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domingo, 13 de novembro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Os presentes do santo de casa

Daíza Lacerda
Especial para o Jornal da Mulher


Distante 70 km de Limeira, São Pedro tem gastronomia, lazer e aventura como opções




Cristo no alto da Serra em São Pedro, de onde é possível ver cidades da região
Cristo no alto da Serra em São Pedro



Agenda do dia: acordar num hotel fazenda, com o canto dos pássaros no sossego e clima ameno do interior. Antes de definir as atividades, que tal apreciar um waffle em massa fresquinha, com cobertura a gosto (mel, chocolote... ou os dois!). Se a típica tentação norte-americana não for a preferência, assim como os ovos mexidos - sequinhos, com frios e vegetais - o clássico café com leite, suco, pães e bolos caseiros também ajudam a começar bem o dia.
Para os mais sossegados, a pesca. Para a criançada, piscina e brincadeiras. Para os aventureiros, tirolesa e saltos de parapente. Para todos, cachoeiras, e entre uma escolha e outra, o almoço com comida caseira ou apreciação de petisco com uma bela visão da região, do alto da Serra do Itaqueri.
O pacote com tudo isso fica a apenas uma hora de viagem de Limeira, na cidade de São Pedro. Para além da vizinha Águas de São Pedro, a cidade de 60 mil habitantes é de localização privilegiada numa serra com várias opções de cachoeiras. Além da diversão, a gastronomia também é especial para receber o visitante.
Confira o roteiro preparado pelo Jornal da Mulher e programe o seu final de semana, feriados ou até mesmo as festas de final de ano.

Hospedagem na natureza

Inicialmente uma fazenda de pecuária, o Hotel Fazenda São João tem opções para todos os gostos nos 130 mil m² de muito verde. Além das cinco piscinas, o contato com a natureza é garantido num lago para pesca e atividades como passeio à cavalo. Massagens, área própria para crianças e o cantinho da mamãe, uma cozinha à disposição para preparar a refeição ou vitamina dos pequenos, também fazem parte da infraestrutura. Se a viagem é de negócios, o hotel também oferece 17 salas para reuniões ou convenções, para receber de 16 a 450 pessoas.
Sérgio Passos, presidente do empreendimento, lembra que a maioria dos hóspedes é formada por moradores do litoral, capital e ABC. Mas este panorama tem apresentado mudanças. "Percebemos cada vez mais o aumento da presença de pessoas da região. Acreditamos que é uma tendência, já que a pessoas que procuram descanso não querem passar tanto tempo na estrada ou dependendo de voos", justifica.
São 113 apartamentos equipados com TV, ar condicionado, frigobar, som e aquecimento central. Crianças até 12 anos podem garantir gratuidade da diária, ao integrar a "Turminha do Bem". Basta fazer uma doação para entidades assistidas na região, em produtos que variam de acordo com a época (brinquedos, material escolar ou itens de higiene).
O grupo detém ainda a agência Vitur, de turismo receptivo, em iniciativa inovadora. Além de transportar grupos do hotel às atrações da cidade, também recepcionam os visitantes do município, para conhecerem um pouco mais sobre São Pedro.



Hotel Fazenda São João: conforto e diversão em meio a natureza
Hotel Fazenda São João: conforto e diversão em meio a natureza



Gastronomia agrada com mãos
experientes e ideias inovadoras

Aos 74 anos de idade, Zulmira Maria de Assis faz a alegria dos hóspedes que começam o dia a procura de delícias culinárias. Ela está há 34 anos no Hotel Fazenda São João e a sua agilidade no manejo de ingredientes e panelas não deixa dúvidas sobre a experiência na cozinha. "Comecei como copeira, até chegar à cozinha e confeitaria", diz ela, que é natural de Natal-RN e nunca fez cursos. "Aprendi trabalhando", reforça, entre um prato de ovos mexidos e outro, um dos sucessos da manhã.
A outra preparação campeã de Zulmira são os waffles. Nos dias mais agitados, quando a sua jornada começa por volta das 5h, chega a assar 120 massas. A preparação é feita na confeitaria, com ovo, farinha de trigo, polvilho, manteiga, leite e fermento que, com as medidas certas e toque especial, ofuscam as outras (muitas) opções para o desjejum. Mel, chocolate, doce de leite ou leite consensado: o hóspede escolhe qual o melhor acompanhamento para o waffle. Difícil é ficar só no primeiro.
Se a experiência e toque caseiro são os diferenciais de Zulmira, a inovação também tem lugar na gastronomia do Hotel Fazenda São João, em culinária que já rendeu prêmios.
Na união de cores e sabores, numa combinação saborosa e equilibrada de vitaminas, a receita do filé de tilápia ao molho de jaracatiá com purê de mandioquinha, desenvolvido pelo chef Marcos Roberto e pela nutricionista Giovana de Barros Sacco, ganhou o 4º lugar num concurso da Nestlé e Supermercados Makro, voltado para receitas originais. O desenvolvimento da receita, que demorou pelo menos um mês, uniu um fruto típico da região, o jaracatiá, que é rico em ferro, à tilápia, de baixa caloria e rica em ômega 3. O doce de jaracatiá contrasta com o purê de mandioquinha, numa mistura agridoce com o filé temperado e grelhado.
Desenvolvida no hotel e com constante aprimoramento, a receita acaba de sair do forno e fará parte das opções gastronômicas do espaço em breve. Enquanto isso, o cardápio conta com almoço típico da fazenda, com tempero caseiro, além dos jantares temáticos.



Dona Zulmira está há mais de 30 anos no Hotel Fazenda São João
Dona Zulmira está há mais de 30 anos no Hotel Fazenda São João

Waffle é uma das especialidades do café da manhã do hotel, ao gosto do freguês
Waffle é uma das especialidades do café da manhã do hotel, ao gosto do freguês

Filé de tilápia ao molho de jaracatiá é prato original premiado em concurso
Filé de tilápia ao molho de jaracatiá é prato original premiado em concurso




Com a região aos seus pés

A estância turística de São Pedro também é abraçada pelo Cristo que fica no alto da serra. No Parque do Cristo, o visitante tem visão privilegiada de pelo menos cinco cidades da região. Além de uma caminhada pela trilha, o cenário é ótimo para um almoço. No ponto alto, o restaurante Mirante do Cristo tem churrasco aos sábados e massa aos domingos, além de playground para a criançada e feira de artesanato para apreciar e levar de presente a arte desenvolvida na cidade.
Alguns quilômetros acima, no Rancho da Tirolesa, a visão está aliada a aventura, com vista panorâmica das montanhas. Próximo do local também é possível fazer saltos de parapente, ambos com instrutores e equipamentos de segurança.
Se a fome é resultado de tanta adrenalina, o rancho conta com cozinha artesanal cheia de delícias. Além da linguiça caseira, cuscuz mole e pão de queijo, o "Mané pelado", bolo à base de mandioca, tem a maciez e sabor da culinária do campo.
Para os baladeiros, os estabelecimentos do alto da serra não dispensam o agito, com festas e bandas aos finais de semana.





Do alto da serra, dos pés do Cristo, esta é a vista
Do alto da serra, dos pés do Cristo, esta é a vista




Rancho da Tirolesa tem opções variadas de petiscos
Rancho da Tirolesa tem opções variadas de petiscos



Tirolesa com vista privilegiada
Tirolesa com vista privilegiada

Delícias do Rancho da Tirolesa
Delícias do Rancho da Tirolesa





Hotel Fazenda São João - São Pedro
Av. Paschoal Antonelli, 800 - Reservas: (19) 3483-9000
www.hotelfazendasaojoao.com.br


Vitur Turismo Receptivo
Rua Veríssimo Prado, 722, Centro, São Pedro
(19) 3483-3600
www.vitur.com.br


Rancho da Tirolesa
Rodovia Ulyssses Guimarães, km 2,5
Bairro Santo Antônio
(19) 8209-0099


Parque do Cristo
Restaurante Mirante do Cristo
Rodovia Elísio de Paula Teixeira, km 2
www.parquedocristo.com.br
(19) 3483-4482














domingo, 6 de março de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Afinal, o que querem as mulheres?

Daíza Lacerda
Especial para o Jornal da Mulher


Odete Sene Pereira, 56
"Como sou aposentada, já realizei a maioria dos meus sonhos, como o de ser mãe e avó. Agora, tudo o que eu quero é viajar, assim que meu marido também se aposentar"


Lizonete Moura da Silva Domingos, 45
"Quero respeito. Em órgãos públicos, como postos de saúde, merecemos mais educação. Respeito é o mais importante em tudo, porque é preciso respeitar para ser respeitado"


Simone Perico Palermo, 37
"Meu desejo é o de realização profissional, além de saúde para os filhos. Ainda quero fazer faculdade e ter um bom emprego"


Alice Ferro, 60
"A coisa mais importante é saúde. Mas eu queria uma nova casa bem bonita. Que mulher não quer, não é? Mas de certa forma já me sinto realizada nesta altura da vida"


Emilaine Aparecida Alcântara, 24
"Quero mais atenção do meu marido, além de um bom emprego, que está muito difícil"


Thaís Alcântara, 18
"Gostaria de ter mais oportunidades. Falta abertura para mostrar a nossa capacidade, e não temos tanto valor quanto merecemos"

Corpo, carreira... e um longo caminho a trilhar - ainda

Embora sejam inúmeros os avanços da mulher na conquista de direitos, ainda há um longo caminho a ser percorrido para garantir melhores salários e cargos, por exemplo. No entanto, o maior entrave é cultural, na avaliação da socióloga Eliana de Gasperi. “A mulher tem mais espaço onde não tinha antes, mas aspectos culturais ainda não a colocam em situação igualitária”, analisa.
A eleição da primeira presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é apenas um exemplo do que a mulher ainda tem a conquistar.
“Se a mulher tem acesso a cirurgias plásticas, viagens ou automóveis, se reserva à condição de consumidora e isso não é igualdade, mas sim questão econômica”, diz Eliana. Ela avalia ainda que em muitas situações a mulher não consegue se impor em relação à igualdade, principalmente porque as relações de poder são muito subjetivas. “Não dá para avaliar objetivamente dentro do ambiente doméstico, porque há mulheres que ganham mais do que o marido, mas preferem esconder. E alguns segmentos religiosos ainda determinam que a mulher deve seguir o homem”, exemplifica.
A própria presidente é exemplo claro, na avaliação da socióloga, de como a igualdade ainda está em processo de conquista. “Durante a campanha, a agressividade não foi necessariamente com foco profissional, mas pelas questões pessoais por ser mulher. Houve apelo com a questão do aborto e muitos discutiram a sua feminilidade. Especulam se é a mulher é boa mãe ou não, mas quando vemos um empresário ser atacado por ter sido um mau pai? Os ataques foram justamente em itens em que a população ainda tem muito preconceito. O que, na verdade, ainda é muito comum nas cidades, nas empresas”.
E mais: em vez de substituir funções, a mulher as acumulou. A responsabilidade da casa e dos filhos não foi suprimida (ou efetivamente dividida) enquanto a mulher investe em estudos e na carreira, com uma sobrecarga no âmbito doméstico.

Bonita ou inteligente?
A disputa por cargos é evidenciada pela inteligência ou pelo corpo? Esse é um dos pontos que Eliana levanta. Ela atenta que a questão deve ser repensada, além dos ambientes corporativos. “Corpo perfeito para quê e para quem? Pesquisas Instituto de Psicologia da USP mostraram que, de 20 mulheres, 16 estão insatisfeitas com o corpo. Se a mulher não segue a estética, é porque é preguiçosa e não quer malhar. No sistema em que estamos, a beleza é imposta. Com exemplos como esse, ouso dizer que a mulher teve até retrocessos”.
A afirmação se explica se comparada aos ideais de antigamente, da conquista da liberdade e revolução sexual. “Se a mulher lutou tanto por valores como esses, por quê hoje o corpo se sobrepõe tanto a outras conquistas?”. Outra pergunta que ela deixa em aberto para que elas reflitam.



domingo, 13 de fevereiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

O tabu da homossexualidade dentro de casa


Daíza Lacerda
Especial para o Jornal da Mulher

A situação já melhorou bastante. Mas ainda falta muito para o fim do preconceito aos homossexuais, sobretudo entre a família. A comunidade LGBT (de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) ainda convive, além do processo de autoaceitação e a da sociedade, com a negação dos pais.
"Hoje se fala muito da diversidade. Está na novela, no BBB, e pensamos que está tudo muito melhor, com maior respeito. Mas a verdade é que dentro de casa não melhorou quase nada". Esta é a conclusão de Edith Modesto, doutora pela USP, pesquisadora em diversidade de orientação sexual e fundadora da ONG Grupo de Pais de Homossexuais (GPH), formado em 1997, em São Paulo. Ela escreveu três livros sobre o assunto  e há quatro anos coordena ainda um grupo específico para os filhos, que chega a 100 jovens LGBT. Ambos os grupos têm o propósito de buscar a aceitação dos jovens homossexuais pelos seus pais. "Há meninos e meninas de 12 a 24 anos, inclusive passando pelo processo de autoaceitação. A maioria ainda não se assumiu porque eles próprios não se aceitam por ter medo de perder o amor dos pais".
Entre os sentimentos mais fortes dos pais estão o medo, a culpa e a vergonha, acompanhados do fatídico pensamento "onde foi que eu errei?". "É um medo que nem sabem direito do que é, e a vergonha é o que mais demora para desaparecer. É como se fosse uma mancha na família, com muitos sentimentos negativos ao mesmo tempo que amam os filhos", diz Edith.
E é o amor que levou cerca de 200 pais a procurarem o grupo. O número é o atual, considerando que há um rodízio depois que os pais passam a aceitar os filhos. Além da aceitação, o grupo visa evitar tragédias maiores. "Embora não tenhamos estudos científicos feitos no Brasil, sabemos que é alto o índice de suicídios", revela.

Amor. Incondicional?
"É importante que esteja claro para os pais que eles não têm como escolher o caminho do filho, tanto profissional como afetivamente. É preciso aceitar a diversidade, que ninguém é igual a ninguém", sustenta a psicóloga Maria Rita Lemos.
Mas os sentimentos dos pais, no início, é em relação a eles próprios e de serem criticados pelas costas devido à condição do filho, explica Edith. "Num primeiro momento, não é considerado o sofrimento do filho. Os pais pensam que é uma escolha ou doença e querem dar limites, castigos e levar a terapeutas para se 'curar'. Homossexualidade não é uma escolha e nem doença".
Para Maria Rita, os pais ainda não conseguem ver a questão com simplicidade. "A sociedade combate tudo o que é diferente, que não está de acordo com as normas culturais ou religiosas. Há sempre uma expectativa da humanidade em relação ao usual, à maioria. Mas o que que é ser normal? O que é determinado para a maioria? O que me faz feliz é o normal da minha vida", declara.
Edith reflete um pouco o lado dos pais. "De certa forma, não podemos criticá-los porque são preparados para ter filhos heterossexuais e é difícil aceitar a decepção e contruir novos sonhos", analisa.
E o fim dos sonhos, de ver o filho casar e de ter netos, também pesa junto com a forma como a sociedade encara, pontua Maria Rita. "Muitas vezes a felicidade que o filho quer é diferente. Geralmente os pais preferem pensar que pode ser uma fase, mas se realmente existe uma orientação bissexual ou homossexual, há dois caminhos que o filho tem a seguir: permanecer na vontade dos pais e viver infeliz ou assumir, o que é difícil para os pais, mas o filho também precisa de ajuda", diz a psicóloga.
No GPH há pais de jovens inclusive acima dos 25 anos de idade, separados dos filhos devido à negação em aceitar a diversidade. O site do grupo é www.gph.org.br e o telefone é (11) 3031-2106. Há mães de todos os níveis sociais e culturais.


O desafio da aceitação

O Jornal da Mulher ouviu uma mãe facilitadora do GPH, que hoje atua no processo de aceitação dos pais à homossexualidade do filho, além de uma jovem homossexual e a sua relação com a família. Elas contaram suas experiências, cada uma de um lado da questão:

"Minha filha tinha 23 anos quando me contou que era homossexual, o que para mim foi um grande choque. Ela havia namorado rapazes, chegou até a ficar noiva. Me senti muito mal, com muita culpa, e entre tantos sentimentos conflitantes encontrei o grupo pela internet. 
Existem muitos conceitos errados, eu achava que tinha a cabeça aberta até precisar lidar com o próprio preconceito. Li livros, participei das reuniões, que têm mães de todo o Brasil, e trocamos muitas experiências. Não fosse por isso, estaria sofrendo do mesmo jeito até hoje, passado mais de um ano. 
Continuava amando a minha filha, mas a situação interferiu em nosso relacionamento, não conseguia falar do assunto, que machucava emocionalmente. Foi quando procurei ajuda para entender. 
A sensação é de um atestado de incompetência como mãe, de sentimentos muito pesados e tristes. Como podia ter tanto orgulho num dia e tanta vergonha no dia seguinte? Tudo o que eu lia fazia sentido racionalmente, mas o coração não acompanhava. É um processo de luta dia a dia, parece que o mundo cai e os sonhos desabam. Morremos por sonhos e conceitos errados e vamos construindo tudo de novo e vemos que o caráter de nosso filho é o mesmo, suas qualidades estão inalteradas e não têm acrescido nenhum defeito. 
Hoje, nosso relacionamento é melhor do que antes, e agora posso ver o sofrimento dela enquanto tentava ser o que não era, o quanto deve ter sido aviltante ter de se autoaceitar até não aguentar. Quando se pode assumir o que é, tudo muda e a pessoa se sente mais livre, mais segura. 
Agora orientamos os jovens como falar com os pais e fazer o processo de aceitação. É preciso abrir a mente e o coração. Os pais precisam procurar ajuda, porque muitos cristalizam no sofrimento há muito tempo. Não tenham vergonha de buscar informação correta. Vão descobrir que têm, sim, preconceito, e que procurar pessoas na mesma situação só vai fazer bem. Um filho homossexual ou une ou desaba a família e hoje eu ainda estaria chorando pelos cantos como no primeiro dia. 
O pensamento de que 'vai passar' é o primeiro erro, assim como viver na própria vergonha e não dar um passo adiante. Nossos conceitos se reconstróem e nos ajudam a tirar outros preconceitos. É possível nos modificar e descobrirmos que temos como sermos seres humanos melhores"
Cristina de Sábata, 50, advogada e mãe facilitadora do GPH

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"Em 2002, com 17 anos me 'descobri' e tive meu primeiro relacionamento com uma mulher, que durou cerca de 3 anos. Em 2007 minha mãe (que até então não sabia de nada) descobriu através de algumas cartas que encontrou. Eu estava longe, nos EUA e ela aqui no Brasil. Foi bem dificil, minha mãe é uma pessoa que se preocupa extremamente com o que os outros vão pensar ou comentar, com uma vida social super ativa. Ligou pra mim, disse que descobriu tudo, que Deus fez a mulher para o homem e não o oposto, que eu precisava mudar, que ela jamais aceitaria. Depois disso minha vida virou um inferno, era minha mãe me cobrando o tempo todo pra saber se eu ja havia mudado. E por mais que eu tentasse explicar que isso não é o tipo de coisa que você decide virar (homessexual), isso acontece, e aconteceu sem eu esperar, não planejei, e também não foi fácil para mim. Tive que ouvir da minha própria mãe que para ela seria mais fácil lidar com um filho doente ou mau caráter do que com uma filha gay.
Época difícil. Mas como esconder sempre foi uma coisa que me deixou muito mal, acabou sendo 'ótimo' por mais doloroso que fosse, porque finalmente eu não precisava mentir. Hoje eu penso diferente, não faria ela passar por isso, não tem necessidade, é sofrimento demais. Ela chegou a dizer que não tinha mais motivos para viver, que toda a felicidade dela havia acabado, e que só não tiraria a própria vida em consideração à mãe, mas que fora isso não tinha nada a perder. Enfim, chantagem emocional não faltou. 
Tem que ter muita força para passar por isso. É cobrança o tempo todo. Minha mãe não conseguia me encarar nos olhos. Cheguei de viagem e ela mal me abraçou, foi horrível. Me sentia uma estranha na minha própria casa. Não tinha conversa, ela se fechou completamente. Meu pai tentava fazer o meio de campo, de imediato disse que estaria ao meu lado independentemente de qualquer coisa, que o amor dele era maior que tudo. Depois de um tempo, que não demorou muito, minha mãe fez a cabeça dele, então rezavam o tempo todo para Deus me iluminar, me mostrar o caminho...
Bem complicado. Não desejo que ninguém passe por isso. Mas como o tempo resolve tudo, as coisas foram se acertando, minha mãe passou a tentar 'aceitar', ou pelo menos respeitar minha opinião. Tinha proibido minha namorada de entrar em casa e passado alguns meses já fazia questão da presença, para que assim ela fosse aprendendo a conviver e entender isso tudo.
Hoje trata a mesma muitíssimo bem, como da família mesmo, respeita, inclui ela nos programas. Enfim, está de parabéns, sei que não é fácil, ainda mais para quem viveu numa época completamente diferente, essa modernidade realmente assusta. O restante da família me recebeu de braços abertos, mas, como dizem, pimenta nos olhos dos outros é refresco...
Acho que minha mãe decidiu deixar os preconceitos de lado e passou a aceitar quando percebeu que estava me perdendo. Foram muitas conversas, muita roupa suja lavada, mas no fim tudo deu certo".
J.P., 26, assessora


domingo, 9 de janeiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Naturopatia: equilíbrio e saúde por meio das diversas terapias

Daíza Lacerda
Especial para o Jornal da Mulher

Se você já se perdeu entre as opções e até desacreditou de acupuntura, homeopatia, aromaterapia ou uso de florais, saiba que nenhuma delas é promessa de "medicina alternativa". Esse título é considerado pejorativo às técnicas que buscam complementar tratamentos convencionais, no auxílio à cura e bem-estar, como explica a terapeuta naturista Gisele D'Angelo. Mais do que ajudar em tratamentos, essas terapias agem principalmente na prevenção de enfermidades.
"Muitos veem massagem como coisa de dondoca ou fresco, e terapias como coisa de bicho-grilo. Mas, na China, as pessoas saem do trabalho para o spa, além de fazer acupuntura todos os dias, aliada à combinação correta de ervas, alimentação e exercícios. Por isso os chineses não aparentam a verdadeira idade, com hábitos que garantem saúde e bem-estar", explica Gisele, que atua há mais de 15 anos no ramo, tendo feito estudos da medicina tradicional chinesa no país.
Ela ressalta que o terapeuta não é médico e não dá diagnóstico. As terapias são indicadas conforme a necessidade da pessoa após um encontro de pelo menos duas horas de conversa. Duas pessoas com a mesma queixa podem ser tratadas com diferentes terapias, que são regulamentadas.
O conjunto delas é chamado de naturopatia, terapias naturistas que buscam fortalecer o sistema imunológico e melhorar o estado da mente e organismo, através de agentes naturais como água, ervas medicinais, argila e alimentos.

Hora da recarga: vai-e-vem de energias
"Prestamos atenção quando o carro faz um barulho diferente, mas não percebemos os sinais do nosso corpo. Hoje tudo é muito rápido, não se repara no corpo, na pele ou textura do cabelo, para saber o que tem que melhorar. Interagimos o dia todo com energias, que mudam a todo instante, mas cuidamos melhor das coisas do que nós mesmos", analisa Gisele.
Por isso, de forma preventiva, a energia deve ser reposta além do que se gasta, para manter uma reserva. É nisso que agem as agulhas da acupuntura em pontos de energia ou massagens nos mesmos locais (shiatsu). Estímulos que recebemos (e usamos) também contam, como cores ou cheiros, além do equilíbrio entre alimentação e exercícios, já que cada alimento complementa uma emoção e uma necessidade.
E o segredo, ressalta a aterapeuta, não é apenas viver mais. "A saúde não vem de graça. Não basta ter alta expectativa de vida, mas viver bem esses anos a mais. É preciso se cuidar já, com bons hábitos. Quanto mais a pessoa se cuida, mais irá evitar remédios", pontua Gisele, que atende com hora marcada pelo telefone 3441-6868.

Funciona?

Gisele ressalta que as terapias são complementares, mas os resultados são tão bons que muitos acabam não precisando mais de remédios e tratamentos convencionais. Há terapias (combinadas ou não) voltadas desde dores localizadas a micoses, passando por dores de cabeça, insônia, estresse, com ação na desintoxicação metabólica. Embora muito se ouça falar delas, elas realmente funcionam? Podem fazer efeito em algumas pessoas e em outras não?
"A primeira questão é: por que não experimentar? Quando as pessoas não percebem efeito das terapias, é porque algo pode estar faltando, como a alimentação adequada. O tratamento deve ser contínuo, mas cada organismo tem uma capacidade de resposta", explica.
A aposentada M.F.M., que faz homeopatia com Gisele desde abril passado, relata que a terapia foi o único meio que deu fim às dores que tinha na barriga e bexiga após problemas sérios que teve na visão. "Meu físico ficou ficou descontrolado, tinha dores no corpo todo, até nos ossos, além do nervoso sem motivo. Me consultei de neurologista a urologista, fiz exames terríveis e todos diziam que eu não tinha nada, mas as crises de dores continuavam", descreve M.
No início, a homeopatia era feita duas vezes por semana. "O efeito não é imediato, mas é preciso ter paciência. Agora vou uma vez por mês e meu corpo já se recompôs. O resultado é maravilhoso", diz, lembrando que também mudou muita coisa da alimentação para manter o controle. Ela quase perdeu a visão e continua as consultas com oftalmologista, mas frisa que o tratamento homeopático também auxiliou na recuperação.

Terapias naturistas: o que elas podem fazer por você

Conheça as propriedades de algumas das técnicas de naturopatia. Gisele D'Angelo explica que algumas delas são usadas em conjunto, de acordo com a necessidade de cada pessoa:

Acupuntura - Equilíbrio do organismo com inserção de agulhas em linhas de energia, em pontos de função específica. 
Aromaterapia - Uso terapêutico de óleos, em que cada essência desperta determinada sensação: relaxante, estimulante de circulação. 
Cromoterapia - Cada cor possui uma vibração com uma capacidade, como a força do vermelho ou a suavidade do violeta, no que pode ser aplicado tanto em roupas, como cor das paredes.
Iridologia - Análise da íris mostra sinais do organismo como a retenção de toxinas, acidez estomacal, processo de circulação e assimilação de alimentos
Hidro-ozonioterapia - Gerador de ozônio a partir de três partículas de oxigêncio, com função antibactericida, contra fungos e micose.
Florais de Bach - Essências das flores que transmitem característica à pessoa, reabilitando estado emocional.
Fitoterapia - Poderes dos chás, extratos de ervas concentradas, diluídos, priorizando um rodízio deles
Hidroterapia - Uso terapêutico interno e externo da água, da que se babe à que se banha.
Homeopatia - Parte do princípio que semelhante cura semelhante por meio da memória energética de minerais, animais e vegetais. 
Ortomolecular - Géis diluídos que suprem substâncias que faltam ao organismo de forma balanceada (como cobre ou zinco)
Reflexologia - Estímulos em pontos de reflexo nos pés, mãos, olhos, orelhas.
Reiki - Manipulação de energia com emissão por imposição das mãos. 
Shiatsu - Espécie de massagem com pressão nos pontos de acupuntura.


A receita: vida conforme as leis da natureza 


Saúde = relação mútua entre alimentação correta, ar puro, movimento, banhos, suadouros, ingestão de muita água, jejum, descanso, evitar fumo e álcool, banhos de sol, higiene moral, otimismo e cura por plantas. 


domingo, 2 de janeiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Em 2011, quem dá ao valor do seu tempo é você!

Daíza Lacerda
Especial para o Jornal da Mulher

O ano terminou e você tem a impressão de que não fez tudo o que poderia - ou gostaria - devido à correria e falta de tempo? Se a sua vontade é mudar isso em 2011, saiba que se organizar e dar conta do necessário com tempo para o lazer não é difícil.
De fato, pessoas conseguem realizar mais coisas no espaço de uma hora do que outras. Mas isso não quer dizer que o tempo esteja escasso. "Parece que passa mais rápido, mas é que nos acostumamos com o tempo marcado de um mês, um ano. Há 30 ou 50 anos atrás tudo parecia menos corrido, mas hoje tivemos um aumento considerável de atribuições tanto em casa como no trabalho", explica o consultor e administrador Hermínio Bianchi Júnior.
Hoje precisamos executar tarefas muito mais rápido no mesmo espaço de tempo, além dos outros compromissos que "adotamos" como sair do trabalho e estudar ou mesmo dar conta de mais de um emprego.

Quanto vale?
"O tempo é o que temos de mais precioso, além de ser um bem democrático: todos têm. A diferença é o valor que cada um dá ao seu", enfatiza Bianchi. E a pressão para cumprir cada vez mais tarefas no mesmo tempo de sempre é o que leva ao estresse e à consequente queda da qualidade de vida, contrariando tudo o que mais buscamos, que é sentir-nos realizados. "A realização pessoal é o tipo de sucesso que cada um tem para si, e não para mostrar aos outros. É o contentamento com o que faz", lembra o consultor.
E como este tempo é usado é o que diferencia quem tenta dos que "chegaram lá", como as pessoas influentes - presidentes e administradores.

A fórmula
"Grandes líderes têm metas claras, definidas. É preciso usar o tempo objetiva e efetivamente", ensina Bianchi. Para isso, ele diz que a fórmula é tão simples, mas tão simples, que chega a ficar constrangido de mostrá-la em suas palestras. "A pessoa deve listar entre quatro e cinco tarefas do dia, não mais do que isso, que são urgentes. E listar também, em outra relação, o que é importante para aquele dia". Parece familiar?
Cada um deve se ater às urgências do dia, embora tudo possa ser importante. As tarefas importantes não cumpridas hoje serão as urgentes de amanhã. "No fim do dia, ao eliminar cada item concluído, você verá o quanto produziu", garante.
Marcar as tarefas em um papel como forma de organização pode parecer tão óbvio que chega a ser uma prática ignorada, principalmente pelos que preferem confiar na memória, que pode (e deve) ser poupada para outros afazeres, já que é muito afetada pelo estresse.

Ladrões de tempo
Não basta listar, mas se concentrar no que faz, em uma cada coisa de cada vez, e fugir dos "ladrões de tempo". "São aquelas conversas com o porteiro, com a secretária, nos cafés, ou os telefonemas desnecessariamente demorados. Não que essas pessoas devam ser ignoradas, mas aquele papo à toa deve ficar para depois de concluídas as tarefas urgentes".
Simples: há pessoas que reveem os gastos desnecessários, mas não fazem o mesmo com o tempo. Que é, também, dinheiro - ganhamos ou perdemos de acordo com o que produzimos.
Há ainda a situação de dependermos de terceiros para as nossas tarefas, o que foge mesmo do nosso controle. Mas, fora isso, não há desculpa. "Organização é uma questão de atitude", ressalta o consultor.

Pro-cras-ti-na-ção
O dia terminou e você não fez nada do planejado. Então, o que foi feito? Com o que estamos ocupados? Esta é a questão, conforme Bianchi. Procrastinação, ou adiamento do que tem de ser feito, pode ser uma das causas. "A reflexão do valor tempo está no que 'vemos' que foi feito ou não. Tudo o que protelamos, uma hora será urgente".
Adiar tarefas necessárias só aumenta o volume de afazeres, que levará à correria e ao estresse. "É fácil analisar o comportamento alheio e pensar que só nós temos muito o que fazer. Mas a pessoa que parece que não faz nada, pode estar fazendo o que não fazemos, que é planejar e executar as prioridades".
Se parece demais dedicar de cinco a dez minutos para planejar o dia, Bianchi diz que é certo o ganho lá na frente, após concluídas as urgências, lembrando que o lazer é fundamental.

Adaptação ao novo
Toda mudança gera desconforto e os hábitos não são eliminados, mas adaptados. É como uma obra em uma rodovia ou dentro da própria casa: causa transtornos, mas traz mais benefícios do que antes. Saber priorizar tarefas não é deixar de fazê-las, mas fazê-las de uma maneira nova.
"O valor da moeda do tempo é muito subjetiva, não há como mensurar. Mas devemos lembrar que o significado de administrar é aplicar, alocar e utilizar os recursos que temos à nossa disposição, como o tempo".


Dicas para fazer o seu tempo render

* Identifique o que normalmente costuma desperdiçar o seu tempo. Conheça suas fraquezas e defina os seus objetivos;
* Seja objetivo, vá aos pontos essenciais sem ser prolixo ou se perder em detalhes;
* Reconheça a sua limitação e trabalhe com prioridades. Se sobrar tempo, faz-se o resto;
* Saiba delegar. Delegue tudo o que é possível para fazer apenas o que compete a si;
* Saiba dizer não. Não assuma mais tarefas do que pode executar;
* Administre a sua ansiedade. O excesso leva a assumir mais do que pode e a tomar decisões precipitadas, afetando os resultados;
* Em vez de pensar no que não conseguiu terminar, se concentre no que precisa ser feito.



Harmonize o seu lar com o Feng Shui

Daíza Lacerda
Especial para o Jornal da Mulher


Vento e água são o significado do Feng Shui, a arte milenar chinesa para tornar harmoniosos os ambientes da casa ou do trabalho. "É uma prática de mais de três mil anos na China, e chegou ao ocidente a partir da Inglaterra", explica Telma Ciarrochi, educadora e consultora de Feng Shui, além de mestre Reiki.
A técnica chinesa trabalha com o ch'i (pronuncia-se tchi), que é a energia vital em nós e no meio ambiente, com o equilíbrio dos opostos (yin e yang) e as propriedades dos cinco elementos: água, madeira, fogo, terra e metal.
O Feng Shui traz o bom fluxo do ch'i para proteger ambientes e pessoas da influência do sha, que são as energias negarivas. "Pode ser analisada desde a localização da casa em relação à rua como o posicionamento dos ambientes internos e dos móveis, objetos de decoração e cores presentes", diz Telma.
Segundo a consultora, pesquisas comprovam que o Feng Shui é resultado de análise e observação profundas do relacionamento do homem com a natureza, de forma a melhorar o ambiente do lar e os relacionamentos, além de atrair prosperidade, saúde, amor e equilíbrio. (DL)


Abrindo as portas para o bem-estar
O instrumento do Feng Shui na escola Chapéu Negro, uma das principais, é o ba-guá, figura de oito lados, cada um com um gua. Eles representam trabalho, amigos, espiritualidade, família, prosperidade, criatividade, sucesso e relacionamento. O centro é representado pela saúde. Para aplicar os preceitos da técnica, o ponto de partida é sempre a entrada principal da casa, que deve ser representada pelo lado do trabalho. O restante deve ser posicionado para harmonizar os demais ambientes. Veja o que significa cada gua:


Trabalho - Tem como elemento a água. Este ambiente deve ter aquários, fontes, cristais ou espelhos, além das ferramentas relacionadas ao trabalho, como escritório ou computador. A cor é o preto ou tons escuros, além de plantas d'água, como a jiboia. A forma é irregular (o que pode ser adotado no formato das mesas do cômodo).

Amigos - Metal. Este local deve conter fotos de amigos, viagens ou presentes. A cor predominante é o cinza ou branco. As plantas são as de floração branca, ou cravo branco. A forma é arredondada.

Espiritualidade - Terra. É onde deve ser montado um altar e devem ficar os objetos relacionados à crença ou sabedoria, como livros e amuletos, além de objetos de cerâmica. A cor predominante deve ser o azul; planta, lírio da paz, e forma quadrada.

Família - Madeira dura. Local para deixar fotos da família. Cor predominante: verde. As plantas devem ser de alturas variadas, como o lírio da paz.

Prosperidade - Madeira mole. Local para guardar joias, moedas e objetos dourados, além dos sinos de vento. A cor é o lilás ou dourado e as plantas, bambuzinho, begônia ou girassol. A forma é de movimento, como o vento. A pedra é pirita ou ametista roxa.

Criatividade - Metal. Local para deixar as coisas de crianças, que têm mais criatividade. Pode ter desde de o desenho do filho em um quadro como lápis coloridos, que remetem à criatividade. A cor é branca ou tons claros, com flores também brancas. A forma é redonda.

Sucesso - Fogo. Onde devem ser deixados objetos que lembram autorealização, como diplomas, troféus ou mesa de trabalho. Local também para lareira e pirâmides. A cor predominante é o vermelho e a planta, bromélia. A forma é triangular.

Relacionamento - Terra. Onde se deve deixar objetos aos pares, como fotos alegres do casal. Flores como rosas ou cravo, sempre aos pares, além da árvore da felicidade. Não deixar neste ambiente plantas com pontas como bromélia ou cacto. A cor é rosa e a forma, quadrada. Na falta de flores, pode-se usar pedras, como o quartzo rosa.

Saúde - Terra. É o centro da casa onde devem estar arranjos de flores, tapetes nos tons de terra, objetos de cerâmica com frutas e grãos. As flores são girassol e lírio amarelo e a forma, quadrada.


Como fazer as energias positivas fluírem com mais facilidade no lar

O lar deve ser valorizado, pois é nele que repomos as nossas energias, ensina Telma.

* Armários e gavetas devem ser mantidos organizados, apenas com o que é usado. O que não serve ou está quebrado deve ser jogado fora, e não colado para reúso;
* Evite pensar negativamente em casa (e sempre!). As paredes "têm memória", onde energias negativas são captadas e gravadas;
* Tenha mensageiros dos ventos, cristais ou prismas pela casa, principalmente para refletirem o sol perto das janelas;
* Plantas em casa são sempre bem-vindas, como arruda, guiné e pimenta. Aqueles vasos com mix de plantas também vão bem para absorver energias negativas, mas devem ser deixados fora de casa;
* Não é recomendável deixar espelhos de frente para a cama, quando não refletem a nossa imagem por inteiro. Quem tem cama com espelhos na cabeceira deve cobrí-los na hora de dormir;
* A cozinha é um local importante para a parte financeira, então a fruteira deve estar sempre cheia, além da despensa com mantimentos. Neste local não deve ficar lixo, que deve ser deixado para fora, ou na área de serviço;
* A porta do banheiro deve estar sempre fechada, assim como o ralo. Plantas são ótima pedida para este ambiente, além da cor verde, que pode estar presente nas toalhas;
* Em ambientes de trabalho pode ser adotado um pouco de cada gua para harmonizar o seu canto, como uma pedra na mesa ou alguma cor nos acessórios. 

Fonte: Telma Ciarrocchi, consultora de Feng Shui 



Limpe as energias negativas da sua casa

Telma ensina uma "limpeza" de energias com sal grosso, que deve ser feita em todos os cômodos da casa, começando do último, após abrir todas as portas e janelas.
Abra um guardanapo de papel branco no meio do cômodo, onde deve ser colocado um pouco de sal grosso. Ao colocar o sal, mentalize a tranformação de harmonia que deseja, para atrair paz e tranquilidade, entre outras benesses.
Deixe queimando um incenso de laranja ou de limão (limpeza) na porta de entrada enquanto repete em cada espaço da casa, inclusive quintal e jardim.
Quando o incenso terminar de queimar, recolha cada um dos papéis com o sal, sem deixá-lo cair, a partir do último cômodo, e jogue tudo num saco plástico, incluindo as cinzas do incenso.
Com o sal deve ser retirado da casa tudo o que há que ruim, e os punhados de sal e incenso não devem ser deixados em casa, mas colocados na rua para serem levados na coleta de lixo. "O sal grosso não deixa de ser um cristal e, como tal, contribui no intuito de que as coisas têm concerto, têm cura", ressalta Telma. (DL)