Confira a previsão do tempo para a região de Limeira no fim de semana com o professor Hiroshi Yoshizane, da Unicamp.
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Você sabe quantos filmes já foram feitos por Sherlock Holmes?
Ciclista viaja o Brasil para estender bandeiras no Maracanã em 2014
Daíza Lacerda
Uma bicicleta simples, com um baú de moto adaptado, bomba de pneu, câmara de ar, remendos e um radinho de pilha sobre o guidão, além de poucas mudas de roupas: esses itens resumem o veículo e mala de viagem de Carlos Henrique Ribeiro, de 46 anos, cuja vida nos últimos oito foi viajar pelo Brasil sobre a "magrela".
Após a última passagem em Limeira, há dois anos, Ribeiro continua sua jornada pelo Brasil em busca das bandeiras de cada cidade por onde pedala. "Meu objetivo é estender todas elas no estádio do Maracanã, em 2014", diz ele, que é natural de Rincão (SP), para onde volta a cada dois meses do lugar onde estiver, de ônibus ou avião. Na volta, continua a pedalada de onde parou.
O ciclista chegou a Limeira vindo de Piracicaba, com as cidades de Americana e Sumaré como as próximas do itinerário.
A jornada atual começou há mais de um ano. "Ainda devo percorrer mais 40 cidades do Estado antes de ir para o Paraná, por onde já passei também. Já conheço todos os Estados brasileiros", conta.
Ele envia as bandeiras para sua casa, a cada 10 recebidas. E a trajetória tem, há seis anos, patrocínio da rede de escolas de idiomas Wizard. "A instituição prevê apoio para projetos especiais, e houve uma simpatia com a proposta do Carlos, já que o esporte é uma das defesas da rede", disse o diretor da unidade de Limeira, Kléber Baptista.
VIDA NA ESTRADA
A pedalada começou quando Ribeiro tinha 38 anos e morava na cidade de Jardim, no Mato Grosso do Sul. Então pedreiro e analfabeto, com poucas oportunidades numa cidade pequena, percorreu três Estados brasileiros em busca de mudanças. Por quase dois anos fez as viagens contando com a sorte, e pedindo.
Antes de iniciar a maratona, só pedalava na cidade. Os efeitos colaterais dos primeiros exercícios foram dores nas pernas.
"Não tenho treinamento específico. Durante o trajeto, só tomo água, e nada de carboidrato. Tenho alimentação simples, com arroz, feijão e salada", diz o ciclista que, de 2007 para cá, contabiliza mais de 70 mil quilômetros pedalados, já na sexta bicicleta.
"Dá tranquilamente para andar mais de 100 quilômetros por dia, em médias de 15 km/h até 40 km/h, em algumas serras. Pedalar na cidade cansa mais do que na estrada. Os grandes centros são os locais mais difíceis, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde fui parar na Linha Vermelha e nem sabia onde estava". Numa mesma região, em viagens curtas de uma cidade a outra, a rotina é mais de palestras e entrevistas do que de pedaladas, lembra.
As bandeiras do Brasil na bicicleta facilitam o seu reconhecimento nas vias, o que não impede que seja desrespeitado. "Já aconteceu de jogarem uma garrafa em mim na rodovia, mas peguei a placa e denunciei para a Polícia Rodoviária", relata ele, que só pedala de dia e não teme ladrões, já que não anda com nada de valor.
Mesmo com a agravante da situação das metrópoles, ele pontua como a rodovia mais complicada a BR-101, na Bahia, em que os caminhões andam a 40 km/h, além das do Maranhão. "Em comparação a estas, as de São Paulo dão de dez a zero".
SOLUÇÃO PARA O TRÂNSITO
Em suas viagens, ele também dá palestras em escolas, incentivando o uso da bicicleta e da corrida atrás dos sonhos, como o dele, de forrar o Maracanã com as bandeiras. "Quem busca, consegue", garante.
Ele defende os benefícios da bicicleta como meio de transporte. "Se cada um deixasse de usar o carro e fosse trabalhar de bicicleta, seria um veículo a menos no trânsito, além da redução da poluição e o principal, que é garantir mais saúde", lista. Mas acrescenta que os ciclistas também têm o que aprender, para contribuir. "É importante que o ciclista respeite. Alguns confundem a calçada com a rua, o que não pode acontecer".
Nas épocas em que volta para casa, também não fica longe do pedal. "Se passar dois os três dias, já começo a ficar inquieto para pedalar de novo". Tombos? Vários. Mas, sérios mesmo, "só" dois. A pedalada blinda a sua saúde. "Não deixo de pedalar nem na chuva, e não uso capa. E em todo esse tempo também nunca fiquei doente".
Publicado na Gazeta de Limeira.
Uma bicicleta simples, com um baú de moto adaptado, bomba de pneu, câmara de ar, remendos e um radinho de pilha sobre o guidão, além de poucas mudas de roupas: esses itens resumem o veículo e mala de viagem de Carlos Henrique Ribeiro, de 46 anos, cuja vida nos últimos oito foi viajar pelo Brasil sobre a "magrela".
Após a última passagem em Limeira, há dois anos, Ribeiro continua sua jornada pelo Brasil em busca das bandeiras de cada cidade por onde pedala. "Meu objetivo é estender todas elas no estádio do Maracanã, em 2014", diz ele, que é natural de Rincão (SP), para onde volta a cada dois meses do lugar onde estiver, de ônibus ou avião. Na volta, continua a pedalada de onde parou.
O ciclista chegou a Limeira vindo de Piracicaba, com as cidades de Americana e Sumaré como as próximas do itinerário.
A jornada atual começou há mais de um ano. "Ainda devo percorrer mais 40 cidades do Estado antes de ir para o Paraná, por onde já passei também. Já conheço todos os Estados brasileiros", conta.
Ele envia as bandeiras para sua casa, a cada 10 recebidas. E a trajetória tem, há seis anos, patrocínio da rede de escolas de idiomas Wizard. "A instituição prevê apoio para projetos especiais, e houve uma simpatia com a proposta do Carlos, já que o esporte é uma das defesas da rede", disse o diretor da unidade de Limeira, Kléber Baptista.
VIDA NA ESTRADA
A pedalada começou quando Ribeiro tinha 38 anos e morava na cidade de Jardim, no Mato Grosso do Sul. Então pedreiro e analfabeto, com poucas oportunidades numa cidade pequena, percorreu três Estados brasileiros em busca de mudanças. Por quase dois anos fez as viagens contando com a sorte, e pedindo.
Antes de iniciar a maratona, só pedalava na cidade. Os efeitos colaterais dos primeiros exercícios foram dores nas pernas.
"Não tenho treinamento específico. Durante o trajeto, só tomo água, e nada de carboidrato. Tenho alimentação simples, com arroz, feijão e salada", diz o ciclista que, de 2007 para cá, contabiliza mais de 70 mil quilômetros pedalados, já na sexta bicicleta.
"Dá tranquilamente para andar mais de 100 quilômetros por dia, em médias de 15 km/h até 40 km/h, em algumas serras. Pedalar na cidade cansa mais do que na estrada. Os grandes centros são os locais mais difíceis, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde fui parar na Linha Vermelha e nem sabia onde estava". Numa mesma região, em viagens curtas de uma cidade a outra, a rotina é mais de palestras e entrevistas do que de pedaladas, lembra.
As bandeiras do Brasil na bicicleta facilitam o seu reconhecimento nas vias, o que não impede que seja desrespeitado. "Já aconteceu de jogarem uma garrafa em mim na rodovia, mas peguei a placa e denunciei para a Polícia Rodoviária", relata ele, que só pedala de dia e não teme ladrões, já que não anda com nada de valor.
Mesmo com a agravante da situação das metrópoles, ele pontua como a rodovia mais complicada a BR-101, na Bahia, em que os caminhões andam a 40 km/h, além das do Maranhão. "Em comparação a estas, as de São Paulo dão de dez a zero".
SOLUÇÃO PARA O TRÂNSITO
Em suas viagens, ele também dá palestras em escolas, incentivando o uso da bicicleta e da corrida atrás dos sonhos, como o dele, de forrar o Maracanã com as bandeiras. "Quem busca, consegue", garante.
Ele defende os benefícios da bicicleta como meio de transporte. "Se cada um deixasse de usar o carro e fosse trabalhar de bicicleta, seria um veículo a menos no trânsito, além da redução da poluição e o principal, que é garantir mais saúde", lista. Mas acrescenta que os ciclistas também têm o que aprender, para contribuir. "É importante que o ciclista respeite. Alguns confundem a calçada com a rua, o que não pode acontecer".
Nas épocas em que volta para casa, também não fica longe do pedal. "Se passar dois os três dias, já começo a ficar inquieto para pedalar de novo". Tombos? Vários. Mas, sérios mesmo, "só" dois. A pedalada blinda a sua saúde. "Não deixo de pedalar nem na chuva, e não uso capa. E em todo esse tempo também nunca fiquei doente".
Publicado na Gazeta de Limeira.
Com novas franquias, Shopping Pátio inaugura nova praça de alimentação
Foi inaugurada ontem a nova praça de alimentação do Shopping Pátio Limeira. A mudança da área para o segundo piso já era prevista desde o início da expansão do shopping, que começou no ano passado.
Além das franquias já existentes, o local recebeu outras novas. Spoleto, Habib's, Jin Jin, Montana Grill, Risoto Mix e Rostead Potato são algumas das novas opções, e a expectativa é de receber outras até a próxima fase de ampliação, como explica o gerente geral do empreendimento, Pedro Alliegro Filho. "Devem ser inauguradas mais 50 lojas, como a Renner e a Centauro, além da nova sala de cinema 3D", declarou.
A loja de departamentos Renner será no mesmo piso da nova praça, enquanto a Centauro, de vestuário e materiais esportivos, na área da antiga praça de alimentação, no piso térreo, que receberá ainda outras lojas satélites.
Com a ampliação é grande a expectativa também dos novos franqueados, como Rodrigo Vianna Salles, da Spoleto, do segmento de fast food italiano. "Pretendemos dar seguimento à visão do grupo e, além de criar oportunidades, servir aos nossos clientes da melhor forma possível", diz ele, que tem a projeção de servir 5,5 mil pessoas ao mês.
Juliana Clemente, da franqueadora, confia na prosperidade da nova unidade, que integra os 236 restaurantes Spoleto no Brasil, além de 23 no México e três na Espanha. "Esta deve ser mais uma loja de sucesso", disse.
ÁREA ESPECIAL E INTERNET
O novo espaço reserva mesas especiais para portadores de deficiência, e uma porcentagem dos assentos se destinará a idosos. "Ainda estamos fazendo o estudo da necessidade para este público", informou Alliegro. São 800 lugares para o público. Para atender esta demanda, ele estima que foram criados 200 novos empregos diretos com as novas franquias.
Alguns locais ainda recebiam os últimos retoques antes da inauguração, mas as obras continuam em ritmo acelerado para a próxima fase, prevista para ser inaugurada em abril de 2011. "Será quando as 160 salas do Pátio Office também devem ficar prontas", disse o gerente, se referindo ao empreendimento empresarial do grupo.
Além das novas opções, o visitante agora terá também internet wireless gratuita em toda a praça, o que deve se estender aos três cafés do piso térreo. "Esta é uma tendência em todos os locais que oferecem refeições, tanto para o consumidor navegar, fazer pesquisas e acessar e-mails como para os representantes comerciais, que poderão usar para enviar pedidos ou coisas do tipo", explicou Mário Campos, consultor da empresa que gerencia o serviço.
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
Além das franquias já existentes, o local recebeu outras novas. Spoleto, Habib's, Jin Jin, Montana Grill, Risoto Mix e Rostead Potato são algumas das novas opções, e a expectativa é de receber outras até a próxima fase de ampliação, como explica o gerente geral do empreendimento, Pedro Alliegro Filho. "Devem ser inauguradas mais 50 lojas, como a Renner e a Centauro, além da nova sala de cinema 3D", declarou.
A loja de departamentos Renner será no mesmo piso da nova praça, enquanto a Centauro, de vestuário e materiais esportivos, na área da antiga praça de alimentação, no piso térreo, que receberá ainda outras lojas satélites.
Com a ampliação é grande a expectativa também dos novos franqueados, como Rodrigo Vianna Salles, da Spoleto, do segmento de fast food italiano. "Pretendemos dar seguimento à visão do grupo e, além de criar oportunidades, servir aos nossos clientes da melhor forma possível", diz ele, que tem a projeção de servir 5,5 mil pessoas ao mês.
Juliana Clemente, da franqueadora, confia na prosperidade da nova unidade, que integra os 236 restaurantes Spoleto no Brasil, além de 23 no México e três na Espanha. "Esta deve ser mais uma loja de sucesso", disse.
ÁREA ESPECIAL E INTERNET
Alguns locais ainda recebiam os últimos retoques antes da inauguração, mas as obras continuam em ritmo acelerado para a próxima fase, prevista para ser inaugurada em abril de 2011. "Será quando as 160 salas do Pátio Office também devem ficar prontas", disse o gerente, se referindo ao empreendimento empresarial do grupo.
Além das novas opções, o visitante agora terá também internet wireless gratuita em toda a praça, o que deve se estender aos três cafés do piso térreo. "Esta é uma tendência em todos os locais que oferecem refeições, tanto para o consumidor navegar, fazer pesquisas e acessar e-mails como para os representantes comerciais, que poderão usar para enviar pedidos ou coisas do tipo", explicou Mário Campos, consultor da empresa que gerencia o serviço.
Publicado na Gazeta de Limeira, também na capa.
Elas são blogueiras
Daíza Lacerda
Especial para o Jornal da Mulher
Uma plataforma que só exige que a pessoa escreva e publique. Dessa forma, as blogueiras invadiram a internet, difundindo percepções e ideias sobre sustentabilidade, tecnologia e comportamento, além de beleza, cotidiano ou profissões.
As experiências na arte de escrever em blogs são discutidas por mulheres que conquistaram público cativo na web (e fora dela), nos mais diversos assuntos além dos que permeiam o universo feminino.
A Fresca
www.afresca.blogspot.com
Moradora de Limeira, Karen Bassetti começou o blog "A Fresca" em 2007, após o nascimento de sua filha. "Estava amamentando, e entediada, quando meu marido sugeriu que eu escrevesse sobre algo com o que me identifico. Então comecei o blog com receitas, passei a ler mais livros e escrever sobre alimentação", explica. O batismo do blog remete ao seu vegetarianismo, além da defesa das dietas balanceadas e com grãos.
Além de amamentação e papinhas, a troca de informações também abrangeu outros assuntos, como educação da criançada. "As pessoas comentam, e também recebo muitos e-mails. Foi um meio de fazer amigos que se identificam e é muito legal dividir o que sei com outras pessoas", diz.
Garota Sem Fio
www.garotasemfio.com.br
Até 2001, a paranaense Beatriz Kunze mantinha sua atividade de dentista em consultório, quando ganhou o primeiro Palm, o precursor dos smartphones, para auxílio no trabalho. "As informações sobre o aparelho, pesquisadas em fóruns, eram em linguagem pouco acessível. Com a participação em discussões sobre portáteis, em 2002 iniciei o blog Garota Sem Fio, escrevendo sobre o que aprendia", diz.
Com a mobilidade do aparelho em pauta, aliado a equipamentos como o celular, ela passou a escrever não só para profissionais de sua área, mas também de outras. O blog cresceu tanto, que hoje traz conteúdo de diversos aparelhos, de celulares a leitores eletrônicos, que ela recebe das empresas para testar. A Garota Sem Fio tem colunas em canais como a rádio CBN de Curitiba, Olhar Digital da Rede TV! e site Tecnoblog. Ela ainda dá consultoria sobre mobilidade, além dos atendimento odontológico homecare (atendimento domiciliar especializado). "Comecei sem pretensão e não ganho dinheiro com o blog", lembra ela, que analisa na área tecnológica, pela participação de seus leitores, que as mulheres são mais práticas nas escolhas de aparelhos. "Os homens têm a tecnologia como um brinquedo que querem, enquanto as mulheres procuram objetivamente o que pode auxiliá-las", compara ela, cujo blog recebe de 9 a 10 mil usuários únicos diariamente, de estudantes a profissionais.
Nós Amamos Esmaltes
www.nosamamosesmaltes.com
A estudante Isadora Vergara, que mora em Brasília (DF), teve na paixão por esmaltes o motivo para criar, no início deste ano, o blog "Nós Amamos Esmaltes", em que desfila infinidade de cores em posts badalados em comentários das leitoras. "Eu sempre gostei muito de cores, até que um dia descobri o mundo dos esmaltes. Conheci os blogs sobre o assunto e me identifiquei muito, o que acabou me levando a criar o meu próprio", conta ela.
Com média de dois mil acessos diários, a interatividade já teve até encontro entre as fissuradas pelos produtos. Há ainda a parceria com as marcas. "A cada dia chegam novas leitoras e trocamos muitas ideias por comentários no site e por e-mail, acho muito bacana essa relação. Administrar o blog é minha terapia e é uma delícia, acabei ganhando várias amizades", garante.
Pedalinas
http://pedalinas.org
Pedalina é a menina ou mulher que não se intimida com os perigos do trânsito e o encara com as bicicletas como meio de transporte, principalmente nas metrópoles, como São Paulo, de onde são a organizadoras do grupo. Para relatar as experiências do desafio, além de compartilhar dicas de segurança, o blog Pedalinas nasceu após o primeiro encontro entre algumas ciclistas paulistanas, há um ano e meio.
A jornalista Aline Cavalcante diz que o blog é o principal canal de comunicação do grupo e porta de entrada para novas ciclistas - e blogueiras. "O blog passou por fases e se destaca pelo conteúdo. É aberto para quem quiser escrever, a senha é compartilhada, e sem moderação", frisa. O canal aberto foca problemas típicos das mulheres sobre rodas na cena urbana, mas também tem a participação de homens, exceto nos encontros mensais, só para elas.
Entre blogueira e nova pedalina, a escritora Ana Rüsche, de São Paulo, passou a escrever as experiências sobre a magrela em seu blog (www.anarusche.com), além de poesias, traduções e literatura, que pautam este e antigos blogs. "Escrevo sobre a vida em geral, mas comentei com fotos o fato de começar a virar ciclista. Ainda sou bem principiante e foi justamente o que quis expor, para que outras pessoas se interessem", relata Ana. Ela não se considera ainda uma pedalina, mas foi graças ao blog que se rendeu às duas rodas. "Se não fosse o blog das Pedalinas, eu não teria me animado assim!".
Poderosas Gordinhas
www.poderosasgordinhas.blogspot.com
Se o manequim de números grandes é motivo de desespero para mulheres, o blog "Poderosas Gordinhas" começou não só para o público que assume os quilos a mais, mas que vive muito bem com eles, obrigada. "Queria escrever para as pessoas acima do peso, mas que não se escondem, mas são felizes e bem resolvidas, como eu sou. A ideia não era ter relatos, mas um blog com cara de revista", explica a publicitária Alcione Ribeiro, que iniciou o blog em novembro de 2009, após passar por dificuldades e ter no espaço uma terapia.
Em pauta, moda, cultura e comportamento, além de pesquisas e notícias devidamente comentadas por ela para o público sem neura com a balança. Além de jovens e mulheres mais velhas, o blog passou a ser visitado também por homens, com 20 mil acessos mensais. "Eu estudo para agradar este público, pois é um retorno da qualidade do conteúdo. Não falo de produtos sem ter experimentado".
Saúde também é tema, mas sem apologia à obesidade, ressalta ela. "O perfil de leitora é a que está feliz com o corpo, que quer estar bem vestida", lembra ela, que teve em uma amiga a musa inspiradora para o assunto de assumir - e bem - os quilos a mais.
O blog levou a mais mobilizações, como o de opções de tamanhos maiores em lojas de departamentos. Lojas também oferecem brindes para sorteio entre as leitoras.
Da web para o papel: os
blogs que viraram livros
Falando sobre homens ou política, blogs de mulheres também vencem os limites da web e se transformam em livro. É o caso do "Homem é Tudo Palhaço" (tudopalhaco.blogspot.com), que desde 2002 coleciona prêmios de votação popular, fruto do amplo acesso. Organizado pelas cariocas Ana Paula Mattos, Nara Franco e Roberta Carvalho, as "donas do circo". Cantadas circenses e as mais variadas artes no picadeiro protagonizadas pelos palhaços (marido, namorado, ficante ou nada disso) é o repertório do show, com contribuição das leitoras. O sucesso se transformou neste ano em livro homônimo do blog.
Outra blogueira conhecida internacionalmente é o da jornalista cubana Yoani Sánchez, cujo blog Generácion Y (http://www.desdecuba.com/generaciony_pt/) ganhou notoriedade pelas críticas ao país liderado por Fidel Castro e seu siucessor Raul Castro, tendo acesso proibido na ilha. "De Cuba, com carinho", é o livro que teve origem a partir dos artigos do blog, em que fala do povo cubano e ausência de liberdade.
Especial para o Jornal da Mulher
Uma plataforma que só exige que a pessoa escreva e publique. Dessa forma, as blogueiras invadiram a internet, difundindo percepções e ideias sobre sustentabilidade, tecnologia e comportamento, além de beleza, cotidiano ou profissões.
As experiências na arte de escrever em blogs são discutidas por mulheres que conquistaram público cativo na web (e fora dela), nos mais diversos assuntos além dos que permeiam o universo feminino.
A Fresca
www.afresca.blogspot.com
Moradora de Limeira, Karen Bassetti começou o blog "A Fresca" em 2007, após o nascimento de sua filha. "Estava amamentando, e entediada, quando meu marido sugeriu que eu escrevesse sobre algo com o que me identifico. Então comecei o blog com receitas, passei a ler mais livros e escrever sobre alimentação", explica. O batismo do blog remete ao seu vegetarianismo, além da defesa das dietas balanceadas e com grãos.
Além de amamentação e papinhas, a troca de informações também abrangeu outros assuntos, como educação da criançada. "As pessoas comentam, e também recebo muitos e-mails. Foi um meio de fazer amigos que se identificam e é muito legal dividir o que sei com outras pessoas", diz.
Garota Sem Fio
www.garotasemfio.com.br
Até 2001, a paranaense Beatriz Kunze mantinha sua atividade de dentista em consultório, quando ganhou o primeiro Palm, o precursor dos smartphones, para auxílio no trabalho. "As informações sobre o aparelho, pesquisadas em fóruns, eram em linguagem pouco acessível. Com a participação em discussões sobre portáteis, em 2002 iniciei o blog Garota Sem Fio, escrevendo sobre o que aprendia", diz.
Com a mobilidade do aparelho em pauta, aliado a equipamentos como o celular, ela passou a escrever não só para profissionais de sua área, mas também de outras. O blog cresceu tanto, que hoje traz conteúdo de diversos aparelhos, de celulares a leitores eletrônicos, que ela recebe das empresas para testar. A Garota Sem Fio tem colunas em canais como a rádio CBN de Curitiba, Olhar Digital da Rede TV! e site Tecnoblog. Ela ainda dá consultoria sobre mobilidade, além dos atendimento odontológico homecare (atendimento domiciliar especializado). "Comecei sem pretensão e não ganho dinheiro com o blog", lembra ela, que analisa na área tecnológica, pela participação de seus leitores, que as mulheres são mais práticas nas escolhas de aparelhos. "Os homens têm a tecnologia como um brinquedo que querem, enquanto as mulheres procuram objetivamente o que pode auxiliá-las", compara ela, cujo blog recebe de 9 a 10 mil usuários únicos diariamente, de estudantes a profissionais.
Nós Amamos Esmaltes
www.nosamamosesmaltes.com
A estudante Isadora Vergara, que mora em Brasília (DF), teve na paixão por esmaltes o motivo para criar, no início deste ano, o blog "Nós Amamos Esmaltes", em que desfila infinidade de cores em posts badalados em comentários das leitoras. "Eu sempre gostei muito de cores, até que um dia descobri o mundo dos esmaltes. Conheci os blogs sobre o assunto e me identifiquei muito, o que acabou me levando a criar o meu próprio", conta ela.
Com média de dois mil acessos diários, a interatividade já teve até encontro entre as fissuradas pelos produtos. Há ainda a parceria com as marcas. "A cada dia chegam novas leitoras e trocamos muitas ideias por comentários no site e por e-mail, acho muito bacana essa relação. Administrar o blog é minha terapia e é uma delícia, acabei ganhando várias amizades", garante.
Pedalinas
http://pedalinas.org
Pedalina é a menina ou mulher que não se intimida com os perigos do trânsito e o encara com as bicicletas como meio de transporte, principalmente nas metrópoles, como São Paulo, de onde são a organizadoras do grupo. Para relatar as experiências do desafio, além de compartilhar dicas de segurança, o blog Pedalinas nasceu após o primeiro encontro entre algumas ciclistas paulistanas, há um ano e meio.
A jornalista Aline Cavalcante diz que o blog é o principal canal de comunicação do grupo e porta de entrada para novas ciclistas - e blogueiras. "O blog passou por fases e se destaca pelo conteúdo. É aberto para quem quiser escrever, a senha é compartilhada, e sem moderação", frisa. O canal aberto foca problemas típicos das mulheres sobre rodas na cena urbana, mas também tem a participação de homens, exceto nos encontros mensais, só para elas.
Entre blogueira e nova pedalina, a escritora Ana Rüsche, de São Paulo, passou a escrever as experiências sobre a magrela em seu blog (www.anarusche.com), além de poesias, traduções e literatura, que pautam este e antigos blogs. "Escrevo sobre a vida em geral, mas comentei com fotos o fato de começar a virar ciclista. Ainda sou bem principiante e foi justamente o que quis expor, para que outras pessoas se interessem", relata Ana. Ela não se considera ainda uma pedalina, mas foi graças ao blog que se rendeu às duas rodas. "Se não fosse o blog das Pedalinas, eu não teria me animado assim!".
Poderosas Gordinhas
www.poderosasgordinhas.blogspot.com
Se o manequim de números grandes é motivo de desespero para mulheres, o blog "Poderosas Gordinhas" começou não só para o público que assume os quilos a mais, mas que vive muito bem com eles, obrigada. "Queria escrever para as pessoas acima do peso, mas que não se escondem, mas são felizes e bem resolvidas, como eu sou. A ideia não era ter relatos, mas um blog com cara de revista", explica a publicitária Alcione Ribeiro, que iniciou o blog em novembro de 2009, após passar por dificuldades e ter no espaço uma terapia.
Em pauta, moda, cultura e comportamento, além de pesquisas e notícias devidamente comentadas por ela para o público sem neura com a balança. Além de jovens e mulheres mais velhas, o blog passou a ser visitado também por homens, com 20 mil acessos mensais. "Eu estudo para agradar este público, pois é um retorno da qualidade do conteúdo. Não falo de produtos sem ter experimentado".
Saúde também é tema, mas sem apologia à obesidade, ressalta ela. "O perfil de leitora é a que está feliz com o corpo, que quer estar bem vestida", lembra ela, que teve em uma amiga a musa inspiradora para o assunto de assumir - e bem - os quilos a mais.
O blog levou a mais mobilizações, como o de opções de tamanhos maiores em lojas de departamentos. Lojas também oferecem brindes para sorteio entre as leitoras.
Da web para o papel: os
blogs que viraram livros
Falando sobre homens ou política, blogs de mulheres também vencem os limites da web e se transformam em livro. É o caso do "Homem é Tudo Palhaço" (tudopalhaco.blogspot.com), que desde 2002 coleciona prêmios de votação popular, fruto do amplo acesso. Organizado pelas cariocas Ana Paula Mattos, Nara Franco e Roberta Carvalho, as "donas do circo". Cantadas circenses e as mais variadas artes no picadeiro protagonizadas pelos palhaços (marido, namorado, ficante ou nada disso) é o repertório do show, com contribuição das leitoras. O sucesso se transformou neste ano em livro homônimo do blog.
Outra blogueira conhecida internacionalmente é o da jornalista cubana Yoani Sánchez, cujo blog Generácion Y (http://www.desdecuba.com/generaciony_pt/) ganhou notoriedade pelas críticas ao país liderado por Fidel Castro e seu siucessor Raul Castro, tendo acesso proibido na ilha. "De Cuba, com carinho", é o livro que teve origem a partir dos artigos do blog, em que fala do povo cubano e ausência de liberdade.
Faça você mesma
Blogueiras avaliam a tarefa de escrever e dão dicas para quem quer começar:
Karen, a "fresca" - "Às vezes a gente pensa que ninguém vai ler, mas sempre acaba encontrando amigos. Da minha experiência só tirei lições boas, embora além dos que gostem do assunto há os que vão contrariar".
Beatriz, a "garota sem fio" - "O importante é fazer sempre o que gosta, não importa o assunto, seja crochê ou gatos. Mas é preciso ler muito, para escrever e exercitar a criatividade. O tempo é que irá moldar a escrita".
Alcione, a "poderosa gordinha" - "É preciso ter paciência, escrever muito e sempre, buscar novidades e também visitar blogs de leitores. A aparência também conta, como o tamanho da letra e o excesso de coisas que o deixa o blog poluído. O ideal é escrever do que gosta mesmo que não domine, o que vem com o tempo".
Alunos aprendem sobre a África com nativo que vive no Brasil
Daíza Lacerda
Uma visita ilustre despertou a curiosidade de alunos do ensino fundamental da Emeief Benedicta de Toledo. Num projeto de atividades sobre a Copa, os alunos tiveram uma palestra sobre a África do Sul com depoimentos do africano Johnson Ogundairo, nascido na Nigéria.
Johnson, que mora no Brasil há 18 anos, respondeu
perguntas das crianças. Foto: Renato Silva/Gazeta de Limeira
perguntas das crianças. Foto: Renato Silva/Gazeta de Limeira
Frutas típicas, religião, sistema de educação e geografia das regiões foram os temas das perguntas dos alunos ao economista, que há 18 anos veio via intercâmbio estudar na USP e criou raízes no Brasil.
O encontro foi promovido pelo Centro de Difusão da Cultura Afro-Brasileira, ligado à Secretaria Municipal da Educação.“Abordamos também o hino do país e o significado da bandeira, de forma a enfatizar o projeto da escola sobre a Copa, mas com foco na África do Sul”, explica Ane Caroline do Prado, representante do órgão. Além da informação e curiosidade, o projeto atende a uma lei. “A implementação da cultura afro-brasileira nos currículos escolares é prevista pela lei 10.639/03”, lembra Eliza Gabriel da Costa.
Johnson conta que há muitos equívocos em relação à África, o que ele procurou esclarecer às crianças. “A ideia que se tem é de que é um país, mas é um continente, formado por vários países, um tanto diferentes entre si”, explica, com um sotaque forte.
Outro mito apontado por ele é “a pobreza mostrada na TV, que não se estende a todos os países, como muitos pensam”. “O Brasil tem infraestrutura que muitos países de lá não têm, mas não é algo generalizado. Na Nigéria, as cidades são tão bonitas quanto as daqui. Por outro lado, sobre a Etiópia, onde as pessoas passam fome, muitos desconhecem ser um lugar em que não há terra boa para agricultura”, diz.
O economista, que é casado com uma mineira, tem dois filhos e vive em São Paulo, retorna frequentemente ao seu país de origem e vai assistir à Copa na África do Sul. Perguntado por um dos alunos para que time torceria, respondeu que seria a Nigéria. Embora habituado ao Brasil, não descarta a possibilidade de voltar a viver na África. “Mas se isso acontecer, voltarei para o Brasil frequentemente. O País já faz parte de mim”, completa.
Alimentação: na hora da partida, nutricionistas dão cartão vermelho para o exagero
Daíza Lacerda
Entre petiscos e churrasco, torcedores já preparam o cardápio para o primeiro jogo do Brasil na Copa. Para "beliscar" entre um lance e outro, no entanto, a nutricionista Magali Rogge Mugnaini recomenda não abusar para evitar mal-estar, afinal, não só o dia continua, como a semana.
Pipoca, principalmente light, é opção às frituras; apesar das
calorias produto é menos nocivo. Foto: Arquivo Gazeta de Limeira
calorias produto é menos nocivo. Foto: Arquivo Gazeta de Limeira
"Há pessoas que ainda vão trabalhar após o jogo, ou estudar à noite, mas, no geral, deve-se evitar frituras e bebidas alcoólicas", orienta Magali.
A família da dona de casa Daniela Ferreira, 30, já escolheu o menu da tarde de hoje. "Vamos apelar para o churrasco", diz. Já na casa de Márcia Rodrigues, 49, não haverá tempo para assar carnes. "O petisco será a velha pipoca de microondas. Todos sairão do trabalho em cima da hora e ninguém vai querer perder o início do jogo para ficar na churrasqueira", afirma, lembrando que a opção da carne fica para os jogos em final de semana.
O horário do jogo equivale à hora do lanche da tarde, para o qual Magali sugere, além dos tradicionais amendoim e pipoca (que, apesar de calóricos, não são nocivos como as frituras), petiscos mais leves, como baguetes frias, picles, azeitona e queijo branco em cubos, além de palmito e ovo de codorna. Calabresa e batata frita devem ser evitados, mas a batatinha com vinagrete é outra opção. "Torradinhas com patê de legumes também vão bem para a ocasião. Até mesmo bolos, desde que sem coberturas gordurosas", lembra ela.
Se a reunião familiar para assistir a estreia pender para o churrasco, carnes vermelha e branca devem ser intercaladas - ao contrário da bebida. "Além da moderação, não é bom misturar vários tipos de bebidas. Já a água é recomendável sempre", diz.
O nutrólogo Renato Salibe Gullo também atenta ao exagero para todos, sobretudo quem tem problemas cardiológicos. "Além do ganho de peso, aumento de colesterol e triglicérides são perigos do excesso de gordura", diz ele. O descuido também pode interferir no funcionamento do fígado e digestão com a alimentação fora de costume na semana. A ressaca é outro fator, já que a semana ainda está no início.
No churrasco, a moderação fica por conta das carnes gordas. "Em vez de picanha, prefira contra-filé ou alcatra, além carnes mais leves como frango ou peixe, após salada". Pães e cerveja também são vilões, devido ao excesso de carboidrato.
A época é propícia ainda a intoxicações alimentares, segundo Gullo, devido à exposição dos alimentos. Embutidos como salame e mortadela são aguns dos "contraindicados". Doces, massas e bebidas destiladas também, devido à grande quantidade de calorias. "As pessoas engordam nesta época, não só pelo consumo durante os jogos, mas pelo frio, quando o corpo necessita de mais energia, e a prática de exercícios físicos, que fica de lado", explica.
Batatas fritas, salgadinhos e salsichas caracterizam o tipo de mistura que se torna uma bomba-relógio para o estômago. Embora as frutas sejam um item pouco lembrado como opção durante os jogos, elas são recomendadas no sentido de preservar o estômago e a saúde, já que além do resto da semana é só o primeiro jogo do Brasil na Copa. "Só não vale exagerar e depois pedir atestado para o trabalho", observa Gullo.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Atividades voltadas ao ambiente reúnem mais de mil no Jardim do Lago
Daíza Lacerda
O Parque Ecológico do Jardim do Lago recebeu ontem a 7ª edição do Ecoatividade, que teve a visita de pelo menos 1,5 mil pessoas. Além de apresentações de música, dança, recitação de poemas e teatro, o evento contou com orientação do Departamento de Zoonoses contra a dengue e barracas de doces, com venda em prol da Associação de Moradores do Jardim Aeroporto e projeto Viva Melhor.
O público pode conferir cerca de 20 apresentações de alunos dos projetos Aprendiz e Educação Para o Trabalho, do Senac, e das escolas municipais Aracy Nogueira Guimarães, Caroline Pardo, José Justino e Maria Aparecida de Luca Moore, além da estadual Dom Tarcísio Ariovaldo Amaral e igrejas São Marcos e Filadélfia.
Alunos da 5ª, 6ª e 8ª série da EE Dom Tarcísio expuseram maquetes com materiais recicláveis. “O trabalho envolveu cerca de 300 alunos de três períodos, que tiveram aulas explicativas sobre meio ambiente antes de confeccionar os trabalhos, que transpuseram a discussão na prática”, diz coordenador pedagógico da escola, Luiz Carlos Zacharias. A montagem envolveu as disciplinas de Ciências, Geografia, História e Inglês.
“Hoje [ontem] foi o dia de confirmar se a população está mesmo mobilizada e vimos que está, já que compareceram mesmo após a chuva”, disse a coordenadora da Rede Social Senac, Alexandra Joana Nicolau. “A cada ano é possível constatar o pertencimento da comunidade, com um público cada vez maior”, completa.
Entre voluntários e alunos que se apresentaram, o evento mobilizou 900 pessoas. Eliana Cristina dos Santos, 41, além de aluna de supletivo, ensaiou outras nove estudantes para a apresentação de ontem. “Foi um trabalho gratificante, nós mesmas fizemos as coreografias voltadas ao tema. Já vamos nos preparar para o próximo ano”, disse. A aluna Ruth Cristina da Silva, 12, que participou da dança, também gostou da experiência. “Pudemos aprender mais sobre a preservação da natureza e expressar a importância através da dança”, disse.
Publicada na Gazeta de Limeira.
O Parque Ecológico do Jardim do Lago recebeu ontem a 7ª edição do Ecoatividade, que teve a visita de pelo menos 1,5 mil pessoas. Além de apresentações de música, dança, recitação de poemas e teatro, o evento contou com orientação do Departamento de Zoonoses contra a dengue e barracas de doces, com venda em prol da Associação de Moradores do Jardim Aeroporto e projeto Viva Melhor.
O público pode conferir cerca de 20 apresentações de alunos dos projetos Aprendiz e Educação Para o Trabalho, do Senac, e das escolas municipais Aracy Nogueira Guimarães, Caroline Pardo, José Justino e Maria Aparecida de Luca Moore, além da estadual Dom Tarcísio Ariovaldo Amaral e igrejas São Marcos e Filadélfia.
Alunos da 5ª, 6ª e 8ª série da EE Dom Tarcísio expuseram maquetes com materiais recicláveis. “O trabalho envolveu cerca de 300 alunos de três períodos, que tiveram aulas explicativas sobre meio ambiente antes de confeccionar os trabalhos, que transpuseram a discussão na prática”, diz coordenador pedagógico da escola, Luiz Carlos Zacharias. A montagem envolveu as disciplinas de Ciências, Geografia, História e Inglês.
“Hoje [ontem] foi o dia de confirmar se a população está mesmo mobilizada e vimos que está, já que compareceram mesmo após a chuva”, disse a coordenadora da Rede Social Senac, Alexandra Joana Nicolau. “A cada ano é possível constatar o pertencimento da comunidade, com um público cada vez maior”, completa.
Entre voluntários e alunos que se apresentaram, o evento mobilizou 900 pessoas. Eliana Cristina dos Santos, 41, além de aluna de supletivo, ensaiou outras nove estudantes para a apresentação de ontem. “Foi um trabalho gratificante, nós mesmas fizemos as coreografias voltadas ao tema. Já vamos nos preparar para o próximo ano”, disse. A aluna Ruth Cristina da Silva, 12, que participou da dança, também gostou da experiência. “Pudemos aprender mais sobre a preservação da natureza e expressar a importância através da dança”, disse.
Publicada na Gazeta de Limeira.
Crianças também aprenderam como evitar criadouros do
mosquito da dengue. Foto: Mário Roberto/Gazeta de Limeira
mosquito da dengue. Foto: Mário Roberto/Gazeta de Limeira
Fotos: Mário Roberto/Gazeta de Limeira
Vila das Nações: Licitação de moinho é prolongada devido à falta de documentos
Daíza Lacerda
Embora a base do moinho que comporá a Vila das Nações já esteja licitada, a torre em si tem o processo prolongado devido à falta de documentos das empresas participantes.
As duas únicas empresas que concorrem ao certame não atenderam a todos os itens. A Secretaria Municipal de Administração informou que elas deixaram de apresentar informações fiscais, técnicas e econômicas. Conforme publicação do dia 31 no Jornal Oficial, o prazo para regularização é de oito dias. “Se uma delas apresentar os documentos no prazo, o processo licitatório continua. Caso nenhuma apresente, a licitação terá que ser feita novamente (desde a abertura e retirada do edital por qualquer empresa que queira participar)”, informou a pasta.
O moinho a ser construído é holandês, tipo Standermolen, com 26 m de altura, além da base de 9 metros de altura, de madeira. Além do moinho, o projeto da vila prevê colônias japonesa, africana e portuguesa, com rede de gastronomia com a culinária de todos os países envolvidos.
As duas únicas empresas que concorrem ao certame não atenderam a todos os itens. A Secretaria Municipal de Administração informou que elas deixaram de apresentar informações fiscais, técnicas e econômicas. Conforme publicação do dia 31 no Jornal Oficial, o prazo para regularização é de oito dias. “Se uma delas apresentar os documentos no prazo, o processo licitatório continua. Caso nenhuma apresente, a licitação terá que ser feita novamente (desde a abertura e retirada do edital por qualquer empresa que queira participar)”, informou a pasta.
O moinho a ser construído é holandês, tipo Standermolen, com 26 m de altura, além da base de 9 metros de altura, de madeira. Além do moinho, o projeto da vila prevê colônias japonesa, africana e portuguesa, com rede de gastronomia com a culinária de todos os países envolvidos.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Boa Morte: reforma emergencial para reabertura tem prazo de quatro meses
Daíza Lacerda
Em cumprimento ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado ontem com o Ministério Público, a Confraria da Igreja Boa Morte deve concluir a fase preliminar de obras emergenciais no prazo de quatro meses para poder reabrir o local ao público.
Os trabalhos da primeira fase serão de revisão geral no forro da igreja, para que o local possa ser reaberto sem risco aos frequentadores, após laudo da Defesa Civil. Na segunda e terceira etapas, de médio e longo prazo, que têm prazo de até dois anos, estão previstas as medidas restantes. Estas poderão ser feitas com igreja em funcionamento, desde que não haja riscos e não atrasem o cumprimento do termo.
Na prática, o prazo pode ser ampliado, já que o termo passa a valer após homologação do Conselho Superior do Ministério Público, o que pode demorar até três meses. No entanto, o prazo considerado pelas partes é de quatro meses. “Não há impedimento para começar. O que não pode é oferecer risco”, enfatizou o promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua.
Outro item que pode esticar o prazo são “situações de força maior” que possam ser conhecidas apenas com o início dos trabalhos, mesmo caso justificável para evitar aplicação de multa por atraso, de R$ 30 mil por mês. Os membros da Confraria lembram que o laudo feito pela Unicamp, usado como base para o TAC, é parcial e não aponta os possíveis problemas que podem ser encontrados ao mexer na estrutura do forro e, consequentemente, demandar mais tempo.
Eles preveem que, com o levantamento das obras emergenciais e se houver fôlego financeiro, a igreja pode reabrir até antes. A Prefeitura e Unicamp teriam sinalizado ajuda para a primeira fase.
“Contamos com o povo para nos ajudar a angariar fundos para reabrir o quanto antes e acredito que teremos essa ajuda. Para o restante das obras, teremos dois anos para a conclusão. Até lá poderemos continuar as atividades, como a realização de casamentos”, disse Francisco Bellão, que substituiu Benedito Iaquinta na representação da Confraria.
Segundo Iaquinta, ainda não há perspectiva do quanto em dinheiro será necessário, enquanto Bevilacqua lembra que, com o termo em mãos, orçamentos já podem ser solicitados. “Vamos criar uma comissão de obras, com adesão de cidadãos, para orçamento e execução da primeira etapa. As medidas para arrecadar dinheiro também serão discutidas. Dia 14 será feita uma reunião para definir estes itens”, declarou Iaquinta.
Juliana Binotti, do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico e Arquitetônico do Município de Limeira (Condephali), confirmou que a Prefeitura deve apoiar a reforma, mas, a princípio, com acompanhamento técnico da Secretaria de Planejamento. Até o fechamento da edição a reportagem não obteve resposta da Unicamp, confirmando ou não o possível apoio.
Bevilacqua lembra que as obras devem ser conduzidas com a metodologia descrita no termo. A segunda etapa, que deve ser concluída em um ano, prevê revisão elétrica e hidráulica, além de verificação completa do telhado. Descupinização e vedação de madeiras, manutenção nas calhas e catalogação das peças históricas também são previstas neste prazo. As providências de longo prazo (dois anos) são a proteção contra descargas elétricas e limpeza da área de acesso à Torre Sineira.
HISTÓRICO
A Confraria foi fundada em 13 de janeiro de 1856 mas, até a inauguração da igreja, em 15 de agosto de 1867, funcionava como Irmandade Nossa Senhora da Boa Morte. A igreja possui hoje cerca de mil contribuintes, com o dízimo de R$ 20 anuais.
A igreja está fechada desde dezembro de 2007, e as obras de restauração foram paralisadas em fevereiro de 2009. Segundo o Condephali, havia irregularidades que afetariam as características originais do patrimônio histórico.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Em cumprimento ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado ontem com o Ministério Público, a Confraria da Igreja Boa Morte deve concluir a fase preliminar de obras emergenciais no prazo de quatro meses para poder reabrir o local ao público.
Fechada desde dezembro de 2007, reabertura da igreja pode
acontecer em quatro meses. Foto: Renato Silva/Gazeta de Limeira
acontecer em quatro meses. Foto: Renato Silva/Gazeta de Limeira
Os trabalhos da primeira fase serão de revisão geral no forro da igreja, para que o local possa ser reaberto sem risco aos frequentadores, após laudo da Defesa Civil. Na segunda e terceira etapas, de médio e longo prazo, que têm prazo de até dois anos, estão previstas as medidas restantes. Estas poderão ser feitas com igreja em funcionamento, desde que não haja riscos e não atrasem o cumprimento do termo.
Na prática, o prazo pode ser ampliado, já que o termo passa a valer após homologação do Conselho Superior do Ministério Público, o que pode demorar até três meses. No entanto, o prazo considerado pelas partes é de quatro meses. “Não há impedimento para começar. O que não pode é oferecer risco”, enfatizou o promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua.
Outro item que pode esticar o prazo são “situações de força maior” que possam ser conhecidas apenas com o início dos trabalhos, mesmo caso justificável para evitar aplicação de multa por atraso, de R$ 30 mil por mês. Os membros da Confraria lembram que o laudo feito pela Unicamp, usado como base para o TAC, é parcial e não aponta os possíveis problemas que podem ser encontrados ao mexer na estrutura do forro e, consequentemente, demandar mais tempo.
Eles preveem que, com o levantamento das obras emergenciais e se houver fôlego financeiro, a igreja pode reabrir até antes. A Prefeitura e Unicamp teriam sinalizado ajuda para a primeira fase.
“Contamos com o povo para nos ajudar a angariar fundos para reabrir o quanto antes e acredito que teremos essa ajuda. Para o restante das obras, teremos dois anos para a conclusão. Até lá poderemos continuar as atividades, como a realização de casamentos”, disse Francisco Bellão, que substituiu Benedito Iaquinta na representação da Confraria.
Segundo Iaquinta, ainda não há perspectiva do quanto em dinheiro será necessário, enquanto Bevilacqua lembra que, com o termo em mãos, orçamentos já podem ser solicitados. “Vamos criar uma comissão de obras, com adesão de cidadãos, para orçamento e execução da primeira etapa. As medidas para arrecadar dinheiro também serão discutidas. Dia 14 será feita uma reunião para definir estes itens”, declarou Iaquinta.
Juliana Binotti, do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico e Arquitetônico do Município de Limeira (Condephali), confirmou que a Prefeitura deve apoiar a reforma, mas, a princípio, com acompanhamento técnico da Secretaria de Planejamento. Até o fechamento da edição a reportagem não obteve resposta da Unicamp, confirmando ou não o possível apoio.
Bevilacqua lembra que as obras devem ser conduzidas com a metodologia descrita no termo. A segunda etapa, que deve ser concluída em um ano, prevê revisão elétrica e hidráulica, além de verificação completa do telhado. Descupinização e vedação de madeiras, manutenção nas calhas e catalogação das peças históricas também são previstas neste prazo. As providências de longo prazo (dois anos) são a proteção contra descargas elétricas e limpeza da área de acesso à Torre Sineira.
HISTÓRICO
A Confraria foi fundada em 13 de janeiro de 1856 mas, até a inauguração da igreja, em 15 de agosto de 1867, funcionava como Irmandade Nossa Senhora da Boa Morte. A igreja possui hoje cerca de mil contribuintes, com o dízimo de R$ 20 anuais.
A igreja está fechada desde dezembro de 2007, e as obras de restauração foram paralisadas em fevereiro de 2009. Segundo o Condephali, havia irregularidades que afetariam as características originais do patrimônio histórico.
Publicado na Gazeta de Limeira.
Com assinatura do Termo, Confraria espera apoio da população
para financiar obras. Foto: Mário Roberto/Gazeta de Limeira
para financiar obras. Foto: Mário Roberto/Gazeta de Limeira
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