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terça-feira, 30 de agosto de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Conselho da Juventude formula 45 propostas na 1ª conferência

Daíza Lacerda

Estruturado no ano passado, o Conselho Municipal da Juventude realizou no último sábado e domingo a 1ª Conferência Municipal de Políticas Públicas para a Juventude de Limeira, que reuniu representante de diversos segmentos.
Fernanda Moreira, presidente do Conselho, classificou o primeiro encontro como muito produtivo. “Não reunimos um grupo grande, mas bem representado, com lideranças de vários segmentos, que levantaram várias propostas”, disse ela, se referindo ao material que deve ser levado às conferências regional, estadual e nacional.
Áreas de trabalho, segurança e lazer foram algumas das abordadas pelos participantes, inclusive com moções de apelo. “Pudemos ver que o pessoal está bem afiado com as diretrizes . Foram formuladas 45 propostas, que serão levadas para as próximas conferências”. Foram ainda eleitos cerca de 30 delegados, que representarão Limeira na Conferência Regional, que acontece dia 18 de setembro, em Campinas.

PROPOSTAS
Representante do Movimento Universitário do PR Jovem, Pablo Augusto dos Santos Biazotto, 19, disse que a reunião foi de extrema importância. “Agora temos um texto-base, com vários pontos para apresentar em outras conferências”, avaliou. Entre as reivindicações para políticas públicas, está a bolsa de estudos universitária.
Kelly Cristiane Fagundes Alves, 18, representou a Pastoral da Juventude e gostou das propostas, além de apresentar outras pela pastoral. “Entre os projetos, prevemos incentivar a mobilidade urbana e meio ambiente, além do conselho deliberativo”, declara. Outra discussão foi em relação à maioridade penal e índice de violência entre jovens, sobretudo no trânsito.
Já Fernanda comemorou a participação de várias pessoas do Estado. “Isso agrega muito e discutimos políticas públicas, de jovem para jovem”, ressalta. Na pauta, a educação foi um dos itens de maior discussão. “O jovem não quer ser visto como futuro, mas como presente. Somos 30% da população brasileira, com poder de voto e de compra. É uma representatividade grande da sociedade”, finaliza.



Representantes discutiram propostas para a juventude, que serão levadas a outros encontros
Representantes discutiram propostas para a juventude, que serão levadas a outros encontros

Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa


domingo, 24 de julho de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Ao reescrever histórias, Casa da Criança completa 70 anos

Daíza Lacerda


Entidade atende 55 crianças e adolescentes de 0 a 18 anos, encaminhadas pela Justiça

A Casa da Criança Santa Terezinha comemora hoje 70 anos de atendimento, data de inauguração do prédio “Plácido Hipólyto Ribeiro”, onde são atendidas, hoje, 55 crianças e adolescentes.
Em setembro de 1941, o local começou a receber as primeiras crianças transferidas do Orfanato Santa Terezinha de Jesus, sediado no terreno da antiga Casa de Saúde, localizada na Rua Alferes Franco (atual Unimed).
Major José Levy Sobrinho era presidente do orfanato e a mudança teve contribuição do empresário Hypólito Pinto Ribeiro, proprietário da indústria de papelão Ribeiro & Parada.
Atual presidente da casa, Isabel Cristina Covaes Santos explica que no local são atendidos meninos de 0 a 2 anos (que depois são transferidos ao Lar do Moço) e meninas de 0 a 18 anos. As crianças chegam ao local devido a várias situações. Falta de condições, negligência familiar, situação de risco ou abandono são algumas delas. “Já chegamos a atender em nossa capacidade máxima, que é de 70 crianças e jovens”, diz ela, reiterando que todo encaminhamento é feito pelo Conselho Tutelar e Vara da Infância e Juventude. Ela estima, que em todos esses anos, devem ter passado pela casa cerca de 3,5 mil crianças.

VIDA NOVA
Apesar das dificuldades familiares que levam as jovens ao local, na casa elas recebem todo tipo de assistência, principalmente estudos. “Há suporte psicológico, assistência médica e social. Programamos também vários eventos das quais participam, além do encaminhamento ao trabalho, quando completam 16 anos”, lista Isabel.
De fato, tristeza não combina com a “cara” do prédio. A ocupação e o “jeitinho” feminino é visível nos quartos, divididos por faixas etárias. Bonecas, ursos e, claro, um pouco de bagunça. “Hoje elas saíram para um passeio e não deu tempo de arrumar muita coisa”, justificou a coordenadora Marta Puzzi Moreno. Ela explica que a saída das meninas é inconstante e relativa. “Há anos em que predominam as adoções. Em outros, é o retorno para a família, quando são atestadas as condições de retomar a guarda”.

DEMANDA E RECEITA
Nas primeiras décadas, o local contava com a própria escola, além dos cuidados de freira, até os anos 1980. Atualmente, dos atendidos, 16 tem até 4 anos, 18 têm de 4 a 10 anos e 21 meninas têm de 10 a 18 anos.
A receita é 40% de verbas municipal, estadual e federal, e o restante é por conta da própria entidade. “Desde 2008 contamos com associados, que contribuem mensalmente. A receita da Nota Fiscal Paulista também ajudou muito. Somos a 8ª intituição no Estado que mais arrecada com cupons fiscais. Também promovemos eventos para arrecadação”, explica a presidente.
Apesar das contas em dia, dificuldades sempre aparecem. “Agora, por exemplo, estamos precisando de móveis, como camas e guarda-roupas, porque nossa clientela cresceu”. Mas mesmo com alguns percalços, ressalta a presidente, a Casa da Criança se mantém forte no intuito de oferecer uma vida digna e feliz para suas crianças e jovens.
A comemoração do aniversário será em evento marcado para o dia 13 de agosto, às 9h, na sede. Haverá missa, seguida de uma cerimônia, em que serão homenageados ex-presidentes e outros voluntários que contribuíram e contribuem para o desenvolvimento e a manutenção da instituição.

Jovem divide sonho de trabalhar em empresa com a vida artística

Uma das jovens contou à reportagem as suas percepções sobre o seu lar atual. Ela tem 14 anos e mora na casa desde os 11, com outros três irmãos mais novos.
“Quem está do lado de fora, imagina que é uma prisão, um bicho de sete cabeças. Eu também pensava e não queria vir no começo. Mas, agora, quero ficar aqui e só sair quando estiver preparada para a vida. Sinto-me em casa, como se a equipe fosse a minha mãe e as meninas, minhas irmãs”.
Ela fala ainda do companheirismo entre as meninas, tanto quando uma chega à casa quanto uma dessas irmãs de consideração deixam o local para começar uma nova história. “Quando chega alguém, mostramos que podem contar conosco. Quando alguém vai embora, choramos bastante. Mas ficamos felizes quando são acolhidas por novas famílias”, declara.
Ela, que prefere não ser adotada, imagina um dia trabalhar numa empresa. Sonho este dividido com a vida artística, da qual pegou gosto participando de oficinas culturais em uma das parcerias da instituição. Teatro, dança, arte circense, música, ética e cidadania e encaminhamento ao mercado de trabalho são algumas das atividades que preenchem os seus dias.
A assistente social Ana Lúcia Massari explica que familiares podem visitar as crianças no local e que a saída também depende de ordem judicial. “Há um trabalho na tentativa de reorganização da família, mas a maioria é de casos difíceis com dependência química e alcoólica. Aqui prestamos atendimento mais próximo possível de uma casa, um verdadeiro lar. (DL)


Tia To: 27 anos de dedicação no voluntariado

No fundo da sala pequena, cheia de livros e cadernos, entre carteiras e estudantes terminando exercícios, fica Maria Jacon Dibbern, conhecida como Tia To. Prestes a completar 80 anos de idade, a professora aposentada se dedica há 27 anos na Casa da Criança. “Dei aula em várias escolas de Limeira e, quando aposentei, com 49 anos, a assistente social, na época em que Dalva Ragazzo era a presidente, falou da necessidade de uma professora aqui. Aceitei, afinal, o que iria fazer em casa?”.
Tia To, que ensinou o be-a-bá a inúmeras crianças, não se imagina sem o expediente diário e, às vezes, ao final de semana, dedicado às meninas. “Gosto muito dessas crianças. Não teria coragem de sair daqui. Sempre fui bem recebida por todos, inclusive os funcionários. O que posso fazer, faço, como a parte da mãe no reforço dos estudos. Também arrumo suas coisas, deixo as bolsas e cadernos em ordem, lápis apontados”.
Ela não dá moleza para a tristeza e alega ser enérgica nas aulas, o que se tornou marca própria com os alunos. “Mostro a elas que é preciso ser forte para que amanhã estejam bem, tenham um bom futuro. Elas têm de sair daqui fortes”.
Apesar da reunião na sala, o reforço é dado individualmente, já que cada criança está numa série e, mesmo as que estão no mesmo ano, ficam em classes diferentes, com atividades variadas. Para Tia To, o trabalho se mostra como uma verdadeira missão. “É gratificante. Já encontrei muitas que saíram daqui e vi que o trabalho não foi em vão”. (DL)


Publicado na Gazeta de Limeira.


sexta-feira, 22 de julho de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Movimentação de jovens “fecha” rua e atrapalha trânsito

Daíza Lacerda


Às quartas-feiras à noite, os moradores da Rua Vereador João Kuntz Busch e imediações, no final da Rua Tiradentes, ficam “ilhados”. A presença de jovens é tão massiva que chega a fechar a rua e prejudicar a passagem de veículos.
“Ninguém passa e, quando amanhece, a rua está cheia de lixo, como papéis, bitucas de cigarro e garrafas de bebidas”, disse um morador que preferiu não se identificar. Segundo ele, o consumo de drogas também é frequente nessas ocasiões. “Há seis meses que vivo aqui e esta é a situação. São pelo menos mil jovens, que devem ter no máximo 15 anos de idade”, estima. Ele acrescenta, ainda, que a Polícia Militar vai ao local algumas vezes, mas o problema persiste.
A área, que já era problemática às sextas-feiras, teve o problema intensificado às quartas, sobretudo desde o início das férias. “Começa às 20h30 e vai até depois das 22h. Atrapalha muito a passagem, os moradores ficam num verdadeiro cárcere privado, pois não têm como passar. Isso intervém no direito de ir e vir, pois o meu direito começa quando acaba o do outro. O local dessas pessoas é na calçada, e não na rua. E não há fiscalização”, disse M.M.J., 30, que passa diariamente pelo local.
Sabendo da situação, o aposentado Antônio Carlos Massaro, 74, já evita passar pelo local. “Dou a volta pelo posto, mas evito sempre que possível, porque a passagem é difícil”, declarou.
Em relação ao problema a Prefeitura explicou, por meio da Secretaria de Comunicações, que “a responsabilidade principal é da Polícia Militar, pois envolve pessoas e não tanto os veículos”. Já em relação ao tráfego, “a Secretaria dos Transportes informou que fiscaliza irregularidades de veículos em trânsito ou estacionados, mas não compete a ela fiscalizar o comportamento dos jovens, uma vez que não é possível aplicar multas aos pedestres”. Já a Guarda Municipal (GM) explicou que “realiza rondas no local, mas quanto ao trânsito não compete a ela”.




Via, próxima do final da Rua Tiradentes, fica intrasitável com presença de jovens
Via, próxima do final da Rua Tiradentes, fica intrasitável com presença de jovens


Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa