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sábado, 5 de fevereiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Pavilhão do N. Sa. das Dores também é área problemática para feirantes

Daíza Lacerda

Não é só no Jardim Vista Alegre que os feirantes de Limeira encontram dificuldades para trabalhar devido à sujeira no local de montagem da feira, conforme a Gazeta registrou na edição de domingo.

No pavilhão do Parque Nossa Senhora das Dores, na Avenida Frei João das Mercês, onde a feira é realizada nas tardes de quarta-feira, a sujeira e presença de pombos afastam os consumidores.
No local, as crianças foram as primeiras a reclamar para a reportagem. “É muita sujeira de pombos, desse jeito não podemos brincar, muito menos descalços”, argumentou um grupo de cinco crianças na faixa dos 10 anos de idade.
Já os feirantes se preocupam com a freguesia, ameaçada pela presença dos pombos. “Outro dia uma mulher estava comprando verdura e as fezes dos pombos caíram nela. É o que tememos, além da possível sujeira em nossas mercadorias”, disse a Izilda Schidt, 54, que tenta expor seus produtos de forma que não fiquem embaixo dos arcos da cobertura do pavilhão, onde os pombos ficam empoleirados. “Fica um mau cheiro, sem contar que as fezes são um problema sério e perigoso para a saúde”, completa Eduardo Augusto de Oliveira, 59.
Os vendedores de gêneros alimentícios são os mais preocupados. As barracas de pastel usam lona, mas não há cobertura nas mesas para os clientes. “Alguns frequentadores reclamam”, disse o funcionário de uma das barracas.
Antônio José da Silva também possui barraca de alimentos e, além da preocupação com os pombos no pavilhão, reforça a necessidade de manutenção na área da feira no Jardim Vista Alegre. “Além do mato, lá deve-se fazer a queda da água na direção dos rios. A água leva bichos e sujeira e tudo isso circulando perto de nós é um risco para a saúde”, disse.
De acordo com a assessoria da Prefeitura, “a Secretaria da Agricultura informou que sempre é feita a limpeza após o término das atividades das feiras”. Quanto à sujeira antes de os comerciantes começarem as atividades no local, “será providenciada a limpeza para que na semana que vem não haja nenhuma sujeira ao início das feiras livres”.
Em relação aos pombos, a Secretaria informou que será enviado até o local um fiscal para analisar o caso, para que sejam tomadas as devidas providências. Já no bairro Vista Alegre, a poda do mato e limpeza estão programadas para esta sexta-feira.

BELINHA OMETTO

No Residencial Belinha Ometto, a incidência de pombos também aumentou nos últimos meses. Moradores acreditam que a migração das aves é em decorrência de muita sujeira jogada nas ruas.
A dona de casa Aparecida Costa se incomoda com os pombos na rua. “Eles transmitem doenças”, ressalta. Para ela, enquanto houver pessoas que alimentem as aves, haverá reclamações. (Colaborou Cláudia Trento)



Feirantes e frequentadores da feira, além de crianças que querem usar o local para o lazer, reclamam da sujeira dos pombos
Feirantes e frequentadores da feira, além de crianças que querem usar o local para o lazer, reclamam da sujeira dos pombos

Residência no Belinha Ometto repleta de pombos; moradores acreditam que apariçam das aves é devido sujeiras nas ruas
Residência no Belinha Ometto repleta de pombos; moradores acreditam que apariçam das aves é devido sujeiras nas ruas

Publicado na Gazeta de Limeira.

domingo, 30 de janeiro de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Mato alto, lixo e odores são problemas em local de feira

Daíza Lacerda

É crítica a situação na área da feira livre no Jardim Vista Alegre, na Rua José Antônio Massaro. Mato alto, entulho e cheiro forte do lixo deixado no local impediram que os feirantes Leandro Takada e Marcos Toshi trabalhassem em uma das últimas semanas.
De acordo com Takada, o problema existe há vários meses, e o odor que resulta do acúmulo de lixo tornou inviável o trabalho com alimentos no local. "Havia manutenção, mas há alguns meses a área está abandonada. Já recorremos à associação dos feirantes e ao fiscal da feira, mas não tivemos resultados", declara.
"O argumento da fiscalização da feira por não ter tomado nenhuma providência é a de que, como se trata de um bairro de periferia e pelo local da feira ser ao lado de um córrego, não há como fiscalizar a ação da população, como o descarte de lixo e entulho", completa Toshi.
Eles lembram ainda dos impostos que arcam para poder trabalhar na feira, o que os prejudicam ainda mais com a falta de condições. "Já fomos advertidos pelas faltas, mas com mau cheiro e lixo não há como trabalhar", explicam.
"Na semana passada começamos a montar nossa barraca praticamente no meio da feira, pois não há condições de se estacionar o carro no meio do mato. Entendemos que devido às chuvas, muitos bairros foram alagados, muito asfalto destruído, e vários outros problemas na cidade aconteceram, mas penso que a saúde pública não deve ser deixada para segundo plano".
Os feirantes defendem que, pelo local receber grande circulação e pela quantidade de produtos alimentícios, a atenção à área é urgente. "Em dias de chuva a rua da feira vira um rio. Já imaginou os riscos de doença que nós, não somente os feirantes, mas a população em geral, corremos com essa situação?", indaga Toshi.
Eles relatam ainda que animais mortos como cobras teriam sido encontrados no local, que tem acesso de crianças. Devido ao lixo, mato e animais, os feirantes contornaram a situação com humor e batizaram a área de "safári', com uma placa que lista as "atrações". "É uma forma de protesto que arranjaram para demonstrar a insatisfação com a situação", diz Toshi.
De acordo com o secretário municipal de Obras e Serviços Urbanos, Celso José Gonçalves, que responde pela pasta da Agricultura, que envolve as feiras, o local está na programação para receber manutenção. O secretário afirma que há poucas semanas foi feita uma reunião com os feirantes e a situação não foi apresentada, mas irá verificar o descarte de lixo e animais próximos ao córrego. Conforme Gonçalves, o serviço será executado com a trégua da chuva.