Ocorrência foi registrada na madrugada de sábado; vítima foi reconhecida pelo pai
Daíza Lacerda
Reconhecido pelo próprio pai, Rafael Elias Almeida da Silva, de 14 anos, foi encontrado morto na noite de terça-feira, numa área verde da rua Comendador Jamil Abraão Saad, no Jardim Glória.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi solicitada no local, e a ocorrência foi atendida pelos GCMs Oliveira Sobrinho e Costa Oliveira. Eles depararam com o corpo do jovem, que tinha um pedaço de arame enrolado no pescoço, que provavelmente o asfixiou.
O adolescente não carregava nenhum documento, mas o pai esteve presente no local e reconheceu o corpo do filho, sem dúvidas.
INVESTIGAÇÃO
A equipe do Instituto de Criminalística compareceu no local, que foi periciado e teve laudo elaborado. Investigadores da polícia civil também foram acionados para dar início às apurações para esclarecer a autoria e materialidade do delito. O depoimento do pai foi registrado e o exame necroscópico da vítima, requisitado.
A partir da apresentação dos fatos e depoimentos, principalmente o do pai, além da forma e local em que o jovem foi encontrado, a situação foi tipificada inicialmente como homicídio qualificado. O caso deve ser encaminhado para a Delegacia de Investigações Gerais.
Publicado na Gazeta de Limeira.
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Invasores desafiam escola do Jd. Paineiras
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| Vandalismo, invasões e furtos aterrorizam rotina de alunos e funcionários (Foto: JB Anthero/Gazeta de Limeira) |
Daíza Lacerda
Além da complexidade das questões internas da escola estadual do Jardim Paineiras, a comunidade lida agora com ameaças vindas de fora. A instituição tem sido invadida pelos muros e por um buraco num deles, em horários de aula ou intervalo, por adolescentes que atrapalham as aulas e cometem furtos, conforme os relatos.
Conforme a Gazeta apurou, os delitos ocorrem na presença de alunos e professores. Num dos flagrantes, um jovem subtraiu um pacote de pirulitos que a professora havia levado para as crianças na ocasião do Halloween. A sala, da faixa etária de 12 anos, ficou sem doce, só com a indignação.
Ainda na prática de tirar doces de crianças, uma delas também teve um salgadinho furtado. "Era algo que mãe raramente comprava, e daquela vez havia dado um de melhor qualidade para o filho levar de lanche. Como explicar isso para uma criança que fica só com a vontade?", questiona um membro da comunidade.
Mas o terror não fica só nos lanches. Também há suspeita do uso de entorpecentes, ainda que não fosse identificado se por alunos ou intrusos. Na última semana, um dos invasores ameaçou de morte uma funcionária, em caso que foi parar na polícia e aterrorizou ainda mais os servidores, já fragilizados com os problemas desde o início do funcionamento da escola, em agosto.
São 900 alunos, entre crianças e adolescentes dos ensinos fundamental e médio. As invasões se concentram no período diurno, mas o noturno também começa a apresentar problemas, como bombas. Vizinhos afirmam já terem apelado a todos os órgãos, inclusive o Estado, responsável pelo equipamento. Uma equipe teria vistoriado o local para solucionar a questão da estrutura que permite as invasões, mas nada ainda foi feiro.
A preocupação aumenta com a violação de direitos dos alunos, com intrusos que mexem e furtam materiais. Os identificados não são da escola, embora haja a tentativa de identificar se são de outras unidades, além de achar os pais. Mas a investigação é complicada devido às outras demandas escolares, como avalia uma das pessoas ouvidas.
A escola expõe o problema em oportunidades como o Conseg. A situação foi exposta tanto no conselho Centro-Sul quanto no Central. Mas ainda não houve uma iniciativa de chamamento dos órgãos para discutir ações. "Sabemos que é difícil conseguir reunir todos, mas temos o pensamento de tentar".
ALÉM DA (IN)SEGURANÇA
O capitão Costa Pereira, comandante da 5ª Cia da Polícia Militar (PM), informou que ainda ontem o tempo de ronda foi ampliado no horário de troca de períodos. A corporação também atende os chamados pelo 190, como o do invasor que fez ameaças. "No entanto, foi necessário um trabalho psicológico para que a pessoa ameaçada registrasse o boletim de ocorrência. Com isso, foi emitida uma medida cautelar para que o invasor não se aproxime numa distância mínima da ameaçada", relata.
Se por um lado os denunciantes temem represálias, por outro, é necessário envolvimento, como salienta o comandante. "Embora a consequência seja a insegurança, a causa é um problema de estrutura física, sobre o qual não temos como agir, assim como na disciplina escolar. Não há contenção física para impedir a entrada. Mas a comunidade também precisa colaborar. As pessoas sabem quem são os responsáveis pelas pixações nos muros, mas não denunciam. A insegurança não é omissão da PM".
PROVIDÊNCIAS
Procurada a se posicionar sobre as providências para a estrutura da escola, a Secretaria de Educação do Estado informou que "a Diretoria Regional de Ensino de Limeira lamenta que a escola, inaugurada para atender a comunidade do Jardim Paineiras, sofra com vandalismo. A unidade que recebeu investimentos de R$ 5,2 milhões foi criada para atender a demanda do bairro e funcionar também como um espaço para a comunidade. Mas, mesmo após inúmeras reuniões da Diretoria Regional de Ensino com pais, alunos e representantes do bairro, com o Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) e da efetiva parceria com a Polícia Militar para monitoramento de seu entorno, o espaço continua a ser desrespeitado, por isso, serão necessárias obras para elevar os muros da escola. O projeto já está em andamento, com orçamento previsto de mais R$ 147 mil e a expectativa é que as obras aconteçam no mês de janeiro, seguindo todos os trâmites legais".
No Conselho Tutelar, desafio
é a negligência dos pais
A conselheira tutelar Maria Hilda Costa Galva esteve na escola do Jardim Paineiras em ao menos duas ocasiões. Numa delas foi devido à invasão por pessoas que não são da escola. Em outra, a providência foi para alunos que não foram à aula, mas permaneceram na escola perturbando, com correria nos corredores e chutando portas de salas em aula. Os pais são notificados, mas a negligência é o fator mais comum encarado pelos conselheiros. "Vemos que até há famílias estruturadas, mas muitos lavam as mãos. Num dos casos, o garoto disse que os pais estavam trabalhando e chegavam tarde. Mas a mãe trabalhava em casa, com joias, e não sabia que o filho não estava na aula", ilustra.
O primeiro desafio é deter o aluno para que ele não fuja até a chegada do Conselho, e os pais sejam notificados da situação. Assim como a entrada, a fuga também é fácil pelos muros ou cercas. Mas os pais, mesmo cientes, não garantem mudança de comportamento dos filhos, e a reincidência é considerável. "É muita negligência dos pais, que deixam os adolescentes soltos, sem limites. Permitem até que os filhos abandonem a escola", cita, sobre acompanhamentos que deparam com inanição dos pais diante da interrupção da vida escolar. "Alguns dizem que vão encaminhar os filhos para a escola no próximo ano, mas muitos desistem diante da dependência química ou inúmeras passagens pela delegacia".
Apesar de toda a resistência, ainda há casos que permitem nutrir a esperança. "Há famílias que dão tudo, mas esquecem o essencial, que é o exemplo, o respeito. Mas há adolescentes que conseguimos encaminhar para rumos melhores. É o que nos mantém lutando". (Daíza Lacerda)
Publicado na Gazeta de Limeira.
Menor é morto com tiro perto de base da GCM
Testemunhas alegam que guarda atirou para o alto; pai diz que filho foi alvejado nas costas
Érica Samara da Silva/Daíza Lacerda
Felipe de Campos Albino, de 17 anos, morador do Residencial Vitório Lucato, foi morto com um tiro na madrugada de ontem, por volta das 2h30, a cerca de 100 metros da base da Guarda Civil Municipal (GCM) do Jardim Aeroporto. Ele foi encontrado caído na rotatória que serve de acesso ao Jardim Odécio Degan, ocupado há dez dias pela Prefeitura de Limeira. A Gazeta apurou que o tiro atingiu as costas, próximo ao ombro, mas a informação ainda será confirmada, após resultado da perícia. Segundo duas testemunhas, um guarda teria atirado para o alto instantes antes do crime, cuja autoria ainda é desconhecida. De acordo com a delegada plantonista Nilce Segalla, um grupo de quatro rapazes (dois adolescentes e dois maiores de idade) se dirigiam a uma festa no bairro Ernesto Kühl, quando teriam chutado cones em frente à base, e corrido em seguida. Os dois maiores de idade alegaram que o guarda atirou para o alto. Uma adolescente de 15 anos, prima do adolescente assassinado, registrou boletim de ocorrência por estupro no plantão policial. O guarda apontado pelas duas testemunhas trabalhava anteriormente no Tiro de Guerra (TG). Segundo Moisés, a GCM está sendo ameaçada desde o início da operação, o que motivou o reforço por meio de deslocamento de mais guardas para o bairro. O prefeito Paulo Hadich (PSB) disse que lamenta a fatalidade, solidariza-se com a família do adolescente e assegura que a Prefeitura vai prestar todas as informações para facilitar a investigação e apurar o caso.
No bairro, mãe de testemunha vê
desconfiança exagerada em ações
Pouco tempo após o início das ações voltadas à pacificação no Jardim Odécio Degan, os moradores acordaram ontem com o homicídio de Felipe. Um jovem morador do bairro testemunhou, após ter visto a vítima, ainda com vida. "Ele estava caído no chão, tinha levado um tiro por trás. Com ele estavam outros três. Dois foram buscar ajuda na base, e um ficou com ele. Uma viatura passou e pediram ajuda, mas quando viram que era um corpo, se assustaram e aceleraram. Depois, outra viatura parou".
A mãe do garoto que chegou a ver a vítima disse que foi acordada e informada que o filho seria detido, para depor como testemunha. Segundo ela, a versão que ouviu foi de que os garotos teriam saído correndo após chutar em um cone. Um tiro para o alto teria sido disparado, quando saíram correndo. O outro acertou Felipe. "Não sei dizer o que aconteceu. Mas se deram um tiro para o alto, poderiam ter disparado o outro", considerou a mãe.
Ela conta que, após a ocupação do bairro pela Prefeitura e órgãos de segurança, a situação melhorou por um lado, mas também piorou. "Às 21h, não se encontra mais ninguém na rua. Mas basta caminhar em qualquer lugar para ser revistado. Não respeitam mãe ou criança, pensam que qualquer menor é traficante", disse ela, reclamando ainda da falta de agentes femininos para fazer a revista em mulheres.
A mãe declara não saber como deve ficar a situação no bairro agora, após a fatalidade e lamenta o ocorrido. "Não o conhecíamos, mas até onde sabemos, não era um jovem envolvido em crimes ou com drogas. É revoltante". (Daíza Lacerda)
"Queremos justiça"
"Não importa quem matou. Meu filho está morto e ninguém vai trazê-lo de volta. Tinha dois filhos, agora não tenho nenhum". A tristeza de Sônia Silva Campos Albino, de 44 anos, mãe de Felipe, era a de quem estava para enterrar o segundo filho exatamente quatro meses após velar o outro.
Ela e o marido, José Henrique Albino, de 47 anos, foram acordados na madrugada de ontem com a notícia de que Felipe havia sido baleado. "O que nos contaram é que atiraram para cima, quando eles saíram correndo. Depois, foi disparado outro tiro que o acertou nas costas", disse o pai.
Eles asseguram que Felipe era um garoto normal, sem envolvimento com ilícitos ou problemas com a polícia. "Não bebia e nem fumava, não andava com gangue. Seus amigos não frequentavam a nossa casa, mas eu sabia com quem ele andava", complementou a mãe. Os pais tinham conhecimento de que Felipe iria a uma festa com os amigos no Jardim Ernesto Khül, o que era frequente, e consideravam comum pela idade.
O jovem, que completou 17 anos em 8 de janeiro, preparava-se para o alistamento militar. Não trabalhava e no momento não estudava. Segundo a mãe, estava inconformado com a perda do irmão, Fernando, que morreu aos 19 anos devido a complicações renais em razão de uma doença de nascença. "Ele queria saber porque o irmão sofreu tanto. Não insistimos para que voltasse à escola, pelo menos por enquanto", contaram.
A confirmação da morte foi feita à mãe pela delegada Nilce Segalla. "Os amigos dele vieram nos avisar em casa, dizendo que ele tinha sido baleado pela polícia. Fomos até o local, próximo da base, e um comandante nos disse para a ir à delegacia. A delegada Nilce me atendeu e perguntou se ele estava envolvido em problemas. Eu disse que meu filho não era violento, mas um adolescente normal, e pedi que me dissesse a verdade, se ele estava vivo", declarou Sônia.
Avó do garoto, Maria dos Reis Silva, de 69 anos, reforça que o jovem procurava se afastar dos problemas. Segundo a família, ele não aparentava mudança no comportamento, e não era grosseiro ou violento. "Nada explica alvejarem pelas costas. Queremos saber o que realmente aconteceu. Queremos justiça", finalizou o pai.
- Sônia e Albino: filho não era envolvido com ilícitos e não andava com gangue
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa. Original em pdf aqui.
Colisão termina em morte na Bandeirantes
Daíza Lacerda
Uma colisão na madrugada de ontem, no km 149+900 no sentido capital da Rodovia dos Bandeirantes levou à morte de Raphael Henrique Garcia, de 29 anos. Ele conduzia o Toyota Camry placas DXA-5311, quando teria batido na traseira do caminhão Mercedez Benz, placas LBB-7836, de Vila Rica-MT.
As causas da colisão são desconhecidas, e o veículo teria capotado após a batida, sendo a vítima arremessada para fora docarro. O motorista do caminhão, L.B., relatou que conduzia o seu veículo quando sentiu o impacto na traseira. Quando notou o capotamento, parou imediatamente.
A equipe de perícia técnica do Instituto de Criminalística esteve no local para os exames necessários. Com documentação em ordem, o motorista do caminhão foi liberado, com seu veículo.
- Capotamento de causas desconhecidas vitimou Raphael, de 29 anos
Homem é morto com três
tiros no Novo Horizonte
O ajudante geral Lucas Rufino, de 19 anos, foi encontrado morto na madrugada de ontem, no Jardim Novo Horizonte. A vítima foi alvejada por três disparos, sendo dois no rosto e um na altura do peito.
Conforme o irmão da vítima, Rufino teria discutido com uma pessoa naquela tarde, dando a entender que esta poderia ser o possível autor dos disparos. Rufino cumpriu pena de um ano e oito meses, e estava em liberdade havia três semanas. O caso será investigado pela Polícia Civil. O corpo da vítima foi enterrado ontem, às 17h, no Cemitério Municipal.
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa. Original em pdf aqui.
Quando o veículo define (?) a pessoa
Por mais que eu tente ficar indiferente, ou neutra, a todas as "provocações" em relação a moto, não consigo. Por mais que eu já tenha "lavado as mãos" de segurar a bandeira de defesa de quem usa a moto. Não posso mais defender quem quer se matar. Agora só falo por mim.
Na sexta-feira, achei que era brincadeira quando minha colega de redação e vizinha de baia Renata Reis voltou de uma entrevista com o delegado seccional falando sobre um possível projeto que obrigasse os motociclistas/motoqueiros a terem, no capacete, uma etiqueta padronizada com o número da placa da moto. Hein? Será que estou em São Paulo, com aquelas leis esdrúxulas propostas pelos deputados e não sei?
Bom, no dia seguinte, levantei para o plantão de sábado, ouvindo uma música que adoro no rádio, aliás. Mas tinha que conferir o jornal na internet antes de sair. E lá estava a manchete, com o capacete do também colega de redação e motociclista, Denis Martins, servindo de modelo na foto. Cheguei na redação com um humor do cão, sem esconder da Renata, que também estava de plantão naquela manhã cinza de chuva torrencial, que a matéria dela tinha estragado o meu dia. Embora não fosse culpa dela, que só apurou e escreveu.
Depois de algumas leves considerações no Twitter, e a promessa de destilar a minha ira mais tarde, o que faço agora, consegui me concentrar no trabalho. E, agora, nessas horinhas livres, vou me dar ao trabalho de pensar sobre o trabalho da polícia.
Por quê sou contra ser padronizada com um adesivo na cabeça? Primeiro porque não sou gado para ser marcada. A "ideia", importada de uma iniciativa em La Paz, na Bolívia, que derrubou os índices de crimes com motos, para mim não é mais do que outra medida preconceituosa, da mesma cesta de ideias "incríveis" de edis São Paulo afora como andar com colete com a placa da moto ou proibir garupas. Segundo, porque não acredito que irá trazer efeito prático, dado o brilhantismo de improvisação dos bandidos tupiniquins (sem ofender a classe criminosa da Bolívia, é claro).
Na matéria, o delegado seccional - excelente profissional que também já tive o prazer de entrevistar e respeito muito - explica que a ideia da padronização humana com etiqueta, válida para quem tem o azar de precisar da moto, mesmo veículo usado por ladrões, não é multar, mas identificar criminosos que, presume-se, não se adequariam à lei e seriam descobertos.
Criminoso tem malícia até para roubar joalherias nos shoppings mais chiques de São Paulo, meu caro delegado. Por que não teriam ao praticar qualquer outro crime aqui, de moto? Quer dizer que, se é padronizado, não é criminoso? E, se anda sem o adesivo, é um bandido e não ignorante sobre a "lei"? Não vejo efeito prático nisso.
O ponto central é que é sempre mais fácil generalizar, para, digamos, facilitar o trabalho das autoridades. De autoridades em várias esferas. Motociclistas que usam a moto como sustento é quem tem que se virar para provar que não são bandidos. Os bandidos só precisam continuar improvisando para não serem pegos. Se uma lei dessa for aprovada, teremos que andar etiquetados para facilitar o trabalho da polícia. Policiais vão gostar se eu generalizar que todos não cumprem o seu trabalho de caçar bandidos (seja de moto, carro ou barco)? Não, porque essa afirmação não é verdadeira. Mas é muito mais fácil jogar o ônus para nós. Gasta com a tal da etiqueta (por que, tal qual como padronização de placas e 1001 outras coisas, imagina o mercado que isso iria movimentar) e, se não andar na linha, se vira com a multa também. Mas acreditamos que tudo o que a polícia quer é pegar bandidos. Principalmente porque toda pessoa que anda de moto - não importa o tamanho ou a marca - já é um bandido em potencial declarado. Não é?
Já pago um seguro obrigatório surreal, além do seguro opcional de valor tão surreal tanto, pra ficar menos frustada caso o bem que trabalhei para comprar seja levado por um bandido. Ei, autoridades, eu sou motociclista e também sou vítima. Cadê o Estado para me proteger? Já chorei a morte de amigos motociclistas que o facínora trânsito levou, assim como rezo pela recuperação de quem se salvou uma, duas, três, várias vezes sobre uma moto. Muitos próximos já tiveram uma moto roubada ou furtada. Foi sempre culpa deles mesmos? Motociclista só serve como culpado nas estastísticas? Onde está registrado, que eu vou lá conferir.
E tem outra coisa, Estado (e município): se eu tivesse um transporte público decente e com preço justo, apesar de eu gostar tanto os senhores acham que eu me arriscaria de moto? Sou a primeira a querer iniciativas para conter a criminalidade com motos. Mas não a qualquer preço para a coletividade. Cada um com o seu trabalho. Eu evito me tornar ameaça no trânsito: não dirijo carro. Eu sei, mas não tenho experiência. Desde que tenho a carta na mão, só sei o que é pilotar moto. Vou me arriscar, e aos outros, pra quê? Mas eu posso falar por mim. Pelos outros, que oferem perigo em potencial e não estão nem aí, não cabe a mim fiscalizar - e punir. Certo?
Eu sei que é só um adesivo, não custa nada colá-lo nos meus dois capacetes, ou trocar de capacetes quando estiver na garupa da minha irmã, pai ou namorado, eles, idem, se precisarem da minha carona. Ainda mais eu, nojenta com a higiene dos meus próprios capacetes. Trabalho nenhum, complicação alguma. Eu só tô cansada dessa coisa de sempre generalizar, generalizar, genralizar, e nunca aparecer um santo disposto a separar o joio do trigo. Cansei de ser tratada como bandido por ser motociclista. Será que posso chamar os direitos humanos, pra não ser marcada como gado?
E O QUE ERA PARA SER LEI?
E O QUE JÁ É OBRIGAÇÃO?
Bom, no mesmo sábado em que surtei de manhã com tamanha bizarrice, à noite, foi exibida uma matéria no Jornal Nacional sobre as fraturas feias de quem cai de moto. Uma menina até diz no depoimento que, depois que se recuperar nas fisioterapias, não vai mais andar de sandália ou roupa aberta de moto. Tomou, bicudo? Fico imaginando o couro das piriguetes que sobem e descem a serra mostrando as suas pernas na garupa, com o mochilão detonando as costas. Lindo de ver, mané? Imagine a fratura quando o vida loka sair voando no túnel e aterrissar na serra. É falta de noção total.
É claro que na cidade, para trabalhar, não piloto encapotada, como quando estou na estrada. Mas, mesmo no calor de 30 graus, não abro mão da blusa pesada. Pode não impedir ferimento algum, mas pelo menos amenizar de uma queda.
Aí fiquei pensando no que o Estado faz pela segurança do motociclista. Limita os locais em que ele pode rodar, é claro. Tipo, "quer se matar, se mate só na faixa local". Não tem iniciativa tipo "viu, você não deve se matar ou tentar matar os outros, vida loka imbecil".
Por que um deputado, vereador ou delegado não têm a ideia de fazer uma lei que obrigue o motociclista a andar protegido, com jaqueta e botas? Ué, não estão tão empenhados em nossa segurança e na de terceiros? Porque isso não renderia, pelo menos diretamente, nada ao Estado, mas às lojas de equipamentos. De imediato, alguém iria refletir o alívio no tratamento de traumas na rede pública de saúde, que nós mesmos bancamos? Se dariam ao trabalho de fiscalizar adesivos, mas teriam a mesma vontade de conferir algo cujo uso o privilegiado é, primeiramente, o próprio motociclista/motoqueiro?
As fiscalizações, muito bem-vindas, do estado do veículo, ainda são insuficientes. Gente andando com a moto (e carros) caindo aos pedaços, até o dia em que isso acontece, literalmente. Gente andando com aquelas mochilas gigantes escorregando para um dos lados, num desequilíbrio total, e mortal. Capacetes em estados terminais, que com viseira fechada não se vê a um palmo. Regatas, chinelos, bermudas. Fora da praia (não que se justifiquem no litoral). Não se fiscaliza o suficiente o que deve ser fiscalizado, e querem inventar mais medidas sem efeito prático. Mas não, não é indústria de multas. "Só querem a nossa segurança".
Falando em multas, no recente balanço da prefeitura de Limeira, foi justificado o aumento de multas ao da fiscalização. O número de agentes dobrou. O de multas, triplicou. Equânime, não? Bons de vista esses agentes, que só não aparecem quando cometem infrações contra nós. Mas não, não estamos numa indústria de multas e, antes que a gente esqueça, os acidentes continuam aí, claro, com aqueles números lindos para as motos envolvidas. Mas sabe que, até hoje, das pesquisas que não acabam mais falando do envolvimento cada vez maior de motos, NENHUMA especifica se a culpa da ocorrência era de quem estava de moto ou com outro veículo? Eu nunca vou saber se a maioria de motociclistas/motoqueiros é vilã mesmo e deve queimar no inferno, ou se é vítima e deve ter seu lugar no céu reservado para uma partida na próxima esquina. Assim até eu vou demonizar as motos o resto da vida, ainda que um motociclista perca a vida, ou uma perna, fechado por um carro.
O departamento de Transportes de Limeira também anunciou nessa semana que usará parte dos quase R$ 5 milhões de multas arrecadados no ano passado para investir em blitze educativa para motociclista. Acho ótimo, isso. Mas, como já vimos, planejamento e execução decentes não são o forte nesta secretaria. No ano passado, ao mesmo tempo que a campanha pró-pedestre fez o maior barulho e muitas multas em SP, a mesma iniciativa foi ensaiada aqui. Só ensaiada. Na época, usei a bike como transporte alguns dias, também na condição de pedestre, empurrando-a, nas travessias, nas faixas, na calçada. Fosse um pouco mais bobinha, não estaria aqui para contar a história. A campanha para defender o pedestre foi uma campanha fantasma em Limeira. Mas acho que nem quem tem visão sobrenatural conseguiu ver. Nem no sonho.
Só pra lembrar: também é dever do Estado/município oferecer vias seguras e bem sinalizadas. A gente pagar por isso. Não é nenhum favor pra ser comemorado como "presente" em campanha eleitoral. Lembre-se disso, no próximo buraco ou rotatória suicidada, onde não são fiscalizados os abusos.
O QUE EU QUERO DIZER É: VIVA
As autoridades querem nos limpar do mapa para que paremos de dar problemas e trabalho para eles (escrevo isso lembrando dos lemas do Jackson Five... mais verdadeiro, impossível). Por isso, caros amigos motociclistas de bem, estamos fadados à generalização. Desculpe se sou a última a dar conta disso. Só não queria me conformar. Para tributos (das motos, dos produtos, dos documentos, dos registros), servimos. Para cobrar nossa parte em segurança, estamos no grupo dos maus.
Nesta semana fui procurada para dar um depoimento numa matéria sobre motos, que seria produzida para um dos jornais da Rede Família. Como já tinha xingado muito no Twitter, o colega Guina até me tranquilizou: "não é sobre os capacetes não!". Era sobre os dados da Prefeitura, que já comentei anteriormente.
Bom, aceitei de pronto, e fiquei imaginando como conseguiria transmitir, da forma mais sintetizada possível, o que gostaria de falar sobre essa condição numa edição de TV, sendo otimista que minha fala teria uns 2 segundos. Admito que comecei errado, porque não estava com o sapato apropriado para pilotar, e nem com o melhor dos capacetes. Mas não sou exemplo sempre, e nem tenho essa pretensão. Aí fui batendo um papo com a Grá Félix, enquanto íamos ao estacionamento para eu buscar a moto e dar uma voltinha para o vídeo. Contei pra ela sobre o meu primeiro e, graças a Deus, único tombo com três meses de moto, quando descobri que não existe preferencial. Nem pra mim, nem pra ninguém. Contei sobre o camarada na marginal Tietê que passou voando do meu lado no corredor, e que o encontrei alguns quilômetros adiante, estatelado no chão, homem num canto e moto noutro.
Outra coisa, que nossa hipócrita sociedade jamais irá admitir: que é muito fácil levantar o dedo pra eleger o motociclista/motoqueiro de todas as mazelas do trânsito e do mundo, quando se quer que a pizza, a marmita, o remédio, ou o documento cheguem urgentemente a um destino. Por que não é quem pede que está arriscando o couro. E depois você ainda pode chamá-lo de imprudente e causador de acidentes, ainda que fosse pela sua encomenda que ele estivesse correndo.
É claro que nada disso justifica a imprudência, tanto de moto quanto de carro ou ônibus. Mas o principal que consegui falar na entrevista, e gostaria que as pessoas refletissem, é que se cada um pensasse na esposa, mãe ou filhos que estão esperando em casa (os que ficam), iriam refletir se vale a pena correr ou se descuidar para ganhar um minuto, um segundo que seja. Pra quê? Pra chegar primeiro no PS? Ou no cemitério? Se as pessoas não pensam na própria família, como vão pensar na do próximo, ao sair voando pra cima de alguém, tirar uma fina com quem está do lado? É uma terra de ninguém e não há veículo para determinar isso. Há condutas.
Em toda a minha vida já rodei quase 80 mil km de moto, a maioria numa CG 125. Fiquei imaginando.. Com Kashmir, fui e voltei, ilesa, de Curitiba, passei pela "rodovia da morte". Não seria ridículo me acidentar numa das rotatórias de Limeira, um pacto tremendo com a engenharia do mal - e da morte? Ou seja, aonde está o perigo? Com quem está o perigo?
No Brasil, como é de se esperar - mas não para se conformar - as autoridades vão continuar lavando as mãos e fazendo o que convém a elas. É cada um por si na terra de ninguém. Não acho que tudo seja obrigação só do Estado. Pelo contrário. É no desconfiômetro de cada um que as coisas podem ser mudadas. Mas enquanto todo mundo se acha um Vettel, sobre duas, quatro, ou quantas rodas for, o caminho será livre para a imprudência e impunidade no dar de ombros das autoridades para o que realmente importa e faz vítimas. Mas é só mais um, não é mesmo? No que é obrigação do Estado, enquanto não tirarem bandidos das ruas, eles continuam agindo por aí, de moto, carro, a pé, de bicicleta.
Não defendo mais quem anda de moto. Quer se matar, vá, por conta e risco. Todos vão continuar nos culpando, de qualquer jeito. Mas poupe a vida dos outros. É o que tento fazer por mim. Me cuido porque não quero minha família chorando por consequências de um gosto que, apesar dos pesares nos apontamentos da sociedade, me dá mais alegrias do que tristezas nesses seis anos e meio e 80 mil km. Para autoridades são números. Para mim é vida.
Na sexta-feira, achei que era brincadeira quando minha colega de redação e vizinha de baia Renata Reis voltou de uma entrevista com o delegado seccional falando sobre um possível projeto que obrigasse os motociclistas/motoqueiros a terem, no capacete, uma etiqueta padronizada com o número da placa da moto. Hein? Será que estou em São Paulo, com aquelas leis esdrúxulas propostas pelos deputados e não sei?
Bom, no dia seguinte, levantei para o plantão de sábado, ouvindo uma música que adoro no rádio, aliás. Mas tinha que conferir o jornal na internet antes de sair. E lá estava a manchete, com o capacete do também colega de redação e motociclista, Denis Martins, servindo de modelo na foto. Cheguei na redação com um humor do cão, sem esconder da Renata, que também estava de plantão naquela manhã cinza de chuva torrencial, que a matéria dela tinha estragado o meu dia. Embora não fosse culpa dela, que só apurou e escreveu.
Depois de algumas leves considerações no Twitter, e a promessa de destilar a minha ira mais tarde, o que faço agora, consegui me concentrar no trabalho. E, agora, nessas horinhas livres, vou me dar ao trabalho de pensar sobre o trabalho da polícia.
Por quê sou contra ser padronizada com um adesivo na cabeça? Primeiro porque não sou gado para ser marcada. A "ideia", importada de uma iniciativa em La Paz, na Bolívia, que derrubou os índices de crimes com motos, para mim não é mais do que outra medida preconceituosa, da mesma cesta de ideias "incríveis" de edis São Paulo afora como andar com colete com a placa da moto ou proibir garupas. Segundo, porque não acredito que irá trazer efeito prático, dado o brilhantismo de improvisação dos bandidos tupiniquins (sem ofender a classe criminosa da Bolívia, é claro).
Na matéria, o delegado seccional - excelente profissional que também já tive o prazer de entrevistar e respeito muito - explica que a ideia da padronização humana com etiqueta, válida para quem tem o azar de precisar da moto, mesmo veículo usado por ladrões, não é multar, mas identificar criminosos que, presume-se, não se adequariam à lei e seriam descobertos.
Criminoso tem malícia até para roubar joalherias nos shoppings mais chiques de São Paulo, meu caro delegado. Por que não teriam ao praticar qualquer outro crime aqui, de moto? Quer dizer que, se é padronizado, não é criminoso? E, se anda sem o adesivo, é um bandido e não ignorante sobre a "lei"? Não vejo efeito prático nisso.
O ponto central é que é sempre mais fácil generalizar, para, digamos, facilitar o trabalho das autoridades. De autoridades em várias esferas. Motociclistas que usam a moto como sustento é quem tem que se virar para provar que não são bandidos. Os bandidos só precisam continuar improvisando para não serem pegos. Se uma lei dessa for aprovada, teremos que andar etiquetados para facilitar o trabalho da polícia. Policiais vão gostar se eu generalizar que todos não cumprem o seu trabalho de caçar bandidos (seja de moto, carro ou barco)? Não, porque essa afirmação não é verdadeira. Mas é muito mais fácil jogar o ônus para nós. Gasta com a tal da etiqueta (por que, tal qual como padronização de placas e 1001 outras coisas, imagina o mercado que isso iria movimentar) e, se não andar na linha, se vira com a multa também. Mas acreditamos que tudo o que a polícia quer é pegar bandidos. Principalmente porque toda pessoa que anda de moto - não importa o tamanho ou a marca - já é um bandido em potencial declarado. Não é?
Já pago um seguro obrigatório surreal, além do seguro opcional de valor tão surreal tanto, pra ficar menos frustada caso o bem que trabalhei para comprar seja levado por um bandido. Ei, autoridades, eu sou motociclista e também sou vítima. Cadê o Estado para me proteger? Já chorei a morte de amigos motociclistas que o facínora trânsito levou, assim como rezo pela recuperação de quem se salvou uma, duas, três, várias vezes sobre uma moto. Muitos próximos já tiveram uma moto roubada ou furtada. Foi sempre culpa deles mesmos? Motociclista só serve como culpado nas estastísticas? Onde está registrado, que eu vou lá conferir.
E tem outra coisa, Estado (e município): se eu tivesse um transporte público decente e com preço justo, apesar de eu gostar tanto os senhores acham que eu me arriscaria de moto? Sou a primeira a querer iniciativas para conter a criminalidade com motos. Mas não a qualquer preço para a coletividade. Cada um com o seu trabalho. Eu evito me tornar ameaça no trânsito: não dirijo carro. Eu sei, mas não tenho experiência. Desde que tenho a carta na mão, só sei o que é pilotar moto. Vou me arriscar, e aos outros, pra quê? Mas eu posso falar por mim. Pelos outros, que oferem perigo em potencial e não estão nem aí, não cabe a mim fiscalizar - e punir. Certo?
Eu sei que é só um adesivo, não custa nada colá-lo nos meus dois capacetes, ou trocar de capacetes quando estiver na garupa da minha irmã, pai ou namorado, eles, idem, se precisarem da minha carona. Ainda mais eu, nojenta com a higiene dos meus próprios capacetes. Trabalho nenhum, complicação alguma. Eu só tô cansada dessa coisa de sempre generalizar, generalizar, genralizar, e nunca aparecer um santo disposto a separar o joio do trigo. Cansei de ser tratada como bandido por ser motociclista. Será que posso chamar os direitos humanos, pra não ser marcada como gado?
E O QUE ERA PARA SER LEI?
E O QUE JÁ É OBRIGAÇÃO?
Bom, no mesmo sábado em que surtei de manhã com tamanha bizarrice, à noite, foi exibida uma matéria no Jornal Nacional sobre as fraturas feias de quem cai de moto. Uma menina até diz no depoimento que, depois que se recuperar nas fisioterapias, não vai mais andar de sandália ou roupa aberta de moto. Tomou, bicudo? Fico imaginando o couro das piriguetes que sobem e descem a serra mostrando as suas pernas na garupa, com o mochilão detonando as costas. Lindo de ver, mané? Imagine a fratura quando o vida loka sair voando no túnel e aterrissar na serra. É falta de noção total.
É claro que na cidade, para trabalhar, não piloto encapotada, como quando estou na estrada. Mas, mesmo no calor de 30 graus, não abro mão da blusa pesada. Pode não impedir ferimento algum, mas pelo menos amenizar de uma queda.
Aí fiquei pensando no que o Estado faz pela segurança do motociclista. Limita os locais em que ele pode rodar, é claro. Tipo, "quer se matar, se mate só na faixa local". Não tem iniciativa tipo "viu, você não deve se matar ou tentar matar os outros, vida loka imbecil".
Por que um deputado, vereador ou delegado não têm a ideia de fazer uma lei que obrigue o motociclista a andar protegido, com jaqueta e botas? Ué, não estão tão empenhados em nossa segurança e na de terceiros? Porque isso não renderia, pelo menos diretamente, nada ao Estado, mas às lojas de equipamentos. De imediato, alguém iria refletir o alívio no tratamento de traumas na rede pública de saúde, que nós mesmos bancamos? Se dariam ao trabalho de fiscalizar adesivos, mas teriam a mesma vontade de conferir algo cujo uso o privilegiado é, primeiramente, o próprio motociclista/motoqueiro?
As fiscalizações, muito bem-vindas, do estado do veículo, ainda são insuficientes. Gente andando com a moto (e carros) caindo aos pedaços, até o dia em que isso acontece, literalmente. Gente andando com aquelas mochilas gigantes escorregando para um dos lados, num desequilíbrio total, e mortal. Capacetes em estados terminais, que com viseira fechada não se vê a um palmo. Regatas, chinelos, bermudas. Fora da praia (não que se justifiquem no litoral). Não se fiscaliza o suficiente o que deve ser fiscalizado, e querem inventar mais medidas sem efeito prático. Mas não, não é indústria de multas. "Só querem a nossa segurança".
Falando em multas, no recente balanço da prefeitura de Limeira, foi justificado o aumento de multas ao da fiscalização. O número de agentes dobrou. O de multas, triplicou. Equânime, não? Bons de vista esses agentes, que só não aparecem quando cometem infrações contra nós. Mas não, não estamos numa indústria de multas e, antes que a gente esqueça, os acidentes continuam aí, claro, com aqueles números lindos para as motos envolvidas. Mas sabe que, até hoje, das pesquisas que não acabam mais falando do envolvimento cada vez maior de motos, NENHUMA especifica se a culpa da ocorrência era de quem estava de moto ou com outro veículo? Eu nunca vou saber se a maioria de motociclistas/motoqueiros é vilã mesmo e deve queimar no inferno, ou se é vítima e deve ter seu lugar no céu reservado para uma partida na próxima esquina. Assim até eu vou demonizar as motos o resto da vida, ainda que um motociclista perca a vida, ou uma perna, fechado por um carro.
O departamento de Transportes de Limeira também anunciou nessa semana que usará parte dos quase R$ 5 milhões de multas arrecadados no ano passado para investir em blitze educativa para motociclista. Acho ótimo, isso. Mas, como já vimos, planejamento e execução decentes não são o forte nesta secretaria. No ano passado, ao mesmo tempo que a campanha pró-pedestre fez o maior barulho e muitas multas em SP, a mesma iniciativa foi ensaiada aqui. Só ensaiada. Na época, usei a bike como transporte alguns dias, também na condição de pedestre, empurrando-a, nas travessias, nas faixas, na calçada. Fosse um pouco mais bobinha, não estaria aqui para contar a história. A campanha para defender o pedestre foi uma campanha fantasma em Limeira. Mas acho que nem quem tem visão sobrenatural conseguiu ver. Nem no sonho.
Só pra lembrar: também é dever do Estado/município oferecer vias seguras e bem sinalizadas. A gente pagar por isso. Não é nenhum favor pra ser comemorado como "presente" em campanha eleitoral. Lembre-se disso, no próximo buraco ou rotatória suicidada, onde não são fiscalizados os abusos.
O QUE EU QUERO DIZER É: VIVA
As autoridades querem nos limpar do mapa para que paremos de dar problemas e trabalho para eles (escrevo isso lembrando dos lemas do Jackson Five... mais verdadeiro, impossível). Por isso, caros amigos motociclistas de bem, estamos fadados à generalização. Desculpe se sou a última a dar conta disso. Só não queria me conformar. Para tributos (das motos, dos produtos, dos documentos, dos registros), servimos. Para cobrar nossa parte em segurança, estamos no grupo dos maus.
Nesta semana fui procurada para dar um depoimento numa matéria sobre motos, que seria produzida para um dos jornais da Rede Família. Como já tinha xingado muito no Twitter, o colega Guina até me tranquilizou: "não é sobre os capacetes não!". Era sobre os dados da Prefeitura, que já comentei anteriormente.
Bom, aceitei de pronto, e fiquei imaginando como conseguiria transmitir, da forma mais sintetizada possível, o que gostaria de falar sobre essa condição numa edição de TV, sendo otimista que minha fala teria uns 2 segundos. Admito que comecei errado, porque não estava com o sapato apropriado para pilotar, e nem com o melhor dos capacetes. Mas não sou exemplo sempre, e nem tenho essa pretensão. Aí fui batendo um papo com a Grá Félix, enquanto íamos ao estacionamento para eu buscar a moto e dar uma voltinha para o vídeo. Contei pra ela sobre o meu primeiro e, graças a Deus, único tombo com três meses de moto, quando descobri que não existe preferencial. Nem pra mim, nem pra ninguém. Contei sobre o camarada na marginal Tietê que passou voando do meu lado no corredor, e que o encontrei alguns quilômetros adiante, estatelado no chão, homem num canto e moto noutro.
Outra coisa, que nossa hipócrita sociedade jamais irá admitir: que é muito fácil levantar o dedo pra eleger o motociclista/motoqueiro de todas as mazelas do trânsito e do mundo, quando se quer que a pizza, a marmita, o remédio, ou o documento cheguem urgentemente a um destino. Por que não é quem pede que está arriscando o couro. E depois você ainda pode chamá-lo de imprudente e causador de acidentes, ainda que fosse pela sua encomenda que ele estivesse correndo.
É claro que nada disso justifica a imprudência, tanto de moto quanto de carro ou ônibus. Mas o principal que consegui falar na entrevista, e gostaria que as pessoas refletissem, é que se cada um pensasse na esposa, mãe ou filhos que estão esperando em casa (os que ficam), iriam refletir se vale a pena correr ou se descuidar para ganhar um minuto, um segundo que seja. Pra quê? Pra chegar primeiro no PS? Ou no cemitério? Se as pessoas não pensam na própria família, como vão pensar na do próximo, ao sair voando pra cima de alguém, tirar uma fina com quem está do lado? É uma terra de ninguém e não há veículo para determinar isso. Há condutas.
Em toda a minha vida já rodei quase 80 mil km de moto, a maioria numa CG 125. Fiquei imaginando.. Com Kashmir, fui e voltei, ilesa, de Curitiba, passei pela "rodovia da morte". Não seria ridículo me acidentar numa das rotatórias de Limeira, um pacto tremendo com a engenharia do mal - e da morte? Ou seja, aonde está o perigo? Com quem está o perigo?
No Brasil, como é de se esperar - mas não para se conformar - as autoridades vão continuar lavando as mãos e fazendo o que convém a elas. É cada um por si na terra de ninguém. Não acho que tudo seja obrigação só do Estado. Pelo contrário. É no desconfiômetro de cada um que as coisas podem ser mudadas. Mas enquanto todo mundo se acha um Vettel, sobre duas, quatro, ou quantas rodas for, o caminho será livre para a imprudência e impunidade no dar de ombros das autoridades para o que realmente importa e faz vítimas. Mas é só mais um, não é mesmo? No que é obrigação do Estado, enquanto não tirarem bandidos das ruas, eles continuam agindo por aí, de moto, carro, a pé, de bicicleta.
Não defendo mais quem anda de moto. Quer se matar, vá, por conta e risco. Todos vão continuar nos culpando, de qualquer jeito. Mas poupe a vida dos outros. É o que tento fazer por mim. Me cuido porque não quero minha família chorando por consequências de um gosto que, apesar dos pesares nos apontamentos da sociedade, me dá mais alegrias do que tristezas nesses seis anos e meio e 80 mil km. Para autoridades são números. Para mim é vida.
Carga de carne é roubada em posto da Anhangüera
Daíza Lacerda
O entregador T.V.G., de 20 anos, foi surpreendido logo nos primeiros dias de serviço numa empresa frigorífica. Ele descansava com o motorista R.A.O., de 35 anos, na noite de anteontem, no caminhão da empresa, carregado com cerca de três toneladas de carne, quando foram abordados por pelo menos cinco indivíduos num posto do quilômetro 146 da Anhangüera.
"Saímos de Araraquara com 31 entregas. Ainda faltavam 19. Estavam encapuzados e passaram toda a carga para um caminhão. Só ficou o que estava preso", relatou T., que acompanhava o motorista em experiência para ocupar uma possível vaga na empresa.
Segundo o lombador J.G.S., de 44 anos, as entregas são feitas diariamente em Limeira e é a primeira vez que sofrem um assalto. Ele dormia em um hotel, quando foi avisado da ocorrência.
O total da carga era de 4.631,22 quilos, que valiam cerca de R$ 22 mil. Eles dormiam na cabine quando abordados e ficam sob a mira de armas durante a ação, além de amarrados.
PROCURADO
O motorista R. foi detido na Delegacia Seccional de Limeira, pois contra ele constava procura judicial. O motivo seria o não pagamento de pensão. O mandado de prisão havia sido expedido em maio de 2011 pela 2ª Vara da Família da Araraquara.
Vários tipos de veículos são furtados na noite de sexta-feira
O Plantão policial registrou diversas ocorrências de furto de veículos na noite de sexta-feira. O operador de máquinas A.M.F., de 32 anos, teve a sua moto CG 125 Fan KS, placa EKF-0058, de Limeira, levada de dentro da garagem de sua residência, no Jardim Boa Esperança. Ele deu falta do veículo na noite de sexta-feira, quando voltou para casa. Antes de sair, porém, o veículo estava na residência.
Já o encarregado P.L.A., de 29 anos, teve furtada na noite de sexta-feira sua caminhonete Ford F1000, placas BPH-0821, de Limeira. O veículo estava na Rua Rui Corte Brilho, no Jardim Morro Azul, próximo de um campo de futebol. O documento do veículo e a carteira com documentos pessoais da vítima estavam na caminhotete.
Já a caminhonete Montana Sport foi furtada na Rua Barão de Campinas, próximo de uma pizzaria na Rua São Benedito. O veículo, de placas EVC-6665, de Limeira, era do mecânico L.S.A, de 22 anos. Apesar de ter alarme, o dono não notou que o mesmo tenha sido acionado.
Na Vila Queiroz, o empresário M.H.B., de 27 anos, teve furtado o Gol BPH-0108, próximo da Praça Epifânio Prado. O veículo tinha alarme, mas estava com defeito. (DL)
Jovem é estuprada e roubada na Limeira-Iracemápolis
Uma vendedora de 23 anos foi abordada por volta das 6h de ontem na Rua Manoel Gomes, no Parque Residencial Abílio Pedro. Ela ia para o trabalho com uma Honda Biz, quando um desconhecido de pele parda e cerca de 1.80 metro, armado, a parou e sentou em sua garupa, guiando-a até a Rodovia Limeira-Iracemápolis (SP-151) pelo Parque Residencial Belinha Ometto.
A ocorrência foi atendida pelo PM Garcia. Segundo ele, conforme o relato da vítima, o acusado parou em área rural próxima da rodovia e a estuprou. Depois, fugiu com a sua moto, celular e pequena quantia em dinheiro.
A vítima foi a pé até uma empresa próxima, onde pediu ajuda. A ação teria levado meia hora entre a abordagem e a fuga. Ela descreveu o fugitivo com fisício médio, trajando bermuda jeans e blusa de moletom escura. A vítima foi internada na Santa Casa, onde recebeu medicação. (DL)
Menores são apreendidos com mais de 600 CDs e DVDs piratas
Dois adolescentes, de 14 e 16 anos, foram abordados ontem por PMs no Jardim Ernesto Khül, portando mochilas com 140 CDs e 490 DVDs aparentemente piratas. Os jovens alegaram trabalhar para os traficantes do bairro, que não estavam tendo lucro com a venda de drogas, devido às frequentes operações no local. Além das mídias em duas mochilas, foram encontrados R$ 80 com cada um dos adolescentes, provenientes da venda do material. Os adolescentes foram entregues aos responsáveis legais, mediante compromisso de apresentação à Vara da Infância e da Juventude. (DL)
Publicado na Gazeta de Limeira.
Notebook é roubado de carro em estacionamento do shopping
A nutricionista E.C.E., de 33 anos, teve roubado um notebook Dell de dentro de seu Renault Logan, enquanto o carro permaneceu no estacionamento do Shopping Pátio Limeira, na noite de ontem. A vítima ficou cerca de três horas no local e, quando voltou ao veículo, notou que a porta traseira esquerda havia sido aberta. Além do notebook foram levados um modem 3G e um aparelho Nextel. Segundo ela, o eveículo estava trancado, mas não possuía alarme. A coordenadoria de segurança do shopping foi comunicada e orientou a vítima a registrar boletim de ocorrência. (DL)
O entregador T.V.G., de 20 anos, foi surpreendido logo nos primeiros dias de serviço numa empresa frigorífica. Ele descansava com o motorista R.A.O., de 35 anos, na noite de anteontem, no caminhão da empresa, carregado com cerca de três toneladas de carne, quando foram abordados por pelo menos cinco indivíduos num posto do quilômetro 146 da Anhangüera.
"Saímos de Araraquara com 31 entregas. Ainda faltavam 19. Estavam encapuzados e passaram toda a carga para um caminhão. Só ficou o que estava preso", relatou T., que acompanhava o motorista em experiência para ocupar uma possível vaga na empresa.
Segundo o lombador J.G.S., de 44 anos, as entregas são feitas diariamente em Limeira e é a primeira vez que sofrem um assalto. Ele dormia em um hotel, quando foi avisado da ocorrência.
O total da carga era de 4.631,22 quilos, que valiam cerca de R$ 22 mil. Eles dormiam na cabine quando abordados e ficam sob a mira de armas durante a ação, além de amarrados.
PROCURADO
O motorista R. foi detido na Delegacia Seccional de Limeira, pois contra ele constava procura judicial. O motivo seria o não pagamento de pensão. O mandado de prisão havia sido expedido em maio de 2011 pela 2ª Vara da Família da Araraquara.
- Funcionários da empresa: apenas carga presa ao caminhão não foi levada
Publicado na Gazeta de Limeira.
Vários tipos de veículos são furtados na noite de sexta-feira
O Plantão policial registrou diversas ocorrências de furto de veículos na noite de sexta-feira. O operador de máquinas A.M.F., de 32 anos, teve a sua moto CG 125 Fan KS, placa EKF-0058, de Limeira, levada de dentro da garagem de sua residência, no Jardim Boa Esperança. Ele deu falta do veículo na noite de sexta-feira, quando voltou para casa. Antes de sair, porém, o veículo estava na residência.
Já o encarregado P.L.A., de 29 anos, teve furtada na noite de sexta-feira sua caminhonete Ford F1000, placas BPH-0821, de Limeira. O veículo estava na Rua Rui Corte Brilho, no Jardim Morro Azul, próximo de um campo de futebol. O documento do veículo e a carteira com documentos pessoais da vítima estavam na caminhotete.
Já a caminhonete Montana Sport foi furtada na Rua Barão de Campinas, próximo de uma pizzaria na Rua São Benedito. O veículo, de placas EVC-6665, de Limeira, era do mecânico L.S.A, de 22 anos. Apesar de ter alarme, o dono não notou que o mesmo tenha sido acionado.
Na Vila Queiroz, o empresário M.H.B., de 27 anos, teve furtado o Gol BPH-0108, próximo da Praça Epifânio Prado. O veículo tinha alarme, mas estava com defeito. (DL)
Publicado na Gazeta de Limeira.
Uma vendedora de 23 anos foi abordada por volta das 6h de ontem na Rua Manoel Gomes, no Parque Residencial Abílio Pedro. Ela ia para o trabalho com uma Honda Biz, quando um desconhecido de pele parda e cerca de 1.80 metro, armado, a parou e sentou em sua garupa, guiando-a até a Rodovia Limeira-Iracemápolis (SP-151) pelo Parque Residencial Belinha Ometto.
A ocorrência foi atendida pelo PM Garcia. Segundo ele, conforme o relato da vítima, o acusado parou em área rural próxima da rodovia e a estuprou. Depois, fugiu com a sua moto, celular e pequena quantia em dinheiro.
A vítima foi a pé até uma empresa próxima, onde pediu ajuda. A ação teria levado meia hora entre a abordagem e a fuga. Ela descreveu o fugitivo com fisício médio, trajando bermuda jeans e blusa de moletom escura. A vítima foi internada na Santa Casa, onde recebeu medicação. (DL)
Publicado na Gazeta de Limeira.
Menores são apreendidos com mais de 600 CDs e DVDs piratas
Dois adolescentes, de 14 e 16 anos, foram abordados ontem por PMs no Jardim Ernesto Khül, portando mochilas com 140 CDs e 490 DVDs aparentemente piratas. Os jovens alegaram trabalhar para os traficantes do bairro, que não estavam tendo lucro com a venda de drogas, devido às frequentes operações no local. Além das mídias em duas mochilas, foram encontrados R$ 80 com cada um dos adolescentes, provenientes da venda do material. Os adolescentes foram entregues aos responsáveis legais, mediante compromisso de apresentação à Vara da Infância e da Juventude. (DL)
Publicado na Gazeta de Limeira.
Notebook é roubado de carro em estacionamento do shopping
A nutricionista E.C.E., de 33 anos, teve roubado um notebook Dell de dentro de seu Renault Logan, enquanto o carro permaneceu no estacionamento do Shopping Pátio Limeira, na noite de ontem. A vítima ficou cerca de três horas no local e, quando voltou ao veículo, notou que a porta traseira esquerda havia sido aberta. Além do notebook foram levados um modem 3G e um aparelho Nextel. Segundo ela, o eveículo estava trancado, mas não possuía alarme. A coordenadoria de segurança do shopping foi comunicada e orientou a vítima a registrar boletim de ocorrência. (DL)
Originais em pdf aqui.
Madrugada tem agressões entre familiares e desconhecidos
Daíza Lacerda
O plantão policial registrou diversas ocorrências de lesões corporais entre a noite de anteontem e a manhã de ontem. Numa delas, a diarista M.C.C.S, de 39 anos, alegou que foi agredida pelo seu companheiro, o ajudante A.J.S., de 44 anos, e seu próprio irmão, que já não estava no local e não foi identificado. O acusado negou, e justificou que o desentendimento era entre os irmãos, e não com ele e a esposa. O caso ocorreu no bairro Lagoa Nova. A vítima foi encaminhada à Santa Casa, onde foi medicada e liberada.
Já no Residencial Vitório Lucato, a operadora de marketing I.V.P.V., de 38 anos, registrou queixa contra o ferramenteiro R.H.C., de 38 anos. Segundo a vítima, o casal decidiu pela separação, porém, ainda vivem na mesma casa até que seja vendida. O acusado, que estaria constantemente sob efeito de bebida alcoólica, desentendeu-se com I. e a agrediu com um soco na boca e outro no ombro. Ela foi atendida na Medical e orientada sobre o prazo para fazer representação contra o marido.
EM CASA E NO BAR
Outro caso, no Centro, teve a apreensão de uma faca de cozinha, que teria sido usada em agressão mútua entre dois jovens.
O mecânico B.A.P., 26, alegou que o operador J.A.C.J, de 19 anos, tentou agredir a própria mãe, o que o levou a intervir. Segundo B., J. usou a faca para coagi-lo. Na versão de J., ele discutia com a mãe por motivos familiares, até a intervenção de B., e teria usado a faca para se defender.
Na manhã de ontem, o ajudante C.A.S., de 25 anos, discutiu com um desconhecido em um bar no Jardim Ernesto Kühl, de qual foi golpeado com uma faca no braço direito. A vítima foi socorrida por uma unidade de resgate ao Pronto Atendimento do Jardim Aeroporto.
Publicado na Gazeta de Limeira.
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Menor é apreendido com cocaína no Gustavo Peccinini
Os policiais militares Cardoso e Jorge Luís apreenderam, na noite de anteontem, com um adolescente de 17 anos, 6,42 gramas de cocaína. A abordagem foi feita durante patrulhamento, após denúncia anônima de tráfico no Jardim Santina. Os suspeitos eram dois homens em uma moto, seguindo para o Cecap.
Quando os PMs se aproximaram, o garupa fugiu a pé, e o condutor, com a moto. Na fuga, o adolescente, que estava na garupa, deixou uma blusa e um revólver calibre 32, com a numeração raspada. Ele tentou se esconder, mas foi encontrado na Avenida Fausto Esteves dos Santos, no Jardim Gustavo Peccinini. Além da arma, com ele foram apreendidos os sete flaconetes de cocaína e R$ 34 em dinheiro. O adolescente foi recolhido e fica à disposição da Justiça.
Publicado na Gazeta de Limeira.
O plantão policial registrou diversas ocorrências de lesões corporais entre a noite de anteontem e a manhã de ontem. Numa delas, a diarista M.C.C.S, de 39 anos, alegou que foi agredida pelo seu companheiro, o ajudante A.J.S., de 44 anos, e seu próprio irmão, que já não estava no local e não foi identificado. O acusado negou, e justificou que o desentendimento era entre os irmãos, e não com ele e a esposa. O caso ocorreu no bairro Lagoa Nova. A vítima foi encaminhada à Santa Casa, onde foi medicada e liberada.
Já no Residencial Vitório Lucato, a operadora de marketing I.V.P.V., de 38 anos, registrou queixa contra o ferramenteiro R.H.C., de 38 anos. Segundo a vítima, o casal decidiu pela separação, porém, ainda vivem na mesma casa até que seja vendida. O acusado, que estaria constantemente sob efeito de bebida alcoólica, desentendeu-se com I. e a agrediu com um soco na boca e outro no ombro. Ela foi atendida na Medical e orientada sobre o prazo para fazer representação contra o marido.
EM CASA E NO BAR
Outro caso, no Centro, teve a apreensão de uma faca de cozinha, que teria sido usada em agressão mútua entre dois jovens.
O mecânico B.A.P., 26, alegou que o operador J.A.C.J, de 19 anos, tentou agredir a própria mãe, o que o levou a intervir. Segundo B., J. usou a faca para coagi-lo. Na versão de J., ele discutia com a mãe por motivos familiares, até a intervenção de B., e teria usado a faca para se defender.
Na manhã de ontem, o ajudante C.A.S., de 25 anos, discutiu com um desconhecido em um bar no Jardim Ernesto Kühl, de qual foi golpeado com uma faca no braço direito. A vítima foi socorrida por uma unidade de resgate ao Pronto Atendimento do Jardim Aeroporto.
Publicado na Gazeta de Limeira.
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Menor é apreendido com cocaína no Gustavo Peccinini
Os policiais militares Cardoso e Jorge Luís apreenderam, na noite de anteontem, com um adolescente de 17 anos, 6,42 gramas de cocaína. A abordagem foi feita durante patrulhamento, após denúncia anônima de tráfico no Jardim Santina. Os suspeitos eram dois homens em uma moto, seguindo para o Cecap.
Quando os PMs se aproximaram, o garupa fugiu a pé, e o condutor, com a moto. Na fuga, o adolescente, que estava na garupa, deixou uma blusa e um revólver calibre 32, com a numeração raspada. Ele tentou se esconder, mas foi encontrado na Avenida Fausto Esteves dos Santos, no Jardim Gustavo Peccinini. Além da arma, com ele foram apreendidos os sete flaconetes de cocaína e R$ 34 em dinheiro. O adolescente foi recolhido e fica à disposição da Justiça.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Receita e PF lacram galpão de comércio de eletrônicos de Limeira
Daíza Lacerda
Apreensão abrangeu eletrônicos como televisores e notebooks, além de documentos
Um volume, que equivale a pelo menos 20 caminhões-baú, foi o que a Receita Federal de Limeira e Polícia Federal (PF) de Piracicaba encontraram ontem ao cumprir um dos quatro mandados de busca e apreensão em empresa de comércio de eletrônicos, sediada em Limeira. Os outros três mandados, para escritórios da empresa, resultaram na apreensão de documentos, que serão analisados e periciados.
A ação foi realizada na manhã de ontem e, à tarde, o delegado da Polícia Federal de Piracicaba, Cláudio Alves Barreira, e O delegado da Receita Federal de Limeira, Júlio César Navas, falaram sobre a Operação Kill Task, em referência à expressão usada em informática que significa algo como "finalizar tarefa".
O volume de mercadoria impressionou os próprios oficiais envolvidos (15 da Receita e 12 da PF). "Seriam necessários cerca de 20 caminhões-baú para apreender toda a mercadoria, caso sejam produtos de origem ilícita. Como isso não foi possível, o galpão de distribuição foi lacrado. Agora é que a Receita dará continuidade às investigações sobre a origem da mercadoria, para apurar os indícios", declarou Navas sobre o porte comercial enorme da empresa, em produtos eletrônicos como TVs, notebooks, celulares e instrumentos de som, como guitarras. Não houve detalhes neste sentido, mas os preços praticados eram atrativos, fato que também deverá ser explicado.
Júlio Sávio Monfardini, também da PF, considerou que o volume poderia ser muito maior há algumas semanas, devido à época do Natal. A estimativa é de que o depósito tenha 2,5 mil m², e encheria 20 caminhões com capacidade para 50 m³. Duas picapes foram cheias só com os documentos apreendidos nos escritórios.
A preparação para a operação começou às 5h, e os agentes chegaram aos alvos por volta das 7h30. Os produtos são de variadas marcas e também de diversas origens, como China e Estados Unidos.
Na região, é a maior apreensão da PF pelo menos desde 2004, segundo Barreira. Os mandados para busca e apreensão foram expedido pela Justiça Federal de Piracicaba. A atuação do Ministério Público Federal será necessária na fase judicial, caso sejam comprovadas irregularidades.
BRASIL AFORA
Barreira explicou que as investigações começaram há um ano e três meses, com fatos isolados em diversos locais do País. Já existia a suspeita de irregularidades contra a empresa, quando uma mercadoria emitida pela mesma chamou atenção na fiscalização de rotina dos Correios em Recife, e foi encaminhada para a Receita Federal local. Após o procedimento fiscal, a empresa foi interpelada e não comprovou o ingresso da mercadoria em território nacional de maneira regular, com recolhimento de tributos. O fato de a empresa não ser importadora direta ou de terceiros abriu a suspeita de origem ilegal.
Neste primeiro caso, por ser bem de baixo valor (um notebook), não coube ação da PF local, mas foram comunicados Ministério Público Federal, PF e Receita Federal de Limeira, onde está a sede da empresa, para investigarem se era um fato isolado ou se era regra que a empresa vendesse produtos daquela forma.
Episódio parecido ao de Recife ocorreu em Belo Horizonte (MG), que também passou por procedimento fiscal. A reclamação de um consumidor no Procon de São Paulo foi unida às investigações. O comprador não conseguiu garantia da empresa e o fabricante, quando questionado, informou que poderia dar assistência apenas em território americano, para onde havia sido destinado o bem.
O procedimento é qualificado como crime de descaminho que, na fase atual, foi insuficiente para pedido de prisão. No entanto, os delegados consideram a possibilidade de delitos conexos. Na investigação podem ser tipificados crimes como lavagem de dinheiro, contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica, além de sonegação fiscal.As suspeitas são de que os lucros teriam crescido ao menos 100% em um ano, tratando-se de milhões.
Investigação inclui operações e
possíveis empresas fornecedoras
A Receita ainda não estima valores da possível sonegação, já que investigações aprofundadas começam agora, com a posse dos documentos. Uma avaliação completa deve demorar ao menos um mês, já que não se sabe se parte das operações seria idônea ou mesmo a totalidade. A cautela em não revelar nome de investigados e até mesmo da empresa foi devido à possibilidade de parte das operações ser legalizada.
No entanto, pelo volume comercializado, são fortes os indícios de ilegalidade na origem dos produtos. "A empresa não atuaria com tamanho volume se não tivesse suporte de outras empresas", concluíram os delegados. Serão investigadas as empresas fornecedoras e os meios em que esse comércio era feito.
Nos escritórios relacionados à empresa em Limeira foram apreendidos discos rígidos (HDs) e também documentos físicos como notas de entrada e saída. Além do processamento eletrônico, o material apreendido será confrontado com documentos e empresas fornecedoras. A análise desse material, que será feita por cinco auditores da Receita, deve resultar no embasamento probatório para prosseguir a investigação.
Ainda não há informação de número de clientes cadastrados ou de pessoas e empresas possivelmente envolvidas, caso sejam comprovadas as irregularidades. A estimativa é de que a empresa tenha iniciado as atividades há pelo menos cinco anos.
O futuro das mercadorias dependerá das investigações. Se forem comprovadas irregularidades na importação, o volume lacrado poderá ir para leilão, para distribuição nos órgãos federais ou para doação. No caso de contrafação, ou seja, se forem produtos falsos, as mercadorias "piratas" serão destruídas. Conforme os delegados, a princípio, os equipamentos parecem de boa qualidade, de marcas reconhecidas.
Segundo Navas, na primeira semana de análise será possível ter uma noção da direção das investigações. Ele lembrou que, agora, com o suporte da PF, programações do tipo serão intensificadas em Limeira e região, com respaldo para atuação. (DL)
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
Apreensão abrangeu eletrônicos como televisores e notebooks, além de documentos
Um volume, que equivale a pelo menos 20 caminhões-baú, foi o que a Receita Federal de Limeira e Polícia Federal (PF) de Piracicaba encontraram ontem ao cumprir um dos quatro mandados de busca e apreensão em empresa de comércio de eletrônicos, sediada em Limeira. Os outros três mandados, para escritórios da empresa, resultaram na apreensão de documentos, que serão analisados e periciados.
A ação foi realizada na manhã de ontem e, à tarde, o delegado da Polícia Federal de Piracicaba, Cláudio Alves Barreira, e O delegado da Receita Federal de Limeira, Júlio César Navas, falaram sobre a Operação Kill Task, em referência à expressão usada em informática que significa algo como "finalizar tarefa".
O volume de mercadoria impressionou os próprios oficiais envolvidos (15 da Receita e 12 da PF). "Seriam necessários cerca de 20 caminhões-baú para apreender toda a mercadoria, caso sejam produtos de origem ilícita. Como isso não foi possível, o galpão de distribuição foi lacrado. Agora é que a Receita dará continuidade às investigações sobre a origem da mercadoria, para apurar os indícios", declarou Navas sobre o porte comercial enorme da empresa, em produtos eletrônicos como TVs, notebooks, celulares e instrumentos de som, como guitarras. Não houve detalhes neste sentido, mas os preços praticados eram atrativos, fato que também deverá ser explicado.
Júlio Sávio Monfardini, também da PF, considerou que o volume poderia ser muito maior há algumas semanas, devido à época do Natal. A estimativa é de que o depósito tenha 2,5 mil m², e encheria 20 caminhões com capacidade para 50 m³. Duas picapes foram cheias só com os documentos apreendidos nos escritórios.
A preparação para a operação começou às 5h, e os agentes chegaram aos alvos por volta das 7h30. Os produtos são de variadas marcas e também de diversas origens, como China e Estados Unidos.
Na região, é a maior apreensão da PF pelo menos desde 2004, segundo Barreira. Os mandados para busca e apreensão foram expedido pela Justiça Federal de Piracicaba. A atuação do Ministério Público Federal será necessária na fase judicial, caso sejam comprovadas irregularidades.
BRASIL AFORA
Barreira explicou que as investigações começaram há um ano e três meses, com fatos isolados em diversos locais do País. Já existia a suspeita de irregularidades contra a empresa, quando uma mercadoria emitida pela mesma chamou atenção na fiscalização de rotina dos Correios em Recife, e foi encaminhada para a Receita Federal local. Após o procedimento fiscal, a empresa foi interpelada e não comprovou o ingresso da mercadoria em território nacional de maneira regular, com recolhimento de tributos. O fato de a empresa não ser importadora direta ou de terceiros abriu a suspeita de origem ilegal.
Neste primeiro caso, por ser bem de baixo valor (um notebook), não coube ação da PF local, mas foram comunicados Ministério Público Federal, PF e Receita Federal de Limeira, onde está a sede da empresa, para investigarem se era um fato isolado ou se era regra que a empresa vendesse produtos daquela forma.
Episódio parecido ao de Recife ocorreu em Belo Horizonte (MG), que também passou por procedimento fiscal. A reclamação de um consumidor no Procon de São Paulo foi unida às investigações. O comprador não conseguiu garantia da empresa e o fabricante, quando questionado, informou que poderia dar assistência apenas em território americano, para onde havia sido destinado o bem.
O procedimento é qualificado como crime de descaminho que, na fase atual, foi insuficiente para pedido de prisão. No entanto, os delegados consideram a possibilidade de delitos conexos. Na investigação podem ser tipificados crimes como lavagem de dinheiro, contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica, além de sonegação fiscal.As suspeitas são de que os lucros teriam crescido ao menos 100% em um ano, tratando-se de milhões.
- Monfardini, Barreira e Navas: investigação começou há mais de um ano
Investigação inclui operações e
possíveis empresas fornecedoras
A Receita ainda não estima valores da possível sonegação, já que investigações aprofundadas começam agora, com a posse dos documentos. Uma avaliação completa deve demorar ao menos um mês, já que não se sabe se parte das operações seria idônea ou mesmo a totalidade. A cautela em não revelar nome de investigados e até mesmo da empresa foi devido à possibilidade de parte das operações ser legalizada.
No entanto, pelo volume comercializado, são fortes os indícios de ilegalidade na origem dos produtos. "A empresa não atuaria com tamanho volume se não tivesse suporte de outras empresas", concluíram os delegados. Serão investigadas as empresas fornecedoras e os meios em que esse comércio era feito.
Nos escritórios relacionados à empresa em Limeira foram apreendidos discos rígidos (HDs) e também documentos físicos como notas de entrada e saída. Além do processamento eletrônico, o material apreendido será confrontado com documentos e empresas fornecedoras. A análise desse material, que será feita por cinco auditores da Receita, deve resultar no embasamento probatório para prosseguir a investigação.
Ainda não há informação de número de clientes cadastrados ou de pessoas e empresas possivelmente envolvidas, caso sejam comprovadas as irregularidades. A estimativa é de que a empresa tenha iniciado as atividades há pelo menos cinco anos.
O futuro das mercadorias dependerá das investigações. Se forem comprovadas irregularidades na importação, o volume lacrado poderá ir para leilão, para distribuição nos órgãos federais ou para doação. No caso de contrafação, ou seja, se forem produtos falsos, as mercadorias "piratas" serão destruídas. Conforme os delegados, a princípio, os equipamentos parecem de boa qualidade, de marcas reconhecidas.
Segundo Navas, na primeira semana de análise será possível ter uma noção da direção das investigações. Ele lembrou que, agora, com o suporte da PF, programações do tipo serão intensificadas em Limeira e região, com respaldo para atuação. (DL)
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
Notas policiais
Durante chuva, condutor
bate carro na Bandeirantes
A forte chuva de sexta-feira vitimou o técnico de mecânica G.D.S., 47, que trafegava na Rodovia dos Bandeirantes, no km 146 com o seu Honda Civic. Ele seguia no sentido Limeira-Santa Bárbara quando, devido à chuva, o veículo aquaplanou e ele perdeu o controle, batendo numa mureta e capotando em seguida. G. estava acompanhado do filho, e ambos sofreram lesões e foram socorridos pela AutoBan, concessionária da via, e encaminhados à Santa Casa.
CHOQUE
No km 140 da Anhangüera houve choque entre um trator e uma viatura da polícia que atendia uma ocorrência de acidente sem vítima, no início da noite de anteontem. A viatura estava estacionada no acostamento, quando o condutor de um trator perdeu o controle e chocou-se contra a lateral esquerda traseira do carro. Chovia no momento do acidente, mas ninguém se feriu.
Rapaz finge ser policial e é preso
em tentativa de assalto a ônibus
Uma tentativa de roubo num ônibus rodoviário, que vinha de Piracicaba a Limeira, terminou com a prisão de M.H.Q., 26. Durante o percurso, na chegada a Limeira, o acusado teria sentado abruptamente ao lado da professora G.O.M., 29, e exigido que a vítima entregasse a mochila e a bolsa. G. obedeceu, mas conseguiu avisar a passageira da poltrona à frente, que acendeu a luz de leitura. Diante disso, o indiciado devolveu os pertences da vítima e alegou ser investigador de polícia, tendo a confundido com uma suposta suspeita de contrabando.
Os demais passageiros perceberam a movimentação e exigiram que o acusado apresentasse documento de identificação policial e em seguida chamaram a polícia, que aguardou a chegada do ônibus e deteve o indiciado.
O acusado alegou aos policiais que havia confundido a vítima com uma moça que o teria denunciado por furto na empresa onde trabalhou. Ele foi recolhido à carceragem da Delegacia Seccional.
Torcedor atira bomba em campo no Pradão
Daíza Lacerda
O vendedor R.H.G., 28, foi detido anteontem durante o jogo do Independente contra o Guaçuano, no Estádio Municipal Comendador Agostinho Prada. Torcedor do Galo, ele assistia o jogo quando atirou uma bomba de fogos de artifício no campo, próximo do bandeirinha Alberto Poletto Masseira. O artefato explodiu próximo do mesmo, quando Masseira levantou bandeira e chamou o árbitro Sérgio da Rocha Gomes, que paralisou o jogo. O bandeirinha não sofreu lesões.
Capitão do Independente, o zagueiro Jean pediu calma à torcida. Se o árbitro relatar na súmula, o Galo poderá perder, por um ano, mando de jogos em seu campo.
O acusado foi recolhido até o plantão policial para registro da ocorrência, tendo sido liberado em seguida.
O vendedor R.H.G., 28, foi detido anteontem durante o jogo do Independente contra o Guaçuano, no Estádio Municipal Comendador Agostinho Prada. Torcedor do Galo, ele assistia o jogo quando atirou uma bomba de fogos de artifício no campo, próximo do bandeirinha Alberto Poletto Masseira. O artefato explodiu próximo do mesmo, quando Masseira levantou bandeira e chamou o árbitro Sérgio da Rocha Gomes, que paralisou o jogo. O bandeirinha não sofreu lesões.
Capitão do Independente, o zagueiro Jean pediu calma à torcida. Se o árbitro relatar na súmula, o Galo poderá perder, por um ano, mando de jogos em seu campo.
O acusado foi recolhido até o plantão policial para registro da ocorrência, tendo sido liberado em seguida.
Rapaz ataca ônibus, ameaça motorista e quase fere jovem
Daíza Lacerda
Seria mais um itinerário normal no fim da tarde de ontem para o motorista V.J.S., 42, da linha 02-Belinha Ometto, antes de o ônibus que dirigia ser atacado por um rapaz, no Centro. "Estava saindo do ponto atrás da Catedral, e ele chegou chutando e batendo na porta", explicou. Diante da atitude, ele preferiu não abrir a porta e seguiu viagem. "É preciso ter respeito. Mas, como não parei, ele disse que me encontraria no ponto final para me matar", relatou o motorista.
Não contente, o rapaz, identificado apenas como de pele morena e aparentando ter 25 anos, correu atrás do coletivo e atirou uma pedra no vidro traseiro na parada do ponto seguinte, em frente à escola Brasil. Com isso, o motorista parou o carro no quarteirão seguinte. Os estilhaços caíram sobre uma jovem de 14 anos, que estava em assento abaixo do vidro no local atingido. Ainda assustada e chorando, a menina disse que não estava acompanhada e iria para a sua casa. Diante da ocorrência, aguardou um familiar ir buscá-la. Ela não chegou a ficar ferida.
O acusado foi reconhecido também como frequentador dos arredores da escola Sesi, no Morro Azul, e seria morador do Parque Residencial Belinha Ometto.
INSEGURANÇA
O motorista estima que pelo menos 50 passageiros estavam no coletivo. Ele chegou a chamar a polícia, mas deixou o local após cerca de meia hora de espera, para levar o carro à garagem da empresa e fazer o boletim de ocorrência. Ele declarou não se sentir ameaçado pelo atacante, mas teme pela segurança no seu dia a dia profissional. "Está difícil trabalhar sério. Precisamos de segurança para trabalhar, e também para oferecer a quem usa o transporte", pondera.
A cobradora também se preocupa com o vandalismo. "Poderia ser eu ferida, se tivesse jogado na janela. Temos medo e agora fica a insegurança", diz.
Seria mais um itinerário normal no fim da tarde de ontem para o motorista V.J.S., 42, da linha 02-Belinha Ometto, antes de o ônibus que dirigia ser atacado por um rapaz, no Centro. "Estava saindo do ponto atrás da Catedral, e ele chegou chutando e batendo na porta", explicou. Diante da atitude, ele preferiu não abrir a porta e seguiu viagem. "É preciso ter respeito. Mas, como não parei, ele disse que me encontraria no ponto final para me matar", relatou o motorista.
Não contente, o rapaz, identificado apenas como de pele morena e aparentando ter 25 anos, correu atrás do coletivo e atirou uma pedra no vidro traseiro na parada do ponto seguinte, em frente à escola Brasil. Com isso, o motorista parou o carro no quarteirão seguinte. Os estilhaços caíram sobre uma jovem de 14 anos, que estava em assento abaixo do vidro no local atingido. Ainda assustada e chorando, a menina disse que não estava acompanhada e iria para a sua casa. Diante da ocorrência, aguardou um familiar ir buscá-la. Ela não chegou a ficar ferida.
O acusado foi reconhecido também como frequentador dos arredores da escola Sesi, no Morro Azul, e seria morador do Parque Residencial Belinha Ometto.
INSEGURANÇA
O motorista estima que pelo menos 50 passageiros estavam no coletivo. Ele chegou a chamar a polícia, mas deixou o local após cerca de meia hora de espera, para levar o carro à garagem da empresa e fazer o boletim de ocorrência. Ele declarou não se sentir ameaçado pelo atacante, mas teme pela segurança no seu dia a dia profissional. "Está difícil trabalhar sério. Precisamos de segurança para trabalhar, e também para oferecer a quem usa o transporte", pondera.
A cobradora também se preocupa com o vandalismo. "Poderia ser eu ferida, se tivesse jogado na janela. Temos medo e agora fica a insegurança", diz.
Pais de menina morta e moradores cobram mais segurança em parque
Daíza Lacerda
Colegas gravaram vídeo de jovem e crianças na água antes de fatalidade no sábado
"A minha filha não volta mais. Não desejo que ninguém passe pelo que eu e minha família estamos passando". As palavras são do pedreiro Messias Cardoso de Sá, 40, pai da jovem Jhenifer Aiala Roldão, de 14 anos, que morreu na tarde de sábado na lagoa do Parque Ecológico do Jardim do Lago.
O pai relatou à Gazeta que soube do afogamento da filha por um amigo, que teria ido avisá-lo em sua casa, no Jardim Ernesto Kühl. "Ela avisou que viria ao parque, que fica cheio nos finais de semana. Fui informado de que os peixes chamaram atenção e ela escorregou. Exigimos providências para que isso não aconteça com outra pessoa", desabafa.
A mãe da adolescente, Creusa Cardoso Roldão de Sá, 36, endossa o pedido, mesmo diante da proibição de nadar no local. "Não basta alertar, mas exigir que saia da água", disse ela. A afirmação é referência a um vídeo feito pelas colegas da vítima que a acompanhavam momentos antes da fatalidade em que aparecem Jhenifer, uma das amigas e mais duas crianças, uma delas com mamadeira, já dentro da água, na parte mais rasa da lagoa. A gravação mostra o entorno do local em que estão, com poucas pessoas próximas das jovens no momento.
A Gazeta teve acesso ao vídeo e ouviu as duas jovens que acompanhavam Jhenifer, que têm 12 e 13 anos de idade. Segundo elas, a criança, irmão da jovem, queria brincar com peixinhos, que podiam ser vistos da borda do lago. Entre uma brincadeira e outra, o chinelo da criança teria caído na água e, para impedir que a criança tentasse pegar, Jhenifer teria corrido em sua frente, quando escorregou e afundou. Uma das amigas declarou tentar tirá-la da água, enquanto a outra foi chamar o guarda municipal (GM) que estava de plantão.
Um rapaz que estava no local teria tentado ajudar, mas a garota já havia sido levada pela água. Pelo relato das jovens, o GM estava na casa do parque e quando chegou ao local não entrou na água por não saber nadar.
"É uma área de lazer, de visitação pública. Não justifica fechar tudo, porque senão qual será a opção de lazer? Mas é preciso aumentar a segurança, seja qual for a opção", declarou o morador Eli Vasconcelos.
FATALIDADE
"O guarda tem de orientar em relação aos riscos e foi o que fiz. Além do aviso verbal, dado mais de uma vez, há placas informando a proibição. Quando cheguei no local, já havia pessoas na água, por isso não houve necessidade de eu entrar", defendeu-se o GM Eurípedes, que relatou que, de fato, não sabe nadar.
O local em que as jovens e crianças estavam fica fora da visão de quem está na casa que serve como base dos guardas, coberto por uma árvore. "Mandei que saíssem, mas depois voltaram. Quando me chamaram ela já estava há algus minutos na água. Tenho 20 anos de Guarda, além de filhos e netos", ressaltou, defendendo-se de qualquer tipo de omissão.
"Esta área é enorme e fica um guarda no local. É preciso que os pais também zelem por seus filhos. Não conseguimos fazer milagres", acrescentou o GM Cleuber.
Associação já havia pedido guarda-vidas
e cerca; alternativas serão estudadas
A Prefeitura foi questionada se havia alguma providência a ser estudada para o local, como o aumento de avisos de "Proibido nadar" ou reforço na fiscalização com aumento no efetivo de GMs no local ou um guarda-vidas, função para a qual há vagas no concurso a ser realizado neste mês.
Por meio da Secretaria de Comunicações, o Executivo emitiu nota lamentando o acidente ocorrido na área, que é pública e de responsabilidade da Prefeitura. Ressaltou, no entanto, que no local "há todo aparato de segurança, por exemplo, placas ao redor do lago alertando a proibição de atividades como: pescaria, natação e entrada na água. Informamos que no local há guardas disponíveis 24h".
Na nota pede ainda "a colaboração dos pais para que não deixem seus filhos desacompanhados no Parque evitando, assim, outros acidentes".
O secretário municipal de Segurança Pública, Siddharta Carneiro Leão, lamentou a fatalidade, assim como Domingos Furgione, responsável pela secretaria de Meio Ambiente.
Furgione declarou que alterntivas estão sendo estudadas pelas duas secretarias em conjunto com a Associação de Moradores e Amigos do Jardim Aeroporto. "Não há o que justifique esta tragédia para a família e para ninguém. Estamos solidários com a família e buscaremos alternativas possíveis, seja com um guarda-vidas, ou algum tipo cerca, o que também é difícil para implantar", disse ele, se referindo à finalidade do espaço.
Apesar de várias possibilidades serem estudadas, ele alerta para a importância da atenção dos pais no acompanhamento de menores, para evitar novas tragédias.
Pesidente da Associação de Moradores, Júlio César do Amaral declarou que há mais de três anos foi enviado ofício à Prefeitura com o pedido de guarda-vidas e cercas no local. "Infelizmente é a segunda morte que temos no espaço, o que é lamentável. A Associação continuará buscando medidas possíveis tanto na conscientização quanto na cobrança do poder público por proteção, principalmente após este novo fato, que esperamos que não se repita". (DL)
Colegas gravaram vídeo de jovem e crianças na água antes de fatalidade no sábado
"A minha filha não volta mais. Não desejo que ninguém passe pelo que eu e minha família estamos passando". As palavras são do pedreiro Messias Cardoso de Sá, 40, pai da jovem Jhenifer Aiala Roldão, de 14 anos, que morreu na tarde de sábado na lagoa do Parque Ecológico do Jardim do Lago.
O pai relatou à Gazeta que soube do afogamento da filha por um amigo, que teria ido avisá-lo em sua casa, no Jardim Ernesto Kühl. "Ela avisou que viria ao parque, que fica cheio nos finais de semana. Fui informado de que os peixes chamaram atenção e ela escorregou. Exigimos providências para que isso não aconteça com outra pessoa", desabafa.
A mãe da adolescente, Creusa Cardoso Roldão de Sá, 36, endossa o pedido, mesmo diante da proibição de nadar no local. "Não basta alertar, mas exigir que saia da água", disse ela. A afirmação é referência a um vídeo feito pelas colegas da vítima que a acompanhavam momentos antes da fatalidade em que aparecem Jhenifer, uma das amigas e mais duas crianças, uma delas com mamadeira, já dentro da água, na parte mais rasa da lagoa. A gravação mostra o entorno do local em que estão, com poucas pessoas próximas das jovens no momento.
A Gazeta teve acesso ao vídeo e ouviu as duas jovens que acompanhavam Jhenifer, que têm 12 e 13 anos de idade. Segundo elas, a criança, irmão da jovem, queria brincar com peixinhos, que podiam ser vistos da borda do lago. Entre uma brincadeira e outra, o chinelo da criança teria caído na água e, para impedir que a criança tentasse pegar, Jhenifer teria corrido em sua frente, quando escorregou e afundou. Uma das amigas declarou tentar tirá-la da água, enquanto a outra foi chamar o guarda municipal (GM) que estava de plantão.
Um rapaz que estava no local teria tentado ajudar, mas a garota já havia sido levada pela água. Pelo relato das jovens, o GM estava na casa do parque e quando chegou ao local não entrou na água por não saber nadar.
"É uma área de lazer, de visitação pública. Não justifica fechar tudo, porque senão qual será a opção de lazer? Mas é preciso aumentar a segurança, seja qual for a opção", declarou o morador Eli Vasconcelos.
FATALIDADE
"O guarda tem de orientar em relação aos riscos e foi o que fiz. Além do aviso verbal, dado mais de uma vez, há placas informando a proibição. Quando cheguei no local, já havia pessoas na água, por isso não houve necessidade de eu entrar", defendeu-se o GM Eurípedes, que relatou que, de fato, não sabe nadar.
O local em que as jovens e crianças estavam fica fora da visão de quem está na casa que serve como base dos guardas, coberto por uma árvore. "Mandei que saíssem, mas depois voltaram. Quando me chamaram ela já estava há algus minutos na água. Tenho 20 anos de Guarda, além de filhos e netos", ressaltou, defendendo-se de qualquer tipo de omissão.
"Esta área é enorme e fica um guarda no local. É preciso que os pais também zelem por seus filhos. Não conseguimos fazer milagres", acrescentou o GM Cleuber.
Associação já havia pedido guarda-vidas
e cerca; alternativas serão estudadas
A Prefeitura foi questionada se havia alguma providência a ser estudada para o local, como o aumento de avisos de "Proibido nadar" ou reforço na fiscalização com aumento no efetivo de GMs no local ou um guarda-vidas, função para a qual há vagas no concurso a ser realizado neste mês.
Por meio da Secretaria de Comunicações, o Executivo emitiu nota lamentando o acidente ocorrido na área, que é pública e de responsabilidade da Prefeitura. Ressaltou, no entanto, que no local "há todo aparato de segurança, por exemplo, placas ao redor do lago alertando a proibição de atividades como: pescaria, natação e entrada na água. Informamos que no local há guardas disponíveis 24h".
Na nota pede ainda "a colaboração dos pais para que não deixem seus filhos desacompanhados no Parque evitando, assim, outros acidentes".
O secretário municipal de Segurança Pública, Siddharta Carneiro Leão, lamentou a fatalidade, assim como Domingos Furgione, responsável pela secretaria de Meio Ambiente.
Furgione declarou que alterntivas estão sendo estudadas pelas duas secretarias em conjunto com a Associação de Moradores e Amigos do Jardim Aeroporto. "Não há o que justifique esta tragédia para a família e para ninguém. Estamos solidários com a família e buscaremos alternativas possíveis, seja com um guarda-vidas, ou algum tipo cerca, o que também é difícil para implantar", disse ele, se referindo à finalidade do espaço.
Apesar de várias possibilidades serem estudadas, ele alerta para a importância da atenção dos pais no acompanhamento de menores, para evitar novas tragédias.
Pesidente da Associação de Moradores, Júlio César do Amaral declarou que há mais de três anos foi enviado ofício à Prefeitura com o pedido de guarda-vidas e cercas no local. "Infelizmente é a segunda morte que temos no espaço, o que é lamentável. A Associação continuará buscando medidas possíveis tanto na conscientização quanto na cobrança do poder público por proteção, principalmente após este novo fato, que esperamos que não se repita". (DL)
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