sexta-feira, 8 de abril de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Mortes no Rio retomam discussão da segurança em escolas

Daíza Lacerda

O caso na escola do Rio de Janeiro trouxe à tona a questão da segurança das escolas. Gestores e profissionais procurados pela Gazeta, além de lamenetar a tragédia, reconheceram a dificuldade e até impossibilidade de um ambiente 100% seguro, além das instituições educacionais.

A apreensão dos pais foi o primeiro reflexo diante do acontecimento inédito no Brasil, comparado ao episódio em Columbine, em 1999. "É claro que nos preocupamos, hoje em dia não dá para confiar em nada. Só mesmo um psicopata para fazer algo do tipo. O pior é quando os próprios alunos se agridem e os pais não ficam sabendo. Do portão pra dentro, a responsabilidade é da escola", declarou a autônoma Maria José Soares, 33, que buscava o filho de 11 anos em uma escola na tarde de ontem.
A vendedora Rosângela Aparecida Moreira, 28, também teme. "As escolas deviam ser mais seguras, exigir identificação no acesso, não deixar qualquer um entrar sem revista ou segurança. Tememos que possam ocorrer outros casos", declara.
Funcionários de escolas também sentem-se ameaçados, como a inspetora d euma escola estadual que preferiu não se identificar. "Às vezes temos represálias fazendo o nosso próprio trabalho", disse, citando que aluno uniformizado nem sempre é sinônimo de segurança.

CUIDADOS
Em algumas escolas estaduais e municipais percorridas pela reportagem o visitante é recebido com grades e travas, após ser recepcionado na secretaria. Os alarmes são a "defesa" mais comumente usada, já que as intituições dependem de liberação de verbas para incrementar a segurança com câmeras, por exemplo.
"Se o pai precisa falar com o filho, fica esperando e o aluno vem até ele. Nos horários de entrada e saída, um inspetor e alguém da direção fica em cada portão", explicou Enéas Raimundo, vice-diretor da EE Brasil. "Reduzimos problemas de 10 anos para cá com disciplina, rigidez e muito diálogo, também com os pais. Foi com muita colaboração. Se a segurança já era algo que necessitava de atenção, agora, mais ainda", acrescenta.
Em outra escola estadual, uma educadora que também preferiu não se identificar, reconheceu que muitas vezes não se conhece o pai do aluno, mas deixa entrar. "Tentamos controlar, mas se alguém chega mal-intencionado, como vamos impedir? A escola é pública". Outro problema apontado e a falta de funcionários suficientes para garantir maior segurança. "Já esperamos questionamentos dos pais nas próximas reuniões", observou.
Na Emeief Maria Aparecida Degaspare, a diretora Judite Helena Caram explica o esquema de entrada na escola. Interfone, câmera, e atendimento em balcão com outro portão trancado até o páteo são as medidas de segurança, além de aviso prévio e apresentação de crachá e autorização no caso da visita de pais ou profissionais de manutenção. "Mas o que podemos fazer se a pessoa apresenta uma credencial falsa? A responsabilidade do portão para dentro é nossa, mas fazemos o que podemos", diz a vice-diretora Cassiana Goriel de Moraes Martins.
O próprio secretário municipal da Educação, Antonio Montesano Neto, reconhece que é difícil se prevenir contra uma ação como a ocorrida ontem. "Como brasileiro, nunca passaria pela minha cabeça algo do tipo. Não sabemos como os jovens e adolescentes vão receber isso. Será um problema sério com o impacto da tragédia", disse ele, que prevê reunir os educadores para tratar do assunto. "Pais e alunos vão se perguntar em como ir para a escola amanhã [hoje], mas não há quem responsabilizar, a não ser a própria pessoa que provocou a tragédia", opinou. Segundo o secretário, as unidades contam com portões eletrônicos e a Prefeitura estuda a implantação de câmera de segurança.

ABRIR OU TRANCAR?
As brechas na segurança colocam em cheque a defesa de gestores da abertura dos portões das escolas para a comunidade. Em Limeira, 16 escolas (10 estaduais e seis municipais) estão nesta situação aos finais de semana, participantes do programa Escola da Família.
A informação é da dirigente regional de ensino, Sílvia Regina Spineli Koshikumo, que defende que é preciso analisar o contexto da escola na sociedade. "A escola está inserida na sociedade, que é violenta. Nisso, a escola ainda é um dos ambientes mais protegidos. Apesar disso, orientamos ações como o uso de uniformes, contato com os pais e a não dispensa de alunos antes do horário", especifica.
Segundo ela, os funcionários são orientados a ficar atentos com a identificação de estranhos e autorizações . "Não temos como evitar tudo, embora quiséssemos", lamenta.
Nas possibilidades de prevenção, ela cita que a legislação não permite cercas elétricas nas escolas, que pode proprocionar riscos aos próprios alunos. No âmbito social, de atenção ao aluno, ela disse que já foi falado no governo da implantação de profissionais de psicologia e assitência social em atendimento móvel, pelomenos em cada diretoria regional. "Fazemos o possível para formar o jovem, com palestras, por exemplo. A sociedade é sofrida de um modo geral e por trás de atitudes como a que vimos há famílias desestruturadas e uma história de vida de privação e dificuldades", reflete.

"Professores precisam ter preparo para conversar com alunos"

Para a psicoterapeuta Solange Dantas o momento ainda é de suposições, mas as consequências do caso no Rio de Janeiro pode dar pistas do que teria levado o acusado a se dispor a matar tanta gente. "A maioria das vítimas é menina, o que pode ser algo significativo, como algum trauma ou decepção. O que se diz é que estava focado em religião e terrorismo, ideais que podem ter resultado no ataque com a ingestão de alguma droga", diz.
Reação a bullying também é cogitada, o que aumenta a preocupação de o ato se torne frequente. "Acaba servindo como um modelo negativo. Por isso é necessária a atenção de autoridades de todo o País com a saúde mental. Muitos doentes não têm tratamento adequado. Dão remédios em casos de internação, em casos que não se consegue coibir tamanha violência", analisa.
Ela pontua a violência como uma doença em si, que pode ser remediada com educação. "Se nada for feito, é só o começo de um cenário deprimente e perigoso", diz ela, citando os casos de violência na escola, como agressão de alunos a professores, que deixam de ter o tratamento e resolução que merecem.
"Permanece o cenário de que quem comete essas agressões não têm limite, podem tudo e nada acontece. É a impunidade", ressalta, apontando o Estado como omisso na questão, diante da falata de vagas em leitos psiquiátricos. "São pessoas que ficam ao Deus-dará e em surtos cometem crimes como o assassinato dos próprios pais, como já foi registrado na cidade".
Agora, ela defende que os professores precisam ter preparo para conversar com os alunos para não ampliar o cenário de terror. "Deve-se evitar prolongar o assunto, mas os professores devem estar mais atentos à violência e ao bullying. É educação, não há mágica para deixar de ser vítima futuramente. É preciso entender que o ser humano é corpo e mente, e que as consequências podem recair sobre toda a sociedade".

PM tem quatro viaturas na ronda e GM atende chamados de escolas
                    
O chefe interino de Comunicação Social da Polícia Militar de Limeira, tenente Edson da Costa Pereira informou, em nota, que "em Limeira, na área da 5ª Cia e na área da 1ª Cia contamos com quatro viaturas de Ronda Escolar das 7h às 23h para ocorrências dessa natureza e também para visitações em escolas, em sua maioria Estaduais. Temos com essas quatro viaturas uma quantidade irrisória de ocorrências, se comparado ao Policiamento convencional".
Conforme a nota, em 2010 não foi registrada nenhuma ocorrência envolvendo arma de fogo em Limeira, apenas um caso de lesão corporal provocada por estilete em briga de menores, mas nada de origem parecida ao ocorrido no Rio. "Em 2009 uma equipe de Ronda Escolar prendeu numa Escola Municipal um jovem portando um revólver, mas sem provocar seu uso. Outras ocorrências são registradas na atualidade envolvendo escolas, sempre ligadas a brigas por motivos banais".
Secretário municipal de Segurança Pública, Siddhartha Carneiro Leão explicou que o objetivo original do Pelotão Escolar era o da permanência de guardas municipais no portão e interior de escolas, e não com viaturas. Mas, com a mudança das necessidades, hoje o Pelotão conta com três motos, uma viatura e uma van. "É diferente da atuação da Ronda Escolar da PM, que é de patrulhamento. São muitas escolas e não há como atingir todas. Atendemos diretores com problemas e que fazem a solicitação. Aí o Pelotão faz o planejamento para resolver a questão. Agimos conforme a necessidade. Não temos estrutura para tudo, mas não ficamos sem fazer nada", justifica.
A inspetora da Guarda Municipal e reponsável pelo Pelotão Escola, Rita de Cássia Florêncio diz que a equipe atende casos raros, como porte de arma branca. Mas o episódio serve de alerta para que os responsáveis das escolas cuidem da segurança, como nunca deixar portões abertos. Muitas vezes, o chamado vem de pais ou alunos, não necessariamente da direção. "Quando o problema é fora da escola, ficamos sabendo. Mas se acontece dentro e não somos comunicados, fica difícil ajudar a tentar a resolver", diz. (DL) 


Em nota, Apeoesp cita vulnerabilidade
das escolas e falta de funcionários


O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), em nome da presidente Maria Izabel Azevedo Noronha, emitiu nota à imprensa ontem, lamentando a tragédia em nome de todo o magistério público paulista. "Embora nessa proporção o ocorrido seja singular, o fato mostra que existe uma situação de vulnerabilidade nas escolas públicas, nas quais são corriqueiros casos de violência, dentro das unidades e no seu entorno. No Estado de São Paulo, a vulnerabilidade decorre também da ausência de funcionários em número suficiente e da extinção de funções importantes, como a de porteiro e inspetores.
O sindicato defendeu que "cabe ao Estado desenvolver políticas que minimizem a violência nas escolas e garantam a segurança dos que nelas estudam e trabalham, sobretudo através do envolvimento da comunidade escolar na gestão democrática da educação, mas também assegurando a presença de policiamento comunitário no entorno das unidades escolares para combater crimes e delitos que terminam por afetar o seu cotidiano". (DL)


quinta-feira, 7 de abril de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Projeto prevê construção de casas para assistência às mães

Daíza Lacerda


Limeira receberá um lar planejado para mães que estão em locais invadidos ou não têm para onde ir, como alternativa à rua ou moradia em condições precárias. Esta é a proposta do Lar "Uma nova esperança", organização não governamental (ONG) que começou os trabalhos, mas depende de doações.

Com foco na criança, a ideia é que as mães trabalhem e guardem dinheiro para comprar a própria casa, enquanto os filhos são assistidos pela instituição. No período oposto, a mãe continua responsável pela manutenção da casa e, também, da educação da(s) criança(s).
O projeto foi idealizado por Mário de Araújo e Helena Abdalla Gomide, presidente e vice da ONG. "Sempre fiz trabalho social no Ernesto Kühl, quando pude detectar o que não dava certo, com um trabalho que parecia uma gota de água num oceano de problemas. No José Cortez também, meninas novas e grávidas, onde dávamos orientações. Mães com vários parceiros, ou com marido preso, além de viúvas. Mas existe ainda o problema do tráfico, que é muito forte", diz.
A partir dessas problemáticas, ela soube do projeto desenvolvido em um lar de Rio Claro, que batia com as necessidades das pessoas nessas situações em Limeira. "É um lugar para deixar a criança fora da rua, mas em local seguro com as mães, para desenvolver de forma saudável a ideia de família", acrescenta.
Um empresário idealizador doou um terreno de 4,5 mil metros quadrados para o projeto, na Rua Limeira, 960, na Vila Queiroz, que foi o ponto de partida para que a ideia se torne realidade.

REGRAS
O lar abrigará até 10 famílias, uma em cada casa, para atender mães com pelo menos quatro filhos. A mãe deverá trabalhar e depositar 60% do salário em uma poupança em seu próprio nome, cujo comprovante será exigido. A permanência no local será de quatro anos, tempo para que guarde cerca de R$ 18 mil a serem destinados para a casa própria.
Os filhos receberão assistência como encaminhamento à escola pública e cuidados de profissionais. Mas o sucesso dependerá da cooperação da mãe, que deverá seguir 12 "leis" fortes, como não engravidar. "Não temos ilusões de que será fácil ou faremos milagre, pois este lar em Rio Claro ajudou 49 famílias em 45 anos. Lidaremos com pessoas difíceis, mas acreditamos que a criança forçará a mãe a ficar, pois terá comida, brinquedos, além de cursos profissionalizantes para as mães. Queremos que se tornem melhores, pois elas não precisarão se preocupar com aluguel, conta de água ou luz, mas em trabalhar e cuidar da casa e dos filhos", explica Helena.

COMO AJUDAR
A instituição disponibiliza um boleto no qual cidadãos e empresas podem contribuir, e também por depósitos na conta corrente 19.597-9 da agência 3383-9 do Banco do Brasil. A construção está orçada em R$ 400 mil, o que seria coberto com cinco mil doações de R$ 80. "Se em dois meses conseguirmos essa quantia, as casas podem ficar prontas em outubro", estima.
Para ajudar na arrecadação, a ONG organiza um almoço do Dia das Mães no Samsara, dia 8 de maio. Os convites custam R$ 40
Não só a construção como o trabalho a ser desenvolvido depende de parceiros, também para o atendimento. Por isso, independentemente de religiões, serão necessários voluntários na área da saúde, educação e assistência social.
"O trabalho não é só para essas famílias que precisam. Podemos ajudar 10 crianças em quatro anos. Serão 10 vidas deles, mas quantas nossas? Criança na escola é menos bandido na rua, menos pessoas assaltadas, violentadas ou mortas", reitera. (DL)







Cidades da região também já contabilizam casos de dengue

Daíza Lacerda

Enquanto em Limeira a dengue chegou aos 306 casos até anteontem, cidades da região também registram confirmações da doença. As notificaçações são muitas, mesmo com um número baixo de casos positivos, o suficiente para intensificar medidas de combate.
Em Iracemápolis, foram 53 notificações até ontem, 15 delas confirmadas como positivas e 10 que ainda estão com os resultados pendentes. Em Cordeirópolis, a assessoria da Prefeitura informou que neste ano foram 92 notificações, cinco delas confirmadas e outras cinco pendentes.
Segundo a Prefeitura, as campanhas foram intensificadas em pontos de maior circulação de pessoas, com cartazes e explicações de como combater as larvas. Em 2010, Cordeirópolis contabilizou 18 casos.
Em Engenheiro Coelho, de 26 notificações, quatro foram confirmadas, 10 descartadas e o restante aguarda resultado. Os casos positivos são de pessoas do mesmo bairro, a partir de um importado. No local, estão sendo feitos nebulização com produtos químicos e programas de orientação.
Na cidade, em 2010, foram 14 casos positivos, cinco deles importados.


Publicado na Gazeta de Limeira.


quarta-feira, 6 de abril de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Se convocado, Ferraresi assumirá a vaga de Farid

Daíza Lacerda

A vaga na Câmara deixada por José Farid Zaine (PDT), que assumiu a Secretaria Municipal da Cultura, ainda continua com a ocupação indefinida.
O primeiro suplente do vereador, Serginho Sterzo (PDT), abriu mão da vaga em virtude de seu pai, Sérgio Sterzo, atuar na Prefeitura, na Secretaria de Desenvolvimento. A renúncia foi formalizada por carta, apresentada na última sessão da Câmara.
Fausto Antônio de Paula (PDT), seria o próximo suplente, mas confirmou à Gazeta que não irá assumir. “Não esperava que surgisse essa vaga, embora tenha batalhado na oportunidade da mudança da lei para 21 vereadores na cidade. Segui outro rumo em minha vida pessoal e com minha grande clientela em cardiologia, programei um mestrado, para dedicação maior ao consultório e aos clientes”, justificou o cardiologista, que falou ainda da sua apreciação pela Câmara e eleitores, muitos deles seus pacientes.
Com a desistência de Fausto, que ainda não foi formalizada, Carlos Gomes Ferraresi (PDT) é o próximo na sequência de suplência. Procurado, Ferraresi declarou que ainda não recebeu nenhum informe oficial sobre a renúncia de Fausto e sua convocação. “No entanto, se eu for convocado, pretendo, sim, assumir”, afirmou.


Publicado na Gazeta de Limeira.





segunda-feira, 4 de abril de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Restaurada, imagem de Jesus Cristo Crucificado volta aos fiéis da Boa Morte

Daíza Lacerda

Era triste a visão da imagem de Jesus Cristo Crucificado às vésperas da interdição da igreja Boa Morte, em 2008. Refletindo as condições da igreja e das dificuldades que ainda seguiriam, a situação era de deterioração.

"Sem dedos, e com os braços quebrados. Cansado", assim definiu Marisa Bellão, da Confraria da Boa Morte. Novamente apresentada ao público no último sábado, 26, a imagem ocupa agora um lugar do qual não deve mais sair, na entrada da igreja. "Recebeu novas bênçãos, além de muitas visitas", reitera Marisa. Agora, os fiéis voltam para buscar as bênçãos junto à imagem.
Por estar em condições precárias para locomoção, a restauração da imagem foi feita na capela e demorou dois meses, de acordo com a artista plástica Célia Tank Ragazzo, que fez o trabalho junto com Beatriz Araújo Ferrari. "A imagem sofreu muito a ação do tempo e, mesmo durante o restauro, recebeu visitas. Por ser considerado milagroso, o Cristo é bem procurado", diz ela, que também se emociona com a visão da peça. "Ficamos felizes, foi uma satisfação fazer o trabalho".
Com cerca de quatro metros de altura, foram necessários quatro homens para carregar a imagem, que agora está à disposição para as orações dos fiéis.
A igreja ainda guarda muitas imagens, algumas delas que já receberam cuidados de profissionais, como a do Sagrado Coração de Maria, que ficava na entrada da igreja e hoje é levada nas procissões. Outras ainda serão restauradas.

OBRAS

A igreja, reaberta após obras previstas num Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), terá nesta segunda-feira o início da segunda fase dos trabalhos.
"Serão restaurados os forros dos dois lados do piso superior, além dos assoalhos", explica Francisco Bellão, da Confraria. Esta fase deverá custar entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. Cerca de 20 casamentos já estão marcados para acontecer no templo.

Seu Emiliano, o homem que viu a imagem chegar a Limeira

Para Emiliano Bernardo da Silva, 86, a imagem de Cristo novamente entregue aos fiéis da Boa Morte tem um significado especial. Aos 11 anos de idade, ele era coroinha da antiga catedral de Limeira, quando a imagem chegou da Europa. Ele ajudou a desencaixotar e montar a peça.
“Fui na igreja um dia e não vi a imagem. Foi quando soube da restauração, que era necessária. Costumo chamá-la de ‘meu Cristo’”, diz ele, que ainda não foi visitá-la, devido a problemas de saúde na família.
Além do desgaste causado pelo tempo, ele observa que a imagem era de fácil acesso para os fiéis, que passavam a mão para se benzer.
A primeira “casa” do Cristo foi a matriz que antecedeu a atual catedral de Nossa Senhora das Dores. Era década de 30. “Só foi para a Boa Morte em 1948 ou 1949, quando a antiga catedral foi derrubada. A pedra fundamental da nova matriz foi inaugurada em agosto de 1951”, diz ele, que lembra ainda que diziam que a imagem vinha de Portugal, embora não se tenha certeza. (DL)



domingo, 3 de abril de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Inventor e cabeleireiro, Luizinho do Ceará se dedica ainda ao humor

Daíza Lacerda

“Eu era muito briguento e quando saí de casa acharam que eu viraria bandido. Mas te digo que só fica desempregado quem não tem coragem de trabalhar”. Essa é a conclusão de Luiz Antônio Feitosa de Oliveira, mais conhecido como “Luizinho do Ceará”, que, aos 36 anos, tem várias profissões.

Cabeleireiro, inventor e humorista são alguns ofícios do homem que, vindo de uma cidade onde o forte era o trabalho com ferro, aprendeu a forjar peças de corte como instrumentos cirúrgicos, tesouras, facas e até espadas.
Nascido em Potengi, “a cidade que mais tem ferreiro no mundo”, raiz que o fez gostar de ferros-velhos, como descreve, começou a produzir peças e os clientes de seu salão gostaram. Sua matéria-prima eram pedaços de metais descartados, usados para a cutelaria.
Em paralelo, contava piadas como hobby, já tendo dois CDs gravados, além de ter se apresentado no programa do Jô Soares em 2008. Vivendo há 22 anos em Limeira, desde que saiu do Ceará e veio visitar parentes, pela primeira vez passa a se dedicar mais ao humor. “Me apresento em empresas, clubes, confraternizações e até igrejas. Faço show de 2h sem falar besteiras. Monto o repertório conforme o ambiente”, diz ele, que garante não repetir piadas, devido ao grande repertório.
Para dar vida aos personagens, inclusive aos criados por ele, como Zé Bolacha e Farinha, ele usa também diversos figurinos nas apresentações. Suas performances podem agora ser conferidas aos sábados na rádio Educadora 1020 AM, das 21h30 às 22h30, em programa que estreou no último sábado. Tem ainda apresentação marcada na Churrascaria Oscar, dia 20 de maio.
Entre as suas invenções está uma “superfaca”, com um corte tão preciso que pode ser usada até para fazer a barba ou cortar o cabelo.
Luizinho do Ceará pode ser contatado pelo telefone 3039-6000 e pelo e-mail lfeitosadeoliveira@yahoo.com.br. Seus vídeos estão disponíveis no YouTube, através da busca por “luisinhodoceara”.

Publicado na Gazeta de Limeira.
sábado, 2 de abril de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Sobretudo

Coluna da redação da Gazeta de Limeira


CREN
O Centro de Reabilitação Nutricional João Ometto (Cren) completou 30 anos ontem em Limeira. Além de atender crianças desnutridas, a unidade auxilia os pequeninos na área educacional, tratamentos dentários, entre outros. Porém, quando assistido de perto, é possível notar que o trabalho oferecido vai além da ajuda que atende às necessidades físicas e intelectuais das crianças. O amor e carinho oferecidos pela equipe que integra o Cren, também importantes na recuperação, acompanham os atendidos pelo resto de suas vidas.

PERDAS
Limeira se despediu nas últimas semanas de figuras que muito orgulhavam a terrinha, a exemplo de Pinheiro Alves e Tininha de Salvo. Lamentações à parte, ficam os exemplos deixados pelas trajetórias de cada um, inclusive antigas autoridades. Mas são pessoas de uma época, índole e ações que esta geração não conheceu, enquanto hoje vivemos entre muitos "ilustres", embora por causas que não necessariamente despertam orgulho. Fica a pergunta: por qual motivo parte das "personalidades" desta época serão lembradas?

INVERSÃO DE PAPÉIS
A cena flagrada pela reportagem na sala da delegada Nilce Segalla, na DIG, mostra que há uma inversão de papéis. A delegada fazia diversas ligações para tentar localizar vítimas de crimes, cujos objetos foram localizados em poder de suspeitos. Nilce disse à Gazeta que acredita que isso não seria papel dela, mas sim das vítimas, que deveriam estar procurando a delegacia para saber dos objetos. Ela disse que cobrar a polícia é muito fácil, mas colaborar com o trabalho dos policiais deveria fazer parte das obrigações cívicas da população.

DESATENÇÃO
Esta semana, em duas ocasiões distintas presenciadas pela equipe da Gazeta, um motociclista e um ciclista escaparam de ser atropelados por pouco. Na primeira situação, um senhor que dirigia uma moto mudou de faixa, sem dar sinal, fazendo com que um veículo rodopiasse na tentativa de desviá-lo. Já em outro caso, um ciclista desatento cruzou uma rotatória sem ao menos olhar para os lados. Ambos eram idosos. Dirigir hoje em dia exige não somente da atenção do motorista, mas também requer certas manobras. É como as pessoas dizem: "temos que ter atenção dupla, por nós e pelos outros motoristas".

ARTE CIRCENSE
No próximo dia 6, as famílias limeirenses terão endereço certo para diversão - Centro Municipal de Eventos. Começa nessa data o 4º Festival de Circo. A programação está repleta de atividades para todas as idades. Vale a pena levar as crianças para conhecer um pouco da arte circense. É um belo espetáculo que Limeira sedia em mais um ano, com o objetivo de incentivar os movimentos culturais.

INFORMAIS

O setor de joias folheadas tem sofrido com a falta de mão de obra qualificada, assim como a construção civil. Em reunião da Comissão Municipal de Emprego nesta semana, a representante do Estado recebeu a reivindicação de cursos de qualificação para a área. A informalidade também preocupa o setor. Em 2010, os números de empresas e trabalhadores formais eram iguais aos de informais. Em 2008 a situação era pior, pois Limeira tinha 17.337 informais para 12.614 empresas formais, segundo dados do Observatório do Emprego.

QUEREMOS SEGURANÇA!
A última reunião da promotoria comunitária de Limeira evidenciou a preocupação dos limeirenses quanto à falta de segurança a que estamos expostos. Fica claro que causa tristeza e nem mais espanto o fato de tantos pré-adolescentes e adolescentes estarem envolvidos no crime, por meio de pequenos assaltos e delitos. 


Public

Cren completa 30 anos com 100% de recuperação

Daíza Lacerda

Não foi só o aniversário que o Centro de Reabilitação Nutricional João Ometto (Cren) comemorou ontem. Do início dos trabalhos até os 30 anos completos, a entidade comemora o índice de 100% de recuperação das crianças que passam pelo local. Mais de mil já foram tratadas.
Fundada pelo padre Sebastião Sérgio Cabral de Vasconcellos com projeto de implantação de Marilene Pinto Ramalho, o Cren substituiu uma igreja que funcionava no local, na esquina da Rua Otaviano José Rodrigues e Alagoas, na Vila São Cristóvam. O templo, que já estava pequeno para o número de fiéis, deu lugar à atual Paróquia São Cristóvão, enquanto o antigo espaço foi dedicado ao cuidado com crianças.
"Era uma década em que Limeira recebia muitos imigrantes, atraídos pelas casas populares. Buscavam moradia e emprego, quando a indústria era pujante. Daí apareceram os problemas, com famílias desestruturadas e crianças subnutridas", explica Assis de Toledo Rodovalho, 67, presidente do Cren, que atua há 23 no local.
O espaço deveria ser uma creche comum, mas com o problema da desnutrição, decidiu-se por fazer o centro de recuperação nutricional. "Só havia um similar no Brasil à época, no Nordeste. Fomos pioneiros em São Paulo", revela.
Hoje 50 crianças de até cinco anos frequentam o local, que conta ainda com escola. Hoje, o trabalho é preventivo, voltado a crianças abaixo do peso, que correm risco de desnutrição.

EVOLUÇÃO
De acordo com a coordenadora Suely Aparecida Santino Cotrim, em 2009 foram apenas três casos de desnutrição e, desde então, nenhum. Cenário bem diferente do início. "As crianças chegavam aqui num estado crítico. Muitas tinham que ser encaminhadas urgentemente à Unicamp. Chegavam de manhã e não sabíamos se sairiam com vida à tarde", diz ela, sobre a gravidade das situações, muitas delas registradas em fotos chocantes.
No entanto, o que prevalece são retratos felizes, com o resultado das recuperações e cuidados de profissionais. Quando é necessário, ainda há encaminhamentos a entidades parceiras, como Aril e Apae. No local, tanto funcionários quanto mães participam de palestras e recebem orientações para aperfeiçoar o cuidado com as crianças, de forma a contrariar o cenário do passado: descuido da família, de baixa escolaridade, além de outros fatores sociais.

COLABORAÇÕES
Rodovalho enfatiza que o Cren sempre tem vagas para crianças em risco de desnutrição, advindas de famílias sem condições, de qualquer pastoral ou templo religioso, além de encaminhamento de associações de bairro.
Elas passam por uma triagem médica e recebem semanalmente suplementos alimentares para o fim de semana que passam em casa. Todo o trablaho é feito com doações, com 80% da receita vinda da comunidade. "Agradecemos a todos os sócios e contribuintes, além de voluntários, pois graças à colaboração deles o trabalho sobrevive", diz Rodovalho.
Há 16 anos o Rotary Limeira Sul é parceiro numa ajuda constante à instituição, que leva alegria aos atendidos em toda Páscoa, Dia das Crianças e Natal.
"Para nós é uma satisfação prestar esse serviço e ver o projeto realizado e caminhando", declara o presidente. Hoje haverá uma missa na igreja São Cristóvão para celebrar os 30 anos do Cren, às 19h. Colaborações são bem-vindas e os interessados podem entrar em contato pelo e-mail crenlimeira@vivax.com.br, telefone 3441-5236 ou no próprio local.

Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
sexta-feira, 1 de abril de 2011 | By: Daíza de Carvalho

Escolha é tema de livro lançado hoje em Limeira pelo ex-padre Dalcides Biscalquin

Daíza Lacerda


Em certos momentos da vida muita gente se pergunta, em tom de brincadeira, se deve se casar ou comprar uma bicicleta. Mas, intimamente, os questionamentos podem ser mais profundos como manter um casamento, trocar de emprego ou mudar de cidade. Situações que exigem escolhas, nem sempre - ou nunca - fáceis. 

A questão, tão complexa e que pode se mostrar em tantas nuances, como a profissional ou afetiva, é tema do livro "A vida é feita de escolhas", de Dalcides Biscalquin, editado pela Edições Loyola. Aos 37 anos de idade o autor se deparou no limite de uma escolha que precisava resolver: optar entre manter o sacerdócio, ao qual se dedicou por 23 anos, ou seguir a motivação afetiva de constituir uma família. No livro, que será lançado hoje em Limeira, às 19h30, na Livraria Catedral, ele divide o aprendizado proporcionado pela escolha ao deixar a vida eclesiástica para viver um grande amor.
"Toda mudança gera desestabilização e insegurança, por não termos todas as certezas em mãos, o que é da condição humana", disse Dalcides à Gazeta. Ele, que hoje é casado com a jornaliasta Mariana Godoy, da Rede Globo, alerta que não adianta negar que algumas situações merecem atitudes diferentes. "Por mais que protelemos, a vida cobra opções". Segundo ele, a grande mensagem do livro é que a vida não precisa seguir um rumo que não traz mais alegria, daí a importância das escolhas.

MEDO
"Ter um pouco de medo é bom, porque preserva, mas há o medo que imobiliza. É preciso repensar caminhos, sem certeza absoluta ou medo de decepções, porque a vida não é certa. O que existe é uma intuição, sinais. Mas é preciso querer e não se acomodar com medos, que não satisfazem sede de vida", diz ele.
Na obra, ele observa que muitas vezes o sofrimento não se deve ao mal em si, mas à ausência de perspectivas. "Quero ajudar as pessoas a perceberem que quando se vence o medo, a paz e bem estar são mais compensadores do que manter uma situação já esgotada, como um casamento falido. A infelicidade consome tanto que correr o risco da mudança é melhor. No emprego, às vezes se adoece no ambiente. Primeiro, o corpo vai dizer que tem alguma coisa errada, depois os amigos vão apontar que é preciso repensar, até que você mesmo, em sua solidão, constatará que algo deve ser mudado", declara.
A busca da "própria verdade" exige uma pausa na agitação do dia a dia para um mergulho interior. Ou, como define, um silêncio para se ouvir. "O que sou? O que preciso? Quais as coisas boas que tenho, mas que não servem mais?", exemplifica sobre os questionamentos da verdade interior.

DESAPEGO
Sobre a dificuldade de desapego do próprio mal, ele cita que muitas pessoas, na tentativa de proteger, ameaça e impede o crescimento do outro, o que exemplifica como a borboleta em seu casulo, com o tempo prório para se desenvolver e voar. "Às vezes é você e você mesmo, um processo solitário, quando precisa assumir a sua história e não viver em um modelo que as pessoas pensaram para você. Se está insatisfeito com o que vive, é preciso mudar", pontua.
Sobre o desapego material, ele reflete que, embora a valorização material seja importante, o problema é quando se vive em função delas. "As coisas não podem assumir papel mais importante e determinante, senão vive-se em função de ter. E o pior disso é em relação à pessoas, de instrumentalizá-las e usá-las, o que desumaniza as relações".

TEMPO E DECISÃO
Quanto tempo se leva mudar ou se adaptar às escolhas que se resolve encarar? "O tempo da mudança é quando se sente a paz interior. Mesmo com o mundo contra, sente-se em paz", diz Dalcides.
Em sua experiência, levou um ano entre o processo de discernimento e a mudança. Primeiro, a negação, seguida da consideração da hipótese de deixar o sacerdócio, antes de uma preparação solitária para se fortalecer para a mudança em si. Além de um novo plano profissional, foi preciso trabalhar a situação de amigos e familiares
"São sonhos sobre decisões que rompem com sonhos que pessoas depositaram. Minha mãe, por exemplo, era conhecida como 'a mãe do padre'. São escolhas que interferem também na vida dos outros. É preciso planejamento, pois são mudanças sérias", diz, reiterando que o tempo é que mostra claramente as situações e com ele se amadurece as decisões.
Exemplifica, por exemplo, que muitas pessoas não terminam um relacionamento por pensar em poupar a família do sofrimento. "É preferível a dor e sofrimento da verdade, do que viver uma mentira".

DOR
"A dor proporciona amadurecimento ou revolta. As pessoas mais lindas interiormente, que entendem mais de humanidade e são mais sensíveis são as que passaram por momentos dolorosos. Assim como há outras que tiveram a mesma experiência, mas são de mal com a vida, agressivas e olham pelo sofrimento alheio. São nessas situações que o importante não é o fato sim, mas como lida-se com ele", afirma, exemplificando com a morte onde uns seguem e outros se rendem.
No livro, escreve que a dor é uma grande escola, ilustrando com a situação em que sofre um sequestro. "A dor é uma oportunidade de crescimento. Quando estive perto da morte, dei mais valor à vida, vi o quanto podia viver melhor. São necessárias perdas para enxergar o quanto certas coisas são importantes". (DL)


Dalcides Biscalquin e sua obra

Lançado há três meses, "A vida é feita de escolhas" , que tem prefácio de Gabriel Chalita, entra na 5ª edição, com mais de 25 mil exemplares vendidos. O autor apresenta a obra em Limeira hoje, a partir das 19h30, na Livraria Catedral (Rua Senador Vergueiro, 993, Centro - 3451-9107), numa noite de bate-papo, reflexões e autógrafos.
Hoje casado com a jornalista Mariana Godoy, da Rede Globo, Dalcides Biscalquin deixou a vida eclesiástica após 13 anos de preparação e 10 de sacerdócio, quando não atuava em paróquias, mas em rádio e TV católicos, na Editora Salesiana e em palestras.
Nascido em Piracicaba (SP), o recomeço foi também na vida profissional. Mestre em Comunicação pela Università Pontificia Salesiana de Roma (Itália) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), licenciado em Filosofia e bacharel em Teologia, hoje leciona na  Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e Universidade São Judas Tadeu (USJT), além de ser cantor e produtor musical.
Em sua primeira obra trata de assuntos que fazem parte da natureza humana, das escolhas da vida e aborda temas como filhos, amor, bondade, tempo, mentiras e verdades, mediocridade, querer e poder, saúde, perdão e paz, perdas e ganhos, dor, envelhecimento, morte e eternidade, e sobre a descoberta da fragilidade do ser humano.

Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa

Novo filme sobre Chico Xavier traz dilema de mães às telas

Daíza Lacerda


Limeira acompanha hoje a estreia nacional do longa "As mães de Chico Xavier", dirigido por Glauber Filho e Halder Gomes, com produção de Luis Eduardo Girão. O filme completa a trilogia de produções no centenário do médium, iniciada em 2010 com "Chico Xavier", do diretor Daniel Filho, com público recorde na estreia, e "Nosso Lar, que repetiu o sucesso.
Enquanto o primeiro levou 3,5 milhões de pessoas às salas, o segundo teve 4 milhões de espectadores. Lançado dia 2 de abril de 2010, data exata do centenário de Chico Xavier, o primeiro filme teve 5.572 espectadores em Limeira. “Nosso Lar”, que chegou às telas dia 28 de agosto do ano passado, levou 6.121 pessoas ao cinema limeirense.
O novo trabalho traz grandes nomes no elenco, como Nelson Xavier, que novamente interpreta Chico, Caio Blat, Vanessa Gerbelli, Herson Capri, Via Negromonte e Tainá Müller, entre outros.
O filme é baseado em acontecimentos reais e conta a história de três mães, vivendo momentos distintos de suas vidas, que veem sua realidade se transformar. Ruth (Via Negromonte), cujo filho é um jovem que enfrenta problemas com drogas; Elisa (Vanessa Gerbelli), que tenta superar a perda do filho junto com o marido, o pequeno Theo (Gabriel Pontes); e Lara (Tainá Müller), uma professora que enfrenta o dilema de uma gravidez não planejada, se cruzam quando recebem conforto e reencontram a esperança de vida por meio do médium.
Com 1h55 de duração e classificação indicativa de 12 anos, o filme será exibido diariamente na sala 1 do Arcoíris Cinemas do Shopping Pátio Limeira, em quatro sessões: 14h20, 16h40, 19h e 21h20.

Publicado na Gazeta de Limeira.