Benefício é voltado a idosos e deficientes em situação de vulnerabilidade social
Daíza Lacerda
Idosos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) devem comparecer no Ceprosom para atualizar o Cadastro Único. A atualização é obrigatória para todos os beneficiários até o final deste ano, sob o risco de ter o pagamento suspenso.
O benefício de um salário mínimo é pago pelo governo federal a idosos acima de 65 anos e deficientes cuja renda familiar seja de até 1/4 de salário mínimo per capita, ou seja, para pessoas em situação de vulnerabilidade, como explica Maria Aucélia Damaceno, presidente do Ceprosom. Ela ressalta que o recadastramento dos deficientes será no próximo ano.
Apesar do alerta de recadastramento no extrato, mais da metade dos beneficiários em Limeira precisam comparecer para atualização. No município são 2.270 idosos cadastrados, sendo que 1.311 estão com o recadastro pendente. Entre os deficientes são 1.952 beneficiários que deverão atualizar no próximo ano.
Maria Aucélia alerta que muitas pessoas confundem o benefício com aposentadoria. No entanto, o BPC não é válido para aposentados.
Além do recadastramento, outras mudanças são implantadas neste ano em relação ao BPC. O Ceprosom fará o acompanhamento dos beneficiários, numa busca para incluí-los nos serviços de assistência social, tendo os idosos como público prioritário.
O acompanhamento dos beneficiários deficientes será feito independentemente da idade. No entanto, há o BPC Escola, voltado àqueles de 0 a 18 anos. São 544 nesta faixa etária, que já tiveram a distribuição de questionários para identificar barreiras e as necessidades para atender de foram específica. "Isso deve ser alinhado com outras políticas públicas, com a acessibilidade na escola e no transporte, para garantir o acesso", explica.
O questionário mostrará ao Ministério do Desenvolvimento Social como o município está em outros âmbitos além da assistência nas políticas de inclusão. Até agosto será desenvolvido um plano de trabalho com essas pessoas".
Maria Aucélia salienta que o levantamento da demanda de idosos para acompanhamento já é feito nos Cras, ainda que não em grupos específicos.
A atualização só não é válida para idosos em situação de abrigamento e para os maiores de 80 anos, para os quais o governo federal prevê atendimento em domicílio. Para recadastrar, basta levar documento original. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 15h30, na Avenida Campinas, 115, Cidade Jardim (sede do Ceprosom). Mais informações pelos telefones 3404-6264 e 3404-6265.
Publicado na Gazeta de Limeira.
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Crise, inflação, correção e atraso impactam contas do Ceprosom
Em alguns casos, despesa mensal com serviços quase dobraram neste ano
Daíza Lacerda
O crédito suplementar de R$ 3,1 milhões pedido pelo Ceprosom para fechar as contas de 2016 foi justificado pela autarquia com outros fatores além do aumento da demanda de atendimentos. Além da elevação da procura por atendimentos e benefícios sociais, o aumento no custo de produtos e serviços, reajuste salarial e atraso de repasses federais levaram a autarquia a quase dobrar o pedido de ajuda financeira, na comparação com o ano passado.
Renata Chiari, assessora executiva do Ceprosom, lembra que o crédito requisitado em 2015 foi na ordem de R$ 1,8 milhão. Se o orçamento previsto para 2016 não foi suficiente, são grandes as chances da projeção para 2017 também ficar abaixo do necessário, se a demanda de atendimento mantiver a mesma. "O atendimento aumentou mais do que o dobro, mas não cortamos nenhum serviço, o que não ocorreu em outros municípios da região. Cumprimos o pagamento de fornecedores", informa.
Os recursos previstos para 2016 foram de R$ 27,106 milhões de verba municipal, R$ 3,191 milhões da federal e R$ 636 mil em verba estadual. Ainda não foi fechado o valor executado até o momento, mas, até outubro, o repasse federal havia totalizado R$ 2,2 milhões, com atrasos desde o início do ano em alguns casos. Segundo Renata, o atraso também ocorreu no ano passado, mas foi saldado, o que ainda é dúvida para este ano, contribuindo para o pedido de ajuda financeira mais dispendioso.
Para 2017, o orçamento da autarquia enviado à Câmara prevê R$ 27,217 milhões da fonte municipal, R$ 3,493 milhões da federal e R$ 599 mil da estadual. Apesar da queda prevista para o próximo ano, os repasses do Estado estão em dia, conforme Renata. Neste ano, os convênios estaduais foram marcados pela lentidão devido aos repasses tímidos, como na construção do novo Fórum e retomada da escola do Jardim Lagoa Nova, ainda ensaiada. No âmbito federal, alguns convênios seguem inconclusos à espera de verba, como a reforma da praça de esportes do Cecap.
CUSTOS
Mais pessoas desempregadas buscando benefícios como alimentação ou moradia não foi o único impacto. O aumento dos preços dos alimentos, por exemplo, representou quase o dobro do custo das cestas básicas, de um ano para outro. De acordo com Renata, no ano passado, a despesa mensal média era de R$ 37 mil para as cestas básicas, o que aumentou para R$ 66 mil neste ano (alta de 78%). A locação social subiu de 88 para 107 casos, num custo mensal que passou de R$ 41.537 para R$ 63.179 mensais (53%). Acolhimento de idosos, que passou de 22 para 31 pessoas, foi de R$ 30.140 para R$ 46.693 mensais (56%).
Outros tipos de assistência ampliados neste ano também representaram custo extra, como a implantação da Casa de Acolhida e a conclusão do reordenamento de abrigos de crianças e adolescentes. Neste último, as casas-lares equipadas foram de duas para quatro, dentro do convênio com a ONG Aldeias SOS Brasil, que no primeiro ano custa R$ 1,5 milhão à autarquia.
Ela cita que o reajuste salarial de servidores também teve impacto significativo na folha de pagamento, que corresponde a 48% do orçamento da autarquia.
Renata salienta que todos os serviços tiveram aumento na demanda, mesmo aqueles que não dependem de recursos municipais, como o Bolsa Família, de transferência de renda do governo federal. Esse aumento foi observado o ano inteiro, sem um período de pico específico.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Daíza Lacerda
O crédito suplementar de R$ 3,1 milhões pedido pelo Ceprosom para fechar as contas de 2016 foi justificado pela autarquia com outros fatores além do aumento da demanda de atendimentos. Além da elevação da procura por atendimentos e benefícios sociais, o aumento no custo de produtos e serviços, reajuste salarial e atraso de repasses federais levaram a autarquia a quase dobrar o pedido de ajuda financeira, na comparação com o ano passado.
Renata Chiari, assessora executiva do Ceprosom, lembra que o crédito requisitado em 2015 foi na ordem de R$ 1,8 milhão. Se o orçamento previsto para 2016 não foi suficiente, são grandes as chances da projeção para 2017 também ficar abaixo do necessário, se a demanda de atendimento mantiver a mesma. "O atendimento aumentou mais do que o dobro, mas não cortamos nenhum serviço, o que não ocorreu em outros municípios da região. Cumprimos o pagamento de fornecedores", informa.
Os recursos previstos para 2016 foram de R$ 27,106 milhões de verba municipal, R$ 3,191 milhões da federal e R$ 636 mil em verba estadual. Ainda não foi fechado o valor executado até o momento, mas, até outubro, o repasse federal havia totalizado R$ 2,2 milhões, com atrasos desde o início do ano em alguns casos. Segundo Renata, o atraso também ocorreu no ano passado, mas foi saldado, o que ainda é dúvida para este ano, contribuindo para o pedido de ajuda financeira mais dispendioso.
Para 2017, o orçamento da autarquia enviado à Câmara prevê R$ 27,217 milhões da fonte municipal, R$ 3,493 milhões da federal e R$ 599 mil da estadual. Apesar da queda prevista para o próximo ano, os repasses do Estado estão em dia, conforme Renata. Neste ano, os convênios estaduais foram marcados pela lentidão devido aos repasses tímidos, como na construção do novo Fórum e retomada da escola do Jardim Lagoa Nova, ainda ensaiada. No âmbito federal, alguns convênios seguem inconclusos à espera de verba, como a reforma da praça de esportes do Cecap.
CUSTOS
Mais pessoas desempregadas buscando benefícios como alimentação ou moradia não foi o único impacto. O aumento dos preços dos alimentos, por exemplo, representou quase o dobro do custo das cestas básicas, de um ano para outro. De acordo com Renata, no ano passado, a despesa mensal média era de R$ 37 mil para as cestas básicas, o que aumentou para R$ 66 mil neste ano (alta de 78%). A locação social subiu de 88 para 107 casos, num custo mensal que passou de R$ 41.537 para R$ 63.179 mensais (53%). Acolhimento de idosos, que passou de 22 para 31 pessoas, foi de R$ 30.140 para R$ 46.693 mensais (56%).
Outros tipos de assistência ampliados neste ano também representaram custo extra, como a implantação da Casa de Acolhida e a conclusão do reordenamento de abrigos de crianças e adolescentes. Neste último, as casas-lares equipadas foram de duas para quatro, dentro do convênio com a ONG Aldeias SOS Brasil, que no primeiro ano custa R$ 1,5 milhão à autarquia.
Ela cita que o reajuste salarial de servidores também teve impacto significativo na folha de pagamento, que corresponde a 48% do orçamento da autarquia.
Renata salienta que todos os serviços tiveram aumento na demanda, mesmo aqueles que não dependem de recursos municipais, como o Bolsa Família, de transferência de renda do governo federal. Esse aumento foi observado o ano inteiro, sem um período de pico específico.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Cenário econômico impacta caixa de entidades
Instituições filantrópicas calculam queda em doações e atrasos em repasses
Daíza Lacerda
Responsáveis por atendimentos sociais, de alimentação, saúde ou acolhimento, entidades de Limeira enfrentam dificuldades diante da redução de recursos, tanto com a queda das doações quanto no atraso do repasse de subvenções. O impacto nas contas foi sentido principalmente nos últimos meses, conforme instituições ouvidas.
Na Associação de Reabilitação Infantil Limeirense (Aril), nem mesmo os 630 usuários e o destaque em campeonatos esportivos internacionais têm sido suficientes para atrair a atenção de mais apoiadores. A maioria dos atendidos tem até 14 anos de idade, e a principal consequência foi no setor escolar, como explica o presidente Du Ferreira e equipe. Um corte de repasse do governo estadual reduziu pela metade a quantidade de alunos. "O repasse de R$ 595 mil caiu para R$ 245 mil. O pagamento cobria 140 alunos, e agora cobre 70. Estamos com 84, com o restante sob nossa conta", explica.
As doações também caíram ao menos 10%, mas com diferenças no perfil dos doadores. "Quem contribui pouco, mantém a ajuda. Mas quem provia quantia maiores parou, sobretudo empresas". A defasagem ocorre também nos repasses dos tratamentos clínicos da tabela SUS. A entidade recebe R$ 2,95 por sessão de fisioterapia, sendo que manter um profissional custa R$ 33 por sessão. Outra cifra em queda são os recursos da Nota Fiscal Paulista, cuja legislação foi alterada reduzindo de 30% para 20% o repasse para entidades, num impacto de quase R$ 60 mil se o número de doadores se mantiver.
Segundo o presidente, até este mês as contas estão mantidas, mas é previsto desequilíbrio negativo no próximo mês. Para manter a arrecadação, a entidade promove eventos e parcerias, como uma firmada recentemente com uma escola, que reformou uma das salas multiuso. Até setembro é mantido o convênio com uma empresa alemã, que contribui há 25 anos, mas já saiu do Brasil. Para Ferreira, as dificuldades também são resultado de uma mudança de cultura e dos negócios, já que os gestores das empresas locais não são mais do município, perdendo-se o vínculo que ajudava na sobrevida dos serviços das instituições.
MAIS BAIXAS
A situação é parecida no Asilo João Kühl Filho. A presidente Maria Cristina Cruañes estima queda de 10% nas doações nos últimos três meses entre os associados de contribuição mensal. Já a doação de alimentos não apresenta variação, enquanto a de roupas também caiu. Na instituição, não houve corte ou redução de convênios, e uma das saídas para manter os recursos também são os eventos, como bingo e feijoada.
No Dispensário Assistencial Santa Isabel, a balança inverteu, como explica a voluntária Verani Aparecida Nogueira Arrivaben. Nos últimos três meses, a procura por cestas básicas aumentou, enquanto as doações reduziram, principalmente a proveniente de empresas. As triagens ocorrem às quintas-feiras, mas a procura tem ocorrido durante toda semana, com o dobro da demanda. Neste quesito, a queda nas doações impactou o alcance do atendimento. Antes eram ofertadas de 15 a 20 cestas por semana, e agora são de 10 a 12.
Situação é generalizada
entre entidades, diz Ceprosom
Elo de repasses de recursos das esferas estadual e federal às entidades de Limeira, o Ceprosom lida com os atrasos principalmente da União. A situação não é novidade, já que havia parcelas pendentes desde 2014. É o que explica Renata Gullo Feres, diretora administrativa e financeira da autarquia.
De acordo com ela, parte começou a ser acertada no mês passado, mas saldadas parcelas de 2015, com as de 2016 ainda em suspenso. Há casos de cinco meses de atraso. Antes dos acertos recentes, chegavam a 12.
Recursos do governo para a autarquia, não necessariamente para repasse às entidades, também atrasaram. Mas, entre as que contavam com a verba, ficaram a ver navios meses a fio entidades de acolhimento ao idoso e adolescente.
Ela atesta que a maioria das instituições tem reclamado da queda nas doações e também nos recursos da Nota Fiscal Paulista. Mas é possível identificar o lado positivo do momento ruim nas contas. "Essa conferência nas contas leva as entidades à profissionalização, para sair da forma amadora de administrar, montando custos, aprimorando gastos. São poucas que têm essa organização". Se todas elas recorrem à criatividade e aos eventos para nivelar as contas, outra saída é a participação popular. "A população deve se conscientizar para ajudar", reforça. (Daíza Lacerda)
Resposta ao tráfico e união de setores são desafios em plano de proteção
Criança, adolescente e familiares são público-alvo de ações previstas por conselho
Daíza Lacerda
O envolvimento no tráfico e consumo de drogas não só por adolescentes, mas também por crianças, se mostra como o principal fator de quebra de vínculos com familiares. As drogas são apenas uma das causas de vulnerabilidade que devem ser trabalhadas até 2023, dentro das ações do Plano Municipal de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária. O plano foi feito pelos conselhos municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente de Limeira (CMDCA) de Assistência Social (CMAS), além de setores da rede de assistência.
Além de lidar com consequências já estabelecidas, a atuação deve ser sobretudo na prevenção, como a da dependência química. É o que explicam Raquel Nunes, presidente do CMDCA, e Simone Reatto Ponzo, da gestão de Proteção Social Especial do Ceprosom. Mas, para conhecer a fundo as demandas desse público, é preciso que os serviços sejam sistematizados, com dados mais completos do atendimento, e não só da área social. "Dentro do plano, o principal desafio é da união de setores, como saúde, educação e habitação, que também precisam ter resposta rápida para os casos. O resultado depende também de como os outros vão atuar para solucionar".
No caso das drogas, elas explicam que existem ações pontuais, mas não discussões de políticas para agir diretamente no foco, que não se restringe à questão de segurança. "Só tirar a criança da área de tráfico não resolve o problema. Também existe a questão da privação de renda e desorganização familiar", consideram.
Um exemplo da necessidade de envolvimento de outros setores neste caso é que não adianta ter encaminhamentos aos serviços de saúde se o atendimento é agendado para dali dois meses. "Internação não é tratamento. Tem de haver mudança no contexto familiar. Nisso, o Caps desenvolve o serviço ideal, o problema é a defasagem de equipes para acompanhamento técnico em relação à demanda. Criança e adolescente têm prioridade, e os casos precisam de ações definitivas, não paliativas".
AÇÕES
Ao conhecer mais a fundo a raiz das demandas, o foco é agir na prevenção. Um dos exemplos de risco social é quando a criança deixa de frequentar a escola. "A articulação com outras secretarias não deve ser fragmentada. O plano tem definida uma matriz de ações específicas, com objetivos e ações designadas para cada responsável".
A participação dos próprios adolescentes também está prevista no processo. Vice-presidente do CMDCA, Paula Bocaiúva lembra que deve ser iniciado o fórum permanente de adolescentes, para que eles possam opinar e avaliar a própria condição.
O levantamento mais detalhado da situação das crianças e adolescentes nos territórios deve contribuir para as ações nos eixos específicos. O município deve ser o executor por meio do Ceprosom e secretarias, sendo que os conselhos devem acompanhar. A agenda prevê medidas de curto, médio e longo prazos. No curto, até este ano, há a questão dos abrigos no reordenamento, que aplica mudanças como a não separação de irmãos. No médio prazo (2017-2019), devem ser garantidos programas de apoio à convivência de crianças e adolescentes com transtornos mentais e deficiência, a exemplo de espaços mais acessíveis, o que ainda não ocorre. O estudo de dados de desaparecidos também é previsto neste período. Entre as ações de longo prazo (2020-2023), está a de garantir o vínculo de crianças de 3 a 5 anos com a família, enquanto a criança está abrigada. A menos que o afastamento do lar tenha ocorrido devido a ameaça ou violência.
Publicado na Gazeta de Limeira. original em pdf aqui.
Daíza Lacerda
O envolvimento no tráfico e consumo de drogas não só por adolescentes, mas também por crianças, se mostra como o principal fator de quebra de vínculos com familiares. As drogas são apenas uma das causas de vulnerabilidade que devem ser trabalhadas até 2023, dentro das ações do Plano Municipal de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária. O plano foi feito pelos conselhos municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente de Limeira (CMDCA) de Assistência Social (CMAS), além de setores da rede de assistência.
Além de lidar com consequências já estabelecidas, a atuação deve ser sobretudo na prevenção, como a da dependência química. É o que explicam Raquel Nunes, presidente do CMDCA, e Simone Reatto Ponzo, da gestão de Proteção Social Especial do Ceprosom. Mas, para conhecer a fundo as demandas desse público, é preciso que os serviços sejam sistematizados, com dados mais completos do atendimento, e não só da área social. "Dentro do plano, o principal desafio é da união de setores, como saúde, educação e habitação, que também precisam ter resposta rápida para os casos. O resultado depende também de como os outros vão atuar para solucionar".
No caso das drogas, elas explicam que existem ações pontuais, mas não discussões de políticas para agir diretamente no foco, que não se restringe à questão de segurança. "Só tirar a criança da área de tráfico não resolve o problema. Também existe a questão da privação de renda e desorganização familiar", consideram.
Um exemplo da necessidade de envolvimento de outros setores neste caso é que não adianta ter encaminhamentos aos serviços de saúde se o atendimento é agendado para dali dois meses. "Internação não é tratamento. Tem de haver mudança no contexto familiar. Nisso, o Caps desenvolve o serviço ideal, o problema é a defasagem de equipes para acompanhamento técnico em relação à demanda. Criança e adolescente têm prioridade, e os casos precisam de ações definitivas, não paliativas".
AÇÕES
Ao conhecer mais a fundo a raiz das demandas, o foco é agir na prevenção. Um dos exemplos de risco social é quando a criança deixa de frequentar a escola. "A articulação com outras secretarias não deve ser fragmentada. O plano tem definida uma matriz de ações específicas, com objetivos e ações designadas para cada responsável".
A participação dos próprios adolescentes também está prevista no processo. Vice-presidente do CMDCA, Paula Bocaiúva lembra que deve ser iniciado o fórum permanente de adolescentes, para que eles possam opinar e avaliar a própria condição.
O levantamento mais detalhado da situação das crianças e adolescentes nos territórios deve contribuir para as ações nos eixos específicos. O município deve ser o executor por meio do Ceprosom e secretarias, sendo que os conselhos devem acompanhar. A agenda prevê medidas de curto, médio e longo prazos. No curto, até este ano, há a questão dos abrigos no reordenamento, que aplica mudanças como a não separação de irmãos. No médio prazo (2017-2019), devem ser garantidos programas de apoio à convivência de crianças e adolescentes com transtornos mentais e deficiência, a exemplo de espaços mais acessíveis, o que ainda não ocorre. O estudo de dados de desaparecidos também é previsto neste período. Entre as ações de longo prazo (2020-2023), está a de garantir o vínculo de crianças de 3 a 5 anos com a família, enquanto a criança está abrigada. A menos que o afastamento do lar tenha ocorrido devido a ameaça ou violência.
Publicado na Gazeta de Limeira. original em pdf aqui.
Centro Pop tem 1ª reunião com moradores do Ibirapuera
Ação de pedintes e falta de opções de lazer estão entre as principais demandas
Daíza Lacerda
A presença de pedintes no bairro e adjacências e limpeza dos entornos foram alguns dos assuntos na primeira reunião entre a coordenação do Centro Pop e moradores do Jardim Ibirapuera, na última semana. Outras necessidades também foram apontadas por representantes de entidades.
Conforme a Gazeta abordou recentemente, moradores têm reclamado de pedintes. A comunidade chegou a se manifestar durante a construção do Centro Pop na região, sendo que a obra foi viabilizada por convênio federal que restringia o uso do prédio para outros fins que não fosse o atendimento à pessoa em situação de rua.
Segundo Joice Campos Toniato, coordenadora do Centro Pop, alguns dos próprios moradores reconheceram que o problema é anterior à construção, levando-se em conta as aglomerações em áreas verdes do bairro. De acordo com ela, foi reconhecida a necessidade da implantação do serviço. A cobrança de providências também foi no sentido de viabilizar opções no bairro, carente de estruturas para lazer, por exemplo.
Joice explica que foram tomadas providências, como a intensificação das abordagens e limpeza da região da mata, inclusive com a retirada de estruturas existentes. Ela ressalta que o público atendido não fica pelo bairro, já que os usuários são levados ao local especificamente para o atendimento.
Sobre as opções para a região, foi discutida a possibilidade do prédio ser usado no período noturno, para aulas de zumba e cursos, como de inglês. As principais demandas de curso serão levantadas com os moradores. Em relação aos equipamentos de lazer, serão estudadas opções como o aproveitamento de áreas.
A próxima reunião está prevista para a primeira semana de junho, à noite, no Centro Pop. A expectativa é que mais pessoas compareçam.
VAZAMENTO
Um usuário do Centro Pop reclamou de vazamentos em duas torneiras, que estariam ocorrendo há semanas sem providências. Joice disse que a conservação também depende do uso e cuidados, sendo que é grande o fluxo de pessoas no local que tomam banho e lavam roupas. Ressaltou que providências são tomadas quando manutenções são necessárias, e que não há nenhum grande vazamento no local.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Daíza Lacerda
A presença de pedintes no bairro e adjacências e limpeza dos entornos foram alguns dos assuntos na primeira reunião entre a coordenação do Centro Pop e moradores do Jardim Ibirapuera, na última semana. Outras necessidades também foram apontadas por representantes de entidades.
Conforme a Gazeta abordou recentemente, moradores têm reclamado de pedintes. A comunidade chegou a se manifestar durante a construção do Centro Pop na região, sendo que a obra foi viabilizada por convênio federal que restringia o uso do prédio para outros fins que não fosse o atendimento à pessoa em situação de rua.
Segundo Joice Campos Toniato, coordenadora do Centro Pop, alguns dos próprios moradores reconheceram que o problema é anterior à construção, levando-se em conta as aglomerações em áreas verdes do bairro. De acordo com ela, foi reconhecida a necessidade da implantação do serviço. A cobrança de providências também foi no sentido de viabilizar opções no bairro, carente de estruturas para lazer, por exemplo.
Joice explica que foram tomadas providências, como a intensificação das abordagens e limpeza da região da mata, inclusive com a retirada de estruturas existentes. Ela ressalta que o público atendido não fica pelo bairro, já que os usuários são levados ao local especificamente para o atendimento.
Sobre as opções para a região, foi discutida a possibilidade do prédio ser usado no período noturno, para aulas de zumba e cursos, como de inglês. As principais demandas de curso serão levantadas com os moradores. Em relação aos equipamentos de lazer, serão estudadas opções como o aproveitamento de áreas.
A próxima reunião está prevista para a primeira semana de junho, à noite, no Centro Pop. A expectativa é que mais pessoas compareçam.
VAZAMENTO
Um usuário do Centro Pop reclamou de vazamentos em duas torneiras, que estariam ocorrendo há semanas sem providências. Joice disse que a conservação também depende do uso e cuidados, sendo que é grande o fluxo de pessoas no local que tomam banho e lavam roupas. Ressaltou que providências são tomadas quando manutenções são necessárias, e que não há nenhum grande vazamento no local.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Prática de tai chi chuan melhora a vida de idosos
Daíza Lacerda
Centro do Idoso promove aulas semanais; participantes listam benefícios
A condição física não funciona plenamente se o lado emocional não vai bem. Ou seja: o benefício de muita malhação é perdido se faltar equilíbrio mental. De olho na qualidade de vida e para garantir esse complemento ao espírito, dezenas de idosos acompanham as aulas semanais de tai chi chuan, no Centro de Saúde e Lazer do Idoso.
"Perdi a ansiedade e ganhei mais equilíbrio. Era muito apressada e agora o meu serviço rende mais. Sinto-me muito bem", garante Odete Quadros, 66.
A atividade é ministrada por Clineu Milaré, conhecido como Paulo Maurício, que trabalha com a prática há mais de 15 anos. "O tai chi chuan é uma ginástica oriental que auxilia no sistema cardiovascular e sistema nervoso central. É feito com movimentos lentos e trabalha-se bastante a respiração. É o condicionamento do corpo para garantir maior equilíbrio", explica.
Fora dos equipamentos das academias ou prática de esportes, o exercício de complemento do estado físico com a mente em boa sintonia é proporcionado pelo tai chi chuan e ioga, diz o mestre.
Respirar e relaxar. "É o seu encontro com você e a natureza", completa Milaré.
Para o casal João Sumere e Aparecida Verginiassi Sumere, os reflexos foram todos positivos. "Não tenho mais nem canseira", garante ele, aos 84 anos. "Saímos da aula mais leves, além de fazer amizades. Ganhei mais agilidade, fez bem para a coluna e para a cabeça foi melhor ainda", lista Aparecida, com 81 anos, sobre os ganhos na saúde.
Milaré lembra que muitos têm vontade de praticar, mas os benefícios da atividade devem ser aproveitados como prevenção e não, necessariamente, para remediar. "As pessoas buscam quando estão no limite e procuram os porquês da vida", analisa.
Superintendente do Ceprosom, autarquia responsável pelo Centro, Vanderléia Serrano Diogo, lembra que as atividades têm como propósito o lazer, saúde e qualidade de vida do idoso. Entre atendimentos e encaminhamentos, são atendidos de 1,5 mil a 2 mil idosos por mês.
Há outras atividades como ginástica, hidro e dança, além do atendimento social e médico, todas gratuitas. "No momento fazemos a avaliação de fim de ano, quando recebemos sugestões para o que pode ser melhorado. Mas em janeiro devem ser abertas inscrições", explica Vanderléia, sobre o atendimento.
Além de ser maior de 60 anos, o idoso deve providenciar avaliação médica para participar das atividades. Não há procura maior além do público atendido, exceto pelas aulas de hidroginástica, cuja demanda aumenta no verão.
Também são promovidos no local vários tipos de jogos de mesa, para os quais não é necessário atestado médico. As datas e horários, assim como mais informações, podem ser consultados pelo telefone 3441-1316. O Centro do Idoso fica na Avenida Campinas, 765.
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
Centro do Idoso promove aulas semanais; participantes listam benefícios
A condição física não funciona plenamente se o lado emocional não vai bem. Ou seja: o benefício de muita malhação é perdido se faltar equilíbrio mental. De olho na qualidade de vida e para garantir esse complemento ao espírito, dezenas de idosos acompanham as aulas semanais de tai chi chuan, no Centro de Saúde e Lazer do Idoso.
"Perdi a ansiedade e ganhei mais equilíbrio. Era muito apressada e agora o meu serviço rende mais. Sinto-me muito bem", garante Odete Quadros, 66.
A atividade é ministrada por Clineu Milaré, conhecido como Paulo Maurício, que trabalha com a prática há mais de 15 anos. "O tai chi chuan é uma ginástica oriental que auxilia no sistema cardiovascular e sistema nervoso central. É feito com movimentos lentos e trabalha-se bastante a respiração. É o condicionamento do corpo para garantir maior equilíbrio", explica.
Fora dos equipamentos das academias ou prática de esportes, o exercício de complemento do estado físico com a mente em boa sintonia é proporcionado pelo tai chi chuan e ioga, diz o mestre.
Respirar e relaxar. "É o seu encontro com você e a natureza", completa Milaré.
Para o casal João Sumere e Aparecida Verginiassi Sumere, os reflexos foram todos positivos. "Não tenho mais nem canseira", garante ele, aos 84 anos. "Saímos da aula mais leves, além de fazer amizades. Ganhei mais agilidade, fez bem para a coluna e para a cabeça foi melhor ainda", lista Aparecida, com 81 anos, sobre os ganhos na saúde.
Milaré lembra que muitos têm vontade de praticar, mas os benefícios da atividade devem ser aproveitados como prevenção e não, necessariamente, para remediar. "As pessoas buscam quando estão no limite e procuram os porquês da vida", analisa.
Superintendente do Ceprosom, autarquia responsável pelo Centro, Vanderléia Serrano Diogo, lembra que as atividades têm como propósito o lazer, saúde e qualidade de vida do idoso. Entre atendimentos e encaminhamentos, são atendidos de 1,5 mil a 2 mil idosos por mês.
Há outras atividades como ginástica, hidro e dança, além do atendimento social e médico, todas gratuitas. "No momento fazemos a avaliação de fim de ano, quando recebemos sugestões para o que pode ser melhorado. Mas em janeiro devem ser abertas inscrições", explica Vanderléia, sobre o atendimento.
Além de ser maior de 60 anos, o idoso deve providenciar avaliação médica para participar das atividades. Não há procura maior além do público atendido, exceto pelas aulas de hidroginástica, cuja demanda aumenta no verão.
Também são promovidos no local vários tipos de jogos de mesa, para os quais não é necessário atestado médico. As datas e horários, assim como mais informações, podem ser consultados pelo telefone 3441-1316. O Centro do Idoso fica na Avenida Campinas, 765.
- Atividade traz benefícios para os sistemas cardiovascular e nervoso
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
Mulheres podem se inscrever para cursos na área de construção civil
Daíza Lacerda
Projeto do Ceprosom pretende capacitar de 320 a 500 profissionais em um ano
A protagonista Griselda, da novela das 20h já conquistou o público brasileiro interpretando o "Pereirão, seu marido de aluguel". Na vida real, a presença de mulheres em ofícios predominantemente masculinos está em alta, e não só para consertos diversos, mas para construção.
É o que mostram os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Há uma década as mulheres atuantes na construção civil eram pouco mais de 83 mil, entre 1,094 milhão de pessoas empregadas pelo setor. Em 2010 elas já haviam superado as 150 mil vagas, num crescimento de 65% em dez anos.
Com a tendência do mercado aliada à necessidade de profissionalização, principalmente entre o público feminino em situação de desemprego, o Ceprosom e Fundo Social de Solidariedade lançaram ontem o projeto "Mãos à obra mulher", que disponibiliza 320 vagas para quatro cursos: revestimento de azulejo e pintura, eletricista e encanador residenciais.
As aulas começam em novembro, com 64 inscritas por meio dos centros comunitários dos bairros. O curso tem parceria com Senai, Senac e Sindicato Patronal das Indústrias da Construção e Afins de Limeira (Sincaf), que irá viabilizar o encaminhamento das alunas formadas para o RH de construtoras para aumentar a chance de inserção no mercado de trabalho.
É tudo o que querem Maria Socorro Rocha e Kelly Cristina de Souza Marques, 36, ambas desempregadas. "Sempre tive curiosidade e quero aprender bastante e poder trabalhar. Já tenho noção de pintura, mas vou fazer o curso de azulejista", revela Maria, que mora no Parque Nossa Senhora das Dores.
Sem trabalho há quatro anos, Kelly também está esperançosa. "A minha expectativa é a de aprender tudo e trabalhar na área", diz ela, que viu a chance num cartaz sobre o projeto no centro comunitário do bairro Teixeira Marques e fez a inscrição.
Cada curso tem 80 vagas e as inscrições ainda podem ser feitas no Fundo Social de Solidariedade (Rua Santa Terezinha, 15, Centro, telefone 3495-4440).
Podem ingressar nos cursos da área de construção civil residencial mulheres acima de 18 anos inseridas no mercado de trabalho informal ou situação de desemprego. Mulheres em situação de vulnerabilidade social e pessoal, além das beneficiárias de programas de transferência de renda federal, estadual ou municipal também podem inscrever-se.
As aulas serão no barracão onde funcionava o Cadastro Único, na Avenida Campinas, 172. Além das aulas, uma parceria com construtoras irá viabilizar o estágio em canteiro de obras.
Projeto do Ceprosom pretende capacitar de 320 a 500 profissionais em um ano
A protagonista Griselda, da novela das 20h já conquistou o público brasileiro interpretando o "Pereirão, seu marido de aluguel". Na vida real, a presença de mulheres em ofícios predominantemente masculinos está em alta, e não só para consertos diversos, mas para construção.
É o que mostram os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Há uma década as mulheres atuantes na construção civil eram pouco mais de 83 mil, entre 1,094 milhão de pessoas empregadas pelo setor. Em 2010 elas já haviam superado as 150 mil vagas, num crescimento de 65% em dez anos.
Com a tendência do mercado aliada à necessidade de profissionalização, principalmente entre o público feminino em situação de desemprego, o Ceprosom e Fundo Social de Solidariedade lançaram ontem o projeto "Mãos à obra mulher", que disponibiliza 320 vagas para quatro cursos: revestimento de azulejo e pintura, eletricista e encanador residenciais.
As aulas começam em novembro, com 64 inscritas por meio dos centros comunitários dos bairros. O curso tem parceria com Senai, Senac e Sindicato Patronal das Indústrias da Construção e Afins de Limeira (Sincaf), que irá viabilizar o encaminhamento das alunas formadas para o RH de construtoras para aumentar a chance de inserção no mercado de trabalho.
É tudo o que querem Maria Socorro Rocha e Kelly Cristina de Souza Marques, 36, ambas desempregadas. "Sempre tive curiosidade e quero aprender bastante e poder trabalhar. Já tenho noção de pintura, mas vou fazer o curso de azulejista", revela Maria, que mora no Parque Nossa Senhora das Dores.
Sem trabalho há quatro anos, Kelly também está esperançosa. "A minha expectativa é a de aprender tudo e trabalhar na área", diz ela, que viu a chance num cartaz sobre o projeto no centro comunitário do bairro Teixeira Marques e fez a inscrição.
Cada curso tem 80 vagas e as inscrições ainda podem ser feitas no Fundo Social de Solidariedade (Rua Santa Terezinha, 15, Centro, telefone 3495-4440).
Podem ingressar nos cursos da área de construção civil residencial mulheres acima de 18 anos inseridas no mercado de trabalho informal ou situação de desemprego. Mulheres em situação de vulnerabilidade social e pessoal, além das beneficiárias de programas de transferência de renda federal, estadual ou municipal também podem inscrever-se.
As aulas serão no barracão onde funcionava o Cadastro Único, na Avenida Campinas, 172. Além das aulas, uma parceria com construtoras irá viabilizar o estágio em canteiro de obras.
Para aumentar produção, cooperativa busca mão de obra de costureiras
Daíza Lacerda
Com crescimento em vista, Coopertextil procura pessoas para integrar produção
Um galpão, máquinas, algumas costureiras e muita força de vontade. Essa é a receita que as cooperadas da Coopertextil estão decididas a transformar num prato cheio de renda garantida e muito trabalho.
"É o meu serviço. Por toda a vida costurei e também já ensinei muita gente", conta Terezinha de Araújo, 73, que há cerca de um mês integra a cooperativa. Se depender dela, seu conhecimento será passado a muito mais pessoas, no próprio local.
"Pretendemos abrir um curso de corte e costura, futuramente. Temos espaço para isso e para crescer muito mais, mas precisamos de mão de obra", ressaltam Irene Aparecida Knipl e Sônia Aparecida Rosolem, que estão à frente da cooperativa, que existe há quase três anos.
A iniciativa teve apoio da Prefeitura, por meio do Ceprosom, e começou com dinâmicas entre as primeiras interessadas, como conta Vanderléia Serrano Diogo, superintendente da autarquia. "A nossa intenção é de que a cooperativa cresça cada vez mais", declara. Valdeir Santos, funcionário do Ceprosom, atua no local em apoio às cooperadas.
O espaço de trabalho foi cedido pela Prefeitura, onde trabalham atualmente 12 costureiras, número insuficiente para a demanda. Elas costuram peças que já vêm cortadas, desde vestuário de fitness e modinha a uniformes. "Precisamos de mais costureiras para assumir mais serviço. Quanto mais pessoas, mais trabalho e maior a renda, que depende da produção", salientam as coordenadoras.
Outro objetivo é o da montagem de uma loja, com a possibilidade de produção própria da cooperativa. Entre os clientes, predominam confecções de Limeira, mas elas já fizeram serviço para empresas da região e de São Paulo.
DEMANDA
Elas trabalham com lotes que chegam a 10 mil peças, com a costura de 400 a 500 por dia. Com uma produção boa, de trabalho intenso, é possível ganhar cerca de R$ 700 mensais, ou mais, já que chegaram a fazer 12 peças num mês.
A mão de obra é eleita como principal desafio para o crescimento. Basta saber manejar uma máquina de costura, ainda que a ideia seja treinar futuras funcionárias sem experiência, que é exigida devido a urgência em dar conta da demanda neste momento.
Elas explicam que a rotatividade é grande porque muitas ingressam na cooperativa, aprendem e vão trabalhar em fábricas. Ou chegam esperando renda de altas cifras de imediato, o que não necessariamente ocorre, pois depende da produção de todas. Daí a busca de pessoas engajadas com o trabalho na cooperativa. "Temos tudo para produzir mais, inclusive apoio de empresários. Agora queremos deslanchar de uma vez", enfatizam Irene e Sônia, cuja renda depende exclusivamente da cooperativa. Elas já enfrentaram problemas como calote.
COMO PARTICIPAR
Aparecida Soares, de 36 anos, é nova no trabalho. "Eu não tinha experiência, mas estou pegando o jeito. A minha expectativa é de aprender e trabalhar", diz ela, que estava desempregada.
Além da costura, cortes, moldes e arremate fazem parte dos trabalhos. A idade mínima para ser cooperado é de 18 anos. Não há limite de idade para participar, o que é evidenciado pela predominância de idosas entre as costureiras. "Gostar, muita gente gosta, mas não são todos que se adaptam. Mas muitos precisam trabalhar, isso é o mais importante", reflete a experiente Terezinha.
O contato pode ser feito direto na Coopertextil, que fica na Avenida Sargento Pessotto, 614. O telefone é 3444-1961 e o funcinamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
Com crescimento em vista, Coopertextil procura pessoas para integrar produção
Um galpão, máquinas, algumas costureiras e muita força de vontade. Essa é a receita que as cooperadas da Coopertextil estão decididas a transformar num prato cheio de renda garantida e muito trabalho.
"É o meu serviço. Por toda a vida costurei e também já ensinei muita gente", conta Terezinha de Araújo, 73, que há cerca de um mês integra a cooperativa. Se depender dela, seu conhecimento será passado a muito mais pessoas, no próprio local.
"Pretendemos abrir um curso de corte e costura, futuramente. Temos espaço para isso e para crescer muito mais, mas precisamos de mão de obra", ressaltam Irene Aparecida Knipl e Sônia Aparecida Rosolem, que estão à frente da cooperativa, que existe há quase três anos.
A iniciativa teve apoio da Prefeitura, por meio do Ceprosom, e começou com dinâmicas entre as primeiras interessadas, como conta Vanderléia Serrano Diogo, superintendente da autarquia. "A nossa intenção é de que a cooperativa cresça cada vez mais", declara. Valdeir Santos, funcionário do Ceprosom, atua no local em apoio às cooperadas.
O espaço de trabalho foi cedido pela Prefeitura, onde trabalham atualmente 12 costureiras, número insuficiente para a demanda. Elas costuram peças que já vêm cortadas, desde vestuário de fitness e modinha a uniformes. "Precisamos de mais costureiras para assumir mais serviço. Quanto mais pessoas, mais trabalho e maior a renda, que depende da produção", salientam as coordenadoras.
Outro objetivo é o da montagem de uma loja, com a possibilidade de produção própria da cooperativa. Entre os clientes, predominam confecções de Limeira, mas elas já fizeram serviço para empresas da região e de São Paulo.
DEMANDA
Elas trabalham com lotes que chegam a 10 mil peças, com a costura de 400 a 500 por dia. Com uma produção boa, de trabalho intenso, é possível ganhar cerca de R$ 700 mensais, ou mais, já que chegaram a fazer 12 peças num mês.
A mão de obra é eleita como principal desafio para o crescimento. Basta saber manejar uma máquina de costura, ainda que a ideia seja treinar futuras funcionárias sem experiência, que é exigida devido a urgência em dar conta da demanda neste momento.
Elas explicam que a rotatividade é grande porque muitas ingressam na cooperativa, aprendem e vão trabalhar em fábricas. Ou chegam esperando renda de altas cifras de imediato, o que não necessariamente ocorre, pois depende da produção de todas. Daí a busca de pessoas engajadas com o trabalho na cooperativa. "Temos tudo para produzir mais, inclusive apoio de empresários. Agora queremos deslanchar de uma vez", enfatizam Irene e Sônia, cuja renda depende exclusivamente da cooperativa. Elas já enfrentaram problemas como calote.
COMO PARTICIPAR
Aparecida Soares, de 36 anos, é nova no trabalho. "Eu não tinha experiência, mas estou pegando o jeito. A minha expectativa é de aprender e trabalhar", diz ela, que estava desempregada.
Além da costura, cortes, moldes e arremate fazem parte dos trabalhos. A idade mínima para ser cooperado é de 18 anos. Não há limite de idade para participar, o que é evidenciado pela predominância de idosas entre as costureiras. "Gostar, muita gente gosta, mas não são todos que se adaptam. Mas muitos precisam trabalhar, isso é o mais importante", reflete a experiente Terezinha.
O contato pode ser feito direto na Coopertextil, que fica na Avenida Sargento Pessotto, 614. O telefone é 3444-1961 e o funcinamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
Processo licitatório atrasa entrega de cestas básicas
Daíza Lacerda
Beneficiários de cestas básicas distribuídas pela Prefeitura por meio do Centro de Promoção Social Municipal (Ceprosom) procuraram a Gazeta alegando paralisação da entrega do benefício.
De acordo com a autarquia, o motivo do atraso é a licitação para aquisição das cestas. "O atendimento com este recurso não está paralisado. Obedecendo aos trâmites normais, nesta semana houve atraso de alguns dias para entrega devido ao processo licitatório na modalidade pregão, que estava em processo e já foi realizado", informou a assessoria.
De acordo com a superintendente do Ceprosom, Vanderléia Serrano DIogo, a expectativa é de que a entrega seja normalizada no final da próxima semana. São distribuídas 1.100 cestas básicas, mensalmente.
As cestas básicas são distribuídas em caráter emergencial, obedecendo critérios determinados por profissionais da área de Serviço Social. As famílias assistidas participam de "ações reflexivas de transformação da situação de vulnerabilidade social apresentada, para que se tornem agentes de sua própria subsistência, através da inclusão em outros programas que possibilitam geração de renda, capacitação profissional, inserção no mercado de trabalho e a melhoria na autoestima", lembra o órgão.
O atendimento com cestas básicas é um recurso aos cidadãos beneficiários do Projeto Plantão Social, que é desenvolvido na Rua João Guilherme, 232, além do projeto em 22 centros comunitários, sediados na periferia de Limeira e na zona rural. O atendimento obedece à Política Nacional de Assistência Social, com uso dos recursos da autarquia para assistência à famílias em situação de violação de seus direitos.
Beneficiários de cestas básicas distribuídas pela Prefeitura por meio do Centro de Promoção Social Municipal (Ceprosom) procuraram a Gazeta alegando paralisação da entrega do benefício.
De acordo com a autarquia, o motivo do atraso é a licitação para aquisição das cestas. "O atendimento com este recurso não está paralisado. Obedecendo aos trâmites normais, nesta semana houve atraso de alguns dias para entrega devido ao processo licitatório na modalidade pregão, que estava em processo e já foi realizado", informou a assessoria.
De acordo com a superintendente do Ceprosom, Vanderléia Serrano DIogo, a expectativa é de que a entrega seja normalizada no final da próxima semana. São distribuídas 1.100 cestas básicas, mensalmente.
As cestas básicas são distribuídas em caráter emergencial, obedecendo critérios determinados por profissionais da área de Serviço Social. As famílias assistidas participam de "ações reflexivas de transformação da situação de vulnerabilidade social apresentada, para que se tornem agentes de sua própria subsistência, através da inclusão em outros programas que possibilitam geração de renda, capacitação profissional, inserção no mercado de trabalho e a melhoria na autoestima", lembra o órgão.
O atendimento com cestas básicas é um recurso aos cidadãos beneficiários do Projeto Plantão Social, que é desenvolvido na Rua João Guilherme, 232, além do projeto em 22 centros comunitários, sediados na periferia de Limeira e na zona rural. O atendimento obedece à Política Nacional de Assistência Social, com uso dos recursos da autarquia para assistência à famílias em situação de violação de seus direitos.
Idosos esbanjam alegria no “Baile da Roça”
Daíza Lacerda
O salão social do Limeira Clube parecia grande na tarde de ontem, no início do "Baile da Roça" do Projeto Vivência, do Ceprosom. Mas, logo nas primeiras músicas, os idosos participantes do projeto encheram a pista para dançar arrastapé.
Homens e mulheres, mesmo os mais tímidos e sem par, demonstravam alegria também por meio dos trajes, a caráter.
O projeto, desenvolvido pelo Centro de Promoção Social Municipal (Ceprosom), atende mais de dois mil idosos em 23 grupos de diversas regiões da cidade. "A festa é uma atividade extra, além das de cultura e lazer desenvolvidas no projeto", diz Rita de Cássia Miranda, assistente social de dois grupos. O projeto desenvolve reuniões semanais com o objetivo de proporcionar à terceira idade a oportunidade de lazer saudável e integração, para a melhoria da saúde e da qualidade de vida.
Maria José Aparecida Alves Cordaz foi uma das participantes das danças, inclusive da quadrilha. "Gosto muito de todas as atividades do projeto", diz ela, que acompanha há quatro anos. "Comecei a participar há quatro anos. Estava com sintomas de depressão e me indicaram. Hoje, estou curada", garante.
O baile teve a participação da banda “Expresso do Forró” que cantou músicas típicas da festa de São João, além de puxar a apresentação da quadrilha, composta pelos idosos.
O salão social do Limeira Clube parecia grande na tarde de ontem, no início do "Baile da Roça" do Projeto Vivência, do Ceprosom. Mas, logo nas primeiras músicas, os idosos participantes do projeto encheram a pista para dançar arrastapé.
Homens e mulheres, mesmo os mais tímidos e sem par, demonstravam alegria também por meio dos trajes, a caráter.
O projeto, desenvolvido pelo Centro de Promoção Social Municipal (Ceprosom), atende mais de dois mil idosos em 23 grupos de diversas regiões da cidade. "A festa é uma atividade extra, além das de cultura e lazer desenvolvidas no projeto", diz Rita de Cássia Miranda, assistente social de dois grupos. O projeto desenvolve reuniões semanais com o objetivo de proporcionar à terceira idade a oportunidade de lazer saudável e integração, para a melhoria da saúde e da qualidade de vida.
Maria José Aparecida Alves Cordaz foi uma das participantes das danças, inclusive da quadrilha. "Gosto muito de todas as atividades do projeto", diz ela, que acompanha há quatro anos. "Comecei a participar há quatro anos. Estava com sintomas de depressão e me indicaram. Hoje, estou curada", garante.
O baile teve a participação da banda “Expresso do Forró” que cantou músicas típicas da festa de São João, além de puxar a apresentação da quadrilha, composta pelos idosos.
Tempo frio prejudica aulas em piscina do Centro do Idoso
Daíza Lacerda
A queda de temperatura das últimas semanas pode interferir nas aulas de hidroginástica e hidroterapia do Centro de Referência do Idoso.
Participantes das aulas relataram à Gazeta que, após a reabertura da piscina, depois de cerca de um mês fechada para manutenção, foi pedido aos alunos que se responsabilizassem pelo uso da piscina devido ao frio, que provocou queda na temperatura da água, mesmo com o funcionamento do aquecedor. "Nos foi informado que a piscina não esquentaria mais de 28ºC e que quem quisesse usar, poderia, desde que assinasse um termo atestando que estava ciente", disse um dos alunos, em relação aos possíveis problemas que o uso da água naquela temperatura poderia acarretar.
Pelo menos seis alunos teriam assinado e participado da aula, ocorrida há duas semanas.
Os nomes teriam sido assinados em um papel, como uma lista, sem que fosse determinado, em papel, o motivo.
OUTRO LADO
De acordo com Vanderléia Serrano Diogo, superintendente do Ceprosom, autarquia responsável pelo espaço, o aquecedor da piscina, que tem 450 mil litros, funciona normalmente. Mas, com a queda da temperatura nos últimos dias, o limite do equipamento não é suficiente para manter a água na temperatura normalmente usada. "Principalmente pela manhã, a água fica mais fria devido ao tempo. A temperatura fica entre 26ºC e 28ºC, mas a sensação térmica é menor. Como a piscina é usada também em exercícios terapêuticos, é preciso um cuidado maior, por se tratar de idosos", justificou.
Segundo ela, foi cogitado fazer um termo de responsabilidade para quem se dispusesse a usar a piscina naquelas condições. No entanto, ela alega que nada foi assinado, e que aulas foram realizadas. "Não há necessidade de assinaturas. A situação será conversada com alunos e fisioterapeuta, para decidir sobre a suspensão ou não das aulas nessa época", declarou.
Vanderléia lembrou ainda que exames cardiológicos são pré-requisitos para a participação nas aulas. Entre hidroginástica e hidroterapia, são atendidos mais de 200 idosos.
Fundo Social inicia campanha “Essa ideia não se joga fora”
Daíza Lacerda
Programação prevê continuidade de mutirão sócioambiental e conscientização para reciclagem
Como parte das ações de comemoração do Dia do Meio Ambiente, foi lançada ontem a campanha “Essa ideia não se joga fora”, promovida pelo Fundo Social de Solidariedade e Centro de Promoção Social Municipal (Ceprosom), em parceria com as secretarias municipais de Meio Ambiente, Obras e Educação.
A campanha prevê diversas ações de incentivo à reciclagem, para que materiais que possam ser reaproveitados não sejam jogados no lixo ou descartados irregularmente na rua ou córregos.
Os trabalhos terão apoio do projeto Reciclar Solidário, formados por ecocoletores capacitados pelo Ceprosom. São 200 participantes e cerca de 40 deles participarão do 3º Mutirão Socioambiental, com a coleta de materiais recicláveis e entrega do material de divulgação da campanha à população. Os folderes e cartazes contêm o telefone da Secretaria do Meio Ambiente e informações sobre o projeto, e estarão também disponíveis nas escolas municipais, unidades básicas de saúde, secretarias da Educação e do Meio Ambiente, e demais secretarias municipais.
Nesta edição, o mutirão passará pelos bairros Vitório Lucato e Graminha I, 2 e 3 na segunda-feira, dia 13, e Jardim Cason e Ouro Verde na terça-feira, 14.
Luciana Sousa Gonçalves, presidente do Fundo Social de Solidariedade, informou que o objetivo é conseguir a adesão de todas as famílias do município à campanha e à preservação ambiental. “O papel do Fundo Social é articular ações em prol do meio ambiente, mobilizando a população para as causas sociais, entre elas a ambiental, trabalhando em parceria com outros setores por uma Limeira melhor”.
"A ideia é que os mutirões sejam uma ação constante, já que quanto maior a consciência para reciclagem, melhor será o ambiente e a nossa condição de vida", declarou Domingos Furgione, secretário de Meio Ambiente.
ATIVIDADES
Haverá ainda gincana de recolhimento dos materiais, que começa na próxima segunda-feira, 6, e ocorre até o dia 15 de julho. Os adolescentes dos projetos do Ceprosom irão confeccionar as bolas de papel utilizando a papietagem, técnica para produção de peças artísticas por meio de colagem. Os itens farão parte de uma exposição na ação “Em prol de uma consciência por um mundo melhor”.
Já no domingo, dia 5, acontece das 8h30 às 12h30 no Parque Cidade a “Manhã Verde”, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. O evento contará com jogos, brinquedos, apresentação da Banda Arthur Giambelli, plantio de mudas, contação de história, entre outras atrações.
3° Mutirão Sócio-Ambiental - Projeto “Reciclar Solidário”
Os moradores serão avisados da passagem dos ecocoletores para a arrecadação de materiais recicláveis. A renda da reciclagem será dividida entre os cerca de 40 participantes. Outras regiões receberão o mutirão em futuras edições.
13/06 (segunda-feira)
Jd. Vitório Lucatto
Jd. Graminha I
Jd. Graminha II
Jd. Graminha III
14/06 (terça-feira)
Jd. Cason
Jd. Ouro Verde
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