitação", explicou. Serão considerados também recursos do Estado e da União.
A situação, inédita na cidade, tem sido comum em toda a região, observou o secretário. Para a justificativa de emergência, serão analisados tanto os locais que precisam de conserto e recuperação, como os de prevenção de catástrofes, como novos alagamentos. "Para isso, é preciso também aval da Defesa Civil do Estado. As medidas a serem tomadas dependem de todas as secretarias, o que cada uma apontar como risco ou necessidade", completa Gonçalves.
O coordenador da Defesa Civil, Miquéas Balmant, também lembra que as obras dependem de um balanço entre todas as secretarias, mais do que da própria Defesa Civil. Cada área precisa apontar onde e como foi afetada e a partir daí poderemos agilizar o procedimento para recuperação das áreas afetadas.
SITUAÇÃO
A medida considera a situação imprevisível, já que as chuvas chegaram ao nível de 422 milímetros na primeira quinzena deste mês, com registro de danos em vias como a Lauro Corrêa da Silva, Guilherme Dibbern, Antônio Cruañes Filho (Anel Viário), e bairros como Portal das Rosas, Parque dos Sabiás, Novo Horizonte, Jardim Celina, Jardim Glória, Jardim Ipiranga, Boa Vista, Vila Piza e Cidade Jardim. Estragos também foram causados na rodovia Limeira-Artur Nogueira, na estrada do Bairro do Pinhal.
Alagamentos e desabamentos foram registrados em imóveis particulares e públicos, como a creche João Ary Cason, que teve afetada em sua estrutura o pátio, a quadra, um muro e o parque das crianças, conforme mostrou a Gazeta na quinta-feira.
O decreto considera ainda a vulnerabilidade social das famílias que tiveram danos com as chuvas, que receberam atendimento do Ceprosom.
PREJUÍZO
A Prefeitura estimou na semana passada que os desastres da chuva devem somar R$ 2,5 milhões aos cofres públicos, em locais que precisão que serviços sejam refeitos, como afundamento de asfalto. Além disso, obras em andamento também foram perdidas.
São orçados pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) em R$ 500 mil a compra de materiais, reparos e mão de obra, sobretudo nas galerias de águas pluviais. Já o prejuízo de R$ 2 milhões envolve serviços das áreas de Agricultura e Meio Ambiente, como revitalização de encostas e melhorias das estradas rurais, além do programa Tapa-Buraco e obras de contenção de barrancos. A retificação dos córregos está fora dessa estimativa.
Emenda que prevê situação
na Lei Orgânica é recente
A situação de emergência, que prevê simplificação dos processos, não era prevista na Lei Orgânica do Município até o ano passado, quando foi aprovada emenda apresentada pelo vereador Mário Botion (PR), posteriormente sancionada pelo prefeito Silvio Félix. A proposta considerava transtornos das chuvas do verão de 2009, que previa medidas de exceção para agilizar procedimentos de recuperação. A emenda prevê ainda o estado de calamidade pública, em última instância.
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