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domingo, 13 de novembro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Os presentes do santo de casa

Daíza Lacerda
Especial para o Jornal da Mulher


Distante 70 km de Limeira, São Pedro tem gastronomia, lazer e aventura como opções




Cristo no alto da Serra em São Pedro, de onde é possível ver cidades da região
Cristo no alto da Serra em São Pedro



Agenda do dia: acordar num hotel fazenda, com o canto dos pássaros no sossego e clima ameno do interior. Antes de definir as atividades, que tal apreciar um waffle em massa fresquinha, com cobertura a gosto (mel, chocolote... ou os dois!). Se a típica tentação norte-americana não for a preferência, assim como os ovos mexidos - sequinhos, com frios e vegetais - o clássico café com leite, suco, pães e bolos caseiros também ajudam a começar bem o dia.
Para os mais sossegados, a pesca. Para a criançada, piscina e brincadeiras. Para os aventureiros, tirolesa e saltos de parapente. Para todos, cachoeiras, e entre uma escolha e outra, o almoço com comida caseira ou apreciação de petisco com uma bela visão da região, do alto da Serra do Itaqueri.
O pacote com tudo isso fica a apenas uma hora de viagem de Limeira, na cidade de São Pedro. Para além da vizinha Águas de São Pedro, a cidade de 60 mil habitantes é de localização privilegiada numa serra com várias opções de cachoeiras. Além da diversão, a gastronomia também é especial para receber o visitante.
Confira o roteiro preparado pelo Jornal da Mulher e programe o seu final de semana, feriados ou até mesmo as festas de final de ano.

Hospedagem na natureza

Inicialmente uma fazenda de pecuária, o Hotel Fazenda São João tem opções para todos os gostos nos 130 mil m² de muito verde. Além das cinco piscinas, o contato com a natureza é garantido num lago para pesca e atividades como passeio à cavalo. Massagens, área própria para crianças e o cantinho da mamãe, uma cozinha à disposição para preparar a refeição ou vitamina dos pequenos, também fazem parte da infraestrutura. Se a viagem é de negócios, o hotel também oferece 17 salas para reuniões ou convenções, para receber de 16 a 450 pessoas.
Sérgio Passos, presidente do empreendimento, lembra que a maioria dos hóspedes é formada por moradores do litoral, capital e ABC. Mas este panorama tem apresentado mudanças. "Percebemos cada vez mais o aumento da presença de pessoas da região. Acreditamos que é uma tendência, já que a pessoas que procuram descanso não querem passar tanto tempo na estrada ou dependendo de voos", justifica.
São 113 apartamentos equipados com TV, ar condicionado, frigobar, som e aquecimento central. Crianças até 12 anos podem garantir gratuidade da diária, ao integrar a "Turminha do Bem". Basta fazer uma doação para entidades assistidas na região, em produtos que variam de acordo com a época (brinquedos, material escolar ou itens de higiene).
O grupo detém ainda a agência Vitur, de turismo receptivo, em iniciativa inovadora. Além de transportar grupos do hotel às atrações da cidade, também recepcionam os visitantes do município, para conhecerem um pouco mais sobre São Pedro.



Hotel Fazenda São João: conforto e diversão em meio a natureza
Hotel Fazenda São João: conforto e diversão em meio a natureza



Gastronomia agrada com mãos
experientes e ideias inovadoras

Aos 74 anos de idade, Zulmira Maria de Assis faz a alegria dos hóspedes que começam o dia a procura de delícias culinárias. Ela está há 34 anos no Hotel Fazenda São João e a sua agilidade no manejo de ingredientes e panelas não deixa dúvidas sobre a experiência na cozinha. "Comecei como copeira, até chegar à cozinha e confeitaria", diz ela, que é natural de Natal-RN e nunca fez cursos. "Aprendi trabalhando", reforça, entre um prato de ovos mexidos e outro, um dos sucessos da manhã.
A outra preparação campeã de Zulmira são os waffles. Nos dias mais agitados, quando a sua jornada começa por volta das 5h, chega a assar 120 massas. A preparação é feita na confeitaria, com ovo, farinha de trigo, polvilho, manteiga, leite e fermento que, com as medidas certas e toque especial, ofuscam as outras (muitas) opções para o desjejum. Mel, chocolate, doce de leite ou leite consensado: o hóspede escolhe qual o melhor acompanhamento para o waffle. Difícil é ficar só no primeiro.
Se a experiência e toque caseiro são os diferenciais de Zulmira, a inovação também tem lugar na gastronomia do Hotel Fazenda São João, em culinária que já rendeu prêmios.
Na união de cores e sabores, numa combinação saborosa e equilibrada de vitaminas, a receita do filé de tilápia ao molho de jaracatiá com purê de mandioquinha, desenvolvido pelo chef Marcos Roberto e pela nutricionista Giovana de Barros Sacco, ganhou o 4º lugar num concurso da Nestlé e Supermercados Makro, voltado para receitas originais. O desenvolvimento da receita, que demorou pelo menos um mês, uniu um fruto típico da região, o jaracatiá, que é rico em ferro, à tilápia, de baixa caloria e rica em ômega 3. O doce de jaracatiá contrasta com o purê de mandioquinha, numa mistura agridoce com o filé temperado e grelhado.
Desenvolvida no hotel e com constante aprimoramento, a receita acaba de sair do forno e fará parte das opções gastronômicas do espaço em breve. Enquanto isso, o cardápio conta com almoço típico da fazenda, com tempero caseiro, além dos jantares temáticos.



Dona Zulmira está há mais de 30 anos no Hotel Fazenda São João
Dona Zulmira está há mais de 30 anos no Hotel Fazenda São João

Waffle é uma das especialidades do café da manhã do hotel, ao gosto do freguês
Waffle é uma das especialidades do café da manhã do hotel, ao gosto do freguês

Filé de tilápia ao molho de jaracatiá é prato original premiado em concurso
Filé de tilápia ao molho de jaracatiá é prato original premiado em concurso




Com a região aos seus pés

A estância turística de São Pedro também é abraçada pelo Cristo que fica no alto da serra. No Parque do Cristo, o visitante tem visão privilegiada de pelo menos cinco cidades da região. Além de uma caminhada pela trilha, o cenário é ótimo para um almoço. No ponto alto, o restaurante Mirante do Cristo tem churrasco aos sábados e massa aos domingos, além de playground para a criançada e feira de artesanato para apreciar e levar de presente a arte desenvolvida na cidade.
Alguns quilômetros acima, no Rancho da Tirolesa, a visão está aliada a aventura, com vista panorâmica das montanhas. Próximo do local também é possível fazer saltos de parapente, ambos com instrutores e equipamentos de segurança.
Se a fome é resultado de tanta adrenalina, o rancho conta com cozinha artesanal cheia de delícias. Além da linguiça caseira, cuscuz mole e pão de queijo, o "Mané pelado", bolo à base de mandioca, tem a maciez e sabor da culinária do campo.
Para os baladeiros, os estabelecimentos do alto da serra não dispensam o agito, com festas e bandas aos finais de semana.





Do alto da serra, dos pés do Cristo, esta é a vista
Do alto da serra, dos pés do Cristo, esta é a vista




Rancho da Tirolesa tem opções variadas de petiscos
Rancho da Tirolesa tem opções variadas de petiscos



Tirolesa com vista privilegiada
Tirolesa com vista privilegiada

Delícias do Rancho da Tirolesa
Delícias do Rancho da Tirolesa





Hotel Fazenda São João - São Pedro
Av. Paschoal Antonelli, 800 - Reservas: (19) 3483-9000
www.hotelfazendasaojoao.com.br


Vitur Turismo Receptivo
Rua Veríssimo Prado, 722, Centro, São Pedro
(19) 3483-3600
www.vitur.com.br


Rancho da Tirolesa
Rodovia Ulyssses Guimarães, km 2,5
Bairro Santo Antônio
(19) 8209-0099


Parque do Cristo
Restaurante Mirante do Cristo
Rodovia Elísio de Paula Teixeira, km 2
www.parquedocristo.com.br
(19) 3483-4482














sábado, 8 de janeiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Ano-novo tem menos feriados e "emendas"

Daíza Lacerda

Para quem conta com feriados prolongados para programar viagens e descansar, neste ano o brasileiro terá menos folgas devido à quantidade menor de feriados em dias úteis ou próximos de finais de semana. Mesmo os feriados municipais e estaduais não serão em dias da semana favoráveis para emendar.

A próxima paralisação será o carnaval, dia 8 de março. Não fosse a tradição de incluir a segunda-feira na semana de descanso, o único feriado em que seria possível prolongamento é o da Sexta-feira Santa que terá como "bônus" o Dia de Tiradentes, que antecede a data neste ano, nos dias 21 e 22 de abril,
O restante dos feriados cairá em sábados, domingos, como o Natal, e a maioria em quartas-feiras (veja box).
No calendário do Município, a comemoração do aniversário de Limeira, 15 de setembro, será numa quinta-feira, enquanto o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, será em pleno domingo. Já o feriado estadual da Revolução Constitucionalista, dia 9 de julho, será um sábado.

PRÓS E CONTRAS
Para a economista Rosângela Pereira, do Isca Faculdades, a situação neste ano é favorável para o comércio local, já que a disponibilidade de menos dias para viagens longas deve levar as pessoas a manter o consumo na cidade, principalmente no lazer, como em cinemas.
O calendário 2011 é favorável ainda aos empresários. "Eles pagam o mesmo salário aos funcionários, sobretudo quando há mais feriados. Mas algumas datas municipais podem ter algum impacto no desempenho, o que depende do que cada um adota", diz Rosângela, explicando que trabalhar numa sexta-feira após feriado pode ser menos proveitoso do que compensar as horas posteriormente.
A desvantagem ficaria para as empresas de turismo, com menos possibilidades para explorar. Ainda assim, a ideia é conquistar o consumidor com promoções, como um incentivo à emenda nos feriados de terça ou quinta-feira, como explica Marian Del Bel, supervisora de vendas da CVC Limeira.
"Estamos montando o calendário com opções de excursões mais rápidas, mas também com a disponibilidade de roteiros longos", diz.
Ela explica que as reservas de viagens para a Semana Santa estão tão adiantadas quanto as do carnaval, em março. Ainda assim, alguns roteiros para a folia já estão lotados.
Além destes, a aposta é para junho, no dia 23, de Corpus Christi, que será numa quinta-feira.

Planeje seu descanso em 2011

Feriados prolongados
Carnaval (5 a 8 de março - sábado à terça-feira)
Tiradentes e Sexta-feira da Paixão (21 a 24 de abril - quinta a domingo)

No sábado e domingo
Dia do Trabalho (1º de maio)
Revolução Constitucionalista (9 de julho)
Consciência Negra (20 de novembro)
Natal (25 de dezembro)

Às quartas-feiras
Independência (7 de setembro)
Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro)
Finados (2 de novembro)

Terças e quintas
Corpus Christi (23 de junho - quinta-feira)
Aniversário de Limeira (15 de setembro - quinta-feira)
Proclamação da República (15 de novembro - terça-feira)


domingo, 5 de dezembro de 2010 | By: Daíza de Carvalho

Ciclista viaja o Brasil para estender bandeiras no Maracanã em 2014

Daíza Lacerda

Uma bicicleta simples, com um baú de moto adaptado, bomba de pneu, câmara de ar, remendos e um radinho de pilha sobre o guidão, além de poucas mudas de roupas: esses itens resumem o veículo e mala de viagem de Carlos Henrique Ribeiro, de 46 anos, cuja vida nos últimos oito foi viajar pelo Brasil sobre a "magrela".

Após a última passagem em Limeira, há dois anos, Ribeiro continua sua jornada pelo Brasil em busca das bandeiras de cada cidade por onde pedala. "Meu objetivo é estender todas elas no estádio do Maracanã, em 2014", diz ele, que é natural de Rincão (SP), para onde volta a cada dois meses do lugar onde estiver, de ônibus ou avião. Na volta, continua a pedalada de onde parou.
O ciclista chegou a Limeira vindo de Piracicaba, com as cidades de Americana e Sumaré como as próximas do itinerário.
A jornada atual começou há mais de um ano. "Ainda devo percorrer mais 40 cidades do Estado antes de ir para o Paraná, por onde já passei também. Já conheço todos os Estados brasileiros", conta.
Ele envia as bandeiras para sua casa, a cada 10 recebidas. E a trajetória tem, há seis anos, patrocínio da rede de escolas de idiomas Wizard. "A instituição prevê apoio para projetos especiais, e houve uma simpatia com a proposta do Carlos, já que o esporte é uma das defesas da rede", disse o diretor da unidade de Limeira, Kléber Baptista.



VIDA NA ESTRADA

A pedalada começou quando Ribeiro tinha 38 anos e morava na cidade de Jardim, no Mato Grosso do Sul. Então pedreiro e analfabeto, com poucas oportunidades numa cidade pequena, percorreu três Estados brasileiros em busca de mudanças. Por quase dois anos fez as viagens contando com a sorte, e pedindo.
Antes de iniciar a maratona, só pedalava na cidade. Os efeitos colaterais dos primeiros exercícios foram dores nas pernas.
"Não tenho treinamento específico. Durante o trajeto, só tomo água, e nada de carboidrato. Tenho alimentação simples, com arroz, feijão e salada", diz o ciclista que, de 2007 para cá, contabiliza mais de 70 mil quilômetros pedalados, já na sexta bicicleta.
"Dá tranquilamente para andar mais de 100 quilômetros por dia, em médias de 15 km/h até 40 km/h, em algumas serras. Pedalar na cidade cansa mais do que na estrada. Os grandes centros são os locais mais difíceis, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde fui parar na Linha Vermelha e nem sabia onde estava". Numa mesma região, em viagens curtas de uma cidade a outra, a rotina é mais de palestras e entrevistas do que de pedaladas, lembra.
As bandeiras do Brasil na bicicleta facilitam o seu reconhecimento nas vias, o que não impede que seja desrespeitado. "Já aconteceu de jogarem uma garrafa em mim na rodovia, mas peguei a placa e denunciei para a Polícia Rodoviária", relata ele, que só pedala de dia e não teme ladrões, já que não anda com nada de valor.
Mesmo com a agravante da situação das metrópoles, ele pontua como a rodovia mais complicada a BR-101, na Bahia, em que os caminhões andam a 40 km/h, além das do Maranhão. "Em comparação a estas, as de São Paulo dão de dez a zero".

SOLUÇÃO PARA O TRÂNSITO
Em suas viagens, ele também dá palestras em escolas, incentivando o uso da bicicleta e da corrida atrás dos sonhos, como o dele, de forrar o Maracanã com as bandeiras. "Quem busca, consegue", garante.
Ele defende os benefícios da bicicleta como meio de transporte. "Se cada um deixasse de usar o carro e fosse trabalhar de bicicleta, seria um veículo a menos no trânsito, além da redução da poluição e o principal, que é garantir mais saúde", lista. Mas acrescenta que os ciclistas também têm o que aprender, para contribuir. "É importante que o ciclista respeite. Alguns confundem a calçada com a rua, o que não pode acontecer".
Nas épocas em que volta para casa, também não fica longe do pedal. "Se passar dois os três dias, já começo a ficar inquieto para pedalar de novo". Tombos? Vários. Mas, sérios mesmo, "só" dois. A pedalada blinda a sua saúde. "Não deixo de pedalar nem na chuva, e não uso capa. E em todo esse tempo também nunca fiquei doente".

Publicado na Gazeta de Limeira.