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Escola do Trabalho abre 500 vagas nesta terça-feira
Daíza Lacerda
Por meio do Ceprosom, local oferece 13 cursos em três áreas de atuação
A Escola do Trabalho abre nesta terça-feira cerca de 500 vagas gratuitas para diversos cursos em três modalidades. As incrições são oportunidade para quem deseja se profissionalizar em uma das áreas ou aperfeiçoar os conhecimentos.
São 13 cursos nas áreas de atuação administrativa, gastronômica, beleza e estética, paisagismo e idiomas. As inscrições serão realizadas nos dias 5, 6 e 7 de julho, das 8h às 17h.
Leandro Zovico, coordenador da Escola do Trabalho, explica que essas novas vagas foram criadas para atender à demanda dos cursos. “No final do mês de maio abrimos 582 vagas e 95% delas foram preenchidas. Recebemos então muitos pedidos para novas vagas e elas vieram para atender essa grande procura da população, objetivando uma capacitação de qualidade com rápida inserção no mercado de trabalho”.
PROFISSIONALIZAÇÃO
Zovico lembra que os cursos são ministrados por profissionais do Senac, o que garante a qualificação das aulas. Os cursos na área de gastronomia, como o de barista, têm participação de profissionais do Hotel da escola, que fica em Águas de São Pedro.
A escola oferece dois novos cursos: "A arte de encantar o cliente" e "Noções de Administração para pequenas e médias empresas". "Eles se devem à demanda de comerciantes preocupados com o relacionamento e atendimento ao clientes. Alguns já trabalham com comércio, mas por falta de noção acabam fechando", revela.
Entre as opções, a área mais procurada é a de estética. "Estimamos que 90% dos alunos de estética saem empregados. Em outras áreas, este índice é de 60%, mas há muitos que já atuam no segmento e procuram os cursos para aperfeiçoamento".
É o caso de Maria Sileide Neres da Silva, 38. Aluna do curso de cabeleireiro. "Já fiz curso particular e agora tenho um complemento ao que aprendi. Muitos têm preconceito pelo curso ser gratuito, mas é tão bom quanto o particular", defende.
Nas aulas ela conheceu Zuleide Maria dos Santos, 37, quando esta era chefe de cozinha. Há três meses as duas se associaram e abriram um salão no Cecap. "Deixei o emprego para investir neste trabalho. Cortamos e escovamos, num trabalho que gostamos. Estamos conquistando a nossa clientela", declara Zuleide.
Apesar de ganharem espaço na profissão que escolheram, não negam a dificuldade do início, principalmente no quesito investimento. "São aparelhos e produtos caros, por isso o trabalho desses meses é para cobrir essas despesas. Mas é um ramo que tem demanda para todos, então acreditamos que teremos um bom retorno, fazendo um trabalho", analisa Sileide.
Para complementar os serviços, as duas fazem também o curso de maquiagem, além do de depilação, e o serviço de manicure é outro oferecido no salão.
"O aproveitamento das aulas depende da vontade do aluno", reitera Zuleide. "A prática é bem desenvolvida, porque temos aulas também nos bairros", lembra Sileide, sobre a diversificação proporcionada no treinamento.
INOVAÇÕES
A faixa etária dos participantes é diversificada, dos 20 aos 50 anos, mas a idade predominante é entre 25 e 35 anos. Um dos cursos que teve inovações com ótimos resultados é o de pedreiro. "A evasão era muito grande, por diversos motivos. A sala começa com 20 e terminava com três. Então o Senac propôs um curso motivacional que acontece em todos os dias durante 15 minutos antes das aulas, com dinâmicas". Com isso, não houve desistência e os 40 alunos da última turma permanecem matriculados. "É uma vitória, pois são pessoas mais fechadas e o mercado precisa delas. São vagas que não podem ficar em aberto no curso", diz Zovico.
São 240 vagas para a área de estética, 100 para administrativa e o restante para idiomas e gastronomia. Os cursos têm entre 40 e 80 horas, exceto pelo de cabeleireiro, que dura cerca de um ano, com 260 horas. O de barista, por exemplo, tem 48 horas, e por ser de uma das áreas diferenciadas de atuação, o local de aulas está sendo reformado, assim como o de massagem, com as características do local de trabalho. A cozinha e sala de massagem estão em obras, com projeto dos alunos de Design do Senac, como trabalho de conclusão de curso.
A Escola do Trabalho funciona desde agosto de 2007 com o objetivo de atender a população limeirense, gratuitamente, com cursos profissionalizantes, modernos e com oficinas práticas, que levam os alunos a desenvolver seu talento, estando aptos a trabalhar num mercado de trabalho cada dia mais competitivo.
Por meio do Ceprosom, local oferece 13 cursos em três áreas de atuação
A Escola do Trabalho abre nesta terça-feira cerca de 500 vagas gratuitas para diversos cursos em três modalidades. As incrições são oportunidade para quem deseja se profissionalizar em uma das áreas ou aperfeiçoar os conhecimentos.
São 13 cursos nas áreas de atuação administrativa, gastronômica, beleza e estética, paisagismo e idiomas. As inscrições serão realizadas nos dias 5, 6 e 7 de julho, das 8h às 17h.
Leandro Zovico, coordenador da Escola do Trabalho, explica que essas novas vagas foram criadas para atender à demanda dos cursos. “No final do mês de maio abrimos 582 vagas e 95% delas foram preenchidas. Recebemos então muitos pedidos para novas vagas e elas vieram para atender essa grande procura da população, objetivando uma capacitação de qualidade com rápida inserção no mercado de trabalho”.
PROFISSIONALIZAÇÃO
Zovico lembra que os cursos são ministrados por profissionais do Senac, o que garante a qualificação das aulas. Os cursos na área de gastronomia, como o de barista, têm participação de profissionais do Hotel da escola, que fica em Águas de São Pedro.
A escola oferece dois novos cursos: "A arte de encantar o cliente" e "Noções de Administração para pequenas e médias empresas". "Eles se devem à demanda de comerciantes preocupados com o relacionamento e atendimento ao clientes. Alguns já trabalham com comércio, mas por falta de noção acabam fechando", revela.
Entre as opções, a área mais procurada é a de estética. "Estimamos que 90% dos alunos de estética saem empregados. Em outras áreas, este índice é de 60%, mas há muitos que já atuam no segmento e procuram os cursos para aperfeiçoamento".
É o caso de Maria Sileide Neres da Silva, 38. Aluna do curso de cabeleireiro. "Já fiz curso particular e agora tenho um complemento ao que aprendi. Muitos têm preconceito pelo curso ser gratuito, mas é tão bom quanto o particular", defende.
Nas aulas ela conheceu Zuleide Maria dos Santos, 37, quando esta era chefe de cozinha. Há três meses as duas se associaram e abriram um salão no Cecap. "Deixei o emprego para investir neste trabalho. Cortamos e escovamos, num trabalho que gostamos. Estamos conquistando a nossa clientela", declara Zuleide.
Apesar de ganharem espaço na profissão que escolheram, não negam a dificuldade do início, principalmente no quesito investimento. "São aparelhos e produtos caros, por isso o trabalho desses meses é para cobrir essas despesas. Mas é um ramo que tem demanda para todos, então acreditamos que teremos um bom retorno, fazendo um trabalho", analisa Sileide.
Para complementar os serviços, as duas fazem também o curso de maquiagem, além do de depilação, e o serviço de manicure é outro oferecido no salão.
"O aproveitamento das aulas depende da vontade do aluno", reitera Zuleide. "A prática é bem desenvolvida, porque temos aulas também nos bairros", lembra Sileide, sobre a diversificação proporcionada no treinamento.
INOVAÇÕES
A faixa etária dos participantes é diversificada, dos 20 aos 50 anos, mas a idade predominante é entre 25 e 35 anos. Um dos cursos que teve inovações com ótimos resultados é o de pedreiro. "A evasão era muito grande, por diversos motivos. A sala começa com 20 e terminava com três. Então o Senac propôs um curso motivacional que acontece em todos os dias durante 15 minutos antes das aulas, com dinâmicas". Com isso, não houve desistência e os 40 alunos da última turma permanecem matriculados. "É uma vitória, pois são pessoas mais fechadas e o mercado precisa delas. São vagas que não podem ficar em aberto no curso", diz Zovico.
São 240 vagas para a área de estética, 100 para administrativa e o restante para idiomas e gastronomia. Os cursos têm entre 40 e 80 horas, exceto pelo de cabeleireiro, que dura cerca de um ano, com 260 horas. O de barista, por exemplo, tem 48 horas, e por ser de uma das áreas diferenciadas de atuação, o local de aulas está sendo reformado, assim como o de massagem, com as características do local de trabalho. A cozinha e sala de massagem estão em obras, com projeto dos alunos de Design do Senac, como trabalho de conclusão de curso.
A Escola do Trabalho funciona desde agosto de 2007 com o objetivo de atender a população limeirense, gratuitamente, com cursos profissionalizantes, modernos e com oficinas práticas, que levam os alunos a desenvolver seu talento, estando aptos a trabalhar num mercado de trabalho cada dia mais competitivo.
Cursos e documentos necessários para inscrição
Para a realização das inscrições serão distribuídas senhas conforme ordem de chegada e cada candidato poderá realizar a inscrição para um curso. Os interessados devem comparecer na Escola do Trabalho, à Avenida Campinas, 115, Cidade Jardim, das 8h às 17h, com os documentos originais RG, CPF e comprovante de residência, além da cópia e original do comprovante de renda e carteira de trabalho, foto e registro atual ou holerite. Caso o candidato não esteja com todos estes documentos, a inscrição são será efetuada. Mais informações pelo telefone 3445-6697. Confira abaixo os cursos e dias de inscrição:
5 de julho - Área administrativa e paisagismo
- A arte de encantar o cliente
- Chefia e liderança
- Jardinagem e Paisagismo
- Logística de transporte
- Noções de como administrar pequeno e médias empresas
6 de julho - Beleza e Estética
- Cabeleireiro
- Maquiagem
- Depilação
- Manicure
- Massagem
7 de julho - Área Gastronômica e idiomas
- Formação de Barista
- Inglês básico
- Espanhol básico
Jovens deixam emprego para se dedicar à vida missionária
Daíza Lacerda
Missão que tira moradores das ruas tem jovens que veem na religiosidade uma vocação
Aos 72 anos, seu João mostra habilidade para montar um barco com palitos de fósforo e papel. Ele diz que aprendeu a arte quando passou um tempo num seminário em Santa Catarina. Ele, que é limeirense, mas andou por vários Estados, está há um mês na comunidade São Judas Tadeu, atendido pela missão Anjos da Noite. "Fiquei um tempo nocauteado. Mas estou melhorando", diz ele, que é o mais velho da casa.
A Gazeta mostrou nas duas últimas semanas a situação de moradores de rua e a iniciativa da missão, que busca dar alternativas aos que não têm casa, proporcionando refeições, local para ficar e regularização de documentos, para encaminhamento ao trabalho. O projeto é apoiado pela Paróquia Santa Isabel. "Quando os encontramos, eles estão perdidos, e para conseguirmos aproximação, leva um tempo. Sentem-se muito machucados, têm falta de cuidado humano", diz o padre Valdinei Antônio da Silva, da paróquia.
VOCAÇÃO
Deixar o emprego para se dedicar a uma causa não foi atitude tomada apenas por Albert Henrique Neves, o Betinho, que coordena os trabalhos, mas também por William Semprebom, 22, um dos fundadores da missão. Aos 20 anos, Anderson Euzébio Bonfim é outro voluntário que até tentou ficar longe do projeto, mas a vocação em ajudar venceu.
Há quatro anos ele estava indeciso sobre qual caminho seguir, enquanto a pastoral de assistência aos moradores de rua se estruturava. "Aprendemos como agir com ele, fazer a abordagem de maneira certa. O principal é que somos iguais, sem jamais colocá-los abaixo ou nos acharmos superiores", declara Bonfim.
Ele começou a trabalhar e passou por vários trabalhos até que, em um retiro vocacional percebeu que deveria mesmo se dedicar à vida missionária. "Tive bons empregos, mas não estava feliz", revela.
Ele elege como a maior dificuldade da missão o trabalho com os vícios. "Continuar a luta dentro da igreja é possível, mas e lá fora? Dos que encontramos, o que bebia menos ingeria três corotes", exemplifica.
A dedicação causou mudança em todos no trabalho de tirar as pessoas da rua e recolocá-las na sociedade, com recuperação física e espiritual. "Tudo acontece aos poucos, enquanto o corpo se acostuma sem as drogas ou a bebida. Os que querem mudança continuam conosco".
VOLUNTÁRIOS
O cabo Francisco Alves tem colaborado com a recuperação do grupo de abrigados, por meio de palestras abordando o lado psicanalítico. "Tentamos mostrar os valores que devem resgatar, e que perderam por decepções na infância ou na juventude. Passaram pela missão pessoas que estudaram bastante, mas que tiveram desilusões amorosas e abandonaram tudo e posteriormente se renderam ao álcool ou drogas", explica.
São valores novos, mas que já está dentro de cada um, acredita Alves, e que os ajudarão a conviver em uma nova sociedade. "O álcool e as drogas se tornaram fuga de um problema que não souberam resolver. Mas percebemos a vontade de muitos em ser resgatados".
Enquanto muitos perdem a referência no dia a dia da rua, nem todos tiveram oportunidade anterior de mudança e, na acolhida da missão, buscam a religiosidade. "Precisamos chamar atenção da sociedade que nas ruas há pessoas muito boas, mas que perderam o sentido da vida. Estão embaixo das pontes, mas são dignas", atesta.
Enquanto muitos ainda mostram resistência à ressocialização, outros já voltaram aos seus lares. Quem resiste passou por problemas familiares como traição, e, ao perder tudo ao ex-cônjuge temem criar novos bens e perdê-los novamente. "É preciso mostrar uma direção e, principalmente, enaltecer o trabalho da missão. Quantos jovens abrem mão de coisas como o emprego para se dedicar a quem sequer conhece?".
Missão que tira moradores das ruas tem jovens que veem na religiosidade uma vocação
Aos 72 anos, seu João mostra habilidade para montar um barco com palitos de fósforo e papel. Ele diz que aprendeu a arte quando passou um tempo num seminário em Santa Catarina. Ele, que é limeirense, mas andou por vários Estados, está há um mês na comunidade São Judas Tadeu, atendido pela missão Anjos da Noite. "Fiquei um tempo nocauteado. Mas estou melhorando", diz ele, que é o mais velho da casa.
A Gazeta mostrou nas duas últimas semanas a situação de moradores de rua e a iniciativa da missão, que busca dar alternativas aos que não têm casa, proporcionando refeições, local para ficar e regularização de documentos, para encaminhamento ao trabalho. O projeto é apoiado pela Paróquia Santa Isabel. "Quando os encontramos, eles estão perdidos, e para conseguirmos aproximação, leva um tempo. Sentem-se muito machucados, têm falta de cuidado humano", diz o padre Valdinei Antônio da Silva, da paróquia.
VOCAÇÃO
Deixar o emprego para se dedicar a uma causa não foi atitude tomada apenas por Albert Henrique Neves, o Betinho, que coordena os trabalhos, mas também por William Semprebom, 22, um dos fundadores da missão. Aos 20 anos, Anderson Euzébio Bonfim é outro voluntário que até tentou ficar longe do projeto, mas a vocação em ajudar venceu.
Há quatro anos ele estava indeciso sobre qual caminho seguir, enquanto a pastoral de assistência aos moradores de rua se estruturava. "Aprendemos como agir com ele, fazer a abordagem de maneira certa. O principal é que somos iguais, sem jamais colocá-los abaixo ou nos acharmos superiores", declara Bonfim.
Ele começou a trabalhar e passou por vários trabalhos até que, em um retiro vocacional percebeu que deveria mesmo se dedicar à vida missionária. "Tive bons empregos, mas não estava feliz", revela.
Ele elege como a maior dificuldade da missão o trabalho com os vícios. "Continuar a luta dentro da igreja é possível, mas e lá fora? Dos que encontramos, o que bebia menos ingeria três corotes", exemplifica.
A dedicação causou mudança em todos no trabalho de tirar as pessoas da rua e recolocá-las na sociedade, com recuperação física e espiritual. "Tudo acontece aos poucos, enquanto o corpo se acostuma sem as drogas ou a bebida. Os que querem mudança continuam conosco".
VOLUNTÁRIOS
O cabo Francisco Alves tem colaborado com a recuperação do grupo de abrigados, por meio de palestras abordando o lado psicanalítico. "Tentamos mostrar os valores que devem resgatar, e que perderam por decepções na infância ou na juventude. Passaram pela missão pessoas que estudaram bastante, mas que tiveram desilusões amorosas e abandonaram tudo e posteriormente se renderam ao álcool ou drogas", explica.
São valores novos, mas que já está dentro de cada um, acredita Alves, e que os ajudarão a conviver em uma nova sociedade. "O álcool e as drogas se tornaram fuga de um problema que não souberam resolver. Mas percebemos a vontade de muitos em ser resgatados".
Enquanto muitos perdem a referência no dia a dia da rua, nem todos tiveram oportunidade anterior de mudança e, na acolhida da missão, buscam a religiosidade. "Precisamos chamar atenção da sociedade que nas ruas há pessoas muito boas, mas que perderam o sentido da vida. Estão embaixo das pontes, mas são dignas", atesta.
Enquanto muitos ainda mostram resistência à ressocialização, outros já voltaram aos seus lares. Quem resiste passou por problemas familiares como traição, e, ao perder tudo ao ex-cônjuge temem criar novos bens e perdê-los novamente. "É preciso mostrar uma direção e, principalmente, enaltecer o trabalho da missão. Quantos jovens abrem mão de coisas como o emprego para se dedicar a quem sequer conhece?".
Missão cresce, mas precisa de apoio para ampliar atendimento
Padre Valdinei ressalta que o bonito é o que inspira a missão, ao revigorar a solidariedade. "A atualidade é de grandes desafios e nela encontramos campo para a missão, ao cuidar dos que mais precisam, ir ao encontro dos que sofrem mais. Neste trabalho, estende-se a mão para ajudar a cuidar dessa ferida social".
Ele avalia o trabalho como ainda pequeno, mas com um reflexo importante. "Cada vida que conseguimos ajudar é de valor incalculável. Vemos que muitas pessoas que chegam a essa situação têm formação acadêmica, bastante estudo".
O condicionamento à rua e suas ameaças e necessidades leva muitas pessoas a perderem a representação do "normal". O padre conta o caso de uma pessoa abordada que não aceitou comida de uma das pastorais da missão. O morador de rua dizia que, enquanto houvesse lixo em Limeira, não passaria fome. O último alimento que havia recebido de alguém era um sanduíche, entregue após o "doador" cuspir no lanche, contou o homem.
Depois do passo inicial da adaptação para dar prosseguimento ao projeto, que começou há quatro anos com a entrega de comida nas ruas, o que continua sendo feito aos domingos à noite, até o acolhimento, que teve início neste ano, a missão vem crescendo, e as necessidades também. "A sociedade civil e algumas empresas têm nos ajudado, mas o nosso grande desafio é um local adequado, já que o atual é adaptado", lembra o padre. Apesar de o acolhimento estar praticamente no limite do imóvel da comunidade São Judas Tadeu, que fica na Vista Alegre, ele garante dá-se um jeito, mas o apoio é certo. No entanto, a iniciativa precisa de mais ajuda, tanto da sociedade civil quanto das empresas, inclusive as grandes. "Agradecemos aos voluntários e todos que nos apóiam. Toda ajuda é bem-vinda para que possamos dar continuidade a proposta do trabalho". (DL)
Monitoramento automático do ar é previsto para Limeira
Daíza Lacerda
Iniciativa, a ser implantada pela Cetesb, faz parte de programa do DER
Limeira poderá receber uma estação de monitoramento automático do ar. O município, que já tem o monitoramento manual de fumaça desde os anos 80, e de partículas inaláveis desde 2002, é um dos seis no Estado previstos para fazer parte da expansão da rede de monitoramento de qualidade ambiental.
O projeto é um subcomponente do Programa de Transporte, Logística e Meio Ambiente do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), que prevê recuperar e ampliar a capacidade de 600 quilômetros de rodovias no Estado.
Conforme o projeto, publicado no sábado no Diário Oficial do Estado, "a Cetesb pretende adquirir, instalar e operar seis novas estações de monitoramento automático da qualidade do ar, que por seu porte, importância do parque industrial, frota de veículos, proximidade de áreas de queima de palha de cana fazem jus a um acompanhamento mais frequente da qualidade do ar".
ABRANGÊNCIA
Maria Helena Martins, gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Cetesb, explica que existem 42 estações automáticas no Estado, 20 na região metropolitana de São Paulo e outras 22 no litoral e interior, incluindo as cidades de Piracicaba e Americana. "A ideia é expandir para as áreas sem monitoramento. Limeira é uma das escolhidas em função da população, que passa dos 250 mil habitantes, e que contribui, por exemplo, com o aumento da frota", diz.
Além da frota significativa e em crescimento, a industrialização é outro ponto levado em conta. Na região, além de Limeira, Santa Gertrudes é uma das cotadas devido ao polo industrial de cerâmicas. Cordeirópolis também tem uma estação manual, que verifica o índice de partículas totais suspensas, entre inaladas e não inaladas.
Entre as estações previstas no projeto, uma delas é móvel, para atender cinco cidades. "A Cetesb possui duas estações móveis, mais usadas para estudos especiais, além de avaliar locais, custos e manutenção antes da instalação de unidades, já que nem tudo é possível medir manualmente".
MANUAL X AUTOMÁTICO
O monitoramento manual dos níveis de fumaça e de partículas inaláveis possibilitam mensurar a qualidade do ar, que em Limeira é regular, conforme as medições. "O parâmetro são 150 microgramas por m³ a cada 24 horas. A média de Limeira foi de 149 em 2010", informa Maria Helena. Este é o nível aceitável. Acima disso, é considerado inadequado.
O sistema manual dá origem a um relatório anual, atualizado mensalmente, para avaliar as tendências. No sistema automático, a atualização é instantânea, inclusive para consulta do público. "Há um monitor para cada poluente, que são enviados em tempo real para a central da Cetesb, para classificação e divulgação", explica. A informação em tempo real possibilita a conscientização sobre possíveis problemas, além de ações de emergência, devido ao detalhamento.
A classificação do ar em Limeira de janeiro a março foi considerada boa. Em abril e maio, caiu para regular, época em que aumentou a incidência de queimadas, além do início do tempo mais seco que antecedeu o inverno. "É um resultado determinado por vários fatores na concentração de material particulado, em que passamos a respirar mais poeira".
PRAZO E CUSTO
O custo total do programa, que é da Secretaria de Logística e Transportes do DER, é de R$ 1.190 bilhão. O subcomponente de sistemas de monitoramento e acompanhamento ambiental está orçado em R$ 70 milhões. As obras devem ser financiadas com recursos repassados pelo governo estadual, em negociação prevista para o próximo semestre. Contrato e empréstimo devem ser efetivados em 2012 e as obras devem se estender até 2014.
Iniciativa, a ser implantada pela Cetesb, faz parte de programa do DER
Limeira poderá receber uma estação de monitoramento automático do ar. O município, que já tem o monitoramento manual de fumaça desde os anos 80, e de partículas inaláveis desde 2002, é um dos seis no Estado previstos para fazer parte da expansão da rede de monitoramento de qualidade ambiental.
O projeto é um subcomponente do Programa de Transporte, Logística e Meio Ambiente do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), que prevê recuperar e ampliar a capacidade de 600 quilômetros de rodovias no Estado.
Conforme o projeto, publicado no sábado no Diário Oficial do Estado, "a Cetesb pretende adquirir, instalar e operar seis novas estações de monitoramento automático da qualidade do ar, que por seu porte, importância do parque industrial, frota de veículos, proximidade de áreas de queima de palha de cana fazem jus a um acompanhamento mais frequente da qualidade do ar".
ABRANGÊNCIA
Maria Helena Martins, gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Cetesb, explica que existem 42 estações automáticas no Estado, 20 na região metropolitana de São Paulo e outras 22 no litoral e interior, incluindo as cidades de Piracicaba e Americana. "A ideia é expandir para as áreas sem monitoramento. Limeira é uma das escolhidas em função da população, que passa dos 250 mil habitantes, e que contribui, por exemplo, com o aumento da frota", diz.
Além da frota significativa e em crescimento, a industrialização é outro ponto levado em conta. Na região, além de Limeira, Santa Gertrudes é uma das cotadas devido ao polo industrial de cerâmicas. Cordeirópolis também tem uma estação manual, que verifica o índice de partículas totais suspensas, entre inaladas e não inaladas.
Entre as estações previstas no projeto, uma delas é móvel, para atender cinco cidades. "A Cetesb possui duas estações móveis, mais usadas para estudos especiais, além de avaliar locais, custos e manutenção antes da instalação de unidades, já que nem tudo é possível medir manualmente".
MANUAL X AUTOMÁTICO
O monitoramento manual dos níveis de fumaça e de partículas inaláveis possibilitam mensurar a qualidade do ar, que em Limeira é regular, conforme as medições. "O parâmetro são 150 microgramas por m³ a cada 24 horas. A média de Limeira foi de 149 em 2010", informa Maria Helena. Este é o nível aceitável. Acima disso, é considerado inadequado.
O sistema manual dá origem a um relatório anual, atualizado mensalmente, para avaliar as tendências. No sistema automático, a atualização é instantânea, inclusive para consulta do público. "Há um monitor para cada poluente, que são enviados em tempo real para a central da Cetesb, para classificação e divulgação", explica. A informação em tempo real possibilita a conscientização sobre possíveis problemas, além de ações de emergência, devido ao detalhamento.
A classificação do ar em Limeira de janeiro a março foi considerada boa. Em abril e maio, caiu para regular, época em que aumentou a incidência de queimadas, além do início do tempo mais seco que antecedeu o inverno. "É um resultado determinado por vários fatores na concentração de material particulado, em que passamos a respirar mais poeira".
PRAZO E CUSTO
O custo total do programa, que é da Secretaria de Logística e Transportes do DER, é de R$ 1.190 bilhão. O subcomponente de sistemas de monitoramento e acompanhamento ambiental está orçado em R$ 70 milhões. As obras devem ser financiadas com recursos repassados pelo governo estadual, em negociação prevista para o próximo semestre. Contrato e empréstimo devem ser efetivados em 2012 e as obras devem se estender até 2014.
Idoso evita atropelar cachorro, mas provoca acidente na Anhangüera
Daíza Lacerda
Um cachorro foi responsável por uma colisão na Rodovia Anhangüera, na manhã de ontem, próximo do km 146. O motorista A.C.S.C., 56 trafegava no sentido interior com a carreta placas DDM-5614, de São José do Rio Preto, atrás do Gol placas CPO-2178, de São Bernardo do Campo, quando avistou um cachorro atravessar a pista. "Achei que o motorista da frente iria desviar, mas ele freou. Como vou conseguir parar a tempo uma carreta a 90 km/h?", disse.
A colisão da frente da carreta na traseira do carro jogou o veículo para fora da pista, depois de rodar e bater na defensa metálica. O carro ficou destruído, mas o condutor, o aposentado M.C.F., 66, sofreu apenas alguns arranhões na cabeça, além do susto. "Quando vi, já estava muito perto do cachorro", disse ele, após acabar de ser atendido pelo resgate da AutoBan.
Ainda desorientado, o aposentado não sabia que havia sido atingido pela carreta. "Só senti a batida e o carro sendo arrastado", disse ele, que ia de São Bernardo do Campo para Goiás, onde iria pescar.
Segundo a equipe de resgate, o condutor não estava alcoolizado. O aposentado declarou que venderia o que sobrou do carro na cidade, antes de voltar para casa.
O motorista da carreta seguia de São Paulo a caminho de Limeira, para entrega de produtos alimentícios, trabalho que pretendia retomar após a chegada da Polícia Rodoviária. "É carga perecível, não pode ficar parada", disse ele, que declarou ainda fazer o mesmo trajeto um dia sim e outro não. O cachorro não foi encontrado.
Um cachorro foi responsável por uma colisão na Rodovia Anhangüera, na manhã de ontem, próximo do km 146. O motorista A.C.S.C., 56 trafegava no sentido interior com a carreta placas DDM-5614, de São José do Rio Preto, atrás do Gol placas CPO-2178, de São Bernardo do Campo, quando avistou um cachorro atravessar a pista. "Achei que o motorista da frente iria desviar, mas ele freou. Como vou conseguir parar a tempo uma carreta a 90 km/h?", disse.
A colisão da frente da carreta na traseira do carro jogou o veículo para fora da pista, depois de rodar e bater na defensa metálica. O carro ficou destruído, mas o condutor, o aposentado M.C.F., 66, sofreu apenas alguns arranhões na cabeça, além do susto. "Quando vi, já estava muito perto do cachorro", disse ele, após acabar de ser atendido pelo resgate da AutoBan.
Ainda desorientado, o aposentado não sabia que havia sido atingido pela carreta. "Só senti a batida e o carro sendo arrastado", disse ele, que ia de São Bernardo do Campo para Goiás, onde iria pescar.
Segundo a equipe de resgate, o condutor não estava alcoolizado. O aposentado declarou que venderia o que sobrou do carro na cidade, antes de voltar para casa.
O motorista da carreta seguia de São Paulo a caminho de Limeira, para entrega de produtos alimentícios, trabalho que pretendia retomar após a chegada da Polícia Rodoviária. "É carga perecível, não pode ficar parada", disse ele, que declarou ainda fazer o mesmo trajeto um dia sim e outro não. O cachorro não foi encontrado.
Passagem ruim piora com entulho em área do Jardim do Lago
Daíza Lacerda
A dificuldade de acesso em uma das entradas do Parque Ecológico do Jardim do Lago levou desconhecidos a deixarem a situação ainda mais complicada.
O chão, de terra batida e sem piso, sofreu afundamento, o qual tentaram "amenizar" jogando entulho no local. Essa é a versão de moradores diante dos pedaços de tijolos e concreto, que pioraram a situação da passagem de quem entra no local pelo lado do Jardim Aeroporto.
"Formou-se uma vala, e jogaram entulho na tentativa de arrumar", disse um morador. "Não concordo porque é entulho, embora tenham tentado tapar o buraco. Ali já caíram senhoras e crianças, que se machucaram", disse o aposentado João Teixeira de Oliveira, 54. Segundo ele, além de um caminho adequado na passagem que é usada de trajeto para ir de um bairro a outro, o local precisa da troca das cercas e de recolocação dos portões. "É necessário alambrado para proteger as crianças do risco de queda".
Quanto à passagem que recebeu entulho, o local fica ainda mais perigoso quando chove. "Muita gente dá a volta para ir de um bairro a outro, mas isso é complicado para algumas senhoras", lembra Oliveira.
As cercas estão caídas há meses. "Uma parte caiu com o vento ainda no ano passado. Mas, do outro lado, próximo da nascente, foi ação de vândalos", disse o pedreiro Clóvis Gama, 55. A destruição de brinquedos também é outra preocupação, além das luzes queimadas de alguns dos postes do local.
Segundo moradores que preferiram não se identificar, o entulho é descarregado no local com carro, o que evidenciaria a despreocupação da pessoa em ser flagrada.
PROVIDÊNCIAS
O secretário municipal de Meio Ambiente, Domingos Furgione Filho, lembra que descartar entulho em qualquer área pública é crime passível de multa. "Iremos até o local ver o que pode ser feito, mas as reivindicações podem ser enviadas via associação", disse o secretário, citando o diálogo existente com representantes dos bairros.
A recontrução dos alambrados e colocação de portões já está licitada e aguarda empenho administrativo. "O processo é lento, mas precisamos seguir os prazos legais. Saindo o empenho, é emita a ordem de serviço para a manutenção".
Outro projeto em execução é a colocação de lanchonete e dois banheiros, o que ainda está em licitação. Quanto à iluminação, a manutenção será solicitada à Secretaria de Obras.
O secretário declara que, em relação aos brinquedos e atos de vandalismo, há última manutenção foi feita há 40 dias. Em alguns casos, foram trocados por novos. "A limpeza e poda são feitas, algo que é possível intensificar. As lagoas são monitoradas semanalmente pela Foz do Brasil para saber a qualidade da água e os peixes são alimentados", acrescentou.
Já o secretário municipal de Segurança Pública, Siddharta Carneiro Leão, ressaltou que o local recebe patrulha da Guarda Municipal (GM) 24 horas, sempre com um oficial no local. "Há patrulha no local 24 horas, e GMs em três escalas", disse. Segundo ele, ainda não é possível aumentar o número de GMs no local, já que outras áreas precisam de cobertura.
De acordo com o inspetor Corrêa, responsável pelo local, a área recebe ronda dos GMs de bicicleta. "Se alguém for pego descartando lixo, será penalizado, pois é crime ambiental", endossou. A GM pode ser acionada pelos telefones 153 e 3495-4746.
A dificuldade de acesso em uma das entradas do Parque Ecológico do Jardim do Lago levou desconhecidos a deixarem a situação ainda mais complicada.
O chão, de terra batida e sem piso, sofreu afundamento, o qual tentaram "amenizar" jogando entulho no local. Essa é a versão de moradores diante dos pedaços de tijolos e concreto, que pioraram a situação da passagem de quem entra no local pelo lado do Jardim Aeroporto.
"Formou-se uma vala, e jogaram entulho na tentativa de arrumar", disse um morador. "Não concordo porque é entulho, embora tenham tentado tapar o buraco. Ali já caíram senhoras e crianças, que se machucaram", disse o aposentado João Teixeira de Oliveira, 54. Segundo ele, além de um caminho adequado na passagem que é usada de trajeto para ir de um bairro a outro, o local precisa da troca das cercas e de recolocação dos portões. "É necessário alambrado para proteger as crianças do risco de queda".
Quanto à passagem que recebeu entulho, o local fica ainda mais perigoso quando chove. "Muita gente dá a volta para ir de um bairro a outro, mas isso é complicado para algumas senhoras", lembra Oliveira.
As cercas estão caídas há meses. "Uma parte caiu com o vento ainda no ano passado. Mas, do outro lado, próximo da nascente, foi ação de vândalos", disse o pedreiro Clóvis Gama, 55. A destruição de brinquedos também é outra preocupação, além das luzes queimadas de alguns dos postes do local.
Segundo moradores que preferiram não se identificar, o entulho é descarregado no local com carro, o que evidenciaria a despreocupação da pessoa em ser flagrada.
PROVIDÊNCIAS
O secretário municipal de Meio Ambiente, Domingos Furgione Filho, lembra que descartar entulho em qualquer área pública é crime passível de multa. "Iremos até o local ver o que pode ser feito, mas as reivindicações podem ser enviadas via associação", disse o secretário, citando o diálogo existente com representantes dos bairros.
A recontrução dos alambrados e colocação de portões já está licitada e aguarda empenho administrativo. "O processo é lento, mas precisamos seguir os prazos legais. Saindo o empenho, é emita a ordem de serviço para a manutenção".
Outro projeto em execução é a colocação de lanchonete e dois banheiros, o que ainda está em licitação. Quanto à iluminação, a manutenção será solicitada à Secretaria de Obras.
O secretário declara que, em relação aos brinquedos e atos de vandalismo, há última manutenção foi feita há 40 dias. Em alguns casos, foram trocados por novos. "A limpeza e poda são feitas, algo que é possível intensificar. As lagoas são monitoradas semanalmente pela Foz do Brasil para saber a qualidade da água e os peixes são alimentados", acrescentou.
Já o secretário municipal de Segurança Pública, Siddharta Carneiro Leão, ressaltou que o local recebe patrulha da Guarda Municipal (GM) 24 horas, sempre com um oficial no local. "Há patrulha no local 24 horas, e GMs em três escalas", disse. Segundo ele, ainda não é possível aumentar o número de GMs no local, já que outras áreas precisam de cobertura.
De acordo com o inspetor Corrêa, responsável pelo local, a área recebe ronda dos GMs de bicicleta. "Se alguém for pego descartando lixo, será penalizado, pois é crime ambiental", endossou. A GM pode ser acionada pelos telefones 153 e 3495-4746.
Quase concluída, arte no asilo muda área externa
Daíza Lacerda
"Quem ganha com isso somos nós. Deu um novo ar ao nosso espaço. De longe, parece que é tudo de verdade". Esta é a constatação da aposentada Durvalina Vicente Pedroso, de 85 anos, que vive no Asilo João Kühl Filho.
O trabalho de pintura na área externa da ala feminina começou no início do mês, com jovens do projeto de grafite da Foz do Brasil, o Grafoz, do qual participam cerca de 50 jovens a partir de 14 anos.
A artista plástica e cenógrafa Flávia Pozzobon também ajudou na concepção da arte que mudou o espaço dos idosos. "Primeiro foi feito e aprovado o esboço no papel e agora fazemos o acabamento. É muito bom desenvolver este trabalho e mudar a rotina dos idosos. Eles merecem", diz ela, que foi convidada pelo escritor de grafite Paulo Ricardo da Silva, o "Medo", a participar. Ele é quem ensina os jovens nas oficinas do projeto.
"Os idosos acompanharam o trabalho, sempre passando e perguntando", diz ele, que também fez o projeto que foi passado para as paredes.
Os moradores agradecem o espaço colorido, que ganhou vida com o tema "Meio Ambiente", retratando água, plantas e, é claro, pessoas. Rolos, pincéis e sprays foram usados, em materiais cedidos pela Foz do Brasil.
Um vídeo foi produzido durante os trabalhos. "A ideia é mostrar a arte unindo gerações e como é possível fazer diferença", lembra Flávia, já que os próprios idosos também ajudaram com algumas pinceladas.
"Quem ganha com isso somos nós. Deu um novo ar ao nosso espaço. De longe, parece que é tudo de verdade". Esta é a constatação da aposentada Durvalina Vicente Pedroso, de 85 anos, que vive no Asilo João Kühl Filho.
O trabalho de pintura na área externa da ala feminina começou no início do mês, com jovens do projeto de grafite da Foz do Brasil, o Grafoz, do qual participam cerca de 50 jovens a partir de 14 anos.
A artista plástica e cenógrafa Flávia Pozzobon também ajudou na concepção da arte que mudou o espaço dos idosos. "Primeiro foi feito e aprovado o esboço no papel e agora fazemos o acabamento. É muito bom desenvolver este trabalho e mudar a rotina dos idosos. Eles merecem", diz ela, que foi convidada pelo escritor de grafite Paulo Ricardo da Silva, o "Medo", a participar. Ele é quem ensina os jovens nas oficinas do projeto.
"Os idosos acompanharam o trabalho, sempre passando e perguntando", diz ele, que também fez o projeto que foi passado para as paredes.
Os moradores agradecem o espaço colorido, que ganhou vida com o tema "Meio Ambiente", retratando água, plantas e, é claro, pessoas. Rolos, pincéis e sprays foram usados, em materiais cedidos pela Foz do Brasil.
Um vídeo foi produzido durante os trabalhos. "A ideia é mostrar a arte unindo gerações e como é possível fazer diferença", lembra Flávia, já que os próprios idosos também ajudaram com algumas pinceladas.
Idosos esbanjam alegria no “Baile da Roça”
Daíza Lacerda
O salão social do Limeira Clube parecia grande na tarde de ontem, no início do "Baile da Roça" do Projeto Vivência, do Ceprosom. Mas, logo nas primeiras músicas, os idosos participantes do projeto encheram a pista para dançar arrastapé.
Homens e mulheres, mesmo os mais tímidos e sem par, demonstravam alegria também por meio dos trajes, a caráter.
O projeto, desenvolvido pelo Centro de Promoção Social Municipal (Ceprosom), atende mais de dois mil idosos em 23 grupos de diversas regiões da cidade. "A festa é uma atividade extra, além das de cultura e lazer desenvolvidas no projeto", diz Rita de Cássia Miranda, assistente social de dois grupos. O projeto desenvolve reuniões semanais com o objetivo de proporcionar à terceira idade a oportunidade de lazer saudável e integração, para a melhoria da saúde e da qualidade de vida.
Maria José Aparecida Alves Cordaz foi uma das participantes das danças, inclusive da quadrilha. "Gosto muito de todas as atividades do projeto", diz ela, que acompanha há quatro anos. "Comecei a participar há quatro anos. Estava com sintomas de depressão e me indicaram. Hoje, estou curada", garante.
O baile teve a participação da banda “Expresso do Forró” que cantou músicas típicas da festa de São João, além de puxar a apresentação da quadrilha, composta pelos idosos.
O salão social do Limeira Clube parecia grande na tarde de ontem, no início do "Baile da Roça" do Projeto Vivência, do Ceprosom. Mas, logo nas primeiras músicas, os idosos participantes do projeto encheram a pista para dançar arrastapé.
Homens e mulheres, mesmo os mais tímidos e sem par, demonstravam alegria também por meio dos trajes, a caráter.
O projeto, desenvolvido pelo Centro de Promoção Social Municipal (Ceprosom), atende mais de dois mil idosos em 23 grupos de diversas regiões da cidade. "A festa é uma atividade extra, além das de cultura e lazer desenvolvidas no projeto", diz Rita de Cássia Miranda, assistente social de dois grupos. O projeto desenvolve reuniões semanais com o objetivo de proporcionar à terceira idade a oportunidade de lazer saudável e integração, para a melhoria da saúde e da qualidade de vida.
Maria José Aparecida Alves Cordaz foi uma das participantes das danças, inclusive da quadrilha. "Gosto muito de todas as atividades do projeto", diz ela, que acompanha há quatro anos. "Comecei a participar há quatro anos. Estava com sintomas de depressão e me indicaram. Hoje, estou curada", garante.
O baile teve a participação da banda “Expresso do Forró” que cantou músicas típicas da festa de São João, além de puxar a apresentação da quadrilha, composta pelos idosos.
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