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quinta-feira, 17 de novembro de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Tapa-buraco começa, mas avanço depende da chuva

Manutenção teve início ontem após trégua, e conclusão dependerá de precipitações

Daíza Lacerda

Além de frustrar o feriadão de muita gente, a chuva do último final de semana resultou em buracos em diversas regiões, graças ao intenso tráfego de algumas vias.
Após a trégua da última terça-feira e manhã de ontem, a manutenção até foi iniciada, mas prejudicada em algumas regiões que tiveram chuva à tarde. É o que explica o secretário de Obras e Serviços Públicos, Marcelo Coghi. 
A operação tapa-buracos, realizada pela Engep, começou pelo anel viário e seguiria pelas avenidas. Sairia da rota em casos relatados como mais preocupantes, como um buraco mais fundo na avenida Laranjeiras. Outras vias de tráfego mais intenso, como a Benedito Kühl, na Vila Cláudia, também registravam estragos.
Nos pontos com obras, a manutenção foi feita pela própria empresa executora, como informou Coghi. Foi o caso da via Antonio Cruañes Filho (anel viário), cujo acesso sentido hípica a partir da rotatória do Walmart foi solucionado paliativamente com a colocação de pedras.
Em outro ponto, o problema é parecido, mas demanda interdição para acabar com os buracos. No trecho de obras no córrego, entre a rotatória do Cecap e o viaduto Paulo Natal, sentido Anhanguera, a passagem de carros onde não há pavimento criou uma espécie de lombada e valeta. Segundo Coghi, naquele ponto também são colocadas pedras, mas o tráfego movimenta e forma novamente a valeta. "Naquele local será necessário colocar massa asfáltica, mas é um ponto mais complicado para interditar. Possivelmente isso será feito no final de semana, quando o tráfego é menor, caso não chova". Ele salienta que não adianta fazer a manutenção após a chuva, pois a massa não adere ao pavimento.
PEDIDOS
Diversas manutenções de buracos foram pedidas via Câmara Municipal, nesta semana. Entre elas, foram citadas pelo vereador Bruno Bortolan (PSB) vias como Vereador Samuel Berto, próximo do número 764, no Jardim Orestes Veroni; avenida Antonio Eugênio Lucato (Marginal Tatu) no trecho entre o Viaduto Jânio Quadros e Faculdade de Administração e Artes de Limeira (FAAL), e Rua Cezarino Ferreira, entre os números 1 e 61, na Vila Piza.




Rua Benedito Kühl está entre as vias
movimentadas com buracos após as chuvas
Foto: Mário Roberto/Gazeta de Limeira

Manchete da edição da Gazeta de Limeira.
sexta-feira, 3 de junho de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Ventania, apagão e 150 árvores caídas em temporal de 1 hora

Diversas avenidas de Limeira amanheceram com sujeira e árvores caídas

Daíza Lacerda

A ventania e chuva de granizo da noite de anteontem deixou consequências em Limeira. Até o fim da tarde de ontem, várias regiões estavam sem energia elétrica, telefone e internet, e equipes percorreram todas as regiões para a retirada de galhos e árvores caídas. O pico da chuva durou menos de uma hora, mas a precipitação, em torno de 20 milímetros (mm), foi equivalente à metade de todo o volume esperado para junho. A velocidade do vento pode ter chegado a 72 km/h, conforme fotos de satélite do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos/ Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Cptec/Inpe), e o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat/Inpe) aferiu 120 descargas em Limeira anteontem, incidência considerada média.
Conforme a Defesa Civil, a estimativa foi entre 150 e 200 árvores caídas até a tarde de ontem. Foram quedas na rua, em calçadas, parques, em cima de carros, de telhados e também em escolas. A corporação recebeu seis ocorrências de destelhamentos - o mais grave na rua Hermes Fanelli, no Parque Nossa Senhora das Dores. Ainda foi registrado um deslizamento sem gravidade, num barranco do Cecap.
Coordenador da Defesa Civil, Aparecido Xavier explicou que as equipes permaneceram nas ruas até às 3h30 de ontem, retornando de manhã. A corporação manterá a remoção de galhos e árvores hoje. De acordo com ele, todas as regiões da cidade foram afetadas. A chuva de granizo atingiu principalmente uma faixa da cidade começando pelos bairros Geada e Parque Nossa Senhora das Dores, passando pelo Cecap, até o Parque Hipólito.
O serviço focou a desobstrução de vias, mesmo sem a limpeza imediata. Em muitos casos, os galhos foram apenas retirados do caminho, para posterior recolhimento. Foram duas equipes da corporação e outras seis da Forty, com o serviço de capinação redirecionado para a retirada de árvores e galhos.
Segundo Marcelo Coghi, secretário de Obras e Serviços Públicos, uma árvore foi removida da praça Toledo Barros na manhã de ontem. Apesar de sadio, o exemplar tinha poucas raízes, que não resistiram. Também foram priorizadas retiradas de árvores sobre carros e próximas de prédios públicos.
ESTRAGOS
O que sobrou dos móveis de uma família da 4ª Etapa do Parque Nossa Senhora das Dores estava à frente da residência da rua Hermes Fanelli. São sete pessoas, entre elas quatro crianças, que viviam em dois cômodos do fundo da residência. A cobertura, apenas com telhas de amianto, foi abaixo com a queda do muro do vizinho de trás, onde um sobrado era erguido.
Ninguém se machucou, mas o único bem material aproveitável foi a geladeira. Os moradores passaram a noite na casa da frente, que pertence à mesma família, e procurariam imóvel para solicitar o aluguel social oferecido pelo Ceprosom.
No mesmo bairro, diversas árvores caíram na avenida Carlos Zaccarias, próximo da igreja Nossa Senhora de Fátima. Também cedeu parte dos galhos de um exemplar num campo da mesma avenida, que não havia sido retirado na tarde de ontem.
A rua Diógenes Correa Arruda, no Jardim Santo André, foi uma das inúmeras com queda de árvores. Moradores relataram que os galhos ficaram suspensos, com risco de queda, e a raiz danificou até mesmo a calçada.
Na Vila Castelar, uma moradora ficou impedida de usar o carro. Apesar de vários chamados aos órgãos, no início da tarde de ontem ela ainda tinha uma árvore caída em frente à sua garagem. Na residência, os moradores improvisaram carona para ir ao trabalho e escola.
Foram registrados estragos também no Parque Cidade da Criança, que ficará fechado em 4 e 5 de junho, para a retirada de galhos de árvores. Outro local afetado foi o Centro Comunitário Geada, que teve parte do telhado destruído pela ventania.



Instabilidade é atípica,
mas deve continuar


A chuva de anteontem é incomum para este mês e época, como informa o professor Hiroshi Paulo Yoshizane. De acordo com ele, a situação é proveniente de uma linha de instabilidade na região que deve perdurar nos próximos dias, com mais chances de chuva no final da tarde e noite.
O professor salienta que a chuva de granizo é difícil de prever, cuja iminência só pode ser detectada com cerca de 10 minutos de antecedência. Este fator depende da formação da nuvem e do tipo de linha de instabilidade.
A estação meteorológica da Faculdade de Tecnologia (FT/Unicamp) registrou ventos de 22 km/h na região do campus mas, conforme estimativa do professor, as rajadas foram de no mínimo 50 km/h para derrubar tantas árvores. A saturação do solo é a explicação para a queda de exemplares sadios. "Com o solo muito úmido, a raiz enfraquece".
Estações do Cemaden aferiram precipitação entre 20 milímetros (mm) e 25 mm em diferentes regiões, enquanto a da FT/Unicamp contabilizou cerca de 20 mm na noite de anteontem. A quantidade é praticamente o dobro do esperado para junho em Limeira, cuja média histórica (aferida em diversos anos) é de 44 mm. (Daíza Lacerda)



Falta de energia e redes
prejudica expedientes


Na avenida Antônio Ometto, na Vila Cláudia, diversos comerciantes tiveram o trabalho impedido ou limitado. Além da falta de energia, redes de telefone e internet também sofreram apagão, com o agravante de um fio estendido entre o alto de postes e a calçada.
No final da tarde de ontem, a Gazeta recebia reclamações da falta de energia na área central e imediações da Santa Casa, em problema que prevalecia também em alguns bairros. A própria sede da Defesa Civil manteve o expediente sem energia elétrica.
Em meio às reclamações, na mesma tarde, a assessoria da Elektro se pronunciava informando que "a situação está controlada. Equipes da Elektro seguem nos locais afetados para normalizar o fornecimento de energia elétrica nas próximas horas". Segundo a concessionária, o fornecimento de energia elétrica foi prejudicado para 19 mil clientes de vários pontos da cidade, que não foram especificados. A empresa alegou que até às 21h de anteontem grande parte dos clientes teve o fornecimento normalizado, sem especificar quantidade e locais.
A Telefônica Vivo também foi procurada, e informou que "enviou equipe técnica para verificar a rede e tomar as providências necessárias dentro do menor prazo possível".
Sobre informações de que torres de transmissão de energia teriam sido queimadas, a Elektro informou que a incumbência dessa estrutura é da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Ceteep). Procurada, a assessoria do órgão informou que não foram registrados danos em torres próximas a Limeira. (Daíza Lacerda)



Interferências nas redes de
água, esgoto e drenagem


A Odebrecht Ambiental informou que houve falta de energia elétrica em duas elevatórias de água tratada: Duque de Caxias e Novo Mundo. "Segundo a Elektro, foi ocasionada pelas fortes chuvas de [ante]ontem à noite, que afetaram duas torres de transmissão de energia. Na primeira elevatória, a energia foi rapidamente estabelecida. Na segunda, ocorreu paralisação na Estação Elevatória de Água Novo Mundo, ocasionando oscilações no abastecimento de água de alguns bairros na região do Novo Mundo, entre eles: Recanto Alvorada, Parque Pompeu I, Cecap, Campo Belo, Ibirapuera, Regina Bastelli, Santa Eulália e imediações". O bombeamento foi retomado com o uso de gerador, sendo que a energia só foi restabelecida às 12h30.
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) informou que, até a tarde ontem, não haviam sido recebidas reclamações de danos na rede de drenagem. A autarquia registrou que, durante o pico de chuva, o piscinão reteve 3 milhões de litros d'água, que seriam direcionados à região do Mercado Modelo. (Daíza Lacerda)


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Estragos ainda são herança das chuvas de janeiro nos bairros

Áreas danificadas estão à espera de solução; obra de recuperação pode chegar a R$ 180 mil

Daíza Lacerda

As chuvas da primeira quinzena de janeiro, principalmente a do dia 12, quando a precipitação foi acima de 100 milímetros (mm), deixaram estragos que ainda não foram totalmente solucionados. Parte deve receber manutenção a partir desta semana, mas há danos que demandarão licitação, com custo superior a R$ 100 mil.
No Parque das Nações, a passarela que liga o bairro ao Cecap, na rua Josino Alvarenga Guimarães, passa por obras para a recomposição de um dos acessos. A previsão é que o serviço seja concluído no final desta semana, caso não haja imprevistos. É o que afirma o secretário de Obras e Serviços Públicos, Marcelo Coghi.
Ainda no Nações, duas situações permanecem a mesma de meados do mês passado na rua Joaquim Pompeu. A primeira é o deslizamento de terra numa área verde, que cedeu com o volume da enxurrada, comprometendo o pavimento. Parte da calçada cedeu, mas o tráfego no local permanece normal, senão por alguns cavaletes sinalizando a área.
Metros à frente está o acesso à passarela de madeira que liga duas áreas do mesmo bairro. A sustentação de terra um dos lados cedeu, deixando a passagem suspensa sobre madeiramento da própria estrutura. O risco não inibe pedestres, que preferem se arriscar a dar a volta na extensão de toda a área. "A passarela é bastante usada, muita gente atravessa para trabalhar nas fábricas de joia", relatou o morador Lupércio Correa, de 46 anos.
Na rua Manoel Queiroz, no Jardim Boa Vista, a erosão que, no dia da chuva, levou apenas terra, já engoliu metade de uma das faixas, que permanece sinalizada.
Coghi explicou que as providências para a passarela da área verde do Nações devem ter início após a conclusão da outra que liga o bairro ao Cecap. Já no deslizamento, a providência possível seria a construção de uma mureta para impedir ou minimizar a ação da água.
No Jardim Boa Vista, está programada a colocação de grandes sacos com uma mistura de terra e cimento para preencher o que a chuva levou. O material deve recompor a parede até a altura do pavimento, para construção da calçada. Conforme o secretário, a estrutura é segura, pois a ação da água faz com que o material endureça, formando blocos. Recurso semelhante foi usado na ponte sobre o ribeirão no anel viário, próximo da avenida Araras.
DRENAGEM
A rede de drenagem também sofreu danos, e parte ainda tem o conserto em fase de orçamento, como informou Osmar da Silva Júnior, presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). De acordo com ele, os locais citados não têm relação direta com a rede de drenagem, mas outras situações, como afundamentos, já passaram por correção. No entanto, outros locais demandarão mais recursos para uma solução definitiva. É o caso da rua Hélio Guzela, no Jardim Roseira, onde ocorreu o rompimento do muro ala, que levou também a tubulação e parte da rua. O custo do estrago é estimado na ordem de R$ 180 mil, devido ao grande volume de terra a ser movimentado, além do aterramento. Será aberta licitação para o serviço.


Publicado na Gazeta de Limeira.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016 | By: Daíza de Carvalho

Fevereiro começa mais quente após janeiro mais chuvoso

Daíza Lacerda

Fevereiro começou com a temperatura máxima de 34,4ºC, registrada às 17h de ontem pela estação meteorológica da Faculdade de Tecnologia (FT/Unicamp). O mês acompanha a alta registrada durante a última semana de janeiro, que teve como pico os 34ºC, na tarde do último domingo.
Janeiro também teve quase o triplo de volume de chuva registrado no mesmo mês em 2015, fechando com 299,5 milímetros (mm). A precipitação, calculada pela estação da Unicamp, localizada no Jardim Nova Itália, é superior à média histórica de 255 mm, calculados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No ano passado, o mês teve 115,3 mm de chuva.
As temperaturas mínimas também têm aumentado, com manhãs mais quentes. Estavam entre 17ºC e 19ºC na penúltima semana de janeiro, subindo para média de 22ºC na semana passada. As temperaturas acima dos 30ºC têm predominado entre 11h e 19h, conforme os registros da estação dos últimos dias.
Na previsão do Cepagri/Unicamp, a projeção é de predomínio de sol com baixas chances de chuva. Amanhã podem aumentar as chances de pancadas de chuvas à tarde e chuvas mais generalizadas podem ocorrer no fim de semana. As temperaturas permanecem elevadas, com máxima de 33ºC à tarde e mínima de 20ºC na próxima madrugada. O Índice Ultravioleta está no nível máximo, sendo recomendado evitar a exposição ao sol entre 11h da manhã e 16h da tarde.

Publicado na Gazeta de Limeira.