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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Nova afiliada da Record, TVB terá ênfase na programação jornalística

Daíza Lacerda

A TVB é transmitida desde anteontem, na região de Campinas, pela Rede Record, emissora à qual é a nova afiliada. A mudança agrega, além de novas cidades (eram 49 e agora são 60), mudanças na grade jornalística, que será potencializada. A expansão a torna maior em abrangência na região de Campinas, atingindo 5,1 milhões de habitantes.
De acordo com a superintendente da afiliada, Cláudia Rei, a nova emissora enxergou o potencial de crescimento local em audiência, o que proporcionará maior espaço para a região na grade. “Toda essa mudança vem acompanhada de investimentos em equipes, novos cenários, tecnologia de transmissão e inovações na grade de programas, principalmente no jornalismo, que têm um aumento considerável de tempo quando migrados para a Rede Record”, explica.
Como reforço, foi dobrado o número de equipes de jornalismo, que agora são oito, embora a estrutura administrativa permaneça a mesma. A produção de programas locais também é outro fator de liderança. “Temos a possibilidade de, em 2011, além do aumento previsto na transmissão do jornalismo, iniciar novos projetos”, finaliza.
Por enquanto, a transmissão em alta definição é feita só para Campinas. Mas Cláudia lembra que será investido em equipamentos para produção digital, o que deverá ter expansão no sinal.
Os horários de retransmissão regional terão o programa Balanço Geral das 12h30 às 14h, e das 14h às 14h30, o Notícias em Debate, que foi mantido. Das 19h30 às 20h30, é exibido o SP Record. A programação esportiva foi integrada aos jornais e a de entretenimento, aos sábados e domingos, também foi mantida, com programas como Circuito Fechado e Paulo Leoni.

SINAL
O sinal estava programado para ser sintonizado no canal 45 da TV aberta, mas os telespectadores não conseguiram assistir à transmissão. Ontem, a área responsável confirmou que o canal em Limeira permanecerá o 31, da Record, agora com a programação regional da TVB. Em Iracemápolis, Cordeirópolis e Engenheiro Coelho a sintonia com a Record e TVB também será pelo canal 31.
Segundo a área técnica, o ajuste foi feito de anteontem para ontem.
Já o sinal do SBT continua no mesmo canal, o 17 na TV aberta, conforme a área de engenharia da emissora. No horário em que a programação da afiliada era transmitida, agora será veiculada a grade de São Paulo. Futuramente o canal do SBT será alterado para o 29, de Campinas, mas devido ao remanejamento da transmissão, previsto pela Anatel, com a transmissão em alta definição.

Publicado na Gazeta de Limeira.

sexta-feira, 28 de maio de 2010 | By: Daíza de Carvalho

Limeira já possui sinal de TV digital da Globo; transmissão será oficializada nesta segunda

Daíza Lacerda

A era da imagem de alta definição já chegou a Limeira. Em correção à informação publicada ontem sobre a transmissão digital, o sinal já existe na cidade, e em área bastante extensa, partindo da antena da EPTV, retransmissora da TV Globo.

A transmissão em caráter definitivo e oficial acontecerá nesta segunda-feira, mas quem possui TV com o receptor do sinal ou conversor digital acoplado ao aparelho já pode conferir novelas, telejornais, alguns filmes e até jogos de futebol em alta definição, na programação aberta.
O engenheiro técnico de projetos da EPTV, Paulo Beghini, responsável pela implementação, explica que o sinal está em fase de testes, mas já está no ar. “Até segunda-feira, está sujeito a cortes, mas abrange toda a cidade, podendo até alcançar outras localidades”, afirma. Caso contrário, serão posteriormente instalados reforçadores de sinais nessas cidades. Algumas regiões, devido à topografia, poderão também ter falhas, o que será trabalhado. “As áreas de sombra serão estudadas, mas, a princípio, todas que recebem o sinal analógico com antena UHF também terão alcance do digital”, diz Beghini.
Além de Limeira, a implantação oficial do sinal será feita ainda em Piracicaba, Amparo, Indaiatuba e Mogi Guaçu. Informações sobre o sistema e mapa de abrangência da região podem ser conferidos no site www.eptv.com/tvdigital

42, 43 e 20
A transmissão digital da TV Globo funciona no canal 42, enquanto o analógico funcionará no 43, em substituição ao 20, conforme testes iniciados neste mês. “Tivemos alguns problemas técnicos inesperados durante a implementação desse novo canal, que foram solucionados.
Para evitar alguma outra falha, funcionará paralelamente ao canal 20, até este ser desativado”, explica o engenheiro.
A previsão é de que o canal 20 seja desligado após a Copa. A alteração de canais, que será feita em todo o Estado, foi solicitada pelo Ministério das Comunicações, como adequação à implementação dos canais digitais.
Embora o canal digital “físico” da Globo seja o 42, Beghini lembra que poderá aparecer na exibição referência como canal 12.1 EPTV HD, que é o canal “virtual.

DEFINIÇÃO
O cinegrafista Márcio Magrin, 39, tem pesquisado há meses sobre o sinal na cidade, através de um fórum de limeirenses na internet.
Há cerca de um mês, soube dos testes de transmissão e, munido do conversor digital há duas semanas, já pode conferir a mudança na programação de alta definição. “Tinha um nível de sinal alto, ainda por Campinas, mas [ante]ontem o sinal estava mais forte, quando nos assustamos com o salto na qualidade”, diz.
A esposa também atesta a diferença. “É outra coisa assistir novela, jornal e jogo de futebol.
Dá pra ver os poros dos apresentadores. É qualidade sem precisar pagar”, diz a fotógrafa Ivone Magrin.
Os conversores em geral possuem o mesmo “sistema”, comum na programação fechada, com exibição de informações sobre o programa em exibição, como descrição e horários de início e término.
O casal, que mora próximo à antena retransmissora, conferiu ainda alguns programas da TVB (canal digital 16) e Bandeirantes (28, no sistema digital), com direcionamento de Campinas.

Publicado na Gazeta de Limeira.
quinta-feira, 27 de maio de 2010 | By: Daíza de Carvalho

Enquanto TV digital se estabelece, transmissão em 3D ainda engatinha

Daíza Lacerda

A transmissão experimental em três dimensões (3D) no último domingo do programa Pânico, da Rede TV, contribuiu com a especulação da mais nova tecnologia, mal o mercado se habituou às exibições digitais e infinidade de aparelhos (LCD, LED, plasma).

Cultuada como a primeira transmissão de TV aberta mundial do tipo, os testes são feitos por outras emissoras, com planos de exibição para a Copa. O que há de concreto, no entanto, é que até esta tecnologia se tornar comum nas salas domésticas, as emissoras ainda terão trabalho e os interessados devem preparar o bolso.
A estimativa é do professor Rangel Arthur, do curso em Tecnologia em Sistemas de Telecomunicações da Faculdade de Tecnologia (FT/Unicamp). Doutor em TV Digital, ele explica que a exibição em 3D reproduz duas imagens que, filtradas pelos óculos, dão o efeito de profundidade. Para essa "transmissão dupla", as emissoras precisariam driblar o limite da faixa de sinal, o que a banda suporta: a exibição em alta definição ou a 3D, que seria a "duplicada", sem a mesma qualidade, mas que exige o espaço.
"É o que foi feito na exibição do programa. Dividiram o mesmo canal em duas partes e abriram mão de maior qualidade de imagem", explica. Os sinais, sobrepostos para o efeito 3D, tinham a qualidade de DVD, que é inferior ao de alta definição. A transmissão plena deve demorar até a mudança de tecnologia do atual padrão de compressão.
São dois modelos de óculos para assistir em 3D. Os passivos, com uma das "lentes" azul e a outra vermelha, funcionam como os dois sensores (assim como cada olho para o que enxergamos), cujos sinais combinados refletem a imagem tridimensional. "Sem os óculos, vemos a imagem borrada. Há ainda os óculos ativos, que proporcionam melhor sensação, já que funcionam em sincronia com as cenas do filme. Mas o custo também é mais alto", lembra.

CINEMA EM CASA
Se a situação parece muito complicada para as transmissões, é, de certa forma, mais acessível para assistir filmes em blu-ray na sala com a tecnologia dos cinemas avançados. A TV para isso já existe, mas, no Brasil, só por encomenda e a módicos R$ 10 mil para modelos de 46 polegadas. Ou seja: existe, mas ainda é caro.
O conjunto, também necessário para receber as futuras transmissões de canais em 3D, vem com a TV, o aparelho que permite o efeito e reproduz a mídia, o óculos, além de um filme de demonstração. Só o aparelho de TV custa em média R$ 8 mil.
"Não é qualquer TV que pode reproduzir. O equipamento deverá ter uma capacidade especial, suportando as duas faixas de exibição", explica.
Embora a popularização da tecnologia tenha se dado sobretudo com produções atuais, como Avatar, em que produtoras investem em softwares para os efeitos, a ideia de filmes em 3D é de longa data. O primeiro, "The power of love", é de 1922, época em que o formato não se mostrava interessante para a indústria.
Com o desenvolvimento tecnológico, além de o 3D ser o filão e foco dos investimentos nos cinema, Arthur sugere que pode ser bem aproveitado na educação. "Pode ajudar no aprendizado se imaginarmos a inserção do aluno no mundo da matemática, por exemplo, com maior interação através das formas e conceitos", diz.

TV DIGITAL
Até a imagem 3D virar realidade, outro processo ainda engatinha: o da implantação da transmissão digital, que ainda não chegou a Limeira. "A estimativa é de que a transmissão analógica termine até 2016, quando a digital abranger as residências por completo. Quando isso acontecer, os canais analógicos concedidos às emissoras serão devolvidos ao governo", diz.
Um dos entraves do processo era o custo que, assim com as TVs mais finas, tiveram queda. Os transmissores, que custavam média de R$ 500 mil, já estão entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, conforme o professor.


Publicado na Gazeta de Limeira.